Pedro de Ribera – Parte 2

A cidade de Madrid nao seria a mesma sem a colaboraçao do arquiteto Pedro de Ribera, que no período barroco realizou desde igrejas a palácios, edifícios públicos e fontes, transformando a capital espanhola numa referente deste estilo artístico a nível europeu. Neste último post em sua homenagem, veremos outras obras executadas pelo grande arquiteto. Algumas delas pertenceram à classe aristocrática, que encarregaram a Ribera a edificaçao de suas residências, como o Palácio de Miraflores, construído entre 1730 e 1735.

DSC08681Uma de suas obras mais conhecidas é o Palácio do Marquês de Perales, atual sede da Filmoteca Nacional. A construçao ocupa boa parte do quarteirao onde está situada, e sua portada é uma das mais belas que realizou, com detalhes que revelam sua capacidade criadora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra jóia do barroco madrilenho realizada por Ribera é o Real Hospício de Ave Maria e San Fernando, edificado entre !721 e 1726.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANesta obra fica patente a influência de José Benito de Churriguera na cosntruçao de sua decorada fachada, organizada em dois níveis como se fosse um grande retábulo feito de pedra. O hospício deixou de exercer sua funçao como tal em 1922 e alguns anos antes foi declarado Monumento Histórico-Artístico. Graças a intervençao da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, escapou da destruiçao e hoje é a sede do imperdível Museu de História de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos jardins do museu encontramos outra realizaçao do arquiteto, a magistral Fonte da Fama. Sua construçao foi ordenada pelo rei Felipe V para embelezar a cidade, bem como proporcionar água à populaçao. O projeto foi financiado pelo povo madrilenho, e no dia de sua inauguraçao, foi colocado um cartaz que dizia: “Deus quis, o rei mandou e o povo pagou”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo bairro onde nasceu e viveu, Lavapiés, Pedro de Ribera colaborou na construçao da Igreja de San Cayetano e San Millán, uma das “belas desconhecidas de Madrid”, principalmente em sua fachada. A igreja formava parte do Convento dos Teatinos, desaparecido depois da Desamortizaçao de Mendizábal em 1836.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIncendiada durante a Guerra Civil do séc. XX, o templo foi salvo graças a eficiente obra de restauraçao promovida pelo arquiteto Chueca Goitia. Em 1962 foi reaberta ao culto e declarada Monumento Histórico-Artístico. A igreja possui uma planta de cruz grega e seu interior é belíssimo. Suas grandes pilastras impressionam a todos que a visitam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Ribera faleceu em 1742 e foi sepultado na igreja que ajudou a construir. Abaixo, vemos uma placa comemorativa que vemos no interior do templo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA importância deste arquiteto fundamental foi reconhecida posteriormente, em pleno séc.XX, num dos edifícios mais emblemáticos da cidade, situado em plena Gran Vía. Trata-se da sede da Telefônica, uma das principais multinacionais espanholas. O autor do projeto construtivo rendeu uma homenagem ao grande arquiteto barroco, combinando a influência norte-americana de sua arquitetura com uma fachada que enaltece sua verticalidade, relembrando as notáveis fachadas de Pedro de Ribera.

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