A Muralha de Segóvia

Segóvia (Comunidade de Castilla y León) está situada na confluência entre os rios Clamores e Eresma, e sua privilegiada localizaçao a converteu numa cidade de fácil defesa contra ataques externos. Esta característica fundamental repercutiu positivamente ao longo de sua dilatada história, pois Segóvia jamais foi conquistada. Além disso, o sistema de muralhas fortaleceu o poderoso conjunto defensivo, proporcionado por sua excepcional geografia. A muralha atua como um limite e elo de conexao entre a parte da cidade situada fora de seus limites (extramuros) e aquela situada no seu interior (intramuros).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Muralha de Segóvia se mantém conservada em quase todo o seu traçado, da mesma forma que as famosas Muralhas de Ávila e Lugo. É difícil precisar com exatidao o momento de sua construçao. Possui elementos de origem romano, principalmente pedras de granito que foram reutilizadas. Supoe-se que foi iniciada durante o período da reconquista crista, depois que a cidade foi repovoada apartir de 1088 por Raimundo de Borgoña.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XVI, as denominadas Guerras das Comunidades do Reino de Castilla (movimento popular de protesto contra o rei Carlos I, por ser estrangeiro e pelo temor da instalaçao de leis opressoras e impostos elevados) causou profundos danos em Segóvia, como a destruiçao de sua antiga Catedral Românica. O recinto de muralhas também foi afetado, sofrendo graves prejuízos. A partir de entao, a muralha perde seu valor defensivo, e muitas casas foram construídas adossadas aos seus muros e mesmo sobre ela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir do séc. XVII, as pestes e a decadência da indústria textil, base de seu desenvolvimento econômico, provocaram a deterioraçao do centro urbano de Segóvia e, como consequência, da própria muralha. No séc. XIX, transformou-se numa cidade pobre e arruinada. As muralhas, que durante séculos foram consideradas um símbolo de seu progresso, riqueza e segurança, agora eram vistas como um estorvo para seu crescimento. Surge, de uma forma generalizada em toda a Espanha, um movimento popular que percorreu todo o país, aos gritos de “Abaixo as Muralhas”, cujo propósito era a adoçao de medidas higiênicas nos grandes centros urbanos, algo que as muralhas nao favoreciam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas das antigas portas de acesso da muralha foram derrubadas, como as de San Martín e a de San Juan. Com o advento no séc. XX de uma nova mentalidade conservacionista, a Muralha de Segóvia escapou da destruiçao e os trabalhos de recuperaçao continuam até os dias de hoje. Em 1985, a Unesco declarou o recinto amuralhado de Segóvia e seu impressionante aqueduto como Patrimônio da Humanidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAExiste uma rota externa que possibilita percorrer boa parte do perímetro da muralha, como vemos na imagem acima. Sua estrutura adapta-se à rocha sobre a qual se assenta a cidade. Possui um comprimento total de 3406 metros, e sua altura média é de 9,47m. Seus muros atingem 2,5m de espessura. O traçado da muralha está composto por torres, cubos defensivos e construçoes fortificadas, abrindo-se 3 portas principais de acesso ao recinto intramuros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOriginalmente, a muralha estava formada por 86 (ou 92, segundo alguns estudos) cubos e torres, dos quais se conservam 80. Estas estruturas auxiliam na estabilidade e defesa da própria muralha, reforçando as zonas mais débeis sob o ponto de vista construtivo. Sua forma é variada, podendo ser encontradas retangulares, circulares ou poligonais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma imagem geral da cidade de Segóvia, com vistas da catedral e do sistema defensivo proporcionado pela muralha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos conhecendo os segredos da Muralha de Segóvia.

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Cifuentes – Parte 2

Cifuentes está localizada na Comarca de Alcarria, que tornou-se mundialmente conhecida através da novela “Viaje a la Alcarria”, escrita pelo Premio Nobel de 1989, Camilo José Cela. Em suas andanças pela comarca, esteve em Cifuentes, onde uma placa comemorativa registra o encontro que teve com um pároco numa das casas da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitos dos monumentos mais importantes da cidade foram construídos pelos Condes de Cifuentes, senhores da vila durante vários séculos. Um deles  é o Convento de N.Sra de Belén, uma instituiçao fundada em 1527 pelo quarto Conde de Cifuentes, D.Fernando de Silva, para acolher uma comunidade de franciscanas. Foi praticamente destruído durante a Guerra Civil Espanhola, inclusive se perdeu sua grandiosa portada gótica. Reconstruído nos anos 40 do séc. XX, continua sendo habitado por freiras de clausura, fato que impossibilita sua visita interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra construçao promovida pelos Condes de Cifuentes é o Hospital e a Ermita del Remedio, realizada no final do séc. XV e princípio do XVI. Constava de dependências hospitalarias e uma igreja anexa para atender aos doentes pobres. Do antigo hospital se conserva apenas as arcadas de um dos lados do pátio, integradas atualmente num pequeno jardim.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado, vemos a Ermita, que se conserva felizmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm exemplo da perda do Patrimônio Religioso provocado pela Desamortizaçao de Mendizábal de 1835 é o Convento de Sao Francisco, fundado em 1484. Depois de ser desamortizado, isto é, seus bens foram confiscados pelo estado, entrou em plena decadência, sendo realizadas reformas para sua nova utilizaçao pública como escola, fato que desvirtuou totalmente sua aparência original.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa cidade podemos contemplar algumas casas pertencentes à nobreza rural, como a chhamada Casa de los Gallos (séc. XVIII), assim denominada pela decoraçao de sua fachada. A residência foi transformada num restaurante, onde tive a oportunidade de provar a deliciosa gastronomia castelhana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA casa conserva ainda o escudo de seus antigos proprietários, como vemos acima. Cifuentes é uma localidade para se conhecer com calma, admirando o seu interessante centro histórico. A Comarca de Alcarria possui um valioso patrimônio cultural, histórico e artístico, que vale a pena conhecer. Outros pueblos da regiao já foram temas do blog, como Brihuega (vários posts publicados entre 24/3/2014 e 1/4/2014) e Torija (publicado em 21/3/2014). Abaixo, vemos outra foto de Cifuentes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas estradas secundárias da comarca nos revelam gratas surpresas, como esta construçao escavada na rocha. A falta de informaçao do lugar nos impediu de conhecer sua história. Realmente um mistério…

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Cifuentes – Província de Guadalajara

A cidade de Cifuentes é outra das belas localidades existentes na Província de Guadalajara (Comunidade de Castilla-La Mancha). Sua origem se remonta a época da conquista da Taifa de Toledo pelos reis cristaos de Castela, ao final do séc. XI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo séc. XIV, o infante D.Juan Manuel adquiriu o senhorio de Cifuentes e ordena a construçao de um castelo, que ainda podemos ver na parte mais elevada da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO castelo foi edificado a partir de 1324 sobre os restos de uma fortaleza árabe anterior. A partir de entao, Cifuentes transformou-se numa vila de realengo, isto é, dependente diretamente da administraçao real. No séc. XV, o monarca Enrique IV concede a vila a Juan de Silva, alférez maior de Castela, ostentando o título de primeiro Conde de Cifuentes. Na época medieval, a cidade estava toda rodeada por uma muralha, construída no séc. XIV. Permaneceu de pé até mediados do séc. XX, e atualmente podemos observar apenas uma pequena parte de seu perímetro original, correspondente a denominada Porta Salinera.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADas  4 portas que existiam, esta é a única que se conserva, apresentando duas torres. Possibilitava o acesso a uma importante área de produçao de sal, explorada desde a época romana, daí a explicaçao de seu nome.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá o nome da cidade provém da junçao de cem e fontes, uma referência a grande quantidade de mananciais do pequeno rio que atravessa o local.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal templo religioso de Cifuentes é a Igreja de San Salvador, que combina elementos do românico, gótico, renascimento e do barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos maiores destaques da igreja é a Portada de Santiago, construída no séc. XIII no estilo românico, uma das melhores mostras deste estilo em toda a província.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA portada está composta por 12 colunas e uma complexa decoraçao escultórica, com a presença de cenas relativas à vida de Jesus, anjos e referências morais quanto aos pecados condenados pela igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo lado da Igreja de San Salvador, situa-se o antigo Convento de Sao Domingo, transformado atualmente numa Oficina de Turismo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma foto do conjunto formado pela igreja e o convento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAContinuaremos a visita por Cifuentes no próximo post, até lá…

Arquitetura Negra – Parte 2

Estes pequenos e austeros povoados da Província de Guadalajara puderam conservar sua característica Arquitetura Negra graças ao seu próprio isolamento, imposto pela natureza serrana da regiao. Historicamente, esta zona fazia parte da fronteira entre os antigos Reinos Cristaos e os territórios dominadas pelos árabes. Tradicionalmente, a base da economia era a produçao de la. O pueblo de Roblelacasa pertence juridicamente a Campillo de Ranas, e guarda inúmeras construçoes realizadas com a pizarra, matéria prima deste tipo de arquitetura. Sua igreja é um exemplo da arquitetura religiosa popular.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outras imagens do povoado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm pouco mais adiante, situa-se o pueblo de Espinar, inteiramente construído com a pizarra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAs chaminés sao um dos elemento mais representativos das casas desta regiao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA maior parte dos habitantes destes povoados sao de mais idade, e os espaços lúdicos em que praticam suas atividades de ócio também utilizaram a pizarra para sua construçao, como a pista de bocha, que vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVisitar os Pueblos de Arquitetura Negra é uma excelente opçao turística para aqueles que estao hospedados em Madrid, e tranquilamente se pode realizar uma excurçao de um dia pela regiao. Algumas casas se destacam pela cuidadosa decoraçao floral, dando um toque de beleza a estes pitorescos Pueblos da Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA regiao onde se encontra os povoados é um Parque Natural, e sao muitas as opçoes de senderismo que conduzem a convidativas cachoeiras. Retornando a cidade de Tamajón, visitamos ainda a Cidade Encantada, uma zona repleta de formaçoes geológicas curiosas, esculpidas pela açao dos processos erosivos e pela dissoluçao da água pluvial.

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Arquitetura Negra – Província de Guadalajara

Situados num Parque Natural na Serra Norte da Província de Guadalajara (Comunidade de Castilla-La Mancha), existem uma série de povoados que  conservam um dos conjuntos mais impressionantes da  arquitetura popular européia. Atualmente, estes povoados se encontram num período de declaraçao de Patrimônio da Humanidade pela Unesco, dado seu excepcional valor etnográfico, arquitetônico e paisagístico. A principal característica destes pueblos é a utilizaçao de uma pedra denominada pizarra negra (parecida com a ardósia) na construçao de suas casas e monumentos. Extraída do próprio ambiente natural da regiao, proporciona a tonalidade escura desta singular arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALocalizada a cerca de 60 km de Guadalajara, o povoado de Tamajón é a base para conhecer a maioria dos Pueblos de Arquitetura Negra da província. Apesar de seu reduzido tamanho, possui uma belíssima igreja renascentista dedicada à N.Sra da Asunçao, levantada no séc. XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal elemento destacável do templo é a galeria porticada que vemos em sua fachada, datada do séc. XIII e construída no estilo românico, resto de uma primitiva construçao. Nela, vemos uma série de canecillos, como sao chamadas pequenas esculturas de figuras humanas que adornam o muro da galeria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPróximo de Tamajón, encontramos o primeiro povoado de Arquitetura Negra, chamado Campillo de Ranas,  situado a 1100m de altitude.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA pizarra é o elemento construtivo tanto dos muros, quanto do teto das casas. Devido ao rigor climático do inverno, seus muros sao grossos e os aposentos sao reduzidos, com um grande espaço interior reservado para a cozinha e as chaminés. Além do mais, existe uma clara e bem estabelecida divisao do espaço para os moradores, para a exploraçao agrícola e para o gado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste tipo de arquitetura popular foi aplicada a todos os edifícios constituintes dos povoados, sejam casas, pontes ou igrejas, mimetizando os povoados com seu entorno natural, numa estreita simbiose que possibilita um caráter de grande uniformidade cromática. Abaixo, vemos a Igreja Paroquial de Santa Maria Magdalena, cujas tradicionais pizarras foram misturadas com pedra calcárea.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPassear com tranquilidade por suas ruas nos permite contemplar detalhes que anunciam os laços de fraternidade que unem os habitantes do lugar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra imagem de Campillo de Ranas e sua especial arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA distância entre os pueblos de Arquitetura Negra é pequena, e a paisagem circudante está repleta de campos de girassóis e belas paisagens.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, continuaremos a visita por estes rústicos e atraentes pueblos, cuja insólita arquitetura transformou a vida de seus habitantes, tornando a regiao conhecida e formando parte do Patrimônio Turístico da Província de Guadalajara.

Castelo de Chinchón – Comunidade de Madrid

No dia 9/4/2012 publiquei uma matéria sobre o singular povoado de Chinchón, situado na Comunidade de Madrid. Na época, nao tive a oportunidade de conhecer seu castelo, algo que fiz recentemente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar das circunstâncias históricas adversas, o Castelo de Chinchón encontra-se num razoável estado de conservaçao, e reflete o poderio das famílias nobres do passado, quando o povoado pertenceu à família dos Cabrera, desde a época dos Reis Católicos. O castelo primitivo foi construído no séc. XV, mas em 1520 sofreu uma ataque que causou severos danos à sua estrutura. O terceiro Conde de Chinchón, Diego Fernández de Cabrera decidiu, entao, demolir a construçao, ordenando a edificaçao de uma nova fortaleza, aproveitando os materiais do antigo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua construçao finalizou-se somente no final do séc. XVI, estando composto por corpos quadrangulares e robustas torres cilíndricas em suas esquinas. No portao de entrada à fortaleza, podemos observar o escudo dos Condes de Chinchón.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO castelo esteve bem conservado até 1705, quando sofreu as consequências da Guerra da Sucessao Espanhola, sendo que suas dependências foram usadas como depósito de artilharia. Em seguida, sofreu um incêndio que provocou novos estragos. Em 1808, foi expoliado e novamente incendiado pelas tropas francesas. No séc. XX, parte de seus materiais foram utilizados para a reforma de casas e posteriormente adaptado para uma fábrica de licores. Abaixo, vemos o fosso do castelo, que se conserva parcialmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInfelizmente, a visita ao interior nao está permitida, pois é uma propriedade privada. A seguir, vemos uma imagem de suas torres e uma foto antiga, na qual podemos apreciar o  estado em que se encontrava no passado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADesde o castelo, as vistas do povoado de Chinchón sao preciosas, destacando esbelta a Igreja de N.Sra da Assunçao, cuja construçao iniciou-se em 1534.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA pequena distância que separa Chinchón de Madrid faz com que nos finais de semana o povoado receba muitos turistas provenientes da capital, para aproveitar a excelente gastronomia do pueblo, e admirar a pitoresca e famosa Praça Maior da localidade.

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Praça de Touros de Aranjuez – Parte 2

Devido a sua importância histórica e seu excelente estado de conservaçao, a Praça de Touros de Aranjuez recebeu o título de Monumento Histórico-Artístico. Para conhecer a fundo sua história e poder apreciar suas distintas dependências, sao realizadas visitas guiadas ao seu interior, bastante recomendáveis. Nela, vislumbramos aspectos que nos permitem aprofundar no mundo taurino. Sao introduzidas nomenclaturas próprias da Arte de Tourear, como o termo Ruedo, denominaçao da superfície circular e arenosa onde  ocorrem as corridas de touros. O Ruedo da Praça de Aranjuez é um dos maiores do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs Toriles sao as portas de entrada dos touros na praça.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor do Ruedo, podemos observar lugares onde permanecem os diversos participantes que compoem uma Corrida de Touros, como os Picaderos e os Banderilleros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASao  chamados de Picadores os encarregados de “preparar” o touro para a última etapa de uma corrida, denominada de Tercio de Muleta. A Muleta é o nome que recebe o pano vermelho que o toureiro utiliza para realizar suas manobras diante do touro. Os Picadores normalmente investem sobre o touro com um cavalo e uma lança chamada Puya. Com várias estocadas, picar o touro significa debilitá-lo antes da entrada do toureiro matador. Os Banderilleros sao os toureiros que no segundo terço de uma corrida introduzem no animal pequenas lanças (70 a 78cm de comprimento), recobertas de adornos (papel picado) chamadas Banderillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANormalmente, nos espetáculos taurinos, 6 sao os touros que entram no Ruedo. Das fazendas de criaçao, sao transportados até a praça, entrando por este portao que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs touros permanecem encerrados nos chamados chiqueros, antes de entrar nos toriles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto acima, vemos as cordas que sao puxadas para a abertura das portas de saída dos touros do chiquero. Abaixo, vemos a dependência situada na parte superior do chiquero, perfeitamente conservada com sua arquitetura de madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma pequena capela onde os toureiros realizam suas oraçoes, antes do começo do espetáculo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior da Praça de Touros podemos conhecer um Museu Taurino, onde sao expostos trajes de toureiros famosos, cartéis publicitários de corridas de várias épocas, utensílos utilizados nas corridas, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça de Touros de Aranjuez transformou-se em cenário para vários filmes realizados, como “Fale com Ela”, produçao de 2002 realizada por Pedro Almodóvar e “Blancanieves”, dirigida por Pablo Berger em 2012. Finalizamos o post com uma foto antiga, das muitas que podem ser vistas no Museu Taurino de Aranjuez, esta cidade repleta de atraçoes e cuja visita é obrigatória…

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