Gigantes e Cabeçudos

Durante as festas populares na Espanha, nos pueblos e cidades, é comum presenciarmos um desfile de figuras de caráter folclórica-históricas e amplamente difundido por toda Europa Ocidental e América Latina: os gigantes, que dançam e animam o ambiente, e os cabeçudos, que perseguem as pessoas, sobretudo crianças, que fazem parte da celebração.

Como o próprio nome indica, os gigantes são figuras de vários metros de altura que giram e dançam ao som de uma banda de música tradicional.

O mais habitual é que as figuras representem a arquétipos populares ou personagens históricos de relevância social. As figuras são construídas com pano, poliéster ou fibra de vidro, suportadas por uma armação de madeira, ferro ou alumínio, que se cobrem com chamativas vestimentas. A altura desproporcionada dos gigantes criam um certo efeito de nobreza, enquanto os cabeçudos, de menor altura, se destacam pela proporção exagerada da cabeça, gerando um efeito mais cômico.

Existem também os caballitos, personagem metade cavalo, metade humano. Os gigantes existem em cerca de 90 países, com origens muito diversas.

No Brasil, por ex., são famosos os bonecos gigantes de Olinda, que desfilam na época do carnaval. Na Espanha, sua primeira aparição documentada ocorreu em 1380, em Barcelona.

O desfile de gigantes e cabeçudos são organizados por uma espécie de grupos carnavalescos, denominados comparsas.

Em Madrid, podemos admirar suas evoluções durante as festas em homenagem a San Isidro, padroeiro da cidade, realizadas anualmente no mês de maio.

Tanto os gigantes como os cabeçudos possuem nomes, como o de Alfonso VI, rei espanhol da época da reconquista (lado esquerdo da foto) e Beatriz Galindo, conhecida como La Latina, cujo bairro madrilenho lhe presta homenagem, foi uma humanista espanhola dos séc. XV/XVI e uma das mulheres mais cultas de sua época. Foi também preceptora de Isabel a Católica (direita da foto).