Igrejas Românicas de Segóvia – Parte 2

No post de hoje, veremos as demais Igrejas românicas de Segóvia. Espero que vocês se surpreendam, assim como eu, quando as vi por primeira vez.

Igreja de San Martín: notável edifício basilical, com 3 naves.

Construída no séc. XII tem, no entanto, uma origem anterior, da época dos mozárabes (cristãos que viviam na cidade durante a dominação árabe). A torre se inclue dentro do estilo Românico-Mudéjar e foi rematada com uma estrutura barroca do séc. XVII.

Possui maravilhosas galerias porticadas, que rodeiam praticamente todo o templo, com exceção da cabeceira.

Abaxo, vemos alguns capitéis que decoram a igreja.

No interior, destacamos o retábulo dedicado a San Martín de Tours situado na Capela Maior, de estilo barroco e datada de 1668.

Na foto a seguir, uma imagem do seu ábside.

–  Igreja de San Nicolás: levantada no séc. XII, não é utilizada atualmente como culto, e sim como uma Oficina Municipal de Teatro. No entanto, não deixamos de registrar sua elegância e beleza.

Igreja dos Santos Justo e Pastor: Erigida no séc. XII, sua lendária origem está vinculada à aparição da famosa talha do Cristo dos Gascones, que se custódia numa capela do interior. Trata-se de uma talha românica de um Cristo articulado de tamanho natural, realizada em madeira policromada no séc. XII.

Além disso, o templo é conhecido por suas magistrais pinturas murais conservadas da época românica ( séc. XII/XIII). Do período final do estilo, representam um dos conjuntos pictóricos mais notáveis de Castilla. As cenas foram extraídas do Gênesis, do ciclo da Paixão e Ressureiçao de Cristo e do Apocalipse, todas elas presididas pela imponente figura do Cristo em majestade, conhecida por seu nome grego – Pantocrátor.

Sua conservação só foi possível após ter ficado oculto por detrás de um retábulo barroco.

Deslumbrante também é o tímpano da portada interior.

A simplicidade do exterior nao reflete a exuberância interior.

Igreja de Santo Tomás: Também construída no séc. XII, as únicas partes que se conservam do estilo é a cabeceira e uma parte da nave.

Abaixo, uma imagem do interior do templo.

Igreja de San Sebastian: Apesar de ter sido reformada em época barroca, a portada e o ábside são originais.

Igreja de San Quirce: sua existência consta desde o séc. XII. A torre foi realizada num momento posterior do mesmo século. Foi salva da ruína após a restauração realizada em 1927. Hoje sedia a Academia de História e Arte de San Quirce.

Finalizando, destacamos que as inúmeras igrejas românicas de Segóvia fazem parte do centro histórico da cidade, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

 

 

 

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