Granja de San Ildefonso

O Real Sítio de San Ildefonso, também conhecido como a Granja de San Ildefonso ou, simplesmente, a Granja, é um município localizado a 11km da cidade de Segóvia, na Comunidade de Castilla-León, situado na vertente norte da serra de Guadarrama.
Sua história está intimamente relacionada com o Palácio Real, que se pode visitar atualmente. Antes da existência deste palácio, houve outro, localizado na cidade próxima de Valsaín, e fundado pelo rei Enrique IV de Castilla, como uma área de caça.
Esta construção formou parte também das residências de Felipe II. Hoje em dia, contemplamos apenas suas ruínas, do que foi o primeiro dos chamados “Reais Sítios”.
Sofreu vários incêndios, dos quais o mais devastador ocorreu em 1697, que o destruiu quase que totalmente. Finalmente, foi abandonado para a construção de outro em suas imediações, mais ao gosto da nova dinastia dos Bourbons, que acabava de assumir o trono espanhol com o rei Felipe V.

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Seu nome se origina de uma antigo monastério dedicado a San Ildefonso, cujos monjes da ordem dos Jeronimos possuíam uma hospedaria, pomares e uma granja para sustento próprio. A ermita do monastério permanece ainda hoje dentro da área do palácio.

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Através das ampliações que foram sendo realizadas, Felipe V conseguiu transformar o recinto num “Pequeno Versailles”, de estilo barroco, adornado com belos jardins e esculturas monumentais.
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Durante dois séculos, a Granja seria a residência de verão dos monarcas espanholes.
O conjunto é formado, além do palácio, por uma série de edifícios anexos, como por ex., a Real Colegiata de la Santísima Trinidad, antiga capela rel e local de sepultura do rei Felipe V e de sua segunda esposa Isabel de Farnesio.
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Com uma extensa área verde, os jardins rodeiam o palácio, e são um dos melhores exemplos da jardinaria européia do séc. XVIII.

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Desenhado pelo francês René Carlier, que sabiamente utilizou o relevo da região como um suporte de perspectiva visual, e como uma alternativa fácil para o abastecimento de água, através das 26 fontes que embelezam o parque.

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As esculturas estão inspiradas na mitologia clássica, e foram feitas de chumbo, para evitar a corrosão e pintadas simulando o bronze, como efeito estético.
Os trabalhos de canalização originais continuam funcionando normalmente e durante as festividades de San Fernando (30 de maio), Santiago (25 de Julho) e San Luís (25 de Agosto), podemos admirar todas as fontes em pleno funcionamento, num espetáculo imperdível.
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Alguns fatos históricos de máxima importância se sucederam aqui, como a assinatura do Tratado de San Ildefonso, que estabeleceu as fronteiras sul-americanas entre Portugal e Espanha.
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Outro fator que ajudou no crescimento da cidade foi a criação da Real Fábrica de Vidros em 1727, com o objetivo de diminuir as importações de peças de cristais de luxo, tão requisitadas para a decoração das dependências reais e da nobreza castelhana.

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San Sebastián

San Sebastián (em espanhol) ou Donostia (em euskera) é uma cidade da Comunidade Autônoma do País Vasco situada na costa do Golfo de Vizcaya, a tão só 20km da França.
Capital da Província de Guipúzcoa, tem aprox. 200 mil hab.
Constitue um dos destinos turísticos mais famosos de toda a Espanha.
Sua paisagem, dominada pela baía de la Concha, bem como pela arquitetura modernista iniciada na segunda metade do séc. XIX, trouxe à cidade uma atmosfera burguesa, associada à influência do país vizinho, propiciando uma onda turística a escala européia. Além disso, eventos da magnitude do Festival Internacional de Cinema, aumentaram ainda mais a fama que goza a cidade.
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Seu nome origina-se de um antigo monastério dedicado a São Sebastião, e a vila medieval foi fundada em 1180 pelo rei Navarro Sancho “El Sábio”.
A cidade conta com 3 praias urbanas, sendo a mais conhecida a da Concha, a “Pérola do Cantábrico”.
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O prédio da prefeitura, anteriormente localizado na Praça da Constituição, atualmente está situado no antigo cassino, que funcionou desde a inauguraçao em 1897 até 1924, ano em que foi proibido. A partir de 1947, abriga a sede da Casa Consistorial.

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A Catedral do Bom Pastor é de finais do séc. XIX, e foi inspirada na Catedral de Colônia.
De estilo neogótico, possui 3 naves longitudinais e uma transversal, também chamada de transepto. O órgão é de 1954, na época um dos maiores do país.
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A Praça da Constituição localiza-se no coração da parte antiga, e seus balcões coloridos tem um número impresso, da época em que a praça acolhia eventos como a corrida de touros.

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Nos extremos da praia da Concha, 2 montes propiciam uma visão privilegiada de San Sebastián. O Monte Urguel, uma fortaleza militar do séc. XII, relembra o passado de guerras e rebeliões da cidade.

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Já o Monte Igueldo, possui atrações suficientes para  um prazeroso passeio. O Torreón de Igueldo, por ex., do séc. XVIII, foi inicialmente um farol, e hoje abriga um excepcional mirante, onde se avista, no centro da baía de las Conchas, a ilha de Santa Clara. Escarpada, apesar do reduzido tamanho, no séc. XVI foram levados para ela os contagiados pela peste que contaminava a cidade.

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O curioso Parque de Diversões dispõe de brinquedos para crianças e adultos, como a enorme cama elástica.

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Se pode aceder ao monte através de um funicular, o mais antigo do País Vasco, e que utiliza os mesmos veículos e equipamentos da época de sua inauguração, em 1912.

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Outro opçao imperdível é caminhar pelo Paseo Marítimo, visitando museus e admirando a paisagem.

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Para repor as energias, nada melhor que provar de sua gastronomia, de excepcional qualidade. Inúmeros sao os bares em que se pode degustar de tapas e pratos típicos, a base de pescado. Conhecer com calma seu traçado urbano, bem como o charme de suas construçoes e cuidados jardins, será uma experiência enriquecedora e, certamente, inesquecível.

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Pela Costa de Santander

Santander é a bela capital da Comunidade de Cantábria, situada ao norte de Espanha.
Um dos seus grandes atrativos é caminhar pela magnífica orla, que oferece inesquecíveis vistas do mar Cantábrico, bem como o disfrute de muito dos lugares mais representativos da cidade.
Nosso itinerário inicia-se no Paseo De Pereda, uma extensa avenida  que acompanha o mar, formada por um conjunto de edifícios construídos desde finais do séc.XVIII a princípio do séc. XX, declarado conjunto histórico-artístico.
Esta via de comunicação felizmente não foi afetada pelo devastador incêndio que assolou santander em 1941, e uma das construções mais significativas é a sede do Banco Santander.

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Inicialmente, funcionava como hotel, mas em 1919 o imóvel foi comprado pela instituição financeira, que realizou várias reformas para sua instalação.
Um dos seus requisitos é que deveria respeitar a rua que o atravessa, utilizando-se, desta forma, a solução construtiva do arco.

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Na parte superior, 4 esculturas representam as artes, o comércio, a cultura e a navegação. De estilo neoclássico, foi concebido pelo arquiteto Javier González de Riancho.

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Bem em frente, encontramos o Jardim de Pereda, levantado sobre o antigo porto da cidade. Tanto o Paseo quanto o jardim estão dedicados ao novelista cântabro José Maria de Pereda. Em vários momentos, apreciamos estátuas e monumentos que enaltecem o caráter litorâneo e portuário da cidade.

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A estátua dos chamado Raqueros é um ponto turístico de visita obrigatória, tanto pela beleza artística, quanto pelo seu significado. Feitas de bronze, representam a 4 meninos em posições diversas e que homenageam as crianças pobres e sem lar que, a finais do séc. XIX e princípio do séc. XX, mergulhavam ao mar, buscando incessantemente as moedas tiradas pelos turistas.
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Alguns quilômetros depois, alcançamos a famosa Península da Magdalena, que abriga o parque do mesmo nome, uma das áreas de ócio mais freqüentadas pelos habitantes da cidade e pelos turistas. Pelas maravilhosas panorâmicas que se pode contemplar e sua fantástica localização, esta área verde é uma atração por si só.
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O Palácio da Magdalena, encravado na parte mais alta do parque, é considerado um dos grandes monumentos da cidade. Construído no início do séc. XX por vontade e patrocínio popular, foi realizado para hospedar a família Real, convertendo-se, a partir de 1913, na residência de verão do rei Alfonso XIII. De estilo eclético, mistura influências francesas e inglesas, sendo o maior representante do denominado estilo regionalista Montanhês, característico de Cantábria. Atualmente, funciona como sede dos cursos da Universidade Internacional Menéndez Pelayo.

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Além do palácio, o parque possui também um museu dedicado ao homem e ao mar, e um pequeno e curioso zoológico, com espécies das regiões polares.
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Universidade de Salamanca

Salamanca é uma das cidades monumentais de Espanha, declarada Patrimônio da Humanidade em 1998.
Além de suas 2 catedrais, possui um vasto conjunto de edifícios históricos, entre os quais citamos a Universidade.
Considerada a mais antiga instituição educacional espanhola que ainda exerce suas funções, é também uma das 4 mais antigas da Europa.
Sua origem se remonta às chamadas escolas catedralícias, cuja existência se pode comprovar desde 1130. O primeiro reconhecimento oficial destas Escolas foi um documento do Rei Alfonso IX de León, que concede a categoria de Escolas Gerais à instituição. Durante o reinado de Alfonso X “El Sábio”, se transforma em Universidade, sendo a primeira em toda a Europa que adquire este nome, isto é, cujos títulos possuíam validez universal, privilégio outorgado através da bula papal de Alejandro IV em 1255.

Apesar do favorecimento real e papal, a universidade demorou séculos em obter edifícios próprios para o ensino, já que as classes, num primeiro momento, eram dadas no claustro da catedral velha.
O primeiro edifício exclusivamente universitário foi o Colégio Maior de São Bartolomeu, construído a partir de 1401. O cardeal aragonês Pedro de Luna, posteriormente conhecido como o antipapa Benedito XIII, foi um grande defensor da instituição, impulsionando a aquisição de imóveis e ajudando na construção das Escolas Maiores. Depois, o rei Juan II incentivou a criação das Escolas Menores.
Nesta época, o estudo geral abrangia as disciplinas de Direito Canônico e Civil, Medicina, Lógica, Gramática e Música.
Funcionava como uma corporação autônoma, independente da cidade e dispondo de suas próprias regras e instituições penais.
O duplo caráter da Universidade, real e pontifício, perdurou até 1852, quando  se suprime as faculdades eclesiásticas da Universidade de Salamanca.
O edifício sede das Escolas maiores é o mais emblemático da Universidade (1411) e sua fachada, o elemento mais conhecido.

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Obra Prima do estilo Plateresco, está datada entre 1529/1533, e nela se desenvolve todo um repertório iconográfico, como se tratasse de um retábulo. Está dividida em 3 partes: Na inferior, em sua porção central, aparece um relevo dos Reis Católicos Fernando e Isabel.
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No centro, o escudo do Rei Carlos V e, à sua direita, a águia de São João e do lado esquedo, a águia bicéfala, símbolo do Império Espanhol.

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Na parte superior, aparece o Papa Benedito XIII.
Em uma das pilastras, aparecem 3 caveiras e, em uma delas, a famosa rã.
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Existem muitas lendas a respeito do significado da rã. Uma delas dizia que, se um estudante não a encontrava, então não aprovava. Outra hipótese é que representa uma alegoria do pecado da luxúria, recordando aos estudantes que sua função principal é o estudo…
A contemplação da fachada atrai a numerosos visitantes, ávidos por encontrar o detalhe ornamental. Porém, muitos se contentam apenas na busca do animal, e se esquecem de contemplar todo o demais. Como bem disse Miguel Unamuno: “Não é mal que vejam a rã, senão que não vejam mais do que ela”.
Abaixo, vemos a praça onde se encontra a Universidade:

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O chamado estilo Plateresco  é exclusivamente Espanhol, surgindo no final da era Gótica e princípios do Renascimento, incorporando características de ambos.
Possui fachadas ricamente decoradas, com colunas, escudos, decoração vegetal e animal, etc. Salamanca é conhecida como a cidade do Plateresco, termo originário dos artesãos que trabalhavam com a prata, em peças ornamentadas e elaboradas, e que passou a designar este estilo, unicamente espanhol.

O Pátio possui um claustro duplo, sendo palco de acontecimentos históricos de relevância, como a viabilidade do projeto de Cristóvão Colombo, bem como a discussão das conseqüências de suas afirmações. Também se analizaram por primeira vez os processos econômicos, sendo, como está claro, um espaço onde se desenvolveu  um influente foco humanista.
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A Biblioteca conta com mais de 40.000 volumes escritos entre o séc. XVI e XVIII, destacando os dedicados à Teologia, Direito e Letras.

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Como curiosidade, na Universidade lecionou a primeira mulher professora em todo o mundo, Lucia Medrano, durante o curso de 1508/09.
Pela instituição, passaram uma enorme quantidade de personagens ilustres, como por ex., San Juan de La Cruz (poeta), Hernán Cortez (explorador e conquistador), Calderón de La Barca (escritor), etc, etc.

Catedral Velha de Salamanca

A Catedral Velha de Santa Maria foi construída ao largo dos séc. XII e XIII no estilo Românico. Possui planta basilical, cruz latina, 3 naves e seus respectivos absides semicirculares

O cimbório é uma das partes que mais chamam a atenção do visitante.
Sua construção data aprox. do ano 1150. Visto desde o exterior, adquire uma forma cônica e com decoração de escamas, e se conhece popularmente como Torre do Galo. Foi inspirada no cimbório da Catedral de Zamora.
Abaixo, observamos seu aspecto, tanto interior como exterior.
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Outro de seus atrativos é o retábulo maior, do séc. XV e o fresco superior, obra de Nicolas Florentino, pintado em 1445, e que representa o Juízo Final.
Nele, o esquema iconográfico de Jesus é igual ao que posteriormente utilizou Michelangelo para o mesmo tema na Capela Sixtina.
Aos pés de Jesus, vemos a Virgem Maria e João Evangelista de Joelhos.
À sua direita, os salvados vestidos de branco, e à esquerda, os condenados nus e que parecem caminhar em direção à boca de um monstro gigante.
Entre as figuras dos condenados se apreciam as formas de um Bispo e de um Papa, relembrando que ninguém está livre do julgamento de Deus.

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O retábulo representa a história da salvação (séc.XV), e através de suas cores vivas, se observa a influência tanto da pintura italiana, como também dos Países Baixos.

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A capela de San Martin está toda decorada por pinturas murais, realizadas por Antón Sanchez de Segóvia em 1262, e está considerada uma das mais antigas de todo o continente europeu, assinada pelo autor. Nela, já aparece o escudo de Castela e Leão.

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Realmente, os painéis decorativos da igreja sao de excepcional importância e qualidade, um dos melhores exemplos de frescos góticos que ainda se conservam.
O conjunto do claustro e suas capelas e as antigas salas capitulares, formaram o espaço onde se realizaram os primeiros estudos, germe do que mais tarde seria a Universidade de Salamanca, uma das mais antigas da Europa, ao lado das de Bologna, Paris e Oxford.
O claustro é do último terço do séc.XII, e nas salas capitulares situa-se o Museu Catedralício.

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Por todo o recinto, abrangendo a igreja e o claustro, se encontram sepulcros de personagens importantes da história local. Abaixo, vemos um exemplo:

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Catedral Nova de Salamanca

Salamanca é uma das poucas cidades espanholas que pode orgulhar-se de possuir 2 catedrais. Ao contrário do que sucedeu em muitos outros lugares, em Salamanca a catedral velha não foi derrubada para a construção de uma nova, e convivem harmoniosamente lado a lado, numa interação de épocas e estilos perceptível e, ao mesmo tempo, enriquecedor.
A idéia de se construir uma nova catedral surgiu no séc. XV, em decorrência do aumento populacional que se verificava na cidade e por sua famosa e requisitada Universidade. Porém, as obras iniciaram-se apenas no século seguinte, extendendo-se até o séc. XVIII. O templo, portanto, possui elementos góticos e barrocos.
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A catedral, dedicada à Asunçao da Virgem Maria, é, juntamente com a de Segóvia, um dos últimos edifícios da arte gótica levantado em toda a Espanha.
Durante o seu processo construtivo, a velha catedral Românica permaneceu aberta para o culto e, depois de finalizada, decidiu-se que não valia a pena destruir-la. Assim, o muro direito da catedral nova se apóia sobre o esquerdo da antiga.
Impulsionada pelos reis Católicos, em 1509 se ordena aos arquitetos que haviam trabalhado nos templos de Sevilha e Toledo, que iniciassem um projeto para a nova catedral. Iniciada 4 anos depois, durante o século seguinte as obras permaneceram praticamente paradas, sendo retomadas somente no séc. XVIII, até sua finalização e consagração em 1733.

Em 1755, a igreja sofreu os efeitos devastadores do terremoto que sacudiu Lisboa, e sua cúpula teve que ser refeita, além de reforçar a torre-campanário.
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A fachada principal está profusamente decorada, em que se destacam os relevos relativos ao nascimento de Cristo. À esquerda, se representa a adoração dos pastores e à direita, os Reis Magos. Na parte superior, Cristo crucificado e, nas laterais, São Pedro e São Paulo.
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Em seu interior, a igreja impressiona por sua grande amplitude e luminosidade.
Os pilares absorvem o peso das cúpulas,cujas combinações embelezam a estrutura, por sua variedade e complexidade.
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Cabe resaltar aqui, o magnífico cimbório levantado em 1765, que substituiu o anterior, afetado pelo terremoto.

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Uma das principais capelas de todo o recinto interior é a chamada Dourada ou de Todos os Santos, que alberga mais de 100 estátuas douradas, representando personagens do Novo e Velho Testamento.

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O órgão barroco foi construído por Pedro de Echevarria, um dos principais construtores deste instrumento em toda a história espanhola.
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O mesmo se pode dizer de dois dos principais arquitetos da catedral, Juan e Rodrigo Gil de Hontañón, respectivamente pai e filho e que trabalharam em maravilhosas obras que ainda hoje podem ser admiradas pelo país.

Pueblo de Coca

A vila de Coca situa-se na província de Segóvia, comunidade de Castilla-León. Apesar de possuir tão somente 2.000 hab, é invejável seu patrimônio monumental. Começemos por seu renomado castelo: Construído no séc. XV, é um dos maiores expoentes do chamado Gótico-Mudéjar, que nada mais é que a incorporação de características mudéjares, que emprega materiais construtivos como o tijolo, a cerâmica, o gesso e, na decoração dos tetos, a madeira, nas edificações de caráter gótico. Desenvolveu-se na Espanha entre os séc. XIV e XV, devido à suntuosidade das construções mussulmanas presentes na península, que tanto agradavam aos monarcas, além do seu baixo custo.

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O castelo de Coca foi construído em 1473, por ordem de Alonso de Fonseca, que o converte em residência senhorial. A propriedade passa posteriormente para a casa de Alba e, em 1954, é cedido ao Min. Agricultura, para que instalasse uma escola de capacitação florestal, que segue sendo requisitada por alunos de toda a Espanha.
O sistema defensivo do castelo consta de fosso e dois recintos amuralhados, com 4 torres em seus extremos.

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No interior, se conservam a masmorra e pinturas murais.

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A torre de San Nicolás é a única parte que sobrou da antiga igreja, construída a finais do séc. XII. De estilo mudéjar, imita os minaretes islâmicos.
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Das 8 igrejas que haviam no pueblo na Idade Média, apenas a de Santa Maria La Mayor permanece completa. Finalizada em 1520, no estilo gótico, guarda em seu interior os sepulcros renascentistas da família Fonseca.
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A Porta de Segóvia  data da época da construção da muralha que envolvia a cidade (séc. XII/XIII).
Única sobrevivente das 3 que existiam, permanece de pé um tramo de 200m de comp.
Durante séculos, as pedras que constituíam a muralha, foram utilizadas nas reformas de casas, explicando desta forma o pouco que resta de sua estrutura original.
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