La Dolores – Calatayud

Se vas a Calatayud, pregunta por Dolores, una chica muy guapa y amiga de hacer favores…

Assim começa uma copla, uma espécie de canção popular anônima, que originou um dos personagens mais conhecidos de Calatayud, La Dolores. Realmente, entre as lendas de Aragón, poucas se tornaram tão universais quanto esta história de amor e morte protagonizada por esta figura, fruto da imaginação literária do escritor catalão José Feliú y Codina e do talento musical de Tomás Bretón, criador da famosa ópera sobre a heroína.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATudo começou a mediados do séc. XIX, quando surgiu de forma anônima esta canção popular. Feliú y Codina escreveu o drama em 1891, depois de ter escutado a copla de um cego, numa estação de trem.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASegundo a história descrita por Feliú y Codina, Dolores foi uma bela jovem que viveu em Calatayud no princípio do séc. XIX e que trabalhava na Pousada de San Antón. Sua beleza fez com que fosse alvo de vários pretendentes, entre os quais um barbeiro, um comerciante e um sargento. Porém, Dolores se apaixonou por Lázaro, cujo amor correspondido era, no entanto, impossível, pois Lázaro estava estudando para ser seminarista. Na luta que se desenrola por seu amor, um dos personagens morre apunhalado por Lázaro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1895, Tomás Bretón (Salamanca-1850/Madrid-1923) escreveu uma ópera baseada no romance de Feliú y Codina que tornaria famosa La Dolores, cuja estreia ocorreu no Teatro da Zarzuela de Madrid. Abaixo, vemos uma foto do dramaturgo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir de então, é assombrosa a quantidade e variedade do patrimônio cultural que surgiu em torno deste personagem, entre filmes, musicais, etc. Das inúmeras composições musicais, destacam “Una noche en Calatayud”, de Pablo Luna (1924) e “Se vas a Calatayud”, de Salvador Valverde e Ramón Zarzoso (1944).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO primeiro filme sobre La Dolores foi realizado em 1908 e muitos outros vieram depois. Um dos mais famosos foi protagonizado pela atriz Conchita Piquer, intitulado como não poderia ser de outro modo “La Dolores”, uma produção de 1940.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO tenor Plácido Domingo em muitos de seus espetáculos finaliza o show com uma jota sobre La Dolores. A mulher que inspirou a copla realmente existiu, Dolores Peinador Narvión, nascida em Calatayud em 1819, cuja beleza chamava a atenção de todos. Pertencente a uma das famílias mais influentes da cidade, sua vida foi bem diferente à lenda criada em torno ao personagem. Faleceu em Madrid em 1894.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara conhecer a história da Dolores, um lugar imprescindível é o Mesón de la Dolores, situado em Calatayud. Trata-se de um antigo palácio renascentista do séc. XV, um dos edifícios mais antigos da cidade. O palacete sofreu uma grande transformação no séc. XIX ao ser convertido numa pousada, função que exerceu até 1963. Depois, o imóvel ficou abandonado até que em 1997 a Prefeitura de Calatayud restaurou o edifício, que foi reinaugurado como hospedaria, conservando sua decoração tradicional.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO local transformou-se numa grande atração turística de Calatayud depois que suas dependências foram adaptadas para sediar o Museu de La Dolores, que revive a história deste personagem, e cujas fotos vemos na presente matéria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém do mais, na bodega medieval do edifício podemos conhecer o Centro de Interpretação da Denominação de Origem Calatayud, que controla a qualidade dos saborosos vinhos fabricados na região.

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