Catedral Velha de Plasencia

Na mesma época da fundaçao da cidade no séc. XII, surgiu a sede episcopal de Plasencia. A cidade possui duas catedrais dedicadas à Virgem Maria, formando o conjunto arquitetônico e artístico mais importante da cidade. Ambas estão incompletas, sendo que a catedral velha carece de ábside e cruceiro, derrubados para a construção da catedral nova.

A Antiga Catedral de Santa Maria é um belo exemplo de templo de transição dos estilos românico ao gótico. Do primeiro, pertence os capitéis das colunas e do segundo, os arcos, janelas e bôvedas de crucería. Sua construção iniciou-se a princípios do séc. XIII e no século seguinte edificou-se a maior parte do templo, cujas obras foram dirigidas pelos mestres Juan Pérez, Diego Díaz e Juan Francês.

A portada principal é de estilo românico. Na parte superior vemos uma escultura da Anunciação de Nossa Senhora, que também aparece no rosetón.

Suas 3 naves estavam cobertas até o séc. XVIII por uma espessa camada de cal que, ao desaparecer, permitiu que admirássemos  a esbeltez do templo, solene e acolhedor ao mesmo tempo.

No muro que separa as duas catedrais, foi colocado um retábulo de estilo barroco português, representando as cenas da paixão de Jesus Cristo.

Além do Retábulo Maior, outros decoram as naves da igreja.

De planta retangular, o claustro conserva seu aspecto original. Inspirado na arquitetura cistercense, serve de união às duas catedrais. No centro, vemos uma fonte gótica do séc.  XV, com as armas do bispo e cardeal D.Juan de Carvajal.

A partir do claustro, acedemos à Capela de San Pablo, antiga sala capitular, e conhecida popularmente como a Torre do Melão, assim chamada por seu aspecto exterior, culminado com uma bola que parece um melão aberto.

Seu interior é de formato quadrangular com uma cúpula octogonal. A configuração do espaço recorda os cimbórios da Catedral de Zamora, da Colegiata de Toro e da Torre do Galo da Catedral de Salamanca.

Abaixo, uma bela imagem da Virgem colocada dentro da capela.

A Torre possui im claro aspecto românico.

A Catedral Antiga de Plasencia foi declarada Monumento Nacional em 1931. A princípio do séc. XV, decidiu-se levantar uma nova catedral, de tamanho superior que, como comentamos, destruiu parte da cabeceira e do cruceiro. Sobre a Catedral Nova, falaremos no próximo post.

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