Praça Maior – Madrid

A Praça Maior de Madrid é inegavelmente um dos símbolos da cidade. Situa-se no centro histórico, junto à Calle Mayor e próximo à Porta do Sol e a Praça da Vila.

Sua origem se remonta ao séc. XVI, quando no local se celebrava o mercado principal da vila, nesta época conhecida como Praça do Arrabal. Neste momento, construiu-se a primeira casa porticada, denominada lonja, para regular o comércio que se realizava na praça. Em 1580, depois da mudança da capital a Madrid (1561), o rei Felipe II encargou ao arquiteto Juan de Herrera um projeto de revitalização da praça. A construção do primeiro edifício da nova praça foi a Casa da Panadería, no solar da antiga lonja.

Em 1619, durante o reinado de Felipe III, o arquiteto Juan Gómez de Mora finalizou o projeto. A praça converteu-se, desde o início, não só no local onde se realizava o mercado, como também no cenário de vários atos públicos, como corridas de touros, execuções, autos de fé (como o celebrado em 1680 e imortalizado pelo quadro de Francisco Rizzi, exposto no Museu do Prado), etc. Nela foi celebrada a beatificação de Santo Isidro, padroeiro de Madrid.

A Praça Maior sofreu 3 grandes incêndios na sua história: em 1631, 1670 e o último em 1790, em que ficou quase totalmente destruída, e cuja reconstrução coube a Juan de Villanueva, também arquiteto do Museu do Prado, que diminuiu a altura dos edifícios que rodeavam a praça de 5 a 3 andares e fechou suas esquinas com grandes arcadas para seu acesso.

Depois, foram feitas várias restaurações no local, sendo a última realizada em 1992, quando foi pintada a decoração mural da Casa da Panadería, representando a personagens mitológicos. Na parte superior da casa, vemos o escudo de armas de Carlos III.

O nome da praça foi mudado várias vezes, desde o inicial Praça do Arrabal, entre os quais, Praça da Constituição, Praça Real, Praça da República e finalmente Praça Maior, designação recibida após finalizada a Guerra Civil Espanhola.

Das 9 portas que possui, a chamada de Arco dos Cuchilleros é a mais famosa. Seu nome origina-se da rua que permite seu acesso, a Calle dos Cuchilleros, onde antigamente se localizavam o grêmio que fabricavam objetos como facas, por ex., para o grêmio dos caniceros, situados no interior da praça.

Nesta rua encontramos vários restaurantes, dos quais se destaca o Sobrino de Botín, que figura no Livro dos Recordes por ser o mais antigo do mundo, fundado em 1725.

A praça possui um formato retangular, com 129m de comp. por 94m de largura. Está totalmente porticada, com bares, restaurantes e várias lojas de souvenirs e de colecionismo.

No centro, vemos a estátua eqüestre de Felipe III. A escultura foi realizada inicialmente por Juan de Bolonia e concluída por seu discípulo Pietro Tacca em 1616, e foi oferecida ao monarca espanhol pelo Gran Duque de Florência. Em 1848, a rainha Isabel II mandou levar a estátua para o local onde encontra-se atualmente desde o Parque da Casa do Campo, onde situava-se.

Hoje em dia, além de ser um local de visita obrigatória da cidade, acolhe inúmeros eventos culturais, como diversos concertos. No mês de dezembro, são realizados o tradicional mercado de natal, vigente desde 1860.