Santillana Del Mar

Uma das localidades de maior valor histórico-artístico de toda Espanha, Santillana Del Mar faz parte da comunidade de Cantábria, e situa-se a 40km da capital, Santander. Protegida pelo patrimônio artístico desde 1889, suas construções formam um admirável conjunto medieval, cujas ruas e praças somente podem ser percorridos a pé.
Há um dito popular que diz que Santillana é a vila das 3 mentiras: não é santa, tampouco llana (em português: relevo plano), devido às suas ladeiras, e nem está situada na costa, apesar da proximidade com o mar. O termo “del mar” aparece no séc. XV, para diferenciar o nome de outro pueblo situado em Palência, denominado Santillana de los Campos.
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O nome se origina de Santa Juliana, mártir crista que foi decapitada sob as ordens de Diocleciano no séc. III, por não renegar sua virgindade e inabalável fé.
A vila desenvolveu-se ao redor de um antigo monastério que custodiava as relíquias da santa, construído entre os séc .VIII e IX.
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Decantada por escritores e artistas ao longo do tempo, J. P. Sartre, por ex., comentou que o pueblo era “Uma relíquia na vida de um homem”.
Suas casas empedradas datam dos séc. XV ao XVIII e encontram-se praticamente intactas. A casa de los Villa pertence ao séc. XVIII, e conseva seu brazao, como muitas outras.

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O traçado urbano gira em torno às duas praças que representam os poderes dominantes: a da Colegiata de Santa Juliana (eclesiástico), e a praça de Ramón Pelayo, onde se aglutinam a Prefeitura (barroca), a torre de São Borja (séc. XV) e a do Merino, cujo nome refere-se  ao local onde residia o merino ou funcionário do rei (civil).

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Dentre sua oferta cultural, destacam os museus da Inquisição e de Jesus Otero, cujo jardim está adornado com estátuas. No fundo da foto, a Colegiata de Santa Juliana.

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Na Idade Média, o pueblo tinha, aproximadamente, 800 hab. Atualmente, conta com 4.000. Santillana também se relaciona com o caminho de Santiago, já que os peregrinos acudíam à cidade para venerar as relíquias da santa, bem como hospedarem-se nos chamados hospitais de peregrinos, presentes na vila. A maior parte deles vinham pela costa desde França, dirigindo-se à Oviedo e, depois, rumo à Santiago de Compostela.

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A escassos quilómetros do pueblo se encontra um dos maiores tesouros arqueológicos de Espanha: a famosa Caverna de Altamira, considerada a “Capela Sixtina da Arte Paleolítica”. Descoberta em 1879, possui 300 metros de extensão e contém centenas de gravados, destacando Bisontes e cervos, que datam de 14.000 anos.
Porém, está fechada desde 2002, em virtude do grau de deterioração que estava sendo submetida pelo turismo a grande escala. Devido ao desejo que muitos tinham de conhecer a gruta e, ao mesmo tempo,  não ameaçar-la, foi inaugurado em 1997, o Museu de Altamira, que objetiva a conservação, investigação e difusão desta maravilha. Além do mais, está situado bem próximo à caverna original.
No seu interior, podemos contemplar uma réplica perfeita da caverna, de como era há 15.000 anos atrás. As figuras que decoram o teto da caverna foram desenhados segundo as técnicas originais, e realmente é uma perfeição que vale a visita.
A caverna de Altamira faz parte do Patrimônio da Humanidade da Unesco.
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Infelizmente, as fotos nao estao permitidas dentro do museu. Em breve, mais informaçoes sobre Santillana nos posts exclusivos sobre a Colegiata de Santa Juliana e o Museu Diocesano. Até lá…

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