Valladolid – Segunda Parte

Nesta segunda parte da matéria sobre Valladolid, daremos prosseguimento aos monumentos mais importantes da cidade.

A Catedral de N.Sra. da Asunçao foi projetada pelo arquiteto Juan de Herrera e é a sede episcopal da arquidiocese de Valladolid. Devido à escassez de verba do recém criado bispado da cidade, a morte de Juan de Herrera durante sua construção e do rei Felipe II, principais promotores da obra, e a falta de interesse em concluir-la nos séculos posteriores, fez com que se construísse somente a metade do planejado pelo arquiteto.

Destaca a fachada sul, que estaria situada entre 2 torres, das quais só existe uma, levantada no séc. XIX sem que seguisse o projeto original, que constava de 4 torres.

O interior caracteriza-se pela sobriedade e pureza de formas. O retábulo Maior, obra de Juan de Juni, decorava o altar maior da Igreja de Santa Maria La Antigua, mas foi levado à catedral devido as reformas que foram realizadas no templo no séc. XX. O retábulo está dedicado à Santa Maria, e contém cenas da vida da Virgem e de Cristo.

O órgão é de 1904, que substituiu o anterior barroco.

O Museu Diocesano e Catedralício está situado nos restos restaurados da antiga Catedral e Colegiata medieval do séc. XIII, erigida pelo Conde Ansúrez, fundador da cidade.

O conjunto de capelas funerárias, que abrigam o acervo do museu, estão adossadas à antiga colegiata e foram modificadas no séc. XIV, em estilo gótico. Inaugurado em 1965, o museu contém mais de 450 obras, entre esculturas, pinturas e peças litúrgicas.

A Capela de San Lorenzo, construída a partir de 1345, está composta por duas cúpulas octogonais mudéjares, decoradas com motivos vegetais e heráldicos, além de exibir sepulcros do séc. XIII.

Outro destaque é um retábulo dedicado à San Miguel.

A Capela de Santo Tomás expõe uma coleção de virgens, a maioria góticas e um retábulo dedicado à Santa Ana.

Desde esta capela, acedemos ao único resto do claustro primitivo que alberga um Pranto sobre o Cristo morto, de estilo hispano-flamenco (1500).

As Capelas de San Blás e San Juan Evangelista, construídas em 1337, acolhem peças litúrgicas, como a custódia realizada por Juan de Arfe em 1590.

A Igreja del Monastério de San Benito El Real pertence à Ordem Beneditina, e foi totalmente edificada em pedra. Erguida sobre o antigo Alcázar Real, é de estilo gótico, ainda que sua fachada em forma de Torre-Pórtico foi realizada em época posterior. O edifício foi desenhado pelo famoso arquiteto Rodrigo Gil de Hontañón em 1569.

O Palácio de Fabio Nelli é considerado o edifício renascentista mais importante da cidade. Atualmente, sedia o Museu da cidade, com grande acervo de peças arqueológicas e artísticas.

A Igreja Penitencial de N.Sra. De Las Angustias foi projetada pelo arquiteto Juan de Nates, e inspirada nos modelos italianos e na catedral. Concluída em 1604, apresenta no interior um retábulo dedicado ao mistério da anunciação, de Francisco del Rincón.

Na fachada, apreciamos as esculturas de San Pedro, San Pablo e a Piedade.

Finalizamos o post com um dos mais belos edifícios modernistas da cidade, construído em 1906 pelo arquiteto Jerônimo Arroyo.

Na próxima publicação, não percam a matéria sobre o Museu Nacional de Escultura, um dos lugares mais fantásticos de Valladolid e, certamente, um dos museus mais espetaculares de toda a Espanha, no que se refere à arte sacra.

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