Palácio das Comunicaçoes – Madrid

O Palácio das Comunicaçoes de Madrid foi construído a partir de 1907, mediante concurso municipal realizado 3 anos antes, pelos jovens arquitetos Joaquim Otamendi e Antonio Palácios. Este último foi o único arquiteto de sua geração que criou um estilo próprio, uma combinação da arquitetura norte-americana de caráter monumental com características espanholas, inspiradas no gótico e no renascimento.

Localizada na cêntrica Praça de Cibeles, ocupa uma área que pertenceu ao antigo Jardim Del Buen Retiro. A escolha do local para  a construção do edifício causou polêmica na época, por privar a cidade de uma zona de recreio.

Inaugurado em 1919, ante a presença da família real, como a Central de Correio, Telégrafos e Telefones de Espanha, é considerado como um dos primeiros exemplos da arquitetura modernista da capital, e representou o início da fulgurante carreira profissional de ambos arquitetos. Durante 100 anos, o edifício se destacou por ser o centro de um eficaz sistema de comunicações, que alcançava todo o país.

Denominado na época de sua inauguração como a “Caterdal das Telecomunicações”, marcou uma etapa fundamental no urbanismo de Madrid, convertendo-se num paradigma de modernização e reconhecido como um dos monumentos mais emblemáticos da capital.

Com o declínio da utilização do correio postal a finais do séc. XX, o palácio vai paulatinamente perdendo sua função original e em 2007 passa a sediar as dependências municipais da Prefeitura, mudando seu nome para Palácio Cibeles, e mantendo esta função administrativa até os dias atuais.

O acesso ao edifício se realiza por uma escalinata que permite a entrada ao hall principal, um amplo espaço no qual se distribuíam os 3 serviços de comunicações aos quais estava destinado.

Os motivos decorativos, tanto da fachada quanto do interior, foram realizados pelo escultor Ángel García Díaz. Os detalhes ornamentais vão aumentando na medida em que o edifício ganha altura, e esta disposição nos obriga a olhar para cima.

Antonio Palácios adaptou o formato côncavo da fachada ao local onde está situado o edifício, numa das laterais da Praça de Cibeles.

O conjunto se divide em duas partes separadas pela Passagem de Alarcón, atualmente coberta por uma galeria de cristal, e que funcionava como pátio de descarga. A parte traseira do conjunto sedia a prefeitura e, recentemente, a parte que dá para a Praça de Cibeles foi reabilitada como um novo espaço cultural denominado Centro Centro Cibeles de Cultura e Cidadania (5Cs). Tal designação não é um erro de datilografia, e sim a maneira como os madrilhenhos costumam dizer quando se encontram em pleno centro da cidade, “estou no centro centro…”.

Mesmo depois da reforma realizada, muitos dos elementos originais foram conservados, como a decoraçao de azulejos que adornam as escadas de acesso aos andares superiores, como as antigas lamparinas.

O espaço acolhe exposições fotográficas sobre a cidade, e dispõe de Internet grátis, sala de leitura, cafetería e auditório. Além disso, a visita guiada que se realiza é altamente recomendável.

A sala de leitura localizada no téreo foi realizada durante a reforma para inauguraçao do centro cultural, mediante uma pesquisa feita junto com a populaçao da cidade, cujo objetivo era saber os interesses do público na criaçao do novo espaço.

Por primeira vez, está permitido o acesso à torre, onde se  contempla privilegiadas vistas de Madrid e, inclusive, da Serra de Guadarama.

Abaixo, uma imagem da famosa Praça de Cibeles.

Finalizamos com mais algumas fotos do interior do palácio…

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