Estaçao de Atocha – Segunda Parte

A Estação de Atocha tinha um tamanho insuficiente para acolher a chegada dos trens de alta velocidade (AVE), que seria inaugurada com a linha entre Madrid-Sevilha, em 1992. Por isso, foi realizada a ampliação da mesma, a partir de 1985, a cargo do arquiteto Rafael Moneo. Enquanto a antiga estação foi convertida num vestíbulo de acesso às novas instalações, como vimos no post anterior, foram construídos dois novos terminais, que possibilitaram um incremento tanto do número de passageiros, quanto de viagens realizadas, transformando a estação na maior de toda a Espanha. A denominada Estação de Porta de Atocha recebe os trens de alta velocidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste novo terminal foi construído na parte detrás da estação original, e seu nome se deve à antiga Porta de Atocha, uma das entradas que compunham a cerca erguida durante o reinado de Felipe IV, hoje desaparecida, e que se localizava próxima à Estação de Atocha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos imagens exteriores da nova estação.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO projeto arquitetônico incluiu duas novas zonas de estacionamento, de distintos formatos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO outro ramal construído passou a chamar-se Estação Atocha- Cercanías, que recebe os trens que conectam a capital com outras cidades da comunidade, além de linhas de média distância e algumas de larga distância.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos fotos do interior da construção, que chama a atenção por sua forma circular.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma panorâmica geral de ambas estações.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA reforma incluiu também um novo ramal ligando a Estação de Cercanías com a rede de metrô, cuja parada nas estações se denomina Atocha-Renfe. Lamentavelmente, a Estação de Atocha passou a ser uma referência, não só por suas inovações arquitetônicas, mas pelo infame incidente provocado pelo atentado terrorista de 2004. Ao lado da estação, foi erguido um monumento em memória das 191 pessoas falecidas. A parte exterior do monumento está formado por um feio monolito cilíndrico, composto por 15 mil plaquetas de vidro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO acesso ao monumento se efetua pelo interior da estação, sendo muito mais impactante que a parte externa. Depois de passar por uma sala com os nomes das vítimas do atentado, as portas são automaticamente fechadas, para manter a seguinte sala pressurizada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASituada bem embaixo do monolito, no centro de uma imensa e silenciosa sala azul, apreciamos uma membrana que se mantém suspensa dentro do monolito graças à pressurização.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASobre a membrana, lemos milhares de mensagens de condolências nos mais variados idiomas, escritas por todos aqueles que se revoltaram com o fatídico e criminoso ato, e que foram deixados na entrada e no vestíbulo da estação.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizando o post, presto também minha sincera e humilde homenagem, repleta de incredulidade e indignação.

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