Segóvia

Segóvia é uma das nove capitais de província que compõem a Comunidade de Castilla-León e, seguramente, uma das cidades mais monumentais de toda Espanha. Está situada na confluência entre os rios Eresma e Clamores, aos pés da Serra de Guadarrama. Distante 87km da capital Madrid, pode ser facilmente atingida em ônibus ou trem. Sua altitude é de cerca de 1000m acima do nível do mar, ocasionando invernos rigorosos. A população atual é de aprox. 55.000 hab.

A origem do nome é celtibera. Desde há muito tempo, a cidade vem sendo povoada, já que no local onde localiza-se o Alcázar, existia um povoado celta. Durante o período romano, Segóvia gozava de um importante status, fato comprovado por seu imenso e conservado aqueduto. Sob a dominação visigoda, foi sede episcopal.

Acredita-se que logo após a invasão árabe, a cidade foi abandonada. Depois da conquista de Toledo por Alfonso VI de Castilla, iniciou-se o repovoamento de Segóvia pelo conde Raimundo de Borgoña em 1088, com cristãos procedentes do norte peninsular. No séc. XII, a cidade converteu-se num importante centro de comércio de produtos têxteis. Tal prosperidade se observa na arquitetura urbana, com inúmeros exemplos de igrejas românicas que ainda se conservam em seu centro histórico.

O final da Idade Média é uma época de esplendor, acolhendo uma atuante comunidade de judeus.  Seu bairro, conhecido como Juderia, é um dos mais preervados de todo o país. Passear e perder-se por suas ruas é um convite à contemplação e admiração de suas casas, edifícios e templos. A Porta do Sol rodeava o antigo bairro judeu e a Sinagoga Maior era uma das mais relevantes do país.

Durante esta época, desenvolveu-se uma admirável arquitetura gótica, tornando-se sede da corte da dinastia dos Trastámara. Finalmente, na Igreja de San Miguel, Isabel I de é proclamada a rainha de Castilla em 1474. No séc. XVI, a cidade contava com 27.000hab, número elevado para a época.

Em seguida, começou o período de decadência e um século depois, contava com apenas 8.000hab. A princípios do séc. XVII, tentou-se revitalizar a indústria têxtil, com escasso êxito. Em 1764, inaugura-se o Real Colégio de Artilharia, considerada a Academia Militar mais antiga do país, e que ainda se encontra sediada na cidade.

Em 1808, foi saqueada pelas tropas francesas durante a Guerra da Independência.

Durante os séc. XIX e XX, experimentou uma recuperação demográfica, possível graças ao relativo progresso econômico. Abaixo, vemos um edifício medieaval do centro histórico e uma das esculturas que adornam suas praças.

Em 1985, a cidade velha e seu aqueduto foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Uma das mais célebres esculturas da cidade é a Loba Capitolina, uma réplica da escultura de Luperca, conservada no Museu Capitolino de Roma. A escultura foi um presente da capital italiana à cidade de Segóvia, durante a comemoração pelo bimilenário de seu famoso aqueduto.

As muralhas da cidade já existiam quando Alfonso VI retomou  Segóvia, então sob o poder árabe. Posteriormente, o rei mandou ampliar-la, chegando a ter 3km de perímetro, 80 torres e 5 grandes portas.

Além de seu impressionante centro histórico, Segóvia oferece ao visitante ávido por caminhar, trilhas perfeitamente condicionadas para o senderismo, principalmente às margens de seus rios, tornando o passeio deveras agradável.

Abaixo, vemos uma das antigas entradas de acesso à cidade e mais uma ponte medieval.

Outro de seus destaques é a parte gastronômica. O viajante nao pode perder, após suas andanças pela cidade, de provar o prato mais conhecido da cidade. É o cochinillo assado, nome que recebe o porco quando ainda jovem.

Finalizamos com uma imagem do Torreón de Lozoya, uma torre defensiva situada na Praça de San Martín. Foi levantada no séc. XIV sobre um antigo calefatório romano e abriga atualmente um centro cultural.

 

 

 

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