Plasencia – Extremadura (Parte 2)

Desde sua fundaçao, Plasencia foi uma cidade de realengo, isto é, propriedade exclusiva da coroa e a partir de 1189 tornou-se sede episcopal.

Em 1488, passou a ser governada pelos Reis Católicos e Fernando de Aragón nela viveu desde 1515. Em 1446 foram criados os estudos universitários de Plasencia, os primeiros de Extremadura. A biblioteca do Monastério do Escorial foi criada com o acervo de livros pertencente ao Palácio Episcopal de Plasencia, levados ao monastério madrilenho por ordem do rei Felipe II.

A cidade conserva uma grande quantidade de palácios e casas senhoriais, como a Casa das Infantas, construída entre os séc. XVI/XVII.

A Casa del Deán  é uma casa-palácio do séc. XVII e seu destaque é o balcão em estilo neoclássico, coroado pelo escudo do proprietário.

Nas fotos seguintes, vemos outros exemplos de casas senhoriais da cidade.

Outro monumento emblemático é o Aqueduto Medieval, levantado no séc. XVI, em substituição ao anterior, do séc. XII. Com um comprimento de 200m, se conservam 55 arcos.

Plasencia é atravessada por duas rotas jacobeas, o chamado Caminho de Santiago do Levante, que parte de Alicante e finaliza em Plasencia, onde se une com o Caminho de La Plata. Os monumentos religiosos mais importantes são sua 2 catedrais, que serão tratadas em post à parte. A Igreja de San Esteban pertence ao séc. XV, e nela se casou o célebre poeta José Maria Gabriel y Galán.

A Igreja de San Nicolás existe desde o séc. XII e seu aspecto atual é fruto de várias reformas. A principal foi realizada no séc. XV, conferindo o estilo gótico que vemos atualmente.

O antigo Convento dos Dominicanos, do séc. XV, foi convertido em Parador Nacional, e enquanto tomamos um café em suas dependências, admiramos o histórico edifício.

O Convento de San Francisco Ferrer abriga uma excelente coleção de peças sacras, utilizadas pelas confrarias da cidade, principalmente durante as festas da Semana Santa.

O Museu Etnográfico-Textil Pérez Enciso encontra-se situado no antigo hospital de Santa Maria, fundado no ano 1300. Inaugurado em 1989, é o primeiro do gênero na comunidade. Exibindo um variado conjunto de objetos, reflexo de formas de vida tradicionais, como a manufatura da la e trajes típicos.

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