Monastério de Santo Tomas – Ávila

Fundado no final do séc. XV, o Real Monastério de Santo Tomás de Ávila foi construído no estilo gótico por iniciativa do tesoureiro dos Reis Católicos, Hernán Nuñez de Arnalte, que outorgou  poder a sua esposa Maria Dávila e ao frei Tomás de Torquemada para que, em seu nome, fundassem um convento dominicano em honra a Santo Tomás de Aquino.

Os Reis Católicos, por sua vez, utilizaram o local como palácio de verão e enterramento do herdeiro da coroa, o Príncipe Don Juan. O convento foi também utilizado como Tribunal da Inquisiçao e em suas estâncias acolheu a Tomás de Torquemada até sua morte em 1498.

O Monastério, um pouco afastado do centro histórico da cidade, é uma das jóias de Ávila.

Na fachada, observamos o escudo dos reis patrocinadores do convento sustentado por uma águia.

O interior é um belo exemplo da arquitetura flamíngera. Nas 8 capelas existentes, destacamos a capela do Cristo da Agonia, onde encontra-se o confessionário de Santa Teresa, uma das filhas mais veneradas da cidade.

As duas obras mais importantes do templo são o Retábulo Maior, realizado por Pedro Berruguete,  e estruturado em 5 grandes partes que representam episódios da vida de Santo Tomás, e o sepulcro do Príncipe Juan, iniciado em 1494, um ano depois da finalização do monastério.

O infante Juan era o único filho homem do casal real, mas morreu prematuramente antes de chegar ao trono. Sua mae, Isabel de Castilla, quis deixar em seu testamento um sarcófago de mármore para ele. Esculpido em Gênova pelo artista Domênico Fanceli em 1511/12, foi inspirado no túmulo dos Reis católicos em Granada e na arte italiana. O Príncipe, vestido de guerreiro, repousa numa atitude serena. Aos seus pés, uma inscrição recorda as qualidades do príncipe e lamenta sua morte. Ao seu lado, uns guanteles (luvas de metal) indicam que não faleceu numa batalha. Desde algum tempo, sabe-se que o sepulcro está vazio e que os restos do príncipe foram saqueados do local, provavelmente durante uma guerra.

O coro impressiona por sua grandiosidade e esbeltez, também construído no estilo gótico flamíngero.

O monastério surpreende pelo seu tamanho e conta com 3 claustros:

Do Noviciado: O primeiro em ser construído, caracteriza-se pela falta de ornamentação e sobriedade. Estilo Toscano.

Do Silêncio: Também chamado dos defuntos, pois os frades eram enterrados aqui. Profusamente decorados com granadas (símbolo da incorporação da cidade de Granada ao Reino Espanhol), escudos reais e da Ordem Dominicana, símbolos dos reis católicos, etc.

Dos Reis: destinado  ao palácio de verão dos Reis Católicos. Em sua parte sul encontramos as classes  remodeladas da desaparecida Universidade de Santo Tomás, estabelecida no local a mediados do séc. XVI e fechada  no séc. XIX. É o maior dos claustros e de estilo renascentista. Acolhe atualmente o Museu de Arte Oriental.

Abaixo, a sala de aulas da antiga universidade e fotos do Museu de Arte Oriental.

Algo que se pode observar na contemplação dos distintos claustros é a enorme variedade de arcos que os compõem.

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