Românico em Aragón

O Românico Aragonês esteve vinculado às idéias e
influências recebidas pelo caminho de Santiago, sobretudo
francesas e da lombardia, já que a comunidade de Aragón
é o primeiro passo em território espanhol, dos peregrinos
vindos do sul da França. Entrando por Samport, se dirigiam
à cidade de Jaca, onde se pode contemplar sua magnífica catedral.
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Dedicada à São Pedro, o templo está considerado um dos mais
antigos e característicos de todo românico peninsular.
Sua construção iniciou-se quase ao mesmo tempo que
a catedral de Santiago de Compostela, a finais do séc.XI, sendo
finalizada no séc.XII. Como sede episcopal e, durante 20 anos
capital do Reino de Aragón, foi através da iniciativa do rei
Sanho Ramírez que se colocou sua primeira pedra.
A planta da catedral é do tipo basilical e com 3 naves, sendo a central
mais alta e larga que as laterais, disposição típica do românico.
Durante o Renascimento, em 1572, são colocadas novas
capelas e em 1598, a boveda da nave central.
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O sublime órgão foi construído em 1705.

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Na portada exterior, destaca o Crismón românico, que representa o
anagrama de Cristo e que consiste na junção das letras gregas X e P,
as duas primeiras letras do nome de Cristo no idioma grego.( Xpiotós ).
Pode também ser complementado com as letras alfa e ômega, represen-
tando neste caso a Cristo sendo o princípio e o fim de todas as coisas.
Na portada da catedral, porém, o leão da direita aplasta a um urso, significando Cristo como vencedor do pecado e da morte, e da esquerda, um homem penitente que se inclina diante dele, mostrando sua misericórdia divina.

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Outro monumento fundamental do Românico Aragonês é a Igreja de São Pedro de Huesca. O edifício que vemos atualmente data do séc.XII, considerado Monumento Nacional desde 1885, representando um dos conjuntos mais destacados da Comunidade de Aragón. Estudos arqueológicos revelaram sua origem romana.
A fachada exterior, igualmente que a catedral jaques, representa a um crismón sustentado por anjos.
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Alberga no claustro os sepulcros dos reis aragoneses Alfonso I, o batalhador, e do seu irmão e sucessor Ramiro II, o monje, estando considerado como panteão real.
No interior, destaca o retablo maior, de madeira policromada e realizado no séc.XVII.

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Se conservam restos de pinturas murais, os únicos que sobreviveram da antiga decoração pictórica que adornava a igreja.
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A nave central está coberta pelas típicas bôvedas de cânon.
Existe constância do órgão sendo reformado desde o séc.XVI.
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O portal de acesso ao coro é uma obra barroca, e no alto as estátuas de São Vicente, no centro, e dos santos Justo e Pastor ao seu lado.
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O famoso claustro está formado por colunas duplas e elaborados capitéis que representam a fatos históricos da vida de Cristo, bem como cenas de caráter alegórico.

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A metade dos 38 capitéis existentes permanecem em seu estado original, e a outra são reproduções feitas no séc.XIX.
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