Oviedo

Situada no norte da Espanha, Oviedo é a bela capital do Principado de Asturias.
Conta com aprox. 210 mil habitantes e foi fundada no ano 761 dC.
Em 812, durante o reinado de Alfonso II, descobriu-se a tumba do apóstolo Santiago. O rei parte para Compostela, convertendo-se no primeiro monarca peregrino relacionado ao Caminho de Santiago. Desde entao, Oviedo faz parte obrigatória da famosa rota de peregrinaçao.
Na cidade encontra-se algumas das construçoes mais representativas da Arte Preromânica Asturiana, declarada Patrimônio da Humanidade. Devido à sua importância, lhe dedicamos um post à parte. Além disso, muitos outros lugares de interesse merecem nossa consideraçao.

A Catedral de San Salvador começou a edificar-se no séc. XIII e sua construçao prolongou-se durante 3 séculos, até a finalizaçao da torre e do pórtco da fachada no séc. XVI.

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O templo pertence ao estilo gótico e localiza-se no mesmo lugar da antiga catedral preromânica, erguida no séc. IX. Desta época, se conserva a chamada Câmara Santa, construída durante a época de Alfonso II, e onde estão depositadas as jóias e relíquias mais valiosas da catedral.
Do século XII, a Torre Velha é de estilo Românico.
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Abaixo, vemos as imagens do interior do templo e de seu retábulo maior.

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Ao lado da catedral, a Igreja de San Tirso também é preromânica, porém se conserva, desta época, apenas o muro de sua cabeceira.

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O edifício da prefeitura foi projetado em 1622, aproveitando-se o suporte da antiga muralha. Durante a guerra civil espanhola, foi quase destruído, reedificando-se  e colocando a Torre do Relógio em 1940.

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Situado no claustro do Monastério de San Vicente, o Museu Arqueológico foi criado  em 1944, mas somente  aberto ao público em 1952. Em 2004 sofreu obras de reabilitação e ampliação, sendo reinaugurado em 2011.

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Considerada Monumento Histórico-Artístico, a Igreja de San Isidro el Real situa-se em plena Praça da prefeitura. Fazia parte do antigo Colégio dos Jesuítas, e sua construção, iniciada em 1578, foi finalizada  apenas em 1740. Por isso, vemos na fachada uma alternância de estilos, pois o corpo inferior é renascentista, enquanto o superior é de época barroca.

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O mercado da cidade é um ótimo lugar para apreciar as delícias da gastronomia local.

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A Sidra, uma bebida fabricada com o suco fermentado da maça, é uma das referências da Comunidade Asturiana. Considerada de baixa graduação (3 a 8%), é consumida em atos sociais e festivos em toda a região. Em Oviedo, existem muitas sidrerias, onde se pode beber e comer à vontade.

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Pueblos do Norte de Espanha

Neste post, conheceremos alguns pueblos  do norte de Espanha, localizados no País Vasco e na Comunidade Asturiana, onde iniciaremos a matéria.
Vila costeira e tradicional porto pesqueiro, Llanes foi fundada em 1206 e conserva parte de suas antigas muralhas.

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No centro histórico, destacamos a Basílica de Santa Maria, que apresenta uma portada românica, embora o interior seja gótico.

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Sua economia baseia-se no turismo, principalmente interno, e no verão transforma-se num animado ponto de encontro.
O chamado Paseo de San Pedro permite contemplar hermosas vistas do alcantilado que despenca por sua costa.
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Cangas de Onís possui significativa importância histórica para os asturianos, pois foi sede e corte real, além da primeira capital do Reino de Astúrias. Desde esta localidade, Don Pelayo, descendente dos monarcas da época Vizigoda, organizou uma revolta contra os invasores mussulmanos, e sua vitória na batalha de Covadonga em 722, propiciou a instauração do primeiro reino cristão da península, do qual foi o primeiro monarca. Considerada a primeira vitória contra o poder islâmico, que havia invadido e conquistado a Península Ibérica a partir do ano 711, marca o início do processo de Reconquista, que será finalizado somente em 1492, com a tomada do último reduto islâmico, o Reino de Granada.
O símbolo mais importante da cidade é o Ponte Romano, declarado Monumento Histórico-Artístico em 1931. Construído sobre o rio Sella, fazia parte da calçada romana que unia a cidade de Oviedo com Santander, e foi um fator determinante para o surgimento da vila. Apesar do nome, a construção data do séc. XIII, sob os alicerces de uma construção anterior, esta sim de época romana.
Do seu arco central, visualizamos uma réplica de um dos principais símbolos da comunidade, a cruz da vitória.
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Próxima ao Parque Nacional dos Picos de Europa, a vila de Covadonga é um dos principais destinos turísticos de Astúrias, por ser o local onde se desenvolveu a famosa batalha. Uma estátua de D. Pelayo recorda o acontecimento.

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Sua tumba encontra-se na denominada Cueva de La Santa, de fundamental importância religiosa, por abrigar a Virgem de Covadonga.
Para celebrar a vitória contra os mouros, o rei Alfonso I de Astúrias constrói esta pequena ermita.
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A Basílica de Santa Maria La Real, erguida em 1877 em estilo neoromânico, coroa o centro do povoado.

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Pela Comunidade do País Vasco, visitaremos dois pueblos de interesse.
Hondarribia  (idioma Vasco) ou Fuenterrabia (castelhano), é um pueblo localizado próximo à cidade de San Sebastian, na Província de Guipúzcoa.
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Declarada Conjunto Histórico-Artístico, a vila é uma das mais belas de toda a comunidade. O Castelo de Carlos V, de planta retangular é seu monumento mais conhecido, e foi convertido em Parador Nacional.

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Abaixo, uma das típicas construções residenciais do povoado.

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Finalizamos o post na Vila de Portugalete, conhecida pela famosa Ponte de Vizcaya, que foi tema de um post exclusivo.
Portugalete pertence à comarca da Grande Bilbao. Em seu diminuto território, acolhe a uma população de aprox. 50 mil habitantes, razão pela qual sua densidade de 15.000hab por quilometro quadrado é a maior do País Vasco.
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A Basílica de Santa Maria é um templo gótico-renascentista construído entre os séc. XV e XVI.

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A Praça do Solar está constituída por belos edifícios, como o da Casa Consistorial.

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A antiga estação de trem, construída a finais do séc. XIX  realizava a linha entre a cidade e Bilbao, e atualmente é a sede da Oficina de turismo.

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Bilbao- Segunda Parte

Continuando nosso passeio por Bilbao, a Catedral dedicada a Santiago se ergue em pleno centro histórico. A cidade foi uma das primeiras em adota-lo como padroeiro.
O templo é a sede da diocese da cidade e foi levantada no final do séc. XIV, sendo incluída, portanto, no estilo gótico final.
O interior possui 3 naves, cuja parte superior está marcada pela presença do elemento construtivo denominado trifório, característico das Igrejas de Peregrinação.
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Na próxima foto, o órgao da Catedral.

Órgao da Catedral

O teto está coberto por bóvedas de crucería, típicas do gótico.
No exterior, tanto a fachada quanto a torre foram reformadas no séc. XIX, no estilo neogótico.
Fachada da Catedral

Durante a Semana Santa, Bilbao recebe muitos visitantes, atraídos pela vasta oferta cultural e pelas numerosas procissões que saem às ruas, misturando música e devoção popular.

Semana Santa em Bilbao

Semana Santa em Bilbao

Uma das imagens mais veneradas pelos bilbaínos é a de N.Sra. de Bergoña, em cuja Basílica está depositada aquela que é considerada a padroeira de Vizcaya. A construção é do séc. XVI.
Basílica de N. Sra. de Bergoña

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Situada na parte mais alta de Bilbao, uma das melhores maneiras de chegar à Basílica é subindo pela calçada de Mallona, em uma agradável caminhada, que também ajuda a aprimorar a forma física.

Calçada de Mallona

No post anterior, comentamos sobre a via fluvial conhecida como Ria de Bilbao. Abaixo, vemos mais uma foto da Ria e, no lado direito, observamos um das obras fundamentais do processo de reurbanização da cidade, o Edifício Isozaki, localizado em uma de suas margens.
Edifício Isozakí

A Igreja de San Nicolas pertence à época barroca (1756).

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Nos finais de semana, uma boa pedida é acudir à Plaza Nueva e curtir uma ambiente repleto de música, colecionistas variados, atesanato, etc.
Construída em 1849 no estilo neoclássico, em sua parte central sedia a Academia do Idioma Vasco.

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Para os interessados em aprender o Euskera, como é conhecido o Idioma Vasco, preparem-se para a dificuldade do objetivo proposto. De qualque maneira, podemos ajudá-los inicialmente utilizando a velha e boa estratégia da Pedra de Roseta. Num dos monumentos da cidade, existe uma inscriçao no idioma vasco seguido de sua traduçao ao espanhol. Para facilitar ainda mais sua vida, transcrevo depois da foto sua traduçao em português.

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” O aumento do imposto sobre o sal provocou uma revolta que finalizou com a execuçao dos líderes neste local. “

De estilo gótico e levantada em 1433, a Igreja de San Antón é uma das mais antigas e em seu interior a luminosidade proporcionada por suas janelas é digna de exaltação.
A Torre campanário é barroca do séc. XVIII.
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Nos despedimos de Bilbao pela estação ferroviária de Abando, que comunica com as demais cidades espanholas, com a certeza de ter conhecido uma cidade que não cansa de surpreender-nos.

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Bilbao – Primeira Parte

Bilbao, em espanhol, e Bilbo, no idioma euskera, é a capital da Província de Vizcaya, uma das que compõem a Comunidade do País Vasco. Situada no extremo norte da península, é a sua cidade mais populosa, com aprox. 360 mil habitantes que, somados aos municípios circundantes, atinge os 900 mil.
Desde sua origem, foi um enclave comercial de particular importância graças à sua  atividade portuária, baseada principalmente na exportação de la procedente de Castilla e do minério de ferro extraído das minas da comunidade.
No séc. XIX e princípios do XX sofreu um desenvolvimento acelerado, transformando-se no epicentro da segunda região mais industrializada do país, superada apenas por Barcelona.
Atualmente, Bilbao é uma pujante cidade de serviços, que passa por um processo de revitalização estética, liderado por seu símbolo maior, o Museu Guggenheim, que abordamos num post exclusivo.
O principal curso fluvial da cidade e também principal artéria hidrográfica da província constituem os rios Nervión e Ibaizábal, que se unem formando a denominada Ria de Bilbao.

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Foi uma das primeiras vilas a serem fundadas no séc. XIV,  período que originou também 70% dos municípios de Vizcaya.
A cidade é o principal centro turístico da Comunidade Vasca, e muitos são seus monumentos e pontos de interesse.
Uma das melhores formas de chegar á cidade é pelo transporte ferroviário, e a estação da Concórdia, que faz a conexao com outras cidades do norte da Espanha, apresenta uma bela arquitetura de princípios do séc. XX.

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Durante o grande salto econômco realizado no séc. XIX, um de seus principais acontecimentos foi a criação, em 1857, do Banco de Bilbao. Em 1901, por sua vez, fundou-se o Banco Vizcaya, que se uniram em 1988  formando a corporação BBV.
Em 1999, a entidade incorporou o grupo bancário Argentaria, cuja fusão criou o atual BBVA. Abaixo, vemos sua sede no centro da cidade.
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A indústria siderúrgica e naval, base de seu  desenvolvimento, possibilitou a inauguraçao de um interessante espaço cultural, o Museu Marítimo.

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As áreas verdes da cidade são conhecidas nacionalmente por acolher inúmeros eventos.
O Parque de D. Casilda Iturizar é um dos preferidos dos bilbaínos.
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A cêntrica Praça de Moyúa apresenta em seu entorno uma série de edifícios históricos, como o Palácio Chávarri, sede da delegação da Comunidade.
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Abaixo, vemos uma imagem da florida praça.

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Algumas das estações de metro de Bilbao foram projetadas pelo eminente arquiteto Norman Foster, cujo apelido de “Fosteritos” rende homenagem a ele. Seu inconfundível formato semicircular, com uma cúpula transparente feita de vidro e aço, é uma das referências da moderna Bilbao.

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A prefeitura está sediada num belo edifício inaugurado em 1892, de estilo eclético.
Na fachada, duas estátuas representam a lei e a justiça e tradicionalmente se diz que o quinto degrau da escada é uma referência à altitude oficial da cidade, de 8m acima do nível do mar.
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O Teatro Arriaga é um dos principais espaços culturais da cidade. Inaugurado em 1890, seu nome presta uma homenagem ao compositor Juan Crisóstomo Arriaga, nascido em Bilbao..
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O popular Mercado da Ribeira, situado ao lado do rio, é o maior mercado coberto de todo o continente europeu, com 10.mil metros quadrados. Construído em 1929, em estilo Art Decô.

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Considerado como uma marca de identidade e um dos principais símbolos da cidade, O Athletic Clube de Bilbao é uma das equipes históricas do campeonato espanhol.
Ao lado do Real Madrid e do Barcelona, são os únicos três clubes que jamais foram rebaixados à segunda divisão.
O Estádio de San Mamés, também conhecido como a “Catedral”, foi inaugurado em 1913. O clube mantém a tradição, desde sua fundação, de apresentar equipes formada apenas por jogadores nascidos no País Vasco, ou de regiões culturalmente relacionadas a ele, com excelentes resultados, já que conquistou 8 ligas espanholas e foi vencedor da copa do Rei em 24 ocasioes, superado nesta competição apenas pelo Barcelona.

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Sua bandeira é onipresente, estando em todos os locais da cidade.

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Pueblos de Madrid

A Comunidade de Madrid é a terceira mais populosa de Espanha, com aprox. 6,5 milhoes de habitantes, dos quais 90% se concentram na capital, sendo superada apenas pelas Comunidades de Andalucia e da Catalunha. Situada no centro da Península Ibérica, é composta apenas pela Província do mesmo nome, caso único entre as 17 comunidades que formam o país.
A comunidade oferece aos visitantes pueblos de raro encanto, que vale a pena conhecer, pela singularidade de suas construções e harmonia da paisagem.
Buitrago del Lozoya, por ex., situa-se no extremo norte da província, em plena Serra de Guadarrama e a 74km da capital.
É o único pueblo de toda a comunidade que conserva íntegro seu conjunto de muralhas, que foram declaradas Monumento nacional em 1931.
Por sua vez, o pueblo está catalogado como conjunto histórico-artístico desde 1993.
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Suas referências mais remotas datam do séc. I aC, durante o período romano, embora não haja nenhum vestígio arqueológico que o comprove.
A cidade aparece realmente nos anais da história em tempos da reconquista crista, durante o reinado de Alfonso VI, aprox. em 1085.
Muito tempo depois, no séc. XIX, com a chegada das tropas de Napoleão, todo o recinto amuralhado, de origem árabe (séc. XI), foi incendiado.
Sobre o Castelo gótico da localidade já comentamos em outro post dedicado às fortalezas da comunidade.
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A Igreja de Santa Maria del Castillo é a única parróquia conservada, das quatro que haviam em Buitrago no séc. XVI. Sua construção foi concluída em 1321 e consta de apenas uma nave de estilo gótico.

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Sua parte mais antiga preservada corresponde ao ábside, da época da construçao do templo, e de sua torre, um belo exemplo de arquitetuta mudéjar.

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A fachada principal foi erguida no séc. XVI.

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Em 1936, durante a Guerra Civil, todo o recinto ardeu em chamas, perdendo-se os retábulos e obras artísticas que continha. Além do mais, provocou a destruição do teto gótico que adornava a nave central. Apenas uma pequena parte se conserva da fábrica original, justamente a que está encima do altar maior.

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O restante foi reabilitado no estilo neomudéjar, depois da restauração efetuada em 1982.

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A cidade conta também com um interessante Museu Picasso, cujo acervo foi doado pelo famoso pintor a Eugenio Arias, seu amigo e cabelereiro durante décadas. Na maioria das obras, compostas por gravados, cerâmicas e desenhos, exibe uma dedicatória especial do artista ao querido companheiro.

O outro pueblo que vamos conhecer é Talamanca de Jarama, situado no limite da fronteira com Castilla-La Mancha. Apesar de seus escassos habitantes, possui um rico e invejável patrimônio artístico. Por este motivo, a cidade converteu-se na capital cinematográfica da região, contabilizando cerca de 130 filmes rodados no município, entre os quais “Conan, o Bárbaro”, “1492” e “Fantasmas de Goya”.
Distante 45km da capital, está localizado no vale do rio Jarama, que atravessa a regiao.
Segundo a tradição, seu nome refere-se a uma antiga rainha de origem árabe que se chamava Tala, e que era manca…
O pueblo foi um enclave romano e deste período se conserva sua magistral ponte, cujas partes mais antigas são do séc. I ou II dC. A prosperidade alcançada por Talamanca esteve diretamente relacionada a esta edificaçao e seu aspecto atual é fruto das reformas realizadas na Idade Média e no Renascimento.

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A muralha de origem árabe preservada constitue apenas uma minúscula parte de seu tamanho original.

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Durante a ocupação mussulmana tornou-se um povoado de importância, mas foi sobretudo a partir de sua incorporação ao Reino de Castilla, durante o reinado de Alfonso VI e dentro do contexto da campanha militar da conquista de Toledo, que a cidade alcançou seu máximo esplendor, no séc. XIII.
Um de seus principais monumentos, que data desta época, é a Igreja Parroquial de San Juan Bautista, cujo ábside é um dos poucos vestígios românicos que se conservam em toda a comunidade de Madrid.
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O denominado Ábside dos Milagres é o único resto de um templo Românico-Mudéjar. Construído com tijolos, característico do estilo, também pertence ao séc. XIII.
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A Ermita de la Soledad foi levantada em época barroca, no séc. XVII, destacando-se por sua simplicidade e planta quadrada.

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Vitória-Gasteiz

A denominaçao da capital do País Vasco, Vitória-Gasteiz, corresponde ao seu nome em espanhol e no idioma euskera. Possui também a capitalidade da Província de Álava, onde se situa. Com tal distinção, sedia as principais instituições políticas, como o Governo e o Parlamento Vascos.
Vitória foi, ao longo da história, um importante ponto estratégico, tanto no plano militar, quanto no comercial e cultural.
Recentemente, foi nomeada capital Verde européia, devido a grande quantidade de jardins, agradáveis e cuidados.
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Se considera que a cidade foi fundada no séc. XII pelo rei navarro Sancho VI, como uma linha defensiva ante o vizinho Reino de Castilla.
A cidade mantém intacto seu traçado medieval e muitas de suas ruas empinadas que, no entanto, podem ser vencidas com a ajuda da modernidade.
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Abaixo, vemos os restos da antiga muralha, recentemente descoberta.

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Na época moderna,Vitória hospedou, em 1808, a Napoleão Bonaparte, que se dirigia à Madrid, para colocar no trono espanhol seu irmão, José I. Em 1813, foi cenário da batalha de Vitória, em que os franceses são finalmente derrotados, constituindo o desenlace da Guerra de Independência. Na Praça da Virgem Branca, núcleo central da cidade, observamos uma estátua que celebra o acontecimento.

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Em 1980, se converte oficialmente na capital da Comunidade Vasca, por decisão de seu Parlamento, propiciando o desenvolvimento econômico e contribuindo para que a província de Álava detenha o maior PIB per capita de todo o País Vasco.
Atualmente, Vitória é uma das cidades européias de melhor qualidade de vida, constatável, entre outras coisas, pelo seu dinamismo cultural. Repleta de museus e eventos de todos os tipos, a cidade acolhe anualmente dois dos festivais de música mais importantes do país: o festival de Jazz e o de Rock, que sediou sua décima edição em 2011. A seguir uma foto de seu centro histórico.

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Em relação ao seu Patrimônio Monumental, destaque para a Catedral Velha de Santa Maria, construção gótica do séc. XIV. Atualmente, passa por um processo de restauração, que foi laureado com o prêmio Europa Nostra em 2002, a máxima distinção da União Européia para os trabalhos de reabilitação do patrimônio histórico.
O templo pode ser visitado em visitas guiadas, num projeto denominado “Aberto para reformas”, e que inclue também as muralhas.
Devido aos esforços da prefeitura em promover e revitalizar seu centro histórico, iniciou-se recentemente os trâmites para que a cidade seja reconhecida como Patrimônio da Humanidade.
Nas fotos de abaixo, observamos o pórtico da catedral, formado por três portas, decoradas com estátuas e relevos.
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A catedral nova de Vitória  foi construída em estilo neogótico, sendo consagrada em pleno séc.XX.

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O chamado Portalón constitue um dos edifícios simbólicos da cidade. Do séc.XV, refere-se ao portão que permaneceu aberto desde sua fundaçao, para abrigar as carruagens e proteger, do roubo e da deterioração, as mercadorias que levavam.
Hoje em dia, alberga um restaurante de alto nível, que combina perfeitamente história e gastronomia.
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Desde o Passeo da Florida, uma agradável zona ajardinada, caminhando descubrimos um local repleto de palácios e casas históricas.

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Na sequencia, o Museu de Belas Artes, sediado num palácio de origem renascentista.

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Um pouco além, a Basílica de São Prudêncio de Armentia é uma das jóias do Românico Vasco. Erguida nas últimas décadas do séc.XII, coincidindo com a fundação da cidade, foi levantada no local de nascimento do santo (séc.VI), muito venerado não só em Álava, como também em terras riojanas e aragonesas. Seu trabalho evangelizador transformou a localidade de Armentia no centro espiritual mais importante da província.
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A Coruña

Para nós, brasileiros, A Coruña é mais conhecida como a cidade do Real Clube Deportivo, time de futebol que contou com a participação de jogadores como Bebeto, Mauro Silva e Djalminha, e uma das 9 equipes vencedoras da liga espanhola, feito conseguido na temporada de 1999/2000.
Situada na Comunidade de Galícia e capital da província homônima, é o segundo maior município da comunidade, somente superado por Vigo. Conta com uma das maiores densidades demográficas do país, com 6.500 hab/km quadrado.
Sua economia baseia-se nas atividades de serviço e no setor secundário, as atividades portuárias e o refino de petróleo.
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Torre de Hércules

Torre de Hércules

A Coruña é a denominação oficial no idioma gallego, e La Coruña em espanhol, embora se utilize coloquialmente somente a palavra Coruña, comum em ambos idiomas.
Historicamente, existem provas de assentamentos pré-romanos na zona que ocupa a cidade, antigamente povoadas pela tribo autóctona, os ártabros.
Sob dominação romana, foi um porto de considerável importância, a partir do momento que as tropas de Júlio César conquistaram a região em 62 a.c., batizando o local como Brigantium. No séc. II d.C., se construiu a Torre de Hércules, considerado atualmente o farol em funcionamento mais antigo do mundo e declarado Patrimônio da Humanidade.

Abaixo, uma das vistas que se contempla desde o farol.

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Depois da queda do império, integrou-se ao Reino Visigodo. A invasão árabe da península teve pouca repercussão na região, fazendo parte posteriormente do Reino Cristão de Astúrias. Em época contemporânea, o estatuto da Comunidade de Galícia foi aprovado em 1981, resultando na perda da capitalidade que a cidade mantinha desde 1563, em prol de Santiago de Compostela, fato que marcou a maior manifestação pública da história de A Coruña.
Além de seu  famoso farol, considerado o símbolo da cidade, A Coruña reserva outras gratas surpresas para o visitante.
O Castelo de San Antón localiza-se na zona portuária, e foi construído em 1587 para a defesa da cidade, chegando a repelir um ataque inglês em 1589. A partir do séc. XVIII, converteu-se em prisão e atualmente sedia o Museu Arqueológico e Histórico, desde sua inauguração em 1968.

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Desde o castelo, um lindo panorama, destacando a Torre de Controle Marítimo, um dos prédios mais altos da cidade.

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No centro histórico, duas igrejas de origem Românica embelezam a paisagem.
A Colegiata de Santa Maria pertence a finais do séc. XII e princípios do XIII.
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O templo dedicado a Santiago, do mesmo período que a anterior, relembra que a cidade faz parte do chamado Caminho Inglês, um dos vários que compõem a rota à Santiago de Compostela.

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A Coruña é também conhecida como a “Cidade Cristal”, pelas diversas fachadas de edifícios denominadas de galerias, balcões feito de madeira branca com uma grande superfície de vidro.

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Na Praça Maria Pita, situa-se o prédio da Prefeitura, construção modernista do séc. XX.

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O Passeio Marítimo é o maior de todo o continente com quase 16km, e nele podemos disfrutar de sua praias, como a de Riazor, em pleno centro urbano e a das Lapas, aos pés da Torre de Hércules.

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Uma boa maneira de percorrer-lo é através do bonde, inaugurado em 1997, ligado ao plano de revitalização da zona.

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