Trujillo – Extremadura

A história de Trujillo está intimamente relacionada à conquista espanhola na América, pois no povoado nasceram dois dos grandes responsáveis pelo feito. Um deles foi Francisco Pizarro, conquistador do Peru. Sua estátua eqüestre ergue-se no centro do local mais famoso da cidade, a Praça Maior.

Outro personagem famoso da conquista americana foi Francisco de Orellana, considerado o descobridor do rio Amazonas.

Esta pequena cidade de aprox. 10mil habitantes possui também um rico patrimônio histórico e merece o título de uma das mais belas da Comunidade de Extremadura. Trujillo desempenhou também um significativo papel na história da comunidade, já que de 1528 a 1804 foi sua única capital provincial.

Situado na parte mais alta, o castelo é uma fortaleza construída em duas épocas. A mais antiga pertence ao período de dominação árabe (séc. XII). Posteriormente, depois da reconquista crista, o recinto foi ampliado no séc. XV, com a construção de uma segunda muralha.

Um de seus templos mais importantes é a Igreja de Santa Maria La Mayor. Levantada no séc. XIII no estilo românico tardio, foi reformada e ampliada nos séc. XV e XVI, no estilo gótico. Se acredita que foi erguida no mesmo local da mesquita muçulmana, utilizada até o séc. XIII.

No interior se pode admirar um magnífico retábulo pintado a óleo em 1490 pelo artista Fernando Gallego, representando cenas da vida da Virgem e de Jesus. A igreja foi declarada Monumento Nacional em 1943.

O templo possui duas torres campanários. A denominada Torre Nova foi construída no séc. XVI. A mais conhecida, porém, é a chamada Torre Júlia, cujo nome se explica pelo fato de ter sido erguida sobre um solar que continha um monumento romano dedicado a Julio César.

Esta torre pertence ao campanário do séc. XIII, mas a estrutura que vemos atualmente é uma reconstrução realizada no séc. XX, seguindo fielmente o modelo original através de fotos antigas, já que a torre foi derrubada em 1871. Este campanário tornou-se famoso por um fato curioso, alíás um escândalo, provocado por um dos obreiros que trabalhavam em sua construção, que decidiu esculpir o escudo do clube de futebol Atlético de Bilbao em um de seus capitéis. Abaixo, outras fotos da cidade.

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