Monastério de Plobet – Segunda Parte

A visita pelo interior do monastério inicia-se num pátio (final do séc. XIV) que comunica várias dependências, como o palácio inacabado do rei Martin I, hoje habilitado como museu e a clausura. Em seguida, chegamos a um átrio, que comunica o antigo dormitório dos conversos com o claustro, com destaque para sua porta românica.

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O dormitório dos conversos situava-se precisamente próximo à saída do monastério, já que constantemente saíam do recinto para o trabalho nas granjas e campos das proximidades. No séc. XIV, esta estância mudou de função, agora dedicada à elaboração do vinho. O refeitório dos conversos transformou-se em bodega.

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O claustro representava o centro da vida monacal, e ao seu redor situavam-se as principais dependências do monastério. Segundo pequenas variações, esta distribuição é característica dos demais monastérios cistercenses existentes. Iniciado no séc. XII, caracteriza-se por sua uniformidade e simplicidade, como pregava São Bernardo.

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Em seu muros, vemos as tumbas de nobres que aqui tiveram o privilégio de repousar.

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A primeira estância que vemos no claustro é a cozinha, uma ampla sala coberta com bôveda de crucería, em cujo centro constava uma clarabóia para a saída da fumaça. Nas laterais, duas pequenas janelas permitiam que os pratos fossem deixados no refeitório.

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O refeitório foi finalizado no séc. XII, e nele vemos o púlpito, onde um monje recitava as escrituras, enquanto os demais permaneciam em silèncio. A regra postulava apenas uma refeição ao dia que, no entanto, podia variar segundo a época do ano e os trabalhos agrícolas.

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Em frente ao refeitório, ergue-se uma maravilhosa fonte românica do séc. XII. Servia para que os monges lavassem as maos antes de entrar no refeitório, quando retornavam dos campos. A fonte é um elemento clássico de todos os monastérios cistercenses. 

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Ao lado do refeitório, situava-se o calefatório, local onde uma chaminé aquecia os monjes nos duros dias de inverno (séc. XIII). Na Sala Capitular, realizavam-se os atos mais importantes do cotidiano monacal, como a eleiçao do abade, entrega dos hábitos aos noviços e também como lugar de enterramento dos abades. Nela, eram lidos os capítulos da regra de São Bento.

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Construída no séc. XIII, representa a fase final do românico e o incipiente estilo gótico.  Está formada por 4 torres octogonais com delicados capitéis, dos quais arrancam os nervos das bôvedas.

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O sobreclaustro ou claustro superior foi edificado na época dos Reis Católicos. A partir dele, obtemos uma bela vista do cimbório e da torre campanário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPelo monastério, foram realizados várias estruturas de ferro, no estilo modernista, que dao um toque especial ao conjunto.

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Abaixo, vemos o dormitório dos monges, uma imensa nave com quase 90m. No teto, por primeira vez as bôvedas de pedra foram substituídas por uma estrutura de madeira, solução utilizada em outros locais do monastério.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, veremos a última parte da matéria sobre o Monastério de Poblet, quando conheceremos sua igreja e o Panteao Real.

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