Breve História do Teatro Espanhol

A partir de hoje, iniciamos uma série de matérias sobre o Teatro Espanhol, começando por um breve resumo de sua história. Como o teatro europeu, surgiu vinculado ao culto religioso. As representaçoes, realizadas dentro das igrejas, no coro ou na parte central da nave foi, paulatinamente, tornando-se mais largas e espetaculares. Assim, foi aparecendo uma espécie de teatro religioso, que é considerado o teatro medieval por excelência. Posteriormente, foram sendo colocados elementos profanos e cômicos nas obras que, por razoes óbvias, tiveram que abandonar os templos para serem encenadas em locais públicos. Em Espanha, se conservam poucos documentos escritos e ainda menos obras teatrais desta época. A mostra mais antiga do teatro castelhano é a obra Auto de los Reyes Magos, de finais do séc. XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs parâmetros medievais seguirao relevantes no teatro espanhol até o séc. XVI, quando inicia-se um processo modernizador que cria vária tendências, como o classicismo, influências italianas ( cujo principal representante foi Juan de Encina), e as de tradiçao nacionalista (Juan de La Cueva). A obra dramática mais importante do período é denominada de “A Celestina”, de Fernando de Rojas, de complicada estrutura, com mais de 20 atos, e que continua atualmente com enorme dificuldade para ser representada. A época auge, nao só do teatro, como também de toda a cultura espanhola, é o séc. XVII, também chamado “Século de Ouro”, pela quantidade e qualidade de personagens que se desenvolveram em todos os campos artísticos. A representaçao pública converte-se num princípio moral e estético.  O mundo é um teatro e, como tal, é a arte mais adequada para representar a vida. Sao criadas as primeiras salas teatrais, chamadas de Corrales de Comédias, gestionadas pelas hermandades, verdadeiros precedentes  dos empresários do teatro moderno. Abaixo, vemos uma imagem do local onde antigamente se situava o famoso Corral de la Cruz, em Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADurante este século, proliferam os grandes artistas e as companhias teatrais. Entre os grandes dramaturgos, destacamos Lope de Vega, um dos mais prolíficos, já que escreveu mais de 1500 peças teatrais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo Bairro das Letras de Madrid (post publicado em 27 e 29/11/2012), é possível visitar a casa-museu onde viveu o artista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto a seguir, vemos uma estátua que homenageia Lope de Vega, situada em frente ao Monastério de la Encarnación, também em Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATirso de Molina foi outro grande dramaturgo do Século de Ouro e, na sequência, vemos sua estátua, localizada na praça que também leva seu nome.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACalderón de la Barca foi o autor de uma das obras fundamentais do Teatro Espanhol, “La vida és sueño”. Abaixo, vemos sua estátua, localizada na Praça de Santa Ana, na capital espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra praça de Madrid presta homenagem a Francisco de Quevedo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, veremos a segunda parte desta matéria introdutória sobre o Teatro Espanhol.

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