Praça do Oriente – Madrid

A Praça do Oriente localiza-se no centro histórico de Madrid e possui um formato retangular, de caráter monumental. A praça está presidida por dois dos edifícios mais emblemáticos da capital. De um lado vemos o Palácio Real e, do outro, o Teatro Real. Além dos edifícios citados, alberga também o solar onde viveu o pintor Diego Velázquez.

Um de seus maiores impulsores foi o rei José I, irmão de Napoleão Bonaparte, quem ordenou a demolição das casas medievais situada no local. Para a origem do nome existem várias teorias. A mais aceitada corresponde a sua situação geográfica, a oriente do Palácio Real. Outra hipótese é uma referência a José I e sua possível relação com a maçonaria e a obediência que tinha com a Grande Loja do Oriente da França.

A idéia de construir-se uma grande praça junto ao Palácio Real se remonta ao séc. XVIII, com um projeto de Juan Bautista Sachetti, um dos arquitetos responsáveis pela construçao de dito palácio. Após as demolições realizadas entre 1808/1813 durante o reinado de José I, efetuou-se o nivelamento do terreno, já durante o governo de Fernando VII. O projeto de González Velázquez, realizado em 1817, tinha como prioridade a construção de um teatro no lado oposto ao do Palácio Real. Em 1836, durante o reinado de Isabel II tomou-se a decisão de erguer o Teatro Real, finalizado somente em 1850.

O desenho definitivo da praça coube ao arquiteto Narciso Pascual y Colomer, realizado em 1844.

Os jardins da praça sofreram importantes variações com o passar do tempo. Até 1941, estavam dispostos de forma circular ao redor do Monumento a Felipe IV, que ocupa o centro da praça. Atualmente, os jardins foram remodelados na forma quadricular, segundo o modelo barroco de jardineria.

Em torno à estátua do monarca, estavam situadas 44 esculturas representativas dos reis espanhóis. Porém, em 1927 seu número foi reduzido a 20. Atualmente, as esculturas estão dispostas longitudinalmente, em duas fileiras de 10 estátuas cada, a ambos lados do monumento central. Representam a 5 reis da época visigoda e a 15 dos primeiros reis cristãos da reconquista. O grupo de estátuas forma parte de uma série dedicada a todos os reis espanhóis, que adornariam o Palácio Real, e foram executadas entre 1750/1753.

Num princípio, a idéia era de que as estátuas se situassem na cornisa superior do palácio, fato que jamais ocorreu. Temia-se que a estrutura não suportasse o peso. A tradição, porém, conta que a rainha Bárbara de Bragança teve um sonho apocalíptico, em que as estátuas caíam da parte superior do palácio. Finalmente, foram distribuídas em diferentes pontos da cidade. Além da Praça do Oriente, vemos grupos de estátuas no Parque do Retiro, nos Jardins de Sabatini, por ex. Outras, no entanto, foram levadas a Pamplona (estátuas referentes aos monarcas navarros) e a Burgos. As estátuas foram realizadas pelos escultores reais Juan Domingo Olivieri e Felipe de Castro.

Durante os anos da ditadura franquista, a praça converteu-se num símbolo político daqueles favoráveis ao Regime de Franco, que nela realizavam manifestações de exaltação ao general ditador.

A estátua eqüestre de Felipe IV que preside a praça foi realizada no séc. XVII pelo escultor italiano Pietro Tacca. Já as fontes situadas ao seu redor são do séc. XIX.

O conjunto foi inaugurado durante o reinado de Isabel II, dotando a escultura de um suporte monumental, realizado pelos escultores Francisco Elias Vallego e José Tomás. O primeiro realizou os 4 leoes de bronze situados em suas partes laterais, enquanto o segundo esculpiu os baixo-relevos que decoram o pedestal sobre o qual se ergue a estátua. Um deles representa o monarca Felipe IV colocando ao pintor Velázquez o hábito da Ordem de Santiago e o outro é uma alegoria da proteção que o monarca dava às artes e às letras.

A estátua propriamente dita é de bronze e está disposta olhando para o Teatro Real.

 Foi esculpida entre 1634/1640 pelo mencionado escultor Pietro Tacca. Seus modelos foram dois quadros do rei pintados por Velázquez, um eqüestre e outro de meio corpo. A estátua foi fundida em Florença e o escultor contou com o acessoramento de Galileu Galilei, para que o cavalo que monta o monarca pudesse manter-se exclusivamente sobre suas patas traseiras. A solução encontrada pelo genial cientista consistiu em fazer a parte traseira maciça e a dianteira oca. Trata-se da primeira estátua eqüestre do  mundo com esta disposição.

A obra foi colocada, num primeiro momento, no pátio do Palácio del Buen Retiro e, posteriormente, no frontispício do antigo Alcázar, antes de ser levada à Praça do Oriente.

A mediados dos anos 90 do século passado, a praça foi novamente remodelada, ganhando novos espaços para pedestres.

 

 

 

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