Novas Fotos de Madrid

Neste último post de 2012, publico algumas fotos novas de Madrid, referentes a locais cujas matérias já foram publicadas (entre parênteses estarão as datas de publicação), e de outras que servirão para matérias futuras. Último, porque sábado dia 15/12, viajo à Barcelona e depois a Zaragoza, para passar as festividades de finais de ano.

Algumas vezes, determinadas épocas são as mais propícias para fotografar um lugar específico, simplesmente porque sua beleza é enaltecida durante uma estação do ano. Com relação às fotos de natureza, o dito acima é particularmente verdadeiro durante o outono, quando as árvores se tingem de amarelo, laranja e vermelho e combinadas com o verde natural, proporcionam uma aquarela de cores digna de registrar-se, como podemos apreciar no magnífico Parque do Retiro (15/4/2012).

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Abaixo, outras fotos do monumento em homenagem ao Rei Alfonso XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio de Cristal fica ainda mais belo com as cores do outono.

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Nos finais de semana, o parque fica repleto de pessoas que nele buscam o contato natural, praticar esportes, passear, ou então, como fonte de inspiração.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu mesmo para namorar…

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Recentemente, fomos à uma exposição dedicada à Pompéia e a catástrofe provocada pelo Vesúvio no Centro Cultural Canal. No parque onde se situa, podemos admirar desde um novo ângulo as Torres Kio (19/11/2012) e as Quatro Torres (5/4/2012), dois dos conjuntos arquitetônicos contemporâneos mais conhecidos de Madrid.

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Durante o mês de dezembro, a cidade vai adquirindo cores especiais, com a proximidade do natal. As ruas recebem uma esmerada decoração, e muitos são os turistas que chegam à capital somente para vê-las, como podemos observar na Gran Via, uma das principais ruas do centro madrilenho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Calle Mayor, que comunica a Puerta del Sol com a Catedral de Almudena, também fica belamente decorada.

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O mesmo sucede com a Calle del Arenal, que liga a Puerta del Sol com o Teatro Real.

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A Praça Maior (12/11/2012), concentra barracas vendendo os típicos produtos de natal, e este mercado natalino é uma tradição secular na cidade.

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A maior de todas as árvores de natal se coloca na área central por excelência da cidade, a Puerta del Sol, cujo nome se refere à uma porta da antiga muralha de Madrid, hoje desaparecida.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor todo o centro antigo se respira a atmosfera natalina.

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Já a Puerta de Alcalá se conserva plenamente, e entre seus arcos as luzes iluminam este símbolo da cidade.

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Luzes que também iluminam o antigo Palácio das Comunicações, atual sede da prefeitura e centro cultural (13/9/2012).

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Ao lado, começa o Paseo da Castelhana, artéria fundamental da cidade, e que igualmente destaca seus pontos mais interessantes.

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Obrigado pela visita ao blog e que tenham todos (as) um natal e um ano novo plenos

Em 2013, continuaremos visitando muitos outros lugares, deste incrível país que é a Espanha.

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Sevilha

Sevilha é a cidade mais populosa da Andaluzia (700mil hab. em 2011), e a quarta de Espanha. Capital da província homônima e também da Comunidade Andaluza, seu centro antigo é considerado o mais extenso do país, acolhendo inúmeros monumentos de interesse, além dos retratados nos dois últimos posts.

O rio Guadalquivir cruza toda a cidade, e seu porto é o único fluvial de toda Espanha, já que o rio é navegável nos 80km desde o oceano atlântico até a cidade.

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Seu nome provém da antiga Tartessos, povoado pré-romano, que a designava como Spal, que significa terra plana. Depois da conquista romana, o antigo nome foi latinizado, tornando-se Hispalis. Durante a época árabe, transformou-se em Isbiliya, donde procede a atual denominação. Em sua larga história, foi testemunho de vários povos que a habitaram, bem como de momentos de esplendor artístico e econômico. Sevilha foi durante o período romano uma das urbes mais importantes da Hispania. Depois da ocupação árabe, foi capital duas vezes, a primeira de um Reino de Taifas, e a segunda durante o denominado Império Almohade (dinastia originária do Marrocos, que dominou o norte da África e o sul da Península Ibérica entre os séc. XII e XIII. Desta época é a famosa Torre do Ouro, situada na margem esquerda do rio Guadalquivir.

Sevilha29A torre foi erguida como uma atalaia de vigilância, visando evitar possíveis invasoes pelo rio Guadalquivir. Uma de suas formas de proteção era uma gigantesca corrente que se desenrolava sob as águas e era erguida para impedir a passagem de barcos indesejáveis.Se nome explica-se pelo revestimento de azulejos dourados que possuía antigamente ou então como armazém das riquezas procedentes dos barcos que chegavam da América. Compõem-se de 3 partes, sendo a inferior dodecagonal e construída no séc. XII. A segunda, hexagonal, foi levantado na época do rei Pedro I, e a terceira, circular, foi rematado por uma cúpula, pertence ao séc. XVIII. Um pouco antes de finalizada, foi seriamente danificada pelo terremoto de Lisboa de 1755. A torre foi declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931 e atualmente sedia o Museu Naval de Sevilha.

Sevilha27Em 1248, a cidade foi incorporada ao Reino de Castilla, pois foi reconquistada por Fernando III. Logo depois, uma grande comunidade judia assentou-se no conhecido bairro de Santa Cruz, um dos mais representativos e pitorescos do centro histórico, repleto de ruas estreitas e sinuosas, com suas casas brancas compostas de um pátio interior e adornada com balcões de ferro, cuja estampa é característica de toda a Andaluzia.

DSC00224A judería cresceu e transformou-se na segunda mais importante de toda a Espanha, depois da de Toledo. No bairrro, encontramos vários bares, onde tapear se converteu em quase uma religiao.

Sevilha2Em sua parte alta, encontramos o Hospital dos Venerados Sacerdotes, cujo edifício barroco do séc. XVII possui grande quantidade de obras de arte, além de exibir esplêndidas pinturas murais de Valdés Leal. A instituição foi criada para servir de asilo aos sacerdotes aposentados e fundada em 1675.

Sevilha3Sevilha4Abaixo, vemos algumas fotos da igreja e sua bela decoraçao.

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Atualmente, é a sede do Centro Velázquez, dedicado ao sevilhano mais conhecido internacionalmente do mundo artístico.

Depois do descobrimento da América em 1492, Sevilha converteu-se no centro econômico do Império Espanhol, pois as atividades comerciais entre a Espanha e suas colônias do novo mundo se realizavam a partir do porto da cidade de maneira exclusiva.

Nos jardins de Murillo, cujo nome homenageia o célebre e também pintor sevilhano Bartolomeu Esteban Murillo, vemos um monumento dedicado a Cristóvão Colombo, cujos restos encontram-se na catedral, como vimos no post anterior.

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A época barroca na cidade contribuiu sobremaneira ao denominado Século de Ouro Espanhol, graças aos citados pintores acima. Um de seus monumentos de destaque desta época é a Praça de Touros da Real Maestranza, situada próxima à Torre do Ouro. Considerada a segunda mais importante do país, depois da de Madrid, possui, no entanto, a maior tradição taurina de todo o país. Construída em 1733 em madeira, é uma das mais antigas e belas e também a primeira em ter forma circular.

Sevilha31No séc. XIX, a cidade recebeu uma doaçao da Infanta Maria Luisa Fernanda, duquesa de Montpellier, que se transformou na área verde mais conhecida de toda a cidade, o Parque de Maria Luisa.

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O pavilhão de Alfonso XII homenageia a visita do rei na época de sua inauguração.

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Em seu perímetro, podemos visitar dois dos principais museus da cidade, o Arqueológico e o dedicado às artes e costumes populares, cujas imagens vemos abaixo.

Sevilha33DSC00376Em 1929, Sevilha sediou a Exposição Ibero-Americana, e um de seus grandes trunfos foi a construção da Praça de Espanha.

DSC00368O espaço que a compreende é um dos mais espetaculares exemplos da denominada arquitetura regionalista surgida no país nos finais do séc. XIX. Sua concepção baseava-se na idéia de plasmar arquitetonicamente a essência de uma determinada região. Projetada pelo arquiteto sevilhano Aníbal González, possui uma forma semielíptica e destaca suas grandes dimensões.

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Sua construção à base de tijolos e os amplos elementos decorativos feitos de cerâmica, artesanato, ferro forjado e mármore lhe conferem um aspecto renascentista. As duas torres, uma em cada extremo da praça, no entanto, lhe proporciona um caráter barroco.

Sevilha36O canal que contém é cruzado por 4 pontes, que representam os antigos reinos espanhóis.

Sevilha37DSC00369Nas paredes, se encontram uma série de bancos que homenageiam as 50 províncias do país.

DSC00352A monumental praça foi cenário de muitos filmes de renome, entre os quais Lawrence da Arábia e Star Wars II – O Ataque dos Clones, em que representa o planeta Naboo.

Espero que esta série de posts dedicada à cidade tenha colaborado para que se tenha uma idéia dos seus inumeráveis encantos. Na sequência, outras imagens de Sevilha.

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Patrimônios da Humanidade de Sevilha

Além do Real Alcázar, Sevilha possui dois outros monumentos catalogados em conjunto como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987. O primeiro deles é a Catedral de Santa Maria , eleito um dos 12 tesouros de Espanha.

O templo sevilhano é considerado a catedral gótica de maior superfície de todo o mundo. Segundo a tradição, foi construída a partir de 1403, embora não exista documentos dos trabalhos construtivos até 1433. A edificação se realizou no mesmo local da antiga mesquita maior da cidade, construída no séc. XII.

DSC00229Depois da conquista da cidade pelos reinos cristãos no séc. XIII, a mesquita foi consagrada como templo católico, sendo desta forma utilizada durante mais de 150 anos. Devido ao mau estado da mesquita, e sua quase ruína depois de ser afetada por um terremoto em 1356, decidiu-se pela construção de uma nova catedral, que sería inaugurada em 1506.

Sevilha22Sevilha19Um dos seus elementos mais conhecidos é a Torre Campanário, conhecida como “La Giralda”, cuja altura se eleva a mais de 100m. Grande parte da estrutura corresponde ao minarete da antiga mesquita do séc. XII, e foi construída à imagem e semelhança da mesquita de Marrakech (Marrocos).

Sevilha25A parte superior foi levantada no séc. XVI em estilo renascentista para acolher os sinos, cujo encarregado foi o arquiteto Hernán Ruiz, que também foi o responsável pela estátua que coroa a torre, instalada em 1568. Durante séculos, foi a torre mais alta do país.

Sevilha26Do alto da torre vemos os sinos e uma bela vista geral do templo.

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No exterior, existem inúmeras portas de acesso, dada suas grandes dimensões. Uma delas é a Porta das Campanillas, assim denominada porque quando foi levantada, era deste local onde se tocavam as campanas para chamar aos trabalhadores. As esculturas que a adornam são renascentistas, bem como o relevo do tímpano que representa a entrada de Cristo em Jerusalém.

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A Porta dos Palos é também chamada de Porta da Adoração dos Reis Magos, devido ao relevo do tímpano, executado em 1520.

DSC00293O interior está formado por 5 naves, cujas dimensões são de 116m comp x 76m de largura. No cruceiro, a cúpula eleva-se a 40m de altura. Neste espaço retangular, situava-se a antiga mesquita.

DSC00324A nave central está constituída pelo Coro e a Capela Maior. O coro está franqueado por dois órgãos gêmeos, construídos em 1901. O móvel que serve de suporte, porém, é de 1724. Ambos instrumentos se interpretam simultaneamente a partir de um mesmo teclado. O conjunto formado possui 4  teclados manuais, um de pedal e cerca de 7000 tubos.

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A Capela Maior, por sua vez, alberga o Retábulo Maior, considerado o maior da cristiandade. Foi realizado pelo escultor flamenco Pedro Dancart em 1482.

DSC00308Abaixo, vemos algumas imagens das muitas capelas que existem no interior da catedral.

DSC00329DSC00327A luz penetra no interior através de belas vidreiras historiadas.

DSC00301A Catedral de Sevilha guarda também sepulcros de personagen ilustres, como o do rei Fernando III, conquistador da cidade. Porém, mais famosa ainda é a tumba de outro conquistador, cuja autenticidade de seus restos foi motivo de uma acirrada polêmica. Nos referimos à tumba de Cristóvão Colombo.

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Na verdade, existem várias “tumbas de Cristóvao Colombo”, em conseqüência das mudanças dos seus locais de sepultamento. Sua história se remonta ao ano de 1506, quando falece o navegador genovês em Valladolid. Na cidade, é enterrado por primeira vez e três anos depois foi desenterrado e levado à Cartuja de Sevilha, nela permanecendo entre 1509/1537. No entanto, o ilustre defunto manifestou em vida o desejo de ser sepultado em terras americanas, e seus restos foram levados à catedral de Santo Domingo, República Dominicana, onde se manteve até 1795. Com a perda da posse da ilha para os franceses, o corpo é levado desta vez à catedral de Havana, em Cuba. Em 1898, Espanha perde o domínio do país e seus restos realizam sua última viagem à Catedral de Sevilha. Na República Dominicano se acredita que ali estão os verdadeiros restos de Colombo, graças à descoberta de um ataúde com a inscrição “Varón ilustre y distinguido, Don Cristóbal Colón…”. Segundo uma interpretação, houve um equívoco durante o traslado do corpo em 1795, e os restos levados à Espanha seriam os do seu filho. Para acabar de vez com a controvérsia, foram realizados exames de DNA em 2003, que certificaram a identidade dos restos da Catedral de Sevilha como o de Cristóvão Colombo.  Para custodiar seu corpo, foi edificado um monumento em que se representam os quatro reinos espanhóis (Castela, Leão, Aragão e Navarra) que sustentam o féretro.

DSC00313O outro monumento distinguido pela Unesco é o Arquivo Geral das Índias, criado em 1785 pelo rei Carlos III, com o objetivo de centralizar em um único lugar, a enorme documentação existente referente à administração das colônias espanholas, até então dispersas. Convém ressaltar que, depois da descoberta do novo mundo, Sevilha converteu-se no porto exclusivo do comércio com o continente americano.

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Os documentos nele conservados ocupam mais de 9km lineais de estantes, sendo considerado o maior arquivo documental existente no mundo da atividade espanhola na América. Muitos destes documentos possuem um valor incalculável, como o diário de Cristóvão Colombo, e outros assinados por Fernando de Magalhães, Francisco Pizarro e Hernán Cortés, entre outros. O edifício sede foi construído no séc. XVI (1572), durante o reinado de Felipe II, dentro da estética renascentista, para abrigar a Lonja dos Mercadeiros.

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Real Alcázar de Sevilha

Dos lugares que conheci na Andaluzia, Sevilha foi aquele que mais me impressionou. Em parte, isso se deve à falta de conhecimentos que possuía da cidade, fazendo com que meu grau de expectativa não fosse muito elevado. Na maior parte das vezes, este nível de exigência com relação a lugares, coisas ou até mesmo pessoas, pode levar à decepção e até mesmo a indiferença. Tal não foi o caso da cidade andaluz, muito pelo contrário.

Entre os muitos monumentos que se pode conhecer, o Real Alcázar é uma maravilha, que por si só, torna recomendável uma visita à cidade de Velázquez. Tanto é, que lhe foi concedido o título de Patrimônio da Humanidade em 1984, junto com o Arquivo Geral das Índias e a Catedral.

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Na verdade, trata-se de um conjunto de palácios, em cuja construção foram desenvolvidos diferentes estilos ao longo de sua história, desde o islâmico de seus primeiros moradores, o mudéjar e o gótico do período posterior à reconquista da cidade pelas tropas castelhanas, além dos elementos renascentistas e barrocos incorporados em sucessivas reformas a partir de então.

O recinto, como o próprio nome indica, tem sido habitualmente usado como local de residência da Casa Real Espanhola e dos chefes de estado em suas visitas à cidade, sendo considerado o Palácio Real mais antigo da Europa em atividade, como reconheceu a Unesco.

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O Alcázar começou a ser construído no séc. X pelo primeiro califa andaluz Abderramán III, que aproveitou um antigo assentamento romano.

O primitivo palácio pertence à mesma época que a Alhambra de Granada, e foi ampliado durante o Emirato nos séculos XI e XII, bem como no período dos almohades. Atualmente, se conserva deste antigo palácio apenas o Pátio de Gesso. Depois da conquista de Sevilha pelo rei Fernando III em 1248, transformou-se na residência dos reis cristãos, e seu filho Alfonso X “EL Sábio”, ordenou a construção de três salões no estilo gótico. A sala gótica, também denominada sala das festas, foi utilizada no séc. XVI para a celebração de banquetes reais, como sucedeu no casamento do rei Carlos I.

DSC00263Durante o reinado de Felipe II (séc. XVI), foi reformada com toques renascentistas. O terremoto de Lisboa de 1755 afetou o conjunto, sendo restaurado dentro de uma estética barroca. Abaixo, vemos a capela e a sala dos tapetes, cujas peças que decoram o ambiente são de origem flamenca (Bruxelas).

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Em 1364, Pedro I de Castilla decidiu pela construção do denominado Palácio Mudéjar, que assombra pela riqueza e ornamentação decorativa. Hoje em dia, é célebre por ser considerado um dos conjuntos mais completos da arquitetura mudéjar de toda Espanha.

O palácio está constituído por vários recintos. O chamado Pátio das Donzelas é uma obra prima da arte mudéjar andaluz. De planta retangular, apresenta no seu nível inferior, uma série de arcos apoiados em colunas de mármore. Situados à direita do pátio, encontram-se a Alcova e a Sala reais.

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O Salão dos Embaixadores, onde realizavam-se as principais cerimônias da corte, é um dos mais importantes de todo o conjunto.

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O Pátio das Bonecas, cujo nome refere-se aos pequenos rostos visíveis em vários de seus arcos, está belissimamente decorado com azulejos, destacando as colunas e capitéis procedentes de Medina Azahara. O nível superior está composto pelos quartos ampliados e reformados na época dos Reis Católicos, mas não estão abertos à visitação pública, já que é um espaço destinado ao uso exclusivo da família real.

DSC00241DSC00247O Pátio da Montería permite o acesso ao palácio mudéjar.

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Os imensos e belos jardins que compõem o Real Alcázar estão compostos por terraças, fontes e esculturas, e é um verdadeiro prazer caminhar sem pressa, contemplando cada lugar que se descobre neste imenso espaço verde.

DSC00238Sevilha11DSC00283O acesso principal ao Real Alcázar se dá pela Porta do Leão, cujo painel de azulejos, com a figura do animal que lhe dá nome, data de 1894.

DSC00230Este incrível lugar foi cenário de vários filmes, entre eles, 1492- A Conquista do Paraíso, Lawrence de Arábia e o Reino dos Céus.

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Pueblos de Aragón – Parte 4

Hoje prosseguiremos com a série de posts dedicados aos pueblos da Comunidade Aragonesa. O primeiro deles é Alcaniz, capital da comarca de Bajo Aragón, situada na Província de Teruel. Seu grande destaque é o castelo, que foi cedido no ano de 1179 à Ordem de Calatrava, a primeira ordem militar do país, pelo rei Alfonso II.

Alcaniz1Parte de sua estrutura foi transformada na rede hoteleira dos Paradores Nacionais, e um de seus encantos é a decoração pictórica de época gótica que ainda se conserva.

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Próximo à Alcaniz, a cidade de Calanda é o berço de um dos grandes cineastas do séc. XX: Luis Buñuel. Além disso, faz parte da chamada Rota do Tambor e do Bombo, atração popular realizada na semana santa, que congrega a centenas de tocadores destes instrumentos, produzindo algo similar ao carnaval brasileiro.

Existem outros pueblos que também se tornaram conhecidos por terem sido a cidade natal de personagens ilustres da história. Tal é o caso de Fuendetodos, localizado na Província de Zaragoza. Nele, nasceu em 1746, um dos aragoneses mais conhecidos internacionalmente, e um gênio da arte universal: Francisco de Goya y Lucientes.

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Sua casa foi convertida em museu e declarada Monumento Histórico-Artístico em 1982. Construída a princípios do séc. XVIII, a casa recria os ambientes de uma típica residência da época. Por todos os lados, existe uma referência ao genial pintor. A escassos metros da casa, localiza-se o Museu dos Gravados. Inaugurado em 1989, exibe a obra gráfica do artista e sua técnica de execução.

Fuedentodos1Fuedentodos2Fuendetodos está situada na comarca de Belchite, cuja capital, situada a 19 km de distância, tornou-se conhecida por motivos menos nobres. A denominada Belchite velha foi destruída em 1937 durante a Guerra Civil Espanhola, e suas ruínas ainda recordam os horrores da contenda. Arrasada, a população abandonou a cidade, e a nova Belchite foi reconstruída a 500m das ruínas.

Belchite1Belchite2Utebo, também um pueblo da Província de Zaragoza, é conhecida por possuir uma das torres de estilo mudéjar mais belas de toda a comunidade. Ela é parte integrante da Igreja de N.Sra da Asunçao, construída em duas fases: a primeira, do séc. XVI, em que foi levantada a torre gótica-mudéjar e a segunda, do séc. XVIII, que incorporou elementos barrocos.

Utebo2Utebo1A torre foi apelidada de Torre dos Espelhos, devido à decoração de cerâmica e os mais de 8000 azulejos que a compõem. Sua beleza fez com que fosse o monumento escolhido para representar a comunidade no interessante Pueblo Espanhol de Barcelona, em que foram realizadas réplicas de monumentos que simbolizam cada comunidade do país.

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Olite – Navarra

Antes de chegar à cidade de Olite, situada na Comunidade de Navarra, é possível avistar, esbelta e harmoniosa, a silueta do Palácio Real, que domina a paisagem deste pequeno povoado, localizado a 47km de Pamplona. Declarado Monumento Nacional em 1925, constitui o exemplo mais importante do gótico civil na comunidade.

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O Palácio Real foi construído durante o reinado de Carlos III “El Noble” (1387/1425) e é um dos emblemas mais representativos do velho Reino de Navarra. Trata-se de um complexo conjunto irregular de torres, estâncias, galerias, pátios e jardins, que lhe conferem um aspecto majestoso. No próprio edifício faleceram a rainha esposa de Carlos III em 1415, Leonor, e dez anos depois o próprio rei. Posteriormente, serviu como residência real de vários monarcas em suas visitas à cidade.

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Apesar de que muitos se referem a ele como castelo, o correto seria catalogá-lo como palácio, pois é uma construção de caráter cortesano, onde os aspectos residenciais prevalecem sobre os militares.

Um de seus principais encantos é a aparente desordem de seu desenho, pois seu resultado final é conseqüência das contínuas reformas e ampliações sucedidas ao longo dos séculos. Em sua época, foi celebrado como um dos mais belos palácios de Europa.

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Depois da invasão do Reino de Navarra pelos castelhanos no séc. XVI, o estado de abandono resultante fez com que fosse deteriorando-se progressivamente. Este processo culminou com o incêndio ordenado pelo comandante Espoz y Mina durante a Guerra de Independência Espanhola, ante o temor de que se apoderasse do palácio as tropas francesas. Seu excelente estado de conservação é fruto das restaurações efetuadas a princípios do séc. XX.

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Adossada ao palácio, encontramos a Igreja de Santa Maria La Real, cuja construção foi iniciada no primeiro terço do séc. XIII e finalizada em 1300. O templo foi usado pelos monarcas navarros em grandes festividades e atos solenes. Sua fachada representa um dos conjuntos mais importantes da escultura gótica de Navarra.

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No tímpano, a cena está presidida pela Virgem com o menino Jesus no centro, e estão representados a Anunciação, o nascimento de Cristo, a matança dos inocentes, a Fuga ao Egito, a apresentação de Jesus no templo e o batismo de Cristo. A decoração escultórica pertence ao séc. XV.

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Porém, a igreja mais antiga da cidade é a de San Pedro, construída no final do séc. XII. Originalmente pertencente ao estilo românico, foi ampliada em épocas gótica e barroca.

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Metrô de Madrid – Parte 2

Recentemente, a prefeitura e o metrô de Madrid criaram um projeto denominado de Andén Cero (plataforma zero, em português), cujo objetivo é transmitir um pouco da história do transporte metropolitano da cidade ao público em geral. Para tanto, foram restauradas suas duas sedes existentes, permitindo sua visitação e possibilitando a valorização do patrimônio industrial e tecnológico através do conhecimento de lugares emblemáticos, indicativos da evolução do metrô no seu contexto social e histórico.

Uma das sedes é a antiga estação de Chamberí, conhecida por ser uma das estações “fantasmas” da cidade e pertencente à primeira linha criada em 1919.

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Na década de 60, devido ao incremento do tráfico de passageiros, o      metrô decidiu ampliar as estações da linha 1 para colocar em serviço novos trens de maior capacidade, constituído por 6 vagoes.

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Diante da impossibilidade técnica de ampliação nesta estação, por sua situação em curva, e pela proximidade com outras estações, o Ministério de Obras Públicas decidiu fechá-la em 1966. A partir de então, ficou abandonada. Os trens da linha 1 continuavam passando pela estação, mas sem realizar paradas. A escuridão não permitia que as pessoas visualizassem esta jóia da arquitetura e do desenho, e muitos nem sequer sabiam de sua existência.

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Em 2006, iniciou-se sua reforma, baseada na recuperação das estruturas originais e na restauração do interior (solos, muros, tetos, cartéis publicitários, etc). Finalizada em 2008, a estaçao de Chamberí  é uma das grandes atrações do projeto, pois podemos admirar o aspecto original que possuía na época de sua construção.

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Seu desenho incorporou os critérios de funcionalidade, simplicidade e economia impostos pelo arquiteto Antonio Palacios.

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Os cartéis publicitários são um dos seus maiores atrativos, já que se conservam tal e como foram criados na década de 20.

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A outra sede que compõem o projeto é a Nave de Motores. Construída em 1923, ano em que foi finalizada a primeira linha, sua função era a produção de energia para a rede metroviária.

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Esta central elétrica, projetada pelos engenheiros José Maria e Manuel Otamendi e pelo arquiteto Antonio Palácios, estava composta por 3 motores a diesel, adquiridos na Alemanha. Com capacidade de 1500cv cada uma, chegou a produzir 5000kw de potência, e se transformou na época na central de maior potência instalada do país. Além disso, proporcionou energia para as demais subestações do metrô e à própria cidade de Madrid, durante a Guerra Civil.

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Para a decoração do edifício, Antonio Palácios utilizou azulejos que logo foram incorporados nas demais estações, convertendo-se num símbolo da imagem da companhia.

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Porém, a crescente e regular produção das companhias elétricas motivou a paralizaçao da produção energética da nave de motores na década de 50, ficando definitivamente fora de serviço em 1972.

Os trabalhos de restauração consistiram na recuperação de seu aspecto original, na limpeza das máquinas e na criação de um espaço adequado para receber o público visitante. Abaixo, vemos imagens dos transformadores e da sala de controle.

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Na época de produção, o ruído provocado pelos motores era tal, que as eventuais incidências eram comunicadas aos trabalhadores mediante a utilização de cartéis luminosos. Atualmente, o edifício é também a sede do Sindicato Metroviário de Madrid. Abaixo, outras fotos da nave de motores.

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