Aqueduto de Segóvia

O Aqueduto de Segóvia é a obra de engenharia civil do período romano mais importante da Espanha e um dos monumentos mais significativos e melhor conservados que os romanos deixaram na Península Ibérica.

A falta de inscriçao impede o conhecimento exato de sua data de construçao. Os investigadores a situam entre a segunda metade do séc. I  e princípios do séc. II, durante o reinado dos imperadores Vespasiano e Trajano.

O aqueduto conduz as águas do manancial de Fuenfría, situado na serra próxima a 17km da cidade e percorre mais de 15km antes de chegar à Segóvia. Em sua parte mais elevada mede 28m de altura e possui dois níveis de arcos sustentados por pilares. No total, são 167 arcos, totalizando um comprimento de 728m. Foram nescessários 35 mil blocos de granito para erguer este espetacular monumento. No primeiro setor aparecem 34 arcos apuntados reconstruídos no séc. XV para restaurar a parte destruída pelos árabes em 1072.

Na parte superior os arcos possuem uma abertura de 5,10m, enquanto no nível inferior são de 4,50m. Os pilares diminuem sua espessura de forma escalonada, de baixo para cima. Na base  suas medidas são de 2,40×3,0m, enquanto no nível superior são de 1,80×2,50m.

Foi construído com granito sem argamassa entre as partes que o compoem. Sobre os 3 arcos de maior altura havia, na época romana, uma cartela com letras de bronze onde constava a data e seu construtor. Também na parte superior existem 2 nichos, um em cada lado do aqueduto. Um deles continha a imagem de Hércules, que segundo a lenda, foi o fundador da cidade. Atualmente, observamos a imagem da Virgem da Fuencisla, padroeira da cidade e de San Esteban. Na época dos Reis Católicos (séc. XV), realizou-se a primeira obra de restauraçao do aqueduto e no século seguinte foram colocadas as estátuas anteriormente citadas.

Representa o logro arquitetônico mais impressionante da cidade e se manteve ativo ao longo de vários séculos. Talvez por este motivo tenha chegado aos nossos dias em perfeito estado.

Porém, nos últimos anos sofreu um processo de deterioraçao devido à contaminaçao meio ambiental e aos próprios processos de erosao do granito. Para garantir sua sobrevivência, se procedeu a uma minuciosa obra de restauraçao que durou 8 anos. Além disso, foi proibido o tráfico rodado em suas imediaçoes, transformando a Plaza del Azoguero, local onde está situado, numa zona exclusiva para pedestres. O aqueduto de Segóvia, juntamente com outros efifícios da cidade, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1985.

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