Monastério de Silos – Parte 2

O Monastério de Silos desenvolveu na Idade Média, principalmente quando esteve sob a direção de dois de seus principais personagens, Santo Domingo e o Abade Fortunio, uma grande atividade literária em seu scriptorium. Infelizmente, as principais obras realizadas no período encontram-se fora da Espanha. Um exemplo é o famoso “Beato de Silos“, uma cópia iluminada do conhecido “Comentários do Apocalipse”, escrito pelo Beato de Liébana. Este códice foi realizado logo depois da morte de Santo Domingo, e finalizado durante o governo do Abade Fortunio, em 1109. Atualmente, encontra-se no British Museum, de Londres. Abaixo, vemos um facsímil, ou seja, uma cópia exata do Beato de Silos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos a atual Biblioteca de Silos, um local de estudos, onde podemos conhecer profundamente a história do monastério.

20150802_125203Ao longo de sua história, a curiosidade científica despertou grande interesse dentro da comunidade religiosa do monastério. Este fato pode ser comprovado no interessante laboratório que ainda se conserva, bem como na Botica ou farmácia, construída no séc. XVIII e que gozou de grande reputação. Em seu arquivo, se contabilizam cerca de 50 livros do séc. XVI sobre medicina, botânica e história natural.

20150802_12484720150802_125034Da antiga igreja românica desaparecida no séc. XVIII, o único elemento conservado, além de seu magistral claustro, é a Porta das Virgens, que comunicava a igreja com o claustro. Realizada entre 1120/1130, destaca-se por seu arco de ferradura e os capitéis talhados em suas colunas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém da arquitetura e esculturas românicas presentes no claustro, que veremos no próximo post, podemos admirar o maravilhoso trabalho de metal realizado no período, verdadeiras obras primas do românico espanhol. Um exemplo, entre muitos outros conservados no monastério, é o Cálice de Santo Domingo, feito de prata dourada no próprio local no terceiro quarto do séc. XI, e utilizado pelo santo nas liturgias.

20150802_124546Na Sala Capitular, que também possui acesso através do claustro, os monges de Silos liam os capítulos da Regra de São Bento, escolhiam os novos membros da comunidade e discutiam temas relacionados à vida do monastério. Em 1503, transformou-se numa capela funerária.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Algumas imagens chamam nossa atenção durante a visita ao Monastério de Silos. Uma delas, é a escultura gótica de N.Sra de Março, realizada entre os séc. XIII e XIV, que também se encontra no claustro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra imagem gótica preciosa é a da Imaculada de Silos, talhada em madeira policromada entre 1440 e 1450.

20150802_124422As próximas matérias estarão dedicadas ao imperdível Claustro Românico de Silos. Até lá…

obs: durante a visita ao Monastério de Silos, alguns lugares, como o claustro, por exemplo, as fotos estão permitidas. Em outros, porém, estão proibidas, como a biblioteca, a botica, o laboratório, e a sala onde encontramos os maravilhosos objetos litúrgicos do período românico. Para realizar esta matéria, foram copiadas as fotos do livro “Real Abadia de Silos”, que comprei no próprio monastério, cujo texto realizado por Clemente Serna González e Raúl Fernández González foram de ajuda inestimável para a obtenção de informações relativas à história do monastério. As fotos copiadas do livro são de autoria de Manuel Labrado. As demais fotos deste post são de minha autoria.

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