Maestrazgo de Teruel

O Maestrazgo é um território de fronteiras, ocupando a porçao
leste da província de Teruel(Aragón) e a província de Castellón
(Valencia). Seu relevo montanhoso e o clima rigoroso, com tem-
peraturas no inverno que chegam a -15 graus, condicionaram o
modo de vida de seus habitantes.
Historicamente, sempre foi uma região isolada das principais vias
de comunicação e das grandes aglomerações urbanas.
O desenvolvimento econômico iniciou-se nos séc.XVI e XVII, mediante
a produção de la e elaboração de tecidos para exportação.
Em época contemporânea, o Maestrazgo adquiriu fama devido aos conflitos políticos que nele sucederam, como as chamadas Guerras Carlistas do séc.XIX.
Hoje constitue um espaço arquitetônico e histórico privilegiado pelo seu grau de conservação.
Viajaremos por pueblos situados no Maestrazgo de Teruel.
Começamos pelo mais que pitoresco pueblo de Miravete de la Sierra.

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Seu núcleo central está constituído por seu singelo ponte medieval e a Igreja de N.Sra.De Las Nieves, gótica-renascentista do séc.XVI.
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Em seguida, Mirambel, pueblo de origens templárias e que conserva o melhor centro histórico da região. Durante a reconquista, foram concedidas estas terras à Ordem dos Templários, que fundaram a vila em 1234. No séc.XIV, a posse do pueblo passou a outra ordem militar, a dos cavaleiros de San Juan de Jerusalém.
Em 1980, foi declarada conjunto histórico artístico , pela beleza de seu patrimônio.
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O acesso ao pueblo se dá por um arco, cujo destaque é a torre templária, perfeitamente conservada. Do outro lado, o portal das Monjas, considerado um dos símbolos de todo o Maestrazgo.
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A igreja de Santa Margarita sobressae pelo equilíbrio de linhas e proporções e foi erguida no séc.XVII.
Passear por Mirambel é como uma viagem no tempo, respirando a atmosfera inequívoca da idade média.
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Cantavieja é uma cidade um pouco maior que as anteriores, sendo a capital histórica do Maestrazgo. Foi o centro da rebelião Carlista, em que se enfrentaram partidários de D.Carlos, defensores do absolutismo, contra o governo da rainha Maria Cristina.
Os principais focos de resistência foram o País Vasco e o Maestrazgo, ao mando do general Ramón Cabrera, que estabeleceu em Cantavieja o reduto de suas tropas.
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A insólita praça maior do pueblo está emoldurada por um pórtico arcos apuntados.
A Igreja da Assunção é barroca do séc.XVIII.
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Nosso último pueblo chama-se Iglesuela Del Cid, também de origem templária.
Apresenta um conjunto monumental de característica cor avermelhada.
A igreja de fábrica gótica preserva sua cabeceira poligonal, com ampliações barrocas
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Todos estes pueblos fazem parte do Parque Cultural do Maestrazgo, um aglomerado de pequenos municípios, onde o patrimônio natural e cultural constitue um elemento de identidade coletiva.
Vale muito a pena conhecê-los, e disfrutar de uma região ainda desconhecida pelo turismo.

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Pontes de Zaragoza

O rio Ebro é o maior da Espanha, tanto em volume de
água, quanto em extensão, se consideramos apenas aqueles
que nascem e desembocam em solo espanhol.
Com 930km de comprimento, percorre o norte peninsular,
formando o vale que leva seu nome.
Seu nome deriva de uma adaptação latina de um vocábulo
grego(Íber), que dá nome à península e aos povos ibéricos
e significa ribeira ou margem do rio.
O rio nasce na Cantabria e desemboca na Catalunha, formando
o delta do rio Ebro, antes de desembocar no mediterâneo.
No seu passo por Zaragoza, inúmeras pontes foram construídas
ao longo dos séculos, para a circulação de pedestres, carros e
trens. Vejamos algumas delas:
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A chamada Ponte de Pedra é a mais antiga de todas.
Iniciada em 1401 e concluída em 1440, por várias vezes teve sua estrutura danificada devido às cheias do rio, como a de 1643, que destruiu duas de suas arcadas centrais. O fato ficou documentado no quadro “ Vistas de Zaragoza”, do pintor Martínez Del Mazo, realizado em 1647. Logo depois, a ponte sofreu uma de suas muitas reformas.
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A ponte de Santiago permite o acesso direto ao centro histórico da cidade e foi construída em 1967.
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Já a Ponte das Fontes ou da União é um pouco mais recente, inaugurada em 1989.

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Com o advento da Expo internacional de 2008, foram construídas obras de grande valor arquitetônico, como o Pavilhão  Ponte, projeto da arquiteta iraniana Zaha Hadid, e que representou uma excepcional conquista da engenharia espanhola, já que estrutura da ponte foi montada em terra firme e logo depois colocada no local escolhido.
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Muitas outras existem, como a do Terceiro Milênio, a do Voluntariado, a Ponte de América, de Almozara,etc. Em breve, espero poder realizar outro post destas belas e engenhosas pontes…

Castelo de Bellver

O Castelo de Bellver é um dos símbolos da cidade de
Palma de mallorca e foi construído no séc.XIV, sob as ordens
do rei Jaime II, e finalizado em 1310.
De estilo gótico, seu nome se origina do catalão antigo, Bell veer,
que significa “bela vista”, como esta panorâmica que se pode vislumbrar desde o alto do castelo.Imagem

Uma de suas peculiaridades é a originalidade de seu desenho
arquitetônico. De formato circular, é um dos poucos da Europa com
esta característica, e o mais antigo.

De fato, são circulares todos os principais elementos que o compõe:
as muralhas, torres e o pátio central.
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Rodeando o castelo e as torres, há um fosso. No centro do pátio, existe uma cisterna, utilizada para a captação de água.

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Toda as dependências se convergem ao pátio central mediante uma
galeria de arcos góticos.
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Durante sua história, foi utilizado como residência real, refúgio para a peste que assolou a região na idade média e como prisão.
O castelo combina explendidamente as funções  de palácio e de construção defensiva.
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Atualmente, é um dos pontos altos de uma visita à cidade e sede do Museu de Palma, com exposições históricas e recinto para atos culturais, concertos, etc.
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Paisagem e cultura de Menorca

Segunda maior ilha do arquipélago balear, Menorca psssui
uma exuberante paisagem que lhe concedeu o título de
Reserva da Biosfera, outorgado pela Unesco em 1993.
Igualmente impressionante, sua rica história nos legou
um patrimônio arqueológico que inclue construções
Megalíticas da idade do bronze. Colonizada pelos carta-
gineses, no ano 427dc foi conquistada pelos vândalos e
posteriormente integrado ao império bizantino, após o de-
clínio do povo bárbaro. Em seguida, os árabes atacaram e
integraram a ilha ao califato de Córdoba.
Em 1232, depois da conquista de mallorca por Jaime, o conquistador, a Menorca islâmica passou a fazer parte do reino de Aragón.
No séc.XVIII, foi invadida desta vez pelos britânicos, que
permanecem na ilha por 70 anos. Em 1782, Espanha retoma
o controle da ilha.

Durante a ditadura de Franco, era considerada um objetivo
militar por ser o ponto mais oriental do país, fato que explica a
ausência do turismo nesta época, permitindo que se conservasse
intacta suas paisagens naturais.
A ilha possui um clima mediterâneo, com o verão quente e inverno
suave.

Suas 2 cidades principais situam-se nos extremos opostos  da
ilha.
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Ciudadela encontra-se no oeste e, além de ser a mais populosa, detém
a soberania eclesiástica. Prova disto é a catedral de Santa Maria, cons-
truída sobre uma antiga mesquita árabe. Se trata de um templo de estilo
gótico-catalao e foi erguida nos séc.XIII e XIV, por ordem de Alfonso III
de Aragón, após a reconquista da ilha.
No séc. XIX(1813) foi construída a fachada neoclássica e durante a Guerra Civil espanhola foi saqueada, perdendo todo seu patrimônio ornamental.
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Mahón, situada no leste, passou a ser, com a conquista britânica, a capital informal de Menorca arrebatando-a de Ciudadela e criando uma rivalidade que permanece até hoje. O fato, porém, é que a ilha  não está considerada como uma Província, razão pela qual não existe, oficialmente, uma capital.

No seu conjunto, as Ilhas Baleares, sendo uma Comunidade Autônoma, possui uma capitalidade, e esta é Palma de Mallorca.
O templo mais importanta da cidade é a Igreja, também dedicada à Santa Maria.
Levantada no séc.XVIII(1748), sobre os restos de uma anterior construção gótica, seu monumental órgao é de 1810.
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Em relação a seus espaços naturais protegidos, um dos mais belos é o Parque de Albufera de Grau, que preserva o ambiente costeiro, com praias ainda intocadas.
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Os privilegiados turistas que visitam a ilha tem, a sua disposição, locais  maravilhosos como as calas Macarella e Macarelleta. É de tirar o fôlego…
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A catedral de Palma de Mallorca

Como inúmeras catedrais espanholas, a de Palma de Mallorca
também se edificou sobre uma mesquita anterior, na qual se
realizaram obras de adaptaçao para o culto cristão durante o
séc.XIII (1229), em virtude da conquista da ilha pelo rei Jaime I.
Porém, a catedral começa a ser efetivamente construída
no séc.XIV, durante o reinado de Jaime II e sua consagração, somente em 1601.
Ao visitante que se depara diante da catedral vista do mar, se impressionará com a semelhança de seu formato com a de um grande navio.
Não só por isso, é considerada um dos templos góticos mais notáveis de todo o continente europeu.
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A nave central, com 44metros de altura, é uma das mais altas dentre as catedrais.
Além disso, em seu interior se observa uma de suas características mais originais, já que com uma menor quantidade de materiais encerra dentro de si um volume maior de espaço útil para os fiéis. A altura da nave, maior que as duas naves laterais, bem como suas colunas, altas e delgadas configuram um aproveitamento magistral dos meios construtivos do gótico para a organização do edifício.
Este tipo de planta, de influência alemã, é conecido como planta de salão.

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A catedral possui também o maior rosetón gótico do mundo.

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A porta do Mirador é a mais bela e antiga da catedral (séc.XIV) e decorada com a representação da última ceia.

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Na capela da trindade descansam os restos dos reis Jaime II e Jaime III.

Abaixo, o órgao da catedral.

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A porta da fachada principal é neogótica, construída no séc.XIX e se
deve ao projeto do arquiteto Juan Bautista Peyronet(1854) e finalizada
por Joaquim Pavía em 1879.
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O famoso arquiteto catalão Antoni Gaudi foi o responsável por uma remodelação que incluiu a mudança da posição do coro e a construção de um baldaquino, que infelizmente permaneceu inacabado.
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Paisagem de Mallorca

A ilha de Mallorca é a maior das que compoe o Arquipélago das Baleares, com uma superfície de 3.640km quadrados. Forma, junto com as Ilhas canárias, as duas comunidades autônomas marítimas da Espanha.
A população total da ilha é de aprox. 9OOmi habitantes e a capital Palma, com 400mil,é a maior de todo o arquipélago e a oitava do país.
O idioma falado é uma variedade do catalán, denominado mallorquín.
O turismo representa uma fundamental fonte de renda e o número de estrangeiros residentes na ilha, principalmente alemães e ingleses, é elevado.

Uma das principais reservas  da ilha , o Parque natural de Mandragó, foi também declarado Zona especial para a proteção das aves, já que foram catalogadas 70 espécies, sendo a maioria migratórias. Está situado no sudeste da ilha.

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Ao noroeste, encontra-se a mais importante formação montanhosa de Mallorca, a Serra de Tramontana. Nela, podemos disfrutar de uma paisagem maravilhosa, bem como conhecer povoados de alto valor cultural.
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O lago artificial de Cúber é o responsável pelo abastecimento de água de Palma e proporciona belas vistas.
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No extremo oriental da ilha, se contempla uma panorâmica de cinema desde o mirante de Formentor.
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Próximo a ele, a cidade de Alcúdia preserva sua bela muralha do séc.XIV.Imagem

A geografia da ilha é generosa em belas e pequenas praias, aqui chamadas de calas, como a da foto abaixo, chamada de Agulla.
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Castelos da Comunidade de Madrid

Hoje veremos 3 exemplos de castelos que se podem
visitar na Comunidade de Madrid.
O castelo de Manzanares el real é um dos mais conservados
de toda a comunidade, além de representar uma excelente
mostra de arquitetura militar castelhana do séc.XV, e um dos últimos em  serconstruído no país. Sua inicial vocação de fortaleza, porém,
foi desfeita, já que o castelo transformou-se no palácio residencial de uma dasmais nobres famílias do reino de Castela, Los Mendoza.
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Iniciado em 1475 devido à iniciativa do 1º Duque do Infantado,
Don Diego Hurtado de Mendoza e com a colaboração de Juan Guas, arquiteto dos reis católicos.
O castelo possui planta quadrada com cubos cilíndricos nas esquinas, exceção feita àquela onde se encontra a Torre de Homenagem.
Seu estilo é conhecido como Gótico-Isabelino ou também chamado
estilo reis católicos, já que as construções realizadas neste estilo foram
patrocinadas pelos rei Fernando de Aragón e a rainha Isabel de Castela.
Representa a transição entre a última etapa do Gótico e o início do Renascimento.
Recebe influèncias múltiplas, desde a arte islâmica, mudéjar e da arte flamenca.
O Gótico-Isabelino introduz nos edifícios elementos decorativos, muito mais que estruturais.
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Declarado Monumento histórico-artístico em 1931, nele foi assinado o
Estatuto de autonomia da Comunidade de Madrid em 1983.
Na atualidade, o castelo é cenário de várias programaçoes culturais, durante todo o ano.
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O município de Buitrago de Lozoya, situado ao norte da Comunidade, é considerado um dos conjuntos medievais mais preservados de toda a região.

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Seu castelo faz parte do recinto amuralhado que envolve a cidade.
Se supõe que a construção atual do séc.XV foi antecedida por outra árabe, fato que marcou com sua influência a composição gótica-mudéjar da construção.

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Originalmente, albergava um palácio, porém os danos sofridos durante a
Guerra da Independência levaram-no ao estado atual de ruínas.
A planta é retangular e utilizou-se tijolo, pedra e cal para a edificação.
Atualmente o interior é usado para festas populares, como corridas de touros.

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Em San Martín de Valdeiglesias se situa o castelo de Coracera.

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Como os anteriores, foi construído no séc.XV e se conserva em bom estado devido às constantes obras de reabilitação.
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Seu nome provém de um dos seus proprietários, Don Juan Antonio Coracera, que teve um trágico destino quando, acusado de roubo, foi decapitado por ordem real.
O castelo foi levantado por Álvaro de Luna, como residência e pavilhão para a caça.
Recebeu também em seu aposentos personagens como a rainha Isabel de Castela.
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