Pueblos de Aragón

O Patrimônio Cultural-Artístico da Comunidade de Aragón destaca-se por suas múltiplas manifestações, apesar de ser desconhecida da maior parte dos turistas. Este post  tem como objetivo retratar alguns dos pueblos da região, ricos em história e construções monumentais, que fogem um pouco dos chamados roteiros tradicionais. Na Província de Zaragoza, maior cidade e capital da comunidade, existem muitos deles. Iniciamos nosso relato pelo pueblo de Illueca, conhecido por ser a terra natal do chamado Papa Luna.

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Sua vida transcorreu nos turbulentos anos do denominado Cisma do Ocidente, quando a Igreja Católica se dividiu entre dois papados, um instalado na cidade de Avigñon (França), e o outro em Roma. Eleito pelos cardeais franceses com o nome de Benedito XIII, é considerado como o único papa aragonês da história. Uma das clausuras de seu papado sería que abdicaria, caso a questão religiosa fosse resolvida, algo que não sucedeu. Destronado de seu cargo, o Papa Luna refugiou-se na cidade de Peníscola, reclamando o título papal até sua morte. Por este motivo, é considerado atualmente como um antipapa. Abaixo, vemos o Palácio do Papa Luna em Illueca, cidade na qual passou sua infância. Construído no séc. XIV, foi reformado no séc. XVII.

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Próximo à Illueca, encontramos o Castelo de Mesones de Isuela, construído em 1370 para defender as fronteiras de Castela.

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O pueblo de Tierga é outro exemplo de povoado tipicamente aragonês.

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A cidade de Tarazona é uma das maiores da comunidade e sua importância artística se comprova por ter sido declarada Conjunto Histórico-Artístico desde 1965, possuindo excepcionais mostras da arte mudéjar. A Catedral de N. Sra. de la Huerta é um bom exemplo. Construída no séc. XII, possui planta gótica, estando decorada com elementos da arquitetura mudéjar. Seu processo de restauraçao foi recentemente finalizado, e se pode atualmente contemplar sua beleza numa aconselhável visita. Quando estive na catedral, estava em obras e nao pude visitá-la. De qualquer modo, abaixo vemos uma foto de sua cúpula.

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Já a Igreja de Santa Maria Magdalena é a mais antiga da cidade, e foi levantada no estilo Românico-Mudéjar. Abaixo, vemos sua esbelta torre.

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A Casa Consistorial, construída entre 1557/63 possui uma bela fachada renascentista, com várias figuras mitológicas esculpidas.

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A velha Praça  de Touros está constituída por casas que eram alugadas por seus proprietários em ocasiões festivas e seguem habitadas até hoje.

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A Judería, bairro onde se agrupavam os judeus na Idade Média é uma das mais conservadas de Aragón.

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Uma das manifestações de maior universalidade cultural de Tarazona é a festa do Cipotegato, um personagem disfarçado de alerquim, açotado por imensas quantidades de tomates pela multidão. O Cipotegato é escolhido anualmente por sorteio, entre os jovens da cidade e representá-lo é motivo de orgulho para o eleito. A festa acontece a finais de agosto e princípio de setembro. Infelizmente, nao tive ainda ocasiao de presenciar o evento…

O pueblo de Uncastillo, situado na denominda comarca de Cinco Villas, é um dos mais monumentais de Aragón, e sua importância radica na quantidade de Igrejas Românicas que conserva, construídas no séc. XII. A Igreja de San Felices é uma mostra do estilo.

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Abaixo, vemos a portada da Igreja de Santa Maria, uma das mais belas de todo o Românico Hispano.

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A vila foi declarada Conjunto histórico-Artístico em 1966.

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Situada na Província de Teruel, o pueblo de Peñarroyas encanta por suas casas de arquitetura teadicional em pedras, apesar de quase abandonado.

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A cidade de Teruel, capital da província homônima, também exibe orgulhosa excepcionais construções mudéjares, muitas das quais foram incluídas na lista dos edifícios do estilo, catalogados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. A Torre de San Martín, por ex., foi construída em 1316 e reformada no séc. XVI. Feita de tijolo e decorada com cerâmica, a torre imita a estrutura dos minaretes islâmicos.

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A mais famosa e triste história da cidade é a dos Amantes de Teruel, que teriam vivido no séc. XIII. O amor entre Isabel de Segura e Diego de Marcilla não vingou, já que o jovem foi desprezado pela família de Isabel, por nao possuir bens. Decidido a enriquecer-se, partiu para a guerra e quando voltou, Isabel havia casado com um nobre da região. Conseguiu, porém, estar a sós com a amada e lhe pediu um beijo, que foi negado. Diego, então, morreu de tanta dor e durante seu funeral uma jovem que logo se reconheceu como Isabel aproximou-se do defunto e beijou-lhe, ato que lhe foi negado em vida. Em seguida, caiu repentinamente morta sobre Diego. Esta trágica lenda foi, segundo estudiosos, a inspiração que o escritor W.Shakespeare utilizou para sua célebre novela “Romeu e Julieta”. Seus corpos foram encontrados juntos no séc. XVI na Igreja de San Pedro, onde permanecem em um mausoléu construído para recordar sua história.

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