Casa-Museu Lope de Vega – Madrid

Félix Lope de Vega y Carpio (1562-Madrid/1635-Madrid) foi um dos mais importantes escritores e dramaturgos do denominado Século de Ouro Espanhol (séc. XVII). Conhecido como o “Fénix de los Ingenios”, renovou o Teatro Espanhol, numa época em que começava a ser um fenômeno de massa. É considerado o máximo expoente do Teatro Barroco do país, ao lado de Tirso de Molina e Calderón de la Barca. Em frente ao Monastério de la Encarnación de Madrid, vemos um monumento que homenageia o grande escritor e dramaturgo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstudou na Companhia de Jesus e na Universidade de Alcalá de Henares. Além de escritor, foi também militar, participando de algumas expediçoes, e secretário de personagens importantes, como o Duque de Sessa. Foi casado duas vezes, e depois da morte de Juana de Guardo em 1614, sua segunda esposa , tornou-se sacerdote. Sua vida sentimental foi deveras atribulada. Além das “esposas oficiais”, teve inúmeras amantes. Em 1587, devido a um desengano amoroso com Elena Osório, escreveu uns poemas insultantes a esta mulher, filha de um empresário teatral, que lhe causou 8 anos de desterro. Foi quando viveu em Valencia, Toledo e Alba de Tormes. Teve 15 filhos que estao documentados…Mesmo depois de tornar-se sacerdote, sua vida amorosa prosseguiu, sendo acusado de sacrilégio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo mesmo monumento acima citado, vemos algumas de suas principais obras. Lope de Vega foi um dos escritores mais prolíficos da Literatura Espanhola. Ele mesmo disse ter escrito mais de 1500 peças teatrais, das quais se conservam 500, ainda que apenas 314 delas estao confirmadas como sendo de sua autoria. Cultivou todos os gêneros literários de sua época, e ainda hoje suas obras sao frequentemente representadas pelos teatros do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1610, com 48 anos de idade, passa a viver definitivamente em Madrid e compra uma casa, na qual passou seus últimos 25 anos de vida. Situada em pleno Bairro das Letras, é considerada uma das jóias deste bairro repletos de referências literárias (para conhecer um pouco mais sobre ele, foram publicadas duas matérias, em 27/11/2012 e 29/11/2012).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente transformada num museu, a casa onde viveu o escritor está localizada na Calle Cervantes, e pode ser visitada, mediante reserva em visitas guiadas. Durante muito tempo esteve abandonada e em mau estado, até que a Real Academia da Língua Espanhola se encarregou de sua restauraçao. Depois de sua morte, o imóvel foi vendido por seu neto, que vivia em Milao e que nao chegou a conhecer o famoso avô. Em frente a casa, uma inscriçao feita na própria rua, algo habitual no bairro, recorda o escitor e a casa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA restauraçao da casa foi cuidadosamente realizada, e hoje em dia podemos ver como viveu o escritor. Inclusive se recuperou uma inscriçao em latim que vemos na fachada, na qual lemos:

Parva propria magna, magna aliena parva“. Traduzida literalmente significa: A casa própria é grande, ainda que seja pequena. A casa alheia é pequena, ainda que seja grande. Nela, Lope de Vega reflete sua satisfaçao em possuir um lar próprio, algo bastante difícil numa época em que os poetas viviam em constantes dificuldades econômicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1935, a Casa de Lope de Vega foi declarada Monumento Nacional durante a celebraçao do terceiro centenário de sua morte, abrindo-se ao público como museu. O inventário de seu testamento, realizado em 1627, e a documentaçao histórica do imóvel  foram as referências históricas utilizadas para sua restauraçao. Através de objetos pessoais, obras de arte e mobiliário antigo, foram recriados os diversos ambientes de uma típica residência madrilenha do séc. XVII. Infelizmente, as fotos interiores nao estao permitidas. Abaixo, vemos o jardim, situado no fundo da casa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, a parte traseira da casa, vista desde o jardim.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1635, Lope de Vega falece na casa onde viveu. Seu enterro constituiu uma das maiores manifestaçoes de dor que a cidade presenciou. Uma multidao acompanhou o cortejo fúnebre pelas ruas do Bairro das Letras de Madrid, e parou no conhecido Convento das Trinitárias, situado próximo a casa do escritor, para que sua filha Marcela, que havia entrado no convento como freira, pudesse do alto de seus muros de clausura dar o último adeus a seu pai. Recordamos que neste convento foi sepultado Miguel de Cervantes, cujos restos, que se haviam perdido, parece que foram encontrados…

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