Palácio Real – Madrid

O Palácio Real de Madrid é a residência oficial do rei de Espanha, embora seja utilizado somente para cerimônias oficiais, já que a família real reside no Palácio de La Zarzuela. É também conhecido com o nome de Palácio de Oriente, por estar situado ao lado da praça homônima, que foi matéria de um post publicado em 21/8/2012.

Considerado um dos maiores palácios de Europa, alberga um valioso patrimônio histórico-artístico, com obras pictóricas de mestres como Caravaggio, Goya, Velazquez, etc, esculturas e a maior coleção de stradivarius do mundo. Outra de suas destacadas coleções são a Armería Real, uma das mais prestigiadas em seu gênero, com armas e armaduras pertencentes a família real desde o séc. XIII, a coleção de porcelana, relógios, mobiliário e objetos de prata.

O palácio limita com a mencionada Praça do Oriente, com a Catedral de Almudena, e com os jardins do Campo de Moro e de Sabatini. Este último situa-se na parte norte do palácio, um espaço verde de estilo francês criado nos anos 30 do séc.XX. Seu nome homenageia a um dos arquitetos responsáveis pela construção do edifício. Ao redor de um lago, encontramos estátuas de reis espanhóis, que num princípio estavam destinadas a decorar o Palácio Real.

A origem do palácio remonta ao séc. IX, quando o reino muçulmano de Toledo construiu uma edificação defensiva, que posteriormente foi utilizado pelos reis de Castilla, até que se levantasse o Alcázar Real no séc. XVI, habitado pelos reis da dinastia austríaca dos Habsburgos. Apesar de não viver no Alcázar, o imperador Carlos I realizou reformas e melhorias em sua estrutura. Felipe II continuou o processo de revitalização do palácio, numa época em que Madrid acabava de converter-se na capital do reino. No seu interior, o pintor Diego de Velázquez possuía um estúdio onde trabalhava e que podemos apreciar no famoso quadro “As Meninas”.

No entanto um voraz incêndio destruiu o alcázar e o então rei Felipe V, o primeiro da dinastia borbônica, decidiu construir um novo palácio exatamente no mesmo local, porém com materiais não inflamáveis, como a pedra, o tijolo e o granito.

A construção iniciou-se em 1738, segundo o projeto do arquiteto italiano Juan Bautista Sachetti, e prolongou-se até 1764, quando o rei Carlos III tornou-se o primeiro monarca em habitar de forma contínua o novo palácio. O arquiteto real Francisco Sabatini se encarregou de concluir as obras.

No séc. XIX, o rei Fernando VII realizou a mais ampla remodelação do palácio, cujo objetivo era converter o então aspecto italianizante do edifício em uma moderna estrutura ao estilo francês.

Antes da reforma, porém, o palácio foi habitado por um rei estrangeiro, José I, irmão de Napoleão Bonaparte, e que foi nomeado pelo irmão Rei de Espanha, após a invasão das tropas francesas que desencadearam a denominada Guerra de Independência.

O último rei que viveu no palácio foi Alfonso XIII, até sua morte em 1931.

O interior é suntuoso e suas dependências estão decoradas ao estilo de distintas épocas, como a Sala do Trono, por ex., cujo aspecto se mantém intacto desde o reinado de Carlos III. Infelizmente, as fotos não estão permitidas…

Uma vez ao mês, podemos admirar a troca de Guarda que ocorre no pátio do palácio.

Abaixo, vemos na fachada da Praça do Oriente, o escudo real, e, a seu lado, duas estátuas representando a reis espanhóis de época visigoda.