Conventos e Monastérios de Segóvia

Nest último post da série dedicada à Segóvia, mostraremos os principais conventos e monastérios da cidade.

O Monastério de El Parral situa-se fora dos limites da cidade, próximo à Igreja de Vera Cruz. Trata-se de um convento monástico de clausura, pertencente à Ordem dos Jerônimos. Construído pelo rei Enrique IV em 1447, os edifícios que o compõem estão distribuídos em vários claustros, de estilo gótico, mudéjar e plateresco.

O nome do monastério se deve à Virgem do Parral, imagem românica venerada que se encontra no interior.

Em 1654, um incêndio destruiu boa parte das dependências monacais, que depois foi reconstruído pelo Frade Pedro de Huerte. O monastério foi crescendo, até que no séc. XIX entra num período de decadência que culmina em 1837 com a Desamortizaçao de Mendizábal, motivando o abandono do local e na dispersão de muitas obras de arte nele depositadas.

A Desamortizaçao correspondeu a um largo processo histórico, econômico e social iniciado a finais do séc. XVIII e que estendeu-se até princípios do séc. XX. Consistiu em colocar no mercado, mediante uma expropriação forçada, as terras e bens da Igreja Católica. Sua finalidade foi acrescentar riqueza nacional e criar uma nova burguesia e classe média. O estado obtinha ingressos extraordinários com os quais pretendia-se amortizar os títulos da dívida pública. Este mecanismo converteu-se numa arma política com que os liberais modificaram o sistema de propriedades do Antigo Regime, para implantar um novo estado Liberal durante a primeira metade do séc. XIX.

Voltando à história do monastério, a princípios do séc. XX muitas partes do edifício haviam sido destruídas. Porém, em 1914, é declarado Monumento Nacional e se empreende trabalhos de restauração. Em 1941, depois da Guerra Civil, a Ordem dos Jerônimos volta a desenvolver-se.

No interior, destaque para o Retábulo Maior, a obra mais relevante do monastério. Considerado o maior expoente renascentista da província de Segóvia, foi iniciado em 1528. em madeira policromada. Tanto a Igreja quanto o retábulo estão dedicados à Virgem, e nele encontramos os episódios de sua vida.

O púlpito foi construído a finais do séc. XV, e está decorado com uma representação das virtudes cardinais.

Outra obra fundamental é a portada da Antesacristia, realizada também no séc. XV.

Já o Santuário da Virgem de la Fuencisla alberga a imagem da padroeira de Segóvia. Inaugurado em 1613, no dia 25 de setembro celebram-se as festas em sua honra.

O Convento das Carmelitas Descalzas, edificado no séc. XVI  é conhecido porque nele encontramos a sepultura, feita de mármore e bronze, do poeta místico San Juan de la Cruz.

Espero que os posts dedicados à cidade tenham colaborado para divulgar o formidável patrimônio histórico- artístico de Segóvia e para aqueles que tenham o privilégio de vir à Espanha, uma visita a Segóvia não é somente recomendada, senão obrigatória.

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