Santa Teresa e Ávila

Situada na Comunidade de Castilla-León, Ávila é a capital de Província mais alta da Espanha (1100m) e seu centro histórico, em excelente estado de conservação, foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1985. A cidade possui atualmente 60mil habitantes e foi fundada no séc. V aC pela tribo dos  Vetones, que a denominaram Óbila. Mais tarde, foi povoada pelos romanos, que deram-lhe o nome de Abila. O interior da cidade ainda conserva seu traçado romano. A cidade é conhecida mundialmente por suas muralhas, que foram tratadas num post à parte.

No séc. XI, a cidade , junto com Salamanca e Segóvia, foi repovoada para proteger a cidade de Toledo. Posteriormente, o repovoamento foi transferido para as terras do sul e Ávila foi deixada num segundo plano.

Na foto de abaixo, vemos uma ocasiao festiva, que em nada recorda os tempos de abandono por que passou a cidade.

Na época dos reis católicos (séc. XV), de Carlos I e seu filho Felipe II (séc. XVI) a cidade volta a renascer graças as idas e vindas da corte. Ávila prospera novamente, sendo o local de nascimento de dois dos personagens religiosos mais ilustres da história espanhola: Santa Teresa e San Juan de La Cruz.

Teresa de Cepeda y Ahumada, mais conhecida como Santa Teresa de Jesus, ou simplesmente Teresa de Ávila, nasceu na cidade em 1515. Sua mae faleceu quando ela tinha apenas 12 anos. Nesta época, sua vocação religiosa já havia sido demonstrada em várias ocasiões. Em 1533, deixou a casa paterna e entra para o Monastério da Encarnación de Ávila. Sua saúde já debilitada piorou ainda mais, sofrendo moléstias e uma cardiopatia não definida. Em 1539 recupera a saúde e pretende fundar na cidade um monastério para a estrita observância da regra carmelita, que compreendia os votos de pobreza,  silêncio e solidão. Depois de anos de luta, o papa Pio IV redige a bula autorizando a religiosa a fundar o Convento de San José, que seria então regulamentado pela nova ordem das Carmelitas Descalças. Sua reforma compreendia também os monastérios masculinos, cuja função recaiu sobre San Juan de la Cruz, considerado um dos maiores poetas místicos da literatura espanhola.

Teresa de Jesus inaugura vários conventos por todo o país, vindo a falecer em 1582. Foi declarada santa em 1622 e em 1970 se converteu, junto com Santa Catarina de Siena, na primeira mulher elevada a condição de Doutora da Igreja. Além da Reforma Carmelita, cultivou a poesia lírica-religiosa e escreveu centenas de cartas e obras literárias, como sua autobiografia, cujo original encontra-se no Monastério de San Lourenço del Escorial.

O Convento de Santa Teresa foi edificado  no mesmo local de nascimento da santa e inaugurado em 1636. O edifício foi projetado pelo arquiteto e frei Alonso de San José, e seu destaque é a fachada barroca e o interior, que alberga valiosas obras do mestre Gregório Fernandez.

No Monastério da Encarnación, Teresa de Jesus fez seus votos em 1537 e nele viveu durante 27 anos. Atualmente, o convento funciona também como museu. San Juan de la Cruz também passou aí uma temporada, como capelao e confessor.

Na cidade encontramos também a Igreja de San Juan Bautista, local onde a santa foi batizada.

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Românico em Ávila

Um dos grandes atrativos da monumental cidade de Ávila é o seu excepcional conjunto de arte e arquitetura românicos. Além de sua famosa muralha, uma das mais conservadas de toda Europa e um magnífico exemplo de arquitetura militar do período românico, a belíssima Basílica de San Vicente e a cabeceira da Catedral Gótica, a cidade guarda outros tesouros do estilo que merecem ser conhecidos e visitados. Ao lado das cidades de Zamora, Segóvia e Sória, Ávila sobressai-se com uma das localidades com maior presença de igrejas românicas de toda a Espanha. Todas elas situam-se fora do recinto amurralhado. Nest post veremos algumas delas.

A Igreja de San Pedro é uma das mais importantes e sua fachada representa um dos cartões postais de Ávila. Foi uma das primeiras em ser levantada, no princípio do séc. XII. As obras alargaram-se até o séc. XIII e a beleza, equilíbrio e simplicidade do templo refletem a pureza do estilo, apesar do rosetón gótico que adorna a fachada.

O interior é de planta latina, com 3 naves e cruceiro. Como material construtivo, foi utilizado a pedra arenítica e o granito. Abaixo, vemos algumas fotos do interior da igreja, declarada Monumento Nacional em 1914.

A Igreja de San Tomé “el viejo” foi declarada Monumento Nacional em 1963 e faz parte do atual Museu Provincial, sendo depositária de um grande número de lápides, sepulcros, etc.

A Torre da Igreja de San Martín corresponde à arte mudéjar, como se pode constatar através da utilização de tijolos no seu corpo superior.

Nas imagens que seguem, observamos estruturas típicas do estilo românico, como os ábsides semicirculares, as fachadas ornamentadas e o interior sóbrio, de uma simplicidade que nos encanta, e que encontramos presente em outros templos da cidade.

Monastério de Santo Tomas – Ávila

Fundado no final do séc. XV, o Real Monastério de Santo Tomás de Ávila foi construído no estilo gótico por iniciativa do tesoureiro dos Reis Católicos, Hernán Nuñez de Arnalte, que outorgou  poder a sua esposa Maria Dávila e ao frei Tomás de Torquemada para que, em seu nome, fundassem um convento dominicano em honra a Santo Tomás de Aquino.

Os Reis Católicos, por sua vez, utilizaram o local como palácio de verão e enterramento do herdeiro da coroa, o Príncipe Don Juan. O convento foi também utilizado como Tribunal da Inquisiçao e em suas estâncias acolheu a Tomás de Torquemada até sua morte em 1498.

O Monastério, um pouco afastado do centro histórico da cidade, é uma das jóias de Ávila.

Na fachada, observamos o escudo dos reis patrocinadores do convento sustentado por uma águia.

O interior é um belo exemplo da arquitetura flamíngera. Nas 8 capelas existentes, destacamos a capela do Cristo da Agonia, onde encontra-se o confessionário de Santa Teresa, uma das filhas mais veneradas da cidade.

As duas obras mais importantes do templo são o Retábulo Maior, realizado por Pedro Berruguete,  e estruturado em 5 grandes partes que representam episódios da vida de Santo Tomás, e o sepulcro do Príncipe Juan, iniciado em 1494, um ano depois da finalização do monastério.

O infante Juan era o único filho homem do casal real, mas morreu prematuramente antes de chegar ao trono. Sua mae, Isabel de Castilla, quis deixar em seu testamento um sarcófago de mármore para ele. Esculpido em Gênova pelo artista Domênico Fanceli em 1511/12, foi inspirado no túmulo dos Reis católicos em Granada e na arte italiana. O Príncipe, vestido de guerreiro, repousa numa atitude serena. Aos seus pés, uma inscrição recorda as qualidades do príncipe e lamenta sua morte. Ao seu lado, uns guanteles (luvas de metal) indicam que não faleceu numa batalha. Desde algum tempo, sabe-se que o sepulcro está vazio e que os restos do príncipe foram saqueados do local, provavelmente durante uma guerra.

O coro impressiona por sua grandiosidade e esbeltez, também construído no estilo gótico flamíngero.

O monastério surpreende pelo seu tamanho e conta com 3 claustros:

Do Noviciado: O primeiro em ser construído, caracteriza-se pela falta de ornamentação e sobriedade. Estilo Toscano.

Do Silêncio: Também chamado dos defuntos, pois os frades eram enterrados aqui. Profusamente decorados com granadas (símbolo da incorporação da cidade de Granada ao Reino Espanhol), escudos reais e da Ordem Dominicana, símbolos dos reis católicos, etc.

Dos Reis: destinado  ao palácio de verão dos Reis Católicos. Em sua parte sul encontramos as classes  remodeladas da desaparecida Universidade de Santo Tomás, estabelecida no local a mediados do séc. XVI e fechada  no séc. XIX. É o maior dos claustros e de estilo renascentista. Acolhe atualmente o Museu de Arte Oriental.

Abaixo, a sala de aulas da antiga universidade e fotos do Museu de Arte Oriental.

Algo que se pode observar na contemplação dos distintos claustros é a enorme variedade de arcos que os compõem.

Basílica de San Vicente- Ávila

A Basílica dos Santos Irmaos Mártires Vicente, Sabina e Cristeta, mais conhecida simplesmente como Basílica de San Vicente é um templo Românico localizado em Ávila. Depois da catedral, é considerada o edifício religioso mais importante  e uma das obras arquitetônicas do estilo mencionado mais destacadas de toda Espanha. Foi declarada Monumento Nacional em 1882.

Situada na parte externa das muralhas que contornam inteiramente o perímetro da cidade velha, bem em frente à denominada Porta de San Vicente, um dos principais acessoa ao interior da cidade velha, a Basílica foi incluída na lista dos monmentos declarados Patrimônio da Humanidade, tanto por sua importância histórica quanto por sua beleza arquitetônica. Abaixo, vemos uma imagem da mencionada porta e uma panorâmica do templo, vista da parte superior das muralhas.

Abaixo, uma foto dos ábsides do edifício.

Sua história remonta ao ano 306 dC, durante o período da perseguição crista promovida pelo imperador Diocleciano, quando foram martirizados os santos irmãos. Seus corpos foram depositados no local onde posteriormente levantou-se o templo atual, iniciado no séc. XII.

Durante os séculos, os restos dos santos foram levados para vários lugares, até que foram devolvidos ao seu lugar original, onde descansam numa urna situada no Altar Maior. Na sequência, vemos as estátuas dos santos mártires.

Depois de anos paralisadas, as obras da Basílica foram retomadas com o auxílio dos reis Alfonso X “O Sábio “ e Sancho IV, permitindo que fossem finalizadas a princípios do séc. XIV.

Deste esta época até o séc. XIX, foram feitas obras de restauração que respeitaram seu estilo original. A pedra utilizada chamava-se caleña, uma pedra arenítica de tons amarelados . No Altar Maior e no Áside sul, porém, utilizou-se uma variedade rica em tons vermelhos.

A autoria da construção se atribui ao arquiteto francês Giral Fruchel, um dos introdutores do Gótico na Espanha. A Basílica possui planta de cruz latina com 3 naves e cripta. Esta divide-se em 3 capelas, sendo que na central encontra-se a imagem românica da Virgem de Soterraña, padroeira da cidade. As fotos abaixo mostram imagens da nave central, do trifório e das bôvedas que cobrem o templo.

No exterior, destaque para suas portadas, de fina decoração. A ocidental é a mais destacada, em que aparece no tímpano cenas da vida de Lázaro. No parteluz, aparece a figura de Cristo, e nos lados , os apóstolos.

Já a Porta Meridional representa a Anunciaçao, com as figuras da Virgem Maria e do Arcanjo Gabriel.

O Altar Maior não é o original, e sim de época Barroca, com as imagens de San Vicente no centro e de suas irmãs nas laterais.

O Órgao da Basílica é barroco.

Porém, o elemento mais destacado do interior é o cenotáfio dos irmãos mártires. Trata-se de um monumento funerário comemorativo dos Santos titulares. Feito de pedra policromada, é considerada uma das obras escultóricas fundamentais do estilo Românico Espanhol. As cenas representam a história dos Reis Magos, bem como o martírio dos santos.  Seu atual estado de conservação é excepcional.

Finalizando, uma imagem de um esbelta capela e sua profusa decoraçao.

 

 

 

Palencia

Palencia situa-se às margens do rio Carrión e dista 235km de Madrid. Conta com aprox. 80mil habitantes. A origem do seu nome procede da palavra Pallantia, que designava um antigo povoado prerromano que existia no local. É considerada a cidade espanhola com a maior quantidade de área verde por habitante, além de ser considerada uma das mais limpas  e de alto grau de desenvolvimento sustentável. A maior parte do centro está formada por ruas habilitadas somente para pedestres, tornando o passeio deveras agradável.

A época visigoda foi um dos períodos mais esplendorosos de Palencia, pois se tornou sede episcopal, uma das mais antigas do país e na época superada apenas pela diocese de Toledo, e também sede da corte. Na Idade Média, seu grande impulsor foi o rei Alfonso VIII de Castilla, que lhe concedeu foros e fundou uma instituição educativa que se tornaria a Universidade mais antiga do país, recebendo a aprovação pontifícia em 1221 e , infelizmente, desaparecendo décadas depois.

A prosperidade  do séc. XVI transformou a cidade, junto a outras províncias castelhanas, no coração econômico e demográfico do Império Espanhol. A Primeira Guerra Mundial e a Guerra Civil Espanhola favoreceram, até certo ponto, o seu desenvolvimento, devido às industrias alimentícias e de armas que dispunha, indispensáveis para o abastecimento das tropas.

Atualmente, Palencia é uma cidade de serviços com um rico Patrimônio Histórico, prova de sua importância no passado. Apesar disso, o turismo cresce lentamente, não sendo uma das cidades mais visitadas de Espanha. Não obstante, recomendo uma excursão desde a capital, que apesar da distância, pode ser percorrida numa rápida viagem em Trem de Alta Velocidade.

Seu monumento mais conhecido, a Catedral de San Antolín, foi a matéria do post anterior. Na foto abaixo, vemos a bela praça onde o templo se localiza.

Outro monumentos religiosos de interesse são:

A Igreja de San Miguel  é considerada, arquitetonicamente, como de transição do Românico ao Gótico. Seu elemento de destaque é a torre de aspecto militar, que lhe confere mais uma aparência de fortaleza que de igreja. Nela foi realizado o casamento entre Rodrigo Diaz de Vivar, popularmente conhecido como El Cid,e sua esposa D. Jimena. No entanto, pode-se dizer que ainda o templo permanece desconhecido. Monumento nacional desde 1931.

A Igreja de San Francisco é uma construção do séc. XIII no estilo gótico, com ampliações renascentistas e barrocas. Declarada Monumento nacional desde 1992,  pertence à Ordem Jesuíta.

O Convento de San Pablo foi levantado pelo fundador da Ordem Dominicana , Santo Domingo de Guzmán, no séc. XIII. Porém, a igreja que hoje contemplamos, foi erigida nos séc. XIV e XVI.

Além dos monumentos religiosos, existem muitos outros de caráter civil de especial beleza. O Palácio da Deputação Provincial, por ex., é um edifício modernista construído em 1914, sendo responsável pelo governo e administração da província.

O Colégio de Villandrando, localizado na Calle Mayor, foi construído como asilo e instituição para crianças órfãs. Seu arquiteto, o palentino Jeronimo Arroyo, buscou uma reinterpretação do gótico veneziano e catalão, com destaque para sua bela fachada.

A Ponte Mayor sobre o rio Carrión foi erguida no séc. XVI  e reformada e ampliada no XVIII.

A estátua da mulher palentina causo polêmica na sua inauguração, por ser considerada moderna demais para o local onde foi colocada. Atualmente, porém, é um ponto de encontro e foi carinhosamente apelidada de “La Gorda”.

Catedral de Palencia

Palencia está localizada na Comunidade de Castilla-León e seu monumento mais significativo é a Catedral de San Antolín, padroeiro da cidade. Trata-se de uma construção predominantemente gótica, ainda que conserve elementos anteriores de época visigoda e românica, e elementos decorativos renascentistas, barrocos e neoclássicos. Seu comprimento de mais de 130m a converte na terceira maior de Espanha, depois das Catedrais de Toledo e Sevilha. O exterior carece de uma fachada principal e se apresenta austero e maciço, que não reflete a beleza encontrada no interior. Apesar da obra gótica ter demorado dois séculos em ser finalizada (séc. XIV- XVI), na realidade o templo que observamos atualmente tardou 14 séculos em finalizar-se, pois a parte mais antiga da cripta data do séc. VII.

No exterior, o elemento que mais chama a atenção é a torre, construída no séc. XV.

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A Catedral gótica foi construida a partir de 1321, sobre o anterior templo românico do séc. XI, que encontrava-se em um estado ruinoso, sendo terminada em 1516. A parte mais antiga da edificação gótica é a cabeceira, que segue fielmente os padroões do estilo, com seu formato poligonal e ábsides recortados por janelas.

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Na fachada meridional, a Porta do Bispo é a mais bela das 5 que possui. Data dos séc. XV e XVI, e na parte central observamos uma Virgem Maria gótica, rodeada de vidreiras em forma de flor. No entanto, a porta encontra-se bastante deteriorada devido à erosão.

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Se a sobriedade é a característica marcante do exterior, no interior sobressai uma rica decoração, de várias épocas e estilos. A catedral possui planta de cruz latina com 3 naves, separadas por pilares sobre os quais descansam os arcos apuntados e as bôvedas de crucería, típicas do gótico.

A cripta é uma de suas partes fundamentais, tanto por seu valor histórico, quanto por sua arquitetura representativa da época visigoda e do românico inicial. Se acede a ela por uma bela escada situada aos pés do trascoro.

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O Trascoro é uma obra do séc. XVI pertencente ao Renascimento Espanhol e apresenta no centro um dos conjuntos pictóricos mais representativos da pintura flamenca em Espanha. O quadro representa as 7 dores da Virgem.

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Na chamada nave do Evangelho, apreciamos o famoso Cristo das Batalhas, uma obra gótica muito venerada pelos palencianos.

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Já na nave da Epístola, o Altar do Salvador data de 1534, estilo plateresco, e é atribuído a Diego de Siloé e Felipe Vigarny.

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A catedral possui 2 Capelas Maiores, uma exceção à regra, já que na maioria dos casos as catedrais possuem apenas uma:  A Capela do Sagrário, que durante tempos foi denominada de capela maior, acolhe o sepulcro da rainha Urraca, esposa do rei Garcia Ramírez de Pamplona.

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Na atual Capela Maior, destacamos o retábulo construído em 1504, o exemplar renascentista mais antigo de Espanha.

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Dentro das capelas que rodeiam a cabeceira, a chamada dos Reis ou de San Pedro é uma das principais, devido ao seu grande valor artístico e  aos relevos de gesso que representam os Reis Magos. Construída no séc. XIV por artistas anônimos, foi reformada no séc. XVI. O retábulo que a decora  foi dedicado a San Pedro.

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Abaixo, a bôveda da Capela dos Reis.

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A seguir, uma foto do crucero e outra do coro.

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O claustro iniciou-se em 1439 e finalizou-se em 1516. De planta quadrada, nele trabalharam artistas de renome, como Juan Gil de Hontañon.

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O Altar plateresco de São Pedro e São Paulo foi terminado em 1534 e impressiona por sua realização.

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Um dos poucos restos da antiga catedral românica está representada pela porta que vemos a seguir.

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A catedral de San Antolín é conhecida como a “Bela desconhecida” e foi declarada Monumento Nacional em 1929.

Museu de Santa Cruz em Toledo

O Museu de Santa Cruz, cujo nome se deve ao antigo hospital que funcionou no local até a criação do museu em 1961, localiza-se num edifício, que por si só, vala a pena ser visitado.

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Construído entre 1504/1514 por ordens do Cardeal Pedro González de Mendoza, o Hospital de Santa Cruz buscava centralizar a assistência às crianças órfãs, bem como aos desamparados da cidade. O edifício representa um dos marcos do Renascimento Espanhol, e sua construção foi encarregada ao arquiteto Enrique Egas. No entanto, dois de seus elementos mais surpreendentes, a fachada plateresca e a escada de acesso ao claustro superior, foram executadas por Alonso de Covarrubias.

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Abaixo, vemos duas imagens da renomada escada.

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O Museu reúne as antigas coleções do Museu Arqueológico e do Parroquial de San Vicente, englobando 3 áreas:

A seção de Arqueologia situa-se na parte baixa do claustro,  e guarda peças que se prolongam desde a Pré-História até a Idade Moderna. Na sequência, apreciamos um mosaico romano da mencionada seção e o claustro onde se localiza.

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A coleção de Belas Artes está representada por um conjunto de obras da pintura toledana dos séc. XVI e XVII,com uma magnífica série de quadros de El Greco, e um amplo panorama da Arte Espanhola, que abarca todos os períodos da história da arte.

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A parte dedicada às Artes Decoraticas compreende amostras da cultura popular e a tradição local ligada ao artesanato. A coleção de cerâmica de Vicente Carranza, por ex., é considerada uma das melhores do país.

As peças estão apresentadas numa sequência cronológica contínua, facilitando sua apreciação dentro do contexto histórico.

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Com este post, finalizamos a série de publicações dedicadas à Toledo. Espero que tenha contribuído para dar uma idéia geral desta maravilhosa cidade e seu riquíssimo patrimônio histórico e cultural, um dos mais celebrados de toda a Espanha.