Igrejas de Jaén – Parte 2

No post de hoje, conheceremos a Igreja de San Ildelfonso, a maior e mais importante da cidade, depois da catedral. Nela está sepultado o arquiteto Andrés de Vandelvira, falecido em 1575 e personagem artístico fundamental na história da província.Seu exterior parece uma fortaleza, devido a presença de poderosos contrafortes semicirculares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA origem da igreja está vinculada ao milagre do descenso da Virgem Maria à cidade em 1430, e sua chegada numa ermita, situada no local onde foi levantada a igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO templo possui três fachadas de estilos diferentes: gótica, renascentista e neoclássica. Abaixo, vemos a portada lateral renascentista, realizada por Francisco Castillo El Mozo em 1550. O relevo representa a imposiçao da clausura a San Ildelfonso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA A fachada neoclássica foi projetada pelo arquiteto Ventura Rodríguez no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA torre foi erguida entre os séculos XVI e XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior, de três naves, apresenta características góticas, e guarda a imagem da Virgen de la Capilla (Virgem da Capela), padroeira da cidade de Jaén. Em 2010, a Igreja de San Ildelfonso foi declarada Basílica Menor pelo Papa Benedicto XVI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro local de importância religiosa é o Hospital de San Juan de Dios, construído no séc. XVI. O conjunto está formado, além do próprio hospital, por dois pátios e uma igreja, que sofreu um incêndio devastador em 1916 e reconstruída três anos depois.

DSC00097O local foi fundado sob a advocaçao de Santa Misericórdia, e posteriormente passou a ser propriedade da Ordem de San Juan de Dios, cujo escudo vemos na fachada principal, acima e abaixo.

DSC00114Abaixo, vemos algumas imagens de um dos pátios…

DSC00111DSC00100DSC00112Atualmente, o Hospital é a sede dos Estudos Giennenses da Deputaçao Provincial de Jaén. A seguir, vemos uma foto da igreja, hoje em dia sem culto.

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Igrejas de Jaén

Jaén possui belas igrejas por seu centro histórico, e sua visita é recomendável numa viagem à cidade andaluza. A Igreja de la Magdalena, por exemplo, siua-se na praça homônima, a mais antiga da cidade. Já durante a época árabe, o local era o coraçao religioso e administrativo de Jaén. Depois de reconquistada pelos cristaos, a praça tornou-se a principal, nela instalando-se a Casa Consistorial e a Paróquia de la Magdalena, entre os séculos XV e XVI.

DSC00134 O templo foi erguido sobre uma mesquita do séc. XI, cujo minarete e pátio desta época se conservam anexos à igreja. Por isso mesmo, possui uma peculiar disposiçao, cujas reminiscências vemos no pátio mencionado.

DSC00125DSC00129Do pátio, existe uma belíssima vista do Castelo de Santa Catalina, que vimos no post anterior.

DSC00126A torre da igreja está relacionada com o antigo minarete da mesquita…

DSC00116Está documentada a participaçao do grande arquiteto Andrés de Vandelvira em sua construçao, responsável por tantas obras pela Província de Jaén. Na fachada da igreja, realizada no estilo gótico-isabelino, vemos o relevo de Madalena, bastante deteriorado com o passar dos séculos e um escudo do Cardeal Merino.

DSC00117Atualmente, a igreja pertence à Confraria do Cristo de la Clemencia, e algumas imagens do interior sao usadas nas procissoes na Semana Santa.

DSC00131DSC00136Outro templo religioso de interesse é o Real Convento de Santo Domingo, construído no séc. XVI. Foi edificado sobre um anigo palácio árabe, cedido depois à Ordem Dominicana.

DSC00141A fachada, que vemos acima, foi realizada em 1582. Depois, o convento tornou-se uma universidade e, em 1847, num hospício. Possui um magnífico pátio a modo de claustro de dois níveis e planta quadrada.

DSC00145DSC00146DSC00147A igreja do convento foi fechada ao culto e hoje em dia o espaço é  a sede do riquíssimo Arquivo Histórico da Província de Jaén.

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Castelo de Santa Catalina – Jaén

Mesmo depois de quase 10 anos vivendo na Espanha, a visao de um castelo continua me impressionando de forma arrebatadora. O mesmo sentimento de fascínio e poder me cativou quando conheci o Castelo de Santa Catalina, na cidade de Jaén. Como quase todas as fortalezas medievais, se alça soberano no local mais elevado, no caso o Cerro de Santa Catalina.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOs castelos costumam ser representados como um verdadeiro símbolo de uma época, a Idade Média, que já algum tempo deixou de ser considerada uma era obscura da história da humanidade, e sim um período de grandes transformaçoes e alto desenvolvimento cultural e artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Castelo de Santa Catalina é um imponente conjunto militar e, segundo a tradiçao, suas origens remontam ao famoso general cartaginês Aníbal, que possivelmente ordenou a construçao de suas primeiras torres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste recinto defensivo está formado, na realidade, por 3 fortalezas de distintas épocas, sendo fortificado e reforçado ao longo dos séculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto compunha uma grande Alcaçaba, palavra árabe que designa um fortificaçao de caráter defensivo. Além das guarniçoes militares, esteve habitado até a conquista da cidade pelo monarca Fernando III no séc. XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFernando III conquistou o antigo alcázar árabe para poder tomar a cidade de Jaén. Posteriormente, o castelo ficou arruinado pelas tropas francesas durante a Guerra da Independência em 1812.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá o denominado Alcázar Novo foi construído após a reconquista de Jaén, nele destacando sua Torre de Homenagem, com cerca de 40m de altura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASucessivas reformas nos séculos XIV, XVI e XIX, além da restauraçao realizada no séc. XX, proporcionaram o aspecto que a fortaleza possui atualmente. Uma parte do castelo foi convertido num Parador Nacional, uma rede hoteleira que adapta suas belas dependências a antigas e históricas construçoes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADo alto do castelo, as vistas da cidade sao incríveis, como vimos no post anterior. Abaixo, adiciono outras magens do local, com a cruz que domina o Cerro de Santa Catalina.

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Jaén – Comunidade de Andalucía

Depois de visitar as cidades de Úbeda e Baeza, que vimos recentemente no blog, fui conhecer Jaén, a capital da província homônima. A cidade está situada aos pés do Cerro de Santa Catalina, local onde se situa o castelo, que em breve veremos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo alto do cerro, as vistas desta cidade de 120 mil habitantes sao impressionantes, com destaque para sua maravilhosa catedral renascentista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor da cidade, sao abundantes os cultivos de olivas, sendo que a província é considerada a maior produtora mundial de azeite de oliva. Por isso mesmo, Jaén recebeu o título da Capital Mundial do Azeite de Oliva. Desde 1983, se realiza periodicamente a Bienal Expoliva, uma feira internacional que tornou-se uma referência  no setor deste produto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADevido à sua localizaçao, a cidade sempre teve uma grande importância estratégica e em seu núcleo urbano foram encontrados vários dos assentamentos humanos mais antigos do continente europeu. O museu da cidade, por exemplo, conta com uma excepcional coleçao de Arte Ibérico, das melhores do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a época árabe, teve um papel destacado, quando entao se denominava Jayyan. Reconquistada pelo rei Fernando III em 1246, a partir de entao passou a ser um território de fronteira com o Reino Árabe de Granada. A sede episcopal é trazida desde Baeza á cidade de Jaén e o rei Enrique II lhe concede o título de “Muy Noble y Leal Ciudad, Guarda y Defensa del Reino de Castilla”.

DSC00152A famosa Batalha de Navas de Tolosa, que supôs um momento chave na disputa entre cristaos e árabes na península, ocorreu na Província de Jaén. Por isso mesmo, gozou de privilégios reais. Após a definitiva conquista do Reino de Granada em 1492, passou por um período de grande desenvolvimento cultural, social e militar, acolhendo os Reis Católicos em várias ocasioes. Em uma delas, Isabel la Católica decidiu patrocinar as viagens de Cristóvao Colombo, fato que desencadeou na descoberta do continente americano. Abaixo, vemos uma das portas da antiga muralha da cidade, e uma das inúmeras fontes históricas existentes em sua paisagem urbana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo aconteceu com muitas outras cidades do país, a cidade entrou numa etapa decadente, da qual se recuperaria somente em pleno séc. XX. Durante a Guerra Civil Espanhola, foi bombardeada pela Legiao Condor da Alemanha nazista. Ainda se conserva um dos refúgios antiaéreos daquele triste acontecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, a cidade busca no incipiente turismo uma alternativa econômica para a difícil crise econômica que atravessa. Abaixo, vemos a linha construída para o bonde, aqui chamado de tranvía, mas cujo alto custo de instalaçao impediu a completa ativaçao do serviço,  que permanece, de momento, abandonado. Em alguns lugares, os carros estacionam em plena via…

DSC00230DSC00228Apesar dos problemas, Jaén é uma cidade que possui inúmeras atraçoes. Abaixo, vemos uma de suas ruas principais, chamada Bernabe Soriano, situada bem no centro.

DSC00186Jaén possui belas áreas verdes, ideais para descansar depois de um tour pela cidade.

DSC00225DSC00223Nos próximos posts vocês verao que a cidade tem muito a oferecer, e que merece ser conhecida…

Pedro de Ribera – Parte 2

A cidade de Madrid nao seria a mesma sem a colaboraçao do arquiteto Pedro de Ribera, que no período barroco realizou desde igrejas a palácios, edifícios públicos e fontes, transformando a capital espanhola numa referente deste estilo artístico a nível europeu. Neste último post em sua homenagem, veremos outras obras executadas pelo grande arquiteto. Algumas delas pertenceram à classe aristocrática, que encarregaram a Ribera a edificaçao de suas residências, como o Palácio de Miraflores, construído entre 1730 e 1735.

DSC08681Uma de suas obras mais conhecidas é o Palácio do Marquês de Perales, atual sede da Filmoteca Nacional. A construçao ocupa boa parte do quarteirao onde está situada, e sua portada é uma das mais belas que realizou, com detalhes que revelam sua capacidade criadora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra jóia do barroco madrilenho realizada por Ribera é o Real Hospício de Ave Maria e San Fernando, edificado entre !721 e 1726.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta obra fica patente a influência de José Benito de Churriguera na cosntruçao de sua decorada fachada, organizada em dois níveis como se fosse um grande retábulo feito de pedra. O hospício deixou de exercer sua funçao como tal em 1922 e alguns anos antes foi declarado Monumento Histórico-Artístico. Graças a intervençao da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, escapou da destruiçao e hoje é a sede do imperdível Museu de História de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos jardins do museu encontramos outra realizaçao do arquiteto, a magistral Fonte da Fama. Sua construçao foi ordenada pelo rei Felipe V para embelezar a cidade, bem como proporcionar água à populaçao. O projeto foi financiado pelo povo madrilenho, e no dia de sua inauguraçao, foi colocado um cartaz que dizia: “Deus quis, o rei mandou e o povo pagou”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo bairro onde nasceu e viveu, Lavapiés, Pedro de Ribera colaborou na construçao da Igreja de San Cayetano e San Millán, uma das “belas desconhecidas de Madrid”, principalmente em sua fachada. A igreja formava parte do Convento dos Teatinos, desaparecido depois da Desamortizaçao de Mendizábal em 1836.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIncendiada durante a Guerra Civil do séc. XX, o templo foi salvo graças a eficiente obra de restauraçao promovida pelo arquiteto Chueca Goitia. Em 1962 foi reaberta ao culto e declarada Monumento Histórico-Artístico. A igreja possui uma planta de cruz grega e seu interior é belíssimo. Suas grandes pilastras impressionam a todos que a visitam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Ribera faleceu em 1742 e foi sepultado na igreja que ajudou a construir. Abaixo, vemos uma placa comemorativa que vemos no interior do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA importância deste arquiteto fundamental foi reconhecida posteriormente, em pleno séc.XX, num dos edifícios mais emblemáticos da cidade, situado em plena Gran Vía. Trata-se da sede da Telefônica, uma das principais multinacionais espanholas. O autor do projeto construtivo rendeu uma homenagem ao grande arquiteto barroco, combinando a influência norte-americana de sua arquitetura com uma fachada que enaltece sua verticalidade, relembrando as notáveis fachadas de Pedro de Ribera.

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Pedro de Ribera

Depois de alguns dias de férias, retorno com uma vontade redobrada para mostrar a vocês mais lugares referentes do patrimônio espanhol e os personagens mais ilustres de sua cultura. O post de hoje e o próximo estarao dedicados a Pedro de Ribera, um dos arquitetos barrocos mais importantes do panorama artístico do país, que deixou uma marca inconfundível na paisagem urbana de Madrid. A matéria serve também como conclusao da série de posts sobre o Bairro de Lavapiés, pois na Calle del Oso nasceu o arquiteto em 1681 e no bairro residiu ao longo de sua vida, como comprova o edifício de sua propriedade que vemos abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Ribera é considerado um arquiteto autodidata, que foi capaz de criar um estilo próprio. No início, Ribera alistou-se no exército de Felipe V, levantando as barracas de campanha feitas de madeira, ofício que aprendeu de seu pai, que era carpinteiro. Já como arquiteto, trabalhou com Teodoro Ardemans e José Benito de Churriguera, do qual é considerado discípulo, que também viveu no Bairro de Lavapiés. Estes três nomes formam o grupo mais representativo do chamado Barroco Castizo de Madrid, pertencente à fase final do estilo. No entanto, a fama que Ribera adquiriu atualmente, nao coincide com o desprezo que a Real Academia de Belas Artes outorgava às suas obras, bem como pelo monarca Felipe V e sua esposa Isabel de Farnésio, que nao eram partidários da arquitetura barroca realizada pelos arquitetos espanhóis, preferindo a  estética neoclássica que se estava desenvolvendo na Itália e na França no séc. XVIII. Abaixo, vemos uma escultura do monarca, que podemos ver no Palácio Real deMadrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar da ditadura do neoclacissismo imposta na época, Pedro de Ribera logrou um êxito profissional que se deve em parte ao bom relacionamento que possuía com o Marquês de Vadillo, considerado um dos melhores prefeitos que Madrid já teve, que o apoiou em muitas de suas obras. Abaixo, vemos um retrato do marquês, realizado em 1729 pelo pintor Miguel Jacinto Meléndez,  no ano de seu falecimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA colaboraçao entre ambos se manteve até o final da vida do marquês, que foi enterrado num sepulcro existente na Ermita de la Virgen del Puerto, realizado por Ribera. Esta foi a primeira obra de importância do arquiteto em Madrid, considerada um dos primeiros edifícios barrocos do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída entre 1716 /1718, foi destruída durante a Guerra Civil Espanhola, pois se encontrava numa das frentes de batalha da disputa. Foi reconstruída em 1945, depois de ter sido declarada Monumento Nacional. Para maiores informaçoes, ver o post publicado em 13/7/2013. Abaixo, vemos o sepulcro do Marquês de Vadillo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1718, Ribera é nomeado ajudante de Teodoro Ardemans, entao Mestre Maior das Obras e Fontes de Madrid, cargo que passa a ocupar depois da morte deste último. Nesta privilegiada posiçao, Pedro de Ribera começa a realizar obras para a corte, apesar da preferência do rei pelos arquitetos estrangeiros. Um dos encargos recebidos por Felipe V foi a construçao da Ponte de Toledo, a terceira existente no local, sendo que as duas anteriores forma destruídas com as enchentes provocadas pelo Rio Manzanares. Construída com granito, foi edificada entre 1718 e 1732, e declarada Monumento Histórico-Artístico em 1956 (publicada em 18/4/2012).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERARibera edificou, total ou parcialmente, algumas das igrejas mais conhecidas da cidade, como a Igreja de San José, entre 1730 e 1748 (matéria publicada em 10 e 11/4/2014).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERALevantou também a torre da Igreja de Montserrat em 1729 (publicada em 20/1/2014), cuja técnica e esmero empregado é uma marca característica do arquiteto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das principais senhas de identidade de Ribera sao as fachadas de pedra dos edifícios que construiu. Um exemplo notável vemos no Quartel do Conde Duque, cuja matéria foi publicada em 12/4/2015.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFelipe V ordenou ao arquiteto a construçao deste edifício, o maior de Madrid na época (224m de comprimento x 82m de largura). A fachada é um exemplo do estilo churrigueresco, realizada como se fosse um retábulo de pedra. No alto vemos o escudo do monarca com a inscriçao: “Reinando Felipe V, ano 1720”.

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Palácio de Fernán Nuñez – Madrid

Próximo ao Museu Reina Sofia, na Calle de Santa Isabel, situa-se o Palácio de Fernán Nuñez, um dos mais conservados de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1790, Miguel José de la Cueva, XIII Duque de Albuquerque, ordenou sua construçao ao arquiteto Antonio López Aguado. No séc. XIX, seu neto, Felipe Osório de la Cueva, casado com a II Duquesa de Fernán Nuñez, decidiu embelezá-lo, convertendo-o num dos palácios mais belos de Madrid. Para tanto, encarregou a Martin López Aguado, filho do arquiteto anterior, um edifício de caráter clássico em seu exterior e uma decoraçao romântica em suas dependências interiores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio possui três plantas, com um estilo sóbrio e equilibrado quando visto desde sua parte externa. No andar térreo, situava-se os saloes de recepçao e a entrada para as carruagens. No nível intermediário se encontrava o salao nobre com as diversas salas da residência do propietário e na parte superior, as estâncias dos criados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA III Duquesa de Fernán Nuñez foi considerada uma das damas mais representativas da aristocracia madrilenha do séc. XIX e suas festas, das mais elegantes da vida social da época. Ao entrar no palácio, o salao de recepçao conduz ao pátio principal, coberto por uma estrutura de vidro e com um elevador de acesso às dependências superiores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1940, a viúva do V Duque de Fernán Nuñez vendeu o imóvel à Cia Nacional de Ferrocarriles del Oeste de España. No ano seguinte, o governo espanhol nacionalizou as distintas linhas ferroviárias do país, criando a Renfe, Rede Nacional de Ferrocarriles de España. A empresa transforma, entao, o palácio na sede de seu conselho administrativo, quando foram realizadas reformas de adaptaçao à sua nova funçao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1967, o palácio tornou-se a sede do primeiro Museu Ferroviário do país, transferido posteriormente para a antiga Estaçao Delícias. Abaixo, vemos um detalhe decorativo do pátio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Palácio de Fernán Nuñez é a sede da Fundaçao de los Ferrocarriles Españoles, uma instituiçao criada em 1985 para promover a recuperaçao, custódia e difusao do patrimônio histórico, cultural, científico e tecnológico ferroviário. Periodicamente, realiza atividades culturais, como a exposiçao fotográfica que vemos na presente matéria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs visitas ao interior do palácio sao permitidas mediante reserva prévia. Recentemente, tive a oportunidade de conhecê-lo, junto a um grupo de amigos integrantes de um curso sobre a História de Madrid que estou fazendo numa das Corralas da cidade (transformada no Museu do Folclore e Artes Populares, que vimos no post dedicado às corralas). As fotos interiores nao estao permitidas, mas pudemos tirar uma foto do grupo numa das estâncias mais emblemáticas do palácio, seu magnífico Salao de Bailes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta foto foi tirada por mim, de todo o grupo. Abaixo, apareço no lado direito da imagem, com uma camisa verde e a mochila nas costas…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria comentando que o Palácio de Fernán Nuñez foi o cenário para muitas produçoes cinematográficas, além de séries para a televisao, graças a beleza de sua decoraçao interior.

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