Noche de las Velas – Pedraza

A encantadora vila medieval de Pedraza (Província de Segóvia-Comunidade de Castilla y León) foi apresentada a vocês no post publicado em 22/11/2013.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém da beleza de suas ruas de pedra e de seu patrimônio medieval, Pedraza celebra várias festas durante o ano, das quais a mais conhecida é a chamada Noche de las Velas (Noite das Velas, em português). Sao realizadas nos primeiros sábados do mês de julho, e o pueblo que conta com menos de 500 habitantes, é invadida por milhares de visitantes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo o próprio nome da festividade indica, as velas sao o grande protagonista da festa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMilhares de velas sao espalhadas pelo pueblo, nas casas, portas e monumentos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAs velas formam desenhos e palavras…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitas pessoas chegam cedo para ajudar os habitantes de Pedraza na decoraçao das velas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAÀ noite, as luzes públicas de Pedraza sao apagadas, e as milhares de velas acessas constituem um espetáculo mágico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas das casas do povoado deixam as janelas e portas abertas para que possamos contemplar sua decoraçao de velas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo parte das festividades sao organizados concertos de música clássica no castelo da localidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANao encontrei nenhuma informaçao a respeito da origem e do significado da Noche de las Velas de Pedraza. No entanto, a cada ano atrai a milhares de pessoas a este pueblo que, por si só, vale a pena conhecer.

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Colegiata de San Isidro – Parte 2

Apesar das dificuldades atravessadas ao longo de seus quase 4 séculos, o interior da Colegiata de San Isidro guarda vários elementos de interesse. Abaixo, vemos uma imagem geral, com a nave central e o Retábulo Maior no fundo, obra de Ventura Rodríguez que, apesar de destruído na Guerra Civil, foi restaurado com uma réplica fiel do original.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro do retábulo, vemos as arcas depositárias dos restos de San Isidro e de sua esposa, Santa Maria de la Cabeza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASobre o crucero (ponto central de intersecçao entre a nave central e a nave transversal), levanta-se uma cúpula desenhada por Francisco Bautista. Trata-se do primeiro exemplo da chamada Cúpula Encamonada, um tipo falso de cúpula traçada sobre uma estrutura de madeira e recoberta de gesso. Devido ao pouco peso, facilita seu apoio sobre muros de pouca grossura. A fórmula representou um grande êxito arquitetônico, estendendo-se a outros templos madrilenhos do séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos uma foto exterior da cúpula.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Colegiata de San Isidro está decorada por várias e belas capelas. Comheceremos algumas delas, como a de N.Sra do Bom Conselho, a maior da igreja. No centro da capela, vemos um retábulo barroco do séc. XVIII, com as imagens laterais de Sao Joaquim e Santa Ana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela das Duas Trindades possui um retábulo do séc. XVII, realizado por Sebastián Herrera Barnuevo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém barroca e do séc. XVIII é a Capela de Sao Cosme e Sao Damiao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA colegiata é a sede de duas hermandades, a de Jesus do Grande Poder e da Virgem da Macarena, e ambas possuem suas próprias capelas. Abaixo, vemos a da Virgem de Macarena, com uma belíssima imagem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Capela de Jesus do Grande Poder é considerada uma das mais belas capelas barrocas de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo centro, uma talha impressionante de um Cristo muito verado pelos habitantes da cidade, obra de José Antonio R. Andés.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANas partes laterais da capela, vemos duas pinturas de Francisco Ricci realizadas no séc. XVII, uma delas representando o Calvário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConcluimos o post sobre a Colegiata de San Isidro com uma maravilhosa escultura da Virgem, da escola madrilenha e executada no séc. XVII.

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Colegiata de San Isidro – Madrid

Situada na Calle de Toledo, a Colegiata de San Isidro é um dos edifícios religiosos mais representativos da arquitetura madrilenha do séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja foi construída como templo do antigo e famoso Colégio Imperial da Companhia de Jesus, que se encontrava anexa ao edifício, substituindo as paróquias de San Pedro e San Pablo, ambas do séc. XV, que foram demolidas. A destruiçao destes templos primitivos foi ordenada por Maria de Austria (1528/1608), filha do Imperador Carlos I, cujas instruçoes foram deixadas por ela em seu testamento, bem como sua fortuna, doada aos jesuítas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIniciada em 1622, o projeto da nova igreja foi realizado pelo arquiteto jesuíta Pedro Sánchez. Depois de sua morte em 1633, as obras prosseguiram sob a supervisao de Francisco Bautista, sendo finalizada em 1664. Foi consagrada em 1651, 13 anos antes de concluída, sob a titularidade de Sao Francisco Xavier. Em 1767, o rei Carlos III expulsou os jesuítas do país, e a igreja passou a ser uma colegiata. Desde a Paróquia de San Andrés, foram trazidos os restos do padroeiro de Madrid, San Isidro, bem como de sua esposa, Santa Maria de la Cabeza. A partir de entao, a colegiata adquiriu o nome do  santo padroeiro. Em 1816, durante o reinado de Fernando VII, voltou a ser propriedade da Companhia de Jesus.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante quase 100 anos, desde 1885, quando Madrid torna-se independente da diocese de  Toledo, até 1993, quando foi consagrada a Catedral de Almudena, a Colegiata de San Isidro foi a Catedral de Madrid. Em 1936, durante a Guerra Civil, sofreu um incêndio que afetou sua estrutura e provocando a perda de inúmeras obras de arte de seu interior. Terminado o conflito, foi restaurada, e finalizaram-se as torres, entao inacabadas. A fachada apresenta 3 pórticos de entrada, sendo o central mais alto que os laterais, contendo o escudo de María de Austria. Bem em cima da porta central, vemos duas imagens esculpidas, representando a San Isidro e Santa Maria de la Cabeza, realizadas pelo escultor Juan Pascual de Mena.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo comentamos acima, o Colégio Imperial, uma das instiuiçoes de ensino mais famosas da época, encontrava-se situado num edifício anexo à igreja, cuja imagem vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Colégio foi fundado em 1558, três anos antes que Madrid tornasse a capital de Espanha, durante o reinado de Felipe II. O legado de Maria de Austria possibilitou a criaçao de um instituto de ensino de qualidade e prestígio, que Madrid carecia. Abaixo, vemos uma placa comemorativa colocada na fachada do edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua época de esplendor foi no séc. XVII, quando eram dadas aulas de Matemática, Teologia, Filosofia, Geografia e Ciências. Entre seus alunos mais conhecidos, mencionamos Lope de Vega, Francisco de Quevedo e Calderón de la Barca. O Colégio Imperial sediou também diferentes fundaçoes acadêmicas que acabaram absorvendo-o, como os Reais Estudos de San Isidro (1627) e o Seminário de Nobres (1725). Entre 1679 e 1681, foi levantado um pátio interior, a modo de claustro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO pátio apresenta características da obra de Juan de Herrera, construtor do Monastério do Escorial, e que marcou o estilo preferido dos monarcas da dinastia austríaca durante todo o séc. XVII. Uma delas é a austeridade decorativa, presente principalmente na parte inferior da composiçao. Já a parte superior está profusamente decorada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o edifício sedia o Instituto de San Isidro, um colégio de educaçao secundária, ou seja, a tarefa de educar continua presente neste histórico monumento da cidade. No próximo post, conheceremos o interior da Colegiata de San Isidro.

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Casa Garay – Calle Almagro

Como foi comentado no post anterior, na Calle de Almagro, além de belos edifícios, podemos admirar verdadeiras casas-palácios constuídos pela aristocracia no final do séc. XIX e princípio do XX. A conhecida como Casa Garay é uma delas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua construçao se deve ao empresário vasco Antonio Garay Vitorica, que depois de comprar um grande solar, encarregou o arquiteto, também do País Vasco, Manuel Maria Smith e Ibarra para a realizaçao do projeto, finalizado em 1917. Antonio Garay desejava realizar investimentos em Madrid, e com este objetivo construiu um imóvel com uma dupla finalidade, um palácio para sua própria residência, e um edifício para aluguel, algo muito rentável naquela época. As obras foram supervisionadas por outro arquiteto vasco chamado Secundino Zuazo Ugaede. Na primeira metade do séc. XX, os arquitetos do País Vasco ganharam uma grande reputaçao na capital e suas obras tiveram uma enorme influência na arquitetura madrilenha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício combina elementos da arquitetura vasca com uma decoraçao neoplateresca. O plateresco surgiu  na época dos Reis Católicos, e caracterizou-se por sua profusa decoraçao. A pedra arenítica utilizada permitiu uma grande variedade de textura e magníficos detalhes esculpidos em relevo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma pedra branca, também usada na fachada, contrasta com a arenítica, como vemos nas fotos acima. A torre é característica da arquitetura vasca, e causou um profundo impacto estético na capital, sendo amplamente copiada em vários outros edifícios realizados no primeiro terço do séc. XX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom a morte do proprietário, a Casa Garay desempenhou outras funçoes, como Hospital de sangue durante a Guerra Civil, e depois como Embaixada da Bélgica. Com o tempo, permaneceu abandonado, escapando da demoliçao ao ser adquirida pelo Colégio de Engenheiros de Caminhos de Madrid, que nela instala sua sede em 1979. Conservam-se íntegras as fachadas e cobertas, que podem ser vistas desde o exterior. Para as carruagens, construiu-se um belo marquise feito de vidro e ferro, apoiado em capitéis de inspiraçao medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA entrada conduz ao pátio e ao jardim, e também à planta nobre do palácio, através de uma escada reta, posteriormente reformada num acesso curvo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outras imagens e detalhes deste belo edifício, composto segundo as tendências históricas da arquitetura do início do séc. XX.

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Belos Edifícios de Madrid – Calle Almagro

O Distrito de Chamberí, em Madrid, esconde em suas ruas uma grande quantidade de edifícios cuja beleza arquitetônica fascina aos aprecidores da arte e do bom gosto. O nome do distrito se deve à primeira esposa do rei Felipe V, Maria Luiza de Savoya, que comentava que a zona onde está situado  recordava seu local de nascimento na França, o povoado de Chamberí. Um de seus bairros mais famosos é o de Almagro, cuja calle homônima nos reserva gratas surpresas arquitetônicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa época em que Madrid tornou-se a capital de Espanha a partir de 1561, durante o reinado de Felipe II, a zona onde hoje se localiza a Calle de Almagro era uma terra de cultivos, que se desenvolveu graças aos inúmeros rios subterâneos existentes na regiao. Seu nome se deve a Diego Almagro, que acompanhou o explorador Francisco Pizarro na conquista do Peru. Ambos disputaram a possessao da cidade de Cuzco, e Diego Almagro foi preso e executado. Seu filho, porém, vingou-se da morte do pai, pois Pizarro foi morto por seus soldados. Na segunda metade do séc. XIX, iniciou-se o denominado “Ensanche de Madrid”, o processo de ampliaçao da cidade através de uma nova planificaçao urbana. O Bairro de Almagro surgiu nesta época, e tornou-se uma das zonas mais exclusivas da capital, onde a aristocracia foi a responsável pela edificaçao de grandiosos edifícios e magníficos palácios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs imagens que estamos vendo referem-se ao Edifício de Julián Martínez Mier, construído em 1914. O proprietário encarregou ao seu filho arquiteto, Augusto Martínez de Abaria, a execuçao do maravilhoso projeto deste imóvel.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício estava destinado como um conjunto residencial de aluguel para as classes altas de Madrid. Apreciamos o magistral trabalho do escultor Sixto Moret em toda a fachada do edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício ganhou um prêmio concedido pela prefeitura como a casa mais artística e melhor construída de 1914.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos detalhes desta belíssima fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro dia, encontrei a porta principal aberta, e pude contemplar o acesso ao interior do prédio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste edifício se inclui dentro das chamadas correntes históricas da Arquitetura Eclética, muito abundantes em todo o Distrito de Chamberí.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, conheceremos a Casa Garay, um emblemático palácio situado a poucos metros do edifício que vimos no post de hoje.

Arquitetura Modernista – Madrid

O Modernismo nao foi um estilo que atraiu a atençao dos madrilenhos. Por este motivo, sao escassos os edifícios deste estilo que podemos encontrar na cidade. Mesmo assim, alguns deles sao dignos representantes da modernidade, como o Palácio Longoria, cujo post foi publicado em 7/9/2012. Porém, esplorando a cidade, pude encontrar outros exemplos de edifícios modernistas, alguns deles desconhecidos pelos próprios habitantes da capital. Um exemplo é o edifício situado na Calle de General Palanca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANao encontrei nenhuma referência histórica deste belo e estravagante imóvel, salvo que foi inspirado no Modernismo Catalao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo podemos ver na foto acima, podemos admirar os famosos Trencadís, tao maravilhosamente utilizados por Antoni Gaudi em suas obras por Barcelona (mosaico de azulejos cerâmicos compostos por peças irregulares). Mencionamos também o belo trabalho realizado nos balcoes, enriqueçendo a inusitada decoraçao de sua fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o rico trabalho realizado no portao de entrada do edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro edifício catalogado como modernista, este sim bem documentado, localiza-se na Calle Lara, cujo nome é uma homenagem ao jornalista Mariano José de Lara. Este edifício foi construído  entre 1906/1908 pelo arquiteto Jesús Carrasco-Muñoz Encina (1869/1957), um dos mais importantes arquitetos madrilenhos do primeiro terço do séc. XX, e um dos menos valorizados também.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua construçao tinha por finalidade ser a sede do Semanário Nuevo Mundo, uma revista ilustrada de tiragem semanal, considerada uma das mais importantes do país no início do séc. XX, e pioneira no fotojornalismo na Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício estava destinado como local para as máquinas de impressao e sede social da revista, além de possuir, no último andar, a residência de seu presidente. O protagonismo da fachada sao seu elementos ornamentais, cujas características estao inspiradas no modernismo internacional. Nela, participou Daniel Zuloaga, considerado um dos mais importantes ceramistas do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA fachada original do prédio era uma das melhores do Modernismo em Madrid. No entanto, seus muitos proprietários realizaram reformas e ampliaçoes que desvirtuaram seu apecto original. Depois do Nuevo Mundo, o edifício tornou-se a sede de vários outros diários e revistas, como “La Voz”, “El Sol”, o diário “Arriba” e o jornal de esportes “Marca”. Abaixo, vemos algumas fotos do interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASobre o solar de planta quase retangular, o arquiteto Jesús Carrasco-Muñoz Encina organizou as dependências ao redor de um pátio coberto por uma magnífica estrutura, que permite a iluminaçao de seu interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o edifício é a sede do Diário Madrid e de um instituto de desenho.

Mesquita de Bab Al-Mardum – Toledo

Das 10 mesquitas que haviam em Toledo no período islâmico, a Mesquita de Bab Al-Mardum é a mais importante conservada atualmente. Na época de sua construçao, era um pequeno oratório orientado à Meca, para uso daqueles que chegavam ou saiam da cidade. Trata-se de um dos monumentos mais complexos de toda Espanha, possuindo evidências que vao desde o assentamento romano até o período da reconquista de Toledo (séc. XI). Representa, também, uma das construçoes mais importantes da época de esplendor do Califato de Córdoba existente no país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA mesquita foi construída em 999 dC, como comprova a inscriçao em caracteres cúficos no relevo de tijolos de uma de suas fachadas, considerada única no Islao Ocidental, por ter sido elaborada com fragmentos de tijolos ordinários. Nela aparece o nome do arquiteto construtor, Musa Ibn Ali.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte exterior está composta por 3 vaos de acesso e um corpo superior formado por arcos entrecruzados cegos. A fachada noroeste, que dá para o pátio ajardinado, está formada por Arcos de Ferradura e de Meio Ponto. O nível mais alto, por Arcos Polilobulados que marcam outros Arcos de Ferradura de estilo califal, estando decorados com tonalidades bicolores de tijolos, inspirados na Mesquita de Córdoba.

DSC09151O exterior, decorado com arquerias sobre muros de alvenaria e tijolos, contrasta com o interior, revestido de gesso. Possui planta quadrada com 8 metros quadrados, distribuídos mediante 4 colunas situadas em 3 naves paralelas e cruzadas por outras 3 naves transversais. Cada espaço está coberto por bôvedas diferentes entre si.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADSC09144Os capitéis, de origem visigoda, foram reaproveitados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom a reconquista de Toledo, a mesquita foi adaptada ao culto cristao, quando o rei Alfonso VI cede o monumento aos Cavalheiros da Ordem de San Juan, que estabelecem uma ermita sob a titularidade de Santa Cruz. Passa, entao, a ser conhecida pelo nome Ermita del Cristo de la Luz, graças a um Cristo crucificado que foi colocado e substituído posteriormente por uma imagem da Virgem da Luz. Em 1187, se constrói um ábside complementer, que se tornaria famoso por ser considerado a mais antiga amostra de arquitetura mudéjar conhecida.

DSC09148Esta reforma serviu de base e inspiraçao para todas as outras construçoes do Mudéjar Toledano, o estilo arquitetônico por excelência da cidade. Do séc. XII sao as pinturas murais encontradas no interior, estando catalogadas como exemplos de Pinturas Românicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa imagem acima, vemos representado um dos motivos iconográficos mais importantes do Cristianismo, o chamado “Maiestas Domini”, ou Cristo em Majestade com atitude triunfante e rodeado pelos tetramorfos, a representaçao zoomórfica dos 4 evangelistas. Pena que nao se conservam todas as imagens. Podemos contemplar somente a águia, símbolo de Sao Joao, e o leao, símbolo de Sao Marcos. Além do mais, estao conservadas algumas pinturas de santos (as) numa de suas paredes.

DSC09143Escavaçoes arqueológicas realizadas encontraram vestígios  de épocas anteriores à construçao, bem como uma calçada romana de 5 me de largura, em excelente estado de conservaçao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem deste monumento impressionante.

DSC09150Com a desintegraçao do Califato de Córdoba, Toledo tornou-se um Reino de Taifa (taifa de Toledo), que ocupava a quase totalidade da atual superfície da Comunidade de Castilla-La Mancha. Eram como cidades autônomas, e sem poder centralizador, facilitaram sobremanera a tarefa dos Renos Cristaos, que reconquistaram Toledo em 1085, com a tomada  do rei Alfonso VI. Realizaremos ainda muitos posts sobre Toledo, porque existem vários lugares de interesse por conhecer…