Sinagoga Santa María La Blanca

A Sinagoga de Santa María La Blanca possui muitas semelhanças com a vizinha, e também toledana, Sinagoga do Trânsito. Segundo as inscrições visíveis em uma das vigas do interior do templo, a Sinagoga de Santa María foi construída a partir de 1180, incluindo-se também, como uma amostra da Arquitetura Mudéjar.

O interior possui 5 naves separadas por 32 pilastras, sendo a central mais alta que as demais, compostas por arcos de ferradura.

As paredes lisas e brancas feitas de tijolo contém decoração geométrica nos frisos e vegetal nos capitéis dos pilares, que denotam uma forte influência da arte românica.

Santa María La Banca tornou-se uma influência considerável sobre a construção das demais sinagogas espanholas, porém, sua formatação interior recorda a tipologia própria de uma mesquita.
No séc. XII, a comunidade judaica de Toledo obteve uma permissão do rei Alfonso X para construir “a maior e mais formosa sinagoga da Espanha”, apesar da proibição papal de Inocêncio IV de levantar novas sinagogas. Uma vez acabado, o edifício foi denominado “Sinagoga Maior”, pois tornou-se o principal centro de culto hebraico em Toledo, entre as 10 que existiam na cidade.
O templo, como sucedeu com a Sinagoga do Trânsito, foi convertido em Igreja Católica pertencente à Ordem de Calatrava em 1411 e desde então, mudou seu nome para o atual. A igreja foi convertida para o culto cristão depois dos sermões antissemitas proferidos pelo frei dominicano Vicente Ferrer.

No séc. XVI formou-se um beatério para mulheres públicas arrependidas, principalmente prostitutas. Desta época data o retábulo da escola de Berughete, obra de Juan Bautista Vázquez el viejo e Nicolás Vergara el viejo.

No séc. XVII o edifício permaneceu desocupado e no XVIII foi utilizado como quartel de tropas da cidade. Com a invasão napoleônica em princípios do séc. XIX, foi transformado em depósito. A mediados do mesmo séc. foi declarado Monumento Nacional. Depois da guerra civil, um real decreto do governo a cedeu à Igreja Católica, atual proprietária do templo. Apesar disso, não são realizados cultos nele, que hoje em dia funciona como museu.
Finalizando, podemos dizer que a Sinagoga de Santa María La Blanca é uma síntese artística das três culturas que conviveram na Toledo medieval: a cristã, a judaica e a muçulmana. Ambas sinagogas fazem parte do Centro Histórico de Toledo declarado Patrimônio da Humanidade.

1 comentário Adicione o seu

  1. Aurélia disse:

    Fiquei encantada com tantas belezas arquetetônicas. Já tive a felicidade de conhecê-la. E pretendo um dia voltar…

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