Esportes de Aventura – Aragón

A Comunidade Autônoma de Aragón localiza-se no nordeste da Espanha, e sua natureza privilegiada a converte num destino perfeito para a prática do Ecoturismo e dos Esportes de Aventura.

DSC_3365Geograficamente, seu território compreende a parte central do Vale do Rio Ebro, os Pirineus Centrais e as Serras Ibéricas, e esta variedade propicia ambientes diversos, aptos para o senderismo, montanhismo, esqui, escalada, descida de barrancos, espeleologia, etc.

DSC00846Conta com duas cadeias montanhosas principais. Ao norte, na Província de Huesca, situam-se os Pirineus, que já foi matéria de várias publicaçoes, e sua beleza inigualável durante todo o ano permite a prática de vários esportes e atividades ecoturísticas. No inverno, transforma-se no reino do esqui, das travessias, e da escalada no gelo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Província de Zaragoza, em sua parte central, erguem-se as montanhas do denominado Sistema Ibérico, cuja maior altitude encontramos no mítico Moncayo, com 2313m.

IMG_3036A rede hidrográfica, em sua maior parte, forma os afluentes do Rio Ebro, o mais caudaloso do país. Um dos principais é o Rio Gállego, que em seu percurso pelo Vale de Tena, oferece a oportunidade de um maravilhoso rafting por suas águas.

DSC_3375DSC_3423Os principais vales pirenaicos foram formados pelos rios que nascem na cordilheira. Outra excelente opçao de passeio sao as trilhas que conduzem aos inúmeros lagos de montanha, originários do último período glacial, e que sao chamados de Ibones. Normalmente, sao encontrados em altitudes superiores aos 2 mil metros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA descida de barrancos atrai cada vez mais adeptos, e em Aragón podemos realizar vários deles.

DSC00783DSC00785Aragón, apesar de se a quarta maior comunidade em extensao do país, em termos populacionais é a décima primeira, e seus amplos espaços permitem o desfrute da natureza, em lugares onde a paz e a beleza sao nossas únicas companheiras.

DSC00444DSC00460Este post nao teria sido possível sem a inestimável colaboraçao de meu grande amigo Jorge Pérez, de Zaragoza. Muchas gracias, hombre !!!!!

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Chocolate com Churros – Madrid

Atualmente, a Calle del Arenal é uma zona eminentemente comercial, servindo de elo de comunicaçao entre o Palácio Real e a Porta do Sol.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos comércios mais tradicionais, ainda existentes na rua, é o de livros. E seu lugar mais emblemático localiza-se na esquina da Calle del Arenal com o chamado Pasadizo de San Ginés, uma ruela adossada ao muro da igreja homônima. Nele, vemos uma curiosa livraria feita de madeira, e que se especializou no comércio de livros de segunda mao. É a famosa Livraria de San Ginés, uma das mais antigas de toda a Espanha, fundada no séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Pasadizo de San Ginés, com apenas 60m de comprimento, é um destes recantos mágicos de Madrid.

DSC09337Abaixo, vemos uma foto de 1931 e uma atual do Pasadizo de San Ginés.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo final desta ruela, um pequeno arco permite a passagem dos pedestres e onde podemos provar uma delícia gastronômica típica de Madrid, o Chocolate com Churros. Paulistano que sou, sinto saudades do saboroso churros recheado com doce de leite, que sempre comia quando vivia em Sao Paulo. No entanto, a versao madrilenha também é deliciosa, mas se come sem o recheio, e misturando o churros com chocolate quente.

DSC09125Esta tradiçao culinária existe desde princípios do séc. XIX, e foi difundida para muitos países sulamericanos, como na Argentina, por exemplo. Normalmente, se consome o Chocolate com Churros no café da manha, e uma porçao de churros está composta de 6 a 8 unidades, servido com chocolate quente entre 75 e 80 graus de temperatura. Um lugar especializado no comércio de Churros chama-se Churrería, mas se pode prová-los em quase todas as cafeterias de Madrid. No final do Pasadizo de San Ginés encontramos uma das mais famosas, a Chocolatería de San Ginés, fundada em 1894.

DSC09129O lugar recorda os típicos cafés de finais do séc. XIX, com sua decoraçao original.

DSC09124Graças à sua localizaçao, no período histórico conhecido como a Segunda República (anterior á Guerra Civil), foi apelidada de “La Escondida” e durante sua longa história sempre foi um lugar de encontro, principalmente à noite, já que permanece aberto até altas horas.

DSC09128No salao principal da chocolateria sao abundantes as fotos de famosos que frequentaram o lugar.

DSC09127DSC09126Em 2010, foi inaugurada uma filial em Tóquio, evidentemente adaptada ao gosto japonês. Com este post, finalizamos a matéria sobre a Calle del Arenal que, como vocês puderam ver, está repleta de lugares interessantes…

Igreja de San Ginés – Madrid

Na Calle del Arenal encontra-se um dos templos mais antigos de Madrid, a Igreja de San Ginés. Nao se sabe exatamente qual sua origem, mas já existia no séc. XII, sendo frequentemente visitada pelo santo padroeiro de Madrid, San Isidro. As primeiras referências datam de 1358, através de uma bula papal de Inocêncio VI, na qual concedia indulgências aos fiéis que realizassem doaçoes para a igreja. Na fachada lateral neoclássica do templo, vemos um relevo com o escudo do Papa Inocêncio VI.

DSC09326O titular da paróquia, San Ginés de Arlés, foi um santo francês nascido em data desconhecida e decapitado no início do séc. IV, sendo considerado o padroeiro dos notários, escrivaos e secretários. A igreja que vemos atualmente pouco se parece com o templo original, devido às muitas reformas realizadas e a sua dilatada história. Em 1641, por ex., foi parcialmente derrubada e reconstruída 4 anos depois. Sofreu três incêndios, em 1724, 1756 e 1824. Entre 1870 e 1872, a prefeitura ordenou a remodelaçao da fachada que dá para a Calle del Arenal, mudando por completo o estilo anterior, quando se constrói o átrio que vemos atualmente.

DSC09328Abaixo, vemos a Calle del Arenal, desde o átrio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a Guerra Civil Espanhola, a Igreja de San Ginés permaneceu fechada ao público, quando converteu-se num quartel militar republicano, sofrendo o impacto de vários disparos. Entre 1956 e 1964 foi realizada a última intervençao no templo, e a fachada exterior foi totalmente transformada, adquirindo o aspecto que tinha no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante as reformas, foi mantida a torre, feita de tijolo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO antigo cemitério de San Ginés situava-se no patio de entrada do átrio. Debaixo dele, existe um poço com 9m de profundidade, que funcionava como crematório na época da Inquisiçao, e também onde eram enterrados os enforcados na Praça Maior. O interior está repleto de obras de arte, inclusive com um quadro de El Greco, situado na Capela do Santíssimo Sacramento, de grande veneraçao e que serviu de paróquia durante as reformas realizadas depois do incêndio de 1824. A atual decoraçao interior foi realizada pelo arquiteto Juan de Villanueva, encarregado pela Real Academia de San Fernando depois do referido incêndio. Abaixo, vemos algumas imagens das capelas do interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADSC09330Acima, vemos a chamada Virgen de la Cabeza, uma talha do séc. XX, pois a original do séc. XII foi destruída no incêndio de 1824. Abaixo, vemos uma belíssima escultura de Cristo caído com a cruz, obra de Nicolo Fumo, que a realizou em 1698.

DSC09333Também queimado no incêndio de 1824 foi o Retábulo Maior, que representava o Martírio de San Ginés, realizado por Francisco Ricci. Foi refeito pelo artista José de San Martin. No entanto, existem estudiosos que afirmam que o retábulo é o original de Ricci, que pôde ser salvo das chamas. Duvidas à parte, o Retábulo é muito bonito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Igreja de San Ginés casou-se o famoso escritor Lope de Vega e foi batizado  Francisco de Quevedo, dois “gigantes” da Literatura Espanhola, como informa uma placa situada no átrio.

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Museu do Ratón Pérez – Madrid

Em muitos países do mundo, inclusive o Brasil, existem histórias relacionadas sobre a perda do primeiro dente de uma criança. Quando ocorre, as crianças devem deixá-lo debaixo de um travesseiro, e no dia seguinte será recompensada com uma moeda. Esta história é conhecida por todos e, na Espanha, o personagem que realiza a boa açao se chama Ratón Pérez (Rato Pérez, em português). Trata-se de um personagem popular em todo o mundo hispano, sendo que nos países anglosaxoes é conhecido como a Fada dos Dentes. Sua origem data de 1894, estando vinculada à figura do rei Alfonso XIII. Durante sua infância, era um menino problemático, e sua mae, a rainha regente Maria Cristina, solicitou ao padre jesuíta Luis Coloma, membro da Academia da Língua Espanhola, que escrevesse uma história para seu pequeno filho de 8 anos, que havia perdido seu primeiro dente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAColoma narra sua história no número 8 da Calle del Arenal, sendo que o Ratinho Pérez vivia com sua família dentro de uma caixa de biscoitos, dentro do armazém da antigamente famosa Confeitaria Prast, atualmente desaparecida.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a noite, o pequeno roedor saía de sua “casa”, e através da rede de encanamento da cidade, chegava ao quarto de Alfonso XIII e de outras crianças que haviam perdido seu primeiro dente de leite.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Ratón Pérez é um dos poucos personagens de ficçao que possui uma residência real, em plena Calle del Arenal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, se pode conhecer com detalhes sua história no Museu a ele dedicado, e que atrai a muitas crianças e adultos, interessados por este popular personagem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVale a pena conhecer o Museu do Ratón Pérez, outra das grandes atraçoes da Calle del Arenal. Pena que em seu interior as fotos nao estao permitidas…

Palácio de Gaviria – Madrid

Como dissemos no post anterior, no séc. XIX a Calle del Arenal transformou-se num dos locais preferidos para a elite madrilenha fixar sua residência, devido à proximidade com o Palácio Real e a Porta do Sol. Um dos palácios mais luxuosos daquela época pertenceu ao banqueiro Manuel de Gaviria, que em 1846 encarregou ao arquiteto Aníbal Álvarez Bouquel a sua construçao. No entanto, os abundantes pedestres que hoje circulam pela rua nao podem imaginar a suntuosidade deste palácio, transformado, em parte, num grande centro comercial.

DSC08319O andar principal do Palácio de Gaviria possuía amplos balcoes que davam para a rua, através dos quais se podia observar o esplendor das festas organizadas pelo banqueiro. O palácio foi inaugurado em 1851, com um baile presidido pela rainha Isabel II. O edifício foi estruturado ao redor de dois pátios, e abaixo podemos ver sua situaçao atual, ocupado por diversas lojas.

DSC08310As estâncias do palácio recebiam iluminaçao e ventilaçao a partir deste pátio interior, e ainda vemos nas colunas as siglas do antigo proprietário.

DSC08314A galeria que circunda a planta nobre foi fechada por uma cobertura de ferro e vidro no final do séc. XIX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO espaço que circunda a escada principal ainda conserva vestígios de sua época áurea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo teto situado  encima da escada podemos admirar as pinturas que representam o Deus Mercúrio, uma referência ao comércio e as atividades econômicas das quais dependiam a fortuna de Manuel de Gaviria. Foram realizadas por Joaquim Espalter y Rull, pintor da rainha Isabel II.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstátuas mitológicas presidem as paredes ao redor da escada principal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, as dependências do palácio encontram-se em processo de restauraçao e permanecem fechadas. As fotos acima foram tiradas com flash, já que no local a escuridao impera. Abaixo, vemos outros detalhes decorativos situados próximo da entrada do palácio.

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Calle del Arenal – Madrid

Antes de começar a matéria sobre a Calle del Arenal, publico uma foto de um simpático casal de Porto Alegre que vieram conhecer Madrid recentemente. Abaixo, vemos a Márcio e Aline em frente ao Palácio de Cristal, no Parque do Retiro.

DSC09312Uma das ruas mais populares de Madrid, a Calle del Arenal localiza-se bem no centro da cidade, entre a Porta do Sol e a Praça de Isabel II. Seu nome originou-se dos barrancos que existiam a ambos lados da rua e que despejavam a água no riacho principal que nascia na Porta do Sol. No verao, com a seca, a zona transformava-se num grande areal (arenal, em espanhol).

DSC08734O bairro onde está situada originou-se a partir da antiga Paróquia de San Ginés, que em breve conheceremos. Com a chegada dos reis da Dinastia dos Borbones, a partir de 1700, a Calle del Arenal transformou-se numa das principais vias da capital, ao unir o velho Alcázar (atualmente Palácio Real) com a central Porta do Sol. Esta circunstância foi aproveitada pela burguesia para o estabelecimento de suas residências no local. Ainda hoje, podemos admirar as belas fachadas de seus edifícios, bem como os vestíbulos de muitos deles, que permanecem abertos, possiblitando sua visualizaçao.

DSC08728DSC08730DSC08719DSC08723Um dos edifícios que mais nos impressionam num passeio pela rua é o antigo Hotel Internacional, inicialmente construído como um edifício residencial em 1862.

DSC08727Em 1908, o edifício foi reformado e transformado em hotel. A decoraçao da fachada foi totalmente modificada, destacando a ampla utilizaçao das denominadas Cariátides, uma figura feminina empregada como elemento arquitetônico e decorativo, esculpida com uma funçao de coluna ou pilastra. Seu nome deriva da cidade grega de Caryac, onde as mulheres sofreram um castigo que lhes obrigavam a trabalhar duramente no transporte de cargas, devido ao apoio que ofereceram aos persas. Trata-se da versao feminina dos chamados Atlantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa década de 30 do século passado, o Hotel Internacional era considerado um dos mais confortáveis de Madrid, e seus quartos dispunham de calefaçao central e banhos, oferecidos por 10 pesetas !!. O hotel tornou-se famoso também pela  excelente cozinha de seu restaurante. Depois de fechar suas portas, em 1986 converteu-se novamente num edifício residencial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, a Calle del Arenal é um dos locais preferidos para os artistas, que a modo de inspiradas estátuas humanas, encontramos diariamente pela rua. É impressionante o seu grau de sofisticaçao, passando boa parte do tempo sem realizar nenhum movimento perceptível.

DSC09339Com a chegada das altas temperaturas, a prefeitura colocou uma grande cobertura para facilitar a locomoçao dos cidadaos por esta bela rua do centro de Madrid.

DSC09341Nos próximos posts, veremos as principais atraçoes da Calle del Arenal, que inclui um antigo palácio, um curioso museu, uma das mais antigas igrejas da cidade, além de um lugar onde podemos provar um  doce tradicional da capital, os Churros.

A Virgem de Guadalupe

Hoje conheceremos a história da Virgem de Guadalupe, cuja imagem foi a responsável pela existência do Real Monastério de Santa Maria e consequentemente do povoado que cresceu ao seu redor. Sua origem, segundo a tradiçao, remonta ao século I e que seu autor foi Sao Lucas, o evangelista. Antes de falecer, pediu que a imagem fosse enterrada junto a ele. No séc. IV, tanto a imagem quanto seus restos foram levadas a Constantinopla. Em 582 dC, o Cardeal Gregório, futuro papa Gregório Magno, levou a imagem à Roma. Depois foi enviada a Sevilha, como um presente papal ao arcebispo Sao Leandro, onde a imagem seria venerada até a invasao árabe de 711 dC. Finalmente, em 714 dC uns clérigos fogem com a imagem e a ocultam na Serra de Extremadura, às margens do Rio Guadalupe. Aí permanece até o séc. XIII, quando a virgem aparece ao pastor Gil de Cordero, ordenando-lhe para que cavasse um buraco onde encontraria uma imagem sua, e depois que construisse uma pequena ermita para sua veneraçao. Este pequeno templo tornou-se a semente do grande e famoso Monastério de Guadalupe,  centro espiritual da Comunidade de Extremadura.

DSC08771Na parte baixa do povoado, podemos conhecer a casa onde viveu o pastor Gil de Cordero.

DSC08774A apariçao da Virgem no séc. XIII ocorreu numa época de intensa devoçao mariana. A imagem que atualmente contemplamos é uma talha românica, feita de madeira de cedro, plocromada e de autor desconhecido. Encontra-se no centro do Retábulo Maior da igreja do monastério, medindo cerca de 60 cm e pesando 4 kg.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta imagem foi inspirada na Theotókoi bizantina (mae de Deus), uma representaçao bastante conhecida na iconografia crista da Idade Média. Inspirada nos chamados códices iluminados do séc. XI, alcançou grande difusao a partir do século seguinte. Segundo esta mesma iconografia, apresenta nariz reto, grandes olhos e sua imagem caracteriza-se pela frontalidade e a postura hierática típicas das esculturas românicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Virgem de Guadalupe pertence ao grupo de virgens negras da Europa Ocidental do séc. XII. Dela se lê no Cantar dos Cantares: “Tenho a face morena, mas formosa…é que o sol  me bronzeou”. Em 1928, o rei Alfonso XIII concede à sagrada imagem o título de “Rainha das Espanhas” ou da Hispanidade (conjunto de povos hispanos, unidos pelos vínculos de raça, idioma, cultura e religiao). De fato, nenhuma representaçao da Virgem está tao intimamente relacionada ao conceito de Hispanidade quanto a Virgem de Guadalupe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlguns fatos históricos demonstram esta estreita relaçao, como os muitos santuários construídos em honra à Virgem nos países sul-americanos e em Filipinas. Inclusive, muitas localidades do continente americano adotaram o nome de Guadalupe. Além disso, a Virgem teve um papel fundamental no contexto de evangelizaçao dos povos indígenas americanos. A maioria dos conquistadores espanhóis eram originários de Extremadura e, portanto, veneravam a Virgem de Guadalupe (Francisco Pizarro, Hernán Cortez, etc). O próprio Cristóvao Colombo esteve no monastério, antes e depois de sua viagem à América.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPadroeira de Extremadura, Rainha da Hispanidade…com este post, finalizamos a série dedicada ao povoado, ao monatério e à Virgem de Guadalupe. Espero que tenha conseguido transmitir, ao menos um pouco, a beleza do pueblo, a riqueza arquitetônica e histórica do monastério e a grande veneraçao popular à Virgem.