Românico em Brihuega

Em Brihuega se conservam ainda hoje excelentes exemplares de Igrejas Românicas, entre as quais destacamos a de San Miguel, San Felipe e de Santa Maria. Todas elas foram construídas no séc. XIII, durante o período em que a vila se tornou possessao do Arcebispo de Toledo D. Rodrigo Ximénez de Rada. O conjunto arquitetônico românico de Brihuega é um produto do contexto histórico resultante do processo de reconquista e a posterior colonizaçao do território. Quando os cristaos conseguiram dominar a bacia do Rio Duero, as terras da Província de Guadalajara continuaram, entretanto, a sofrer períodos de inestabilidade, consequência de sua posiçao limítrofe com os Reinos Árabes. Com a pacificaçao da regiao, ocorreu um aumento demográfico que se traduz na construçao de inúmeras igrejas dentro do estilo próprio daquela época, o Românico. Todas as igrejas de Brihuega se classificam no período final do estilo, também chamado Românico Tardio, e sua fábrica está inspirada nos modelos da arquitetura cistercense. Este período é conhecido também como Românico de Transiçao, pois já se observam elementos que anunciam o Estilo Gótico. O primeiro templo que vamos conhecer é a Igreja de San Miguel.

DSC08225Nesta construçao aparecem elementos oriundos do Mudéjar Toledano, como podemos apreciar no ábside poligonal, feito de tijolo (ladrillo, em espanhol), e nos  contrafortes.

DSC08224A Igreja de San Miguel sofreu um incêndio entre os séc. XVI e XVII, e perdeu praticamente todas as obras de arte que possuía. Abaixo, vemos a fachada principal e a portada.

DSC08226Depois de finalizada a Guerra Civil Espanhola, a igreja ficou praticamente abandonada e, finalmente, seu teto e as naves derrubaram-se. Em 1979, foi restaurada pela Associaçao Amigos de Brihuega, e atualmente é utilizada para eventos culturais. Abaixo, vemos uma imagem da parte lateral da igreja, com uma porta mais simples que a da fachada.

DSC08228A Igreja de San Felipe é justamente considerada uma das mais belas de Brihuega.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua lindíssima fachada apresenta um conjunto de 3 rosetones admiráveis, e uma bela portada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACuriosamente, a torre de planta octogonal nao está unida ao templo, pois foi edificada aproveitando-se uma das torres da muralha da cidade, e posteriormente levantou-se o nível superior para os sinos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém na fachada, podemos apreciar curiosos e enigmáticos capitéis figurados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da Igreja de San Felipe está composto por 3 naves, algo habitual no Românico, separadas entre si por 5 arcos sustentados por colunas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o ábside semicircular, cuja aparente simplicidade construtiva revela sua própria beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1904, uma vela produziu um incêndio que se propagou pelo teto de madeira. O criterioso processo de restauraçao realizado devolveu, felizmente, o aspecto original que a igreja tinha quando foi construída. A seguir, vemos uma Pia Batismal, que no Românico foi decorada com maravilhosos relevos, com inúmeros exemplos por todo o território espanhol. A que vemos, no entanto, apresenta uma decoraçao mais austera e simples.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de Santa Maria veremos num post à parte, quando conheceremos o encantador local onde se localiza, o Prado de Santa Maria. Até lá…

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