Fontes Históricas de Madrid – Parte 2

Algumas das Fontes Históricas mais antigas que se conservam em Madrid situam-se no Jardim do Campo de Mouro, localizado na parte detrás do Palácio Real. A Fonte dos Tritones (Tritoes, em português), por exemplo, foi realizada em 1656, sendo considerada a mais antiga de todas existentes na cidade. Inicialmente, foi colocada no Palácio Real de Aranjuez e em 1846 foi trazida para sua localizaçao atual.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInspirada na fonte realizada por Bernini para a Praça Navona de Roma, é toda feita de mármore, exceto o pilao, de granito. O Tritao é uma divindade marinha que aparece por primeira vez mencionado na Teogonia de Hesíodo e, junto com as Nereidas, faziam parte do cortejo das divindades principais dos mares, Poseidon e Anfitrite, seus pais. Representados com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe, os Tritoes acalmam as águas do mar para que a carruagem de Poseidon possa deslizar com segurança pelos mares. A fonte está situada numa área inacessível para o público, num local privado do Palácio Real, dificultando o trabalho fotográfico e sua melhor apreciaçao. No meio do parque, encontramos a Fonte das Conchas, esculpida no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATal como sucedeu com a Fonte dos Tritones, originalmente estava situada em outro local, concretamente no Palácio da Vista Alegre, até que em 1848, o arquiteto Narciso Pascual y Colomer trouxe a fonte para o Campo do Mouro, para integrar o projeto de revitalizaçao do parque promovida por ele.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta belíssima fonte foi realizada por Francisco Gutiérrez, que nela trabalhou até sua morte, sendo finalizada pelo artista Manuel Álvarez. O projeto artístico foi realizado por Ventura Rodríguez. No centro da fonte, observamos três Tritoes com as conchas em suas maos, que explicam a denominaçao da fonte. Segundo a Mitologia Grega, estas divindades apaziguavam as águas com seus cantos através das conchas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsculpida em mármore, distinçao explicada por sua origem palaciega é, certamente, uma das fontes mais elegantes de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas fontes sao conhecidas, nao por sua qualidade artística ou monumental, mas pelo poder curativo de suas águas, estando associada a algum personagem relevante da história de Madrid. Este é o caso da Fonte de San Isidro Labrador, padroeiro da cidade. Encontra-se situada junto à Ermita dedicada ao santo, e cuja existência se deve à própria fonte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASegundo a tradiçao, Isidro, um humilde personagem da recém conquistada Madrid do séc. XII, estava trabalhando nas terras de Iván de Vargas, seu senhor, de linhagem nobre. Este solicitou a Isidro para que encontrasse alguma forma de matar a sede de todos aqueles que se encontravam no local. Confiando em Deus, Isidro golpeou uma pedra, e no mesmo instante começou a jorrar água. Como prova deste acontecimento, a fonte permanece, desde entao com fama de milagrosa, sendo frequente as curas documentadas graças a ela. Na própria fonte, vemos os nomes daqueles (as) beneficiados (as) pelo seu poder.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fonte atual data provavelmente de 1725, quando a Ermita de San Isidro foi reformada. Depois de ter curado os monarcas Carlos I e Felipe II, os madrilenhos começaram a acudir em massa ao local, especialmente durante as festividades em honra ao santo padroeiro, cujas procissoes finalizam na ermita. Goya retrata o ambiente festivo da cidade durante as comemoraçoes ao santo no quadro “A Ermita e a Pradeira de San Isidro em dias de festa”, atualmente no Museu do Prado. Abaixo, vemos uma foto de 1936, tirada durante as festividades, na qual vemos muitas pessoas bebendo a água milagrosa.

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