Baluartes de Badajoz – Parte 2

Na matéria de hoje veremos alguns dos principais elementos que conformam a Muralha Abaluartada de Badajoz, uma impressionante fortificação que foi construída a partir de 1680 para resistir aos ataques de artilharia, como vimos no post anterior. A tarefa de sua construção coube ao capitão geral de Extremadura, o Conde de Montijo, que ordenou a derrubada da antiga muralha medieval. A entrada da cidade estava defendida por um pequeno forte denominado Cabeça del Puente, ligado à Ponte de Palmas. De planta trapezoidal, estava composto por fossos e locais de abastecimento de água.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Palmas já existia antes de ser fortificada, pois foi construída durante o reinado de Carlos I, no século XV. Com 582m de comprimento, foi reformada várias vezes, pois foi destruída em muitas ocasiões devido às enchentes provocadas pelo Rio Guadiana. Na década de 90 do século XX, obras de reurbanização em suas margens criaram novos espaços de ócio para os cidadãos da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Palmas recebeu este nome graças à Porta de Palmas, situada no lado contrário do recinto fortificado. Também do século XV, está formada por duas torres circulares e no século XIX transformou-se em prisão. Na fachada interior da porta, foi colocada uma imagem da Virgen de los Ángeles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERATanto os baluartes, quanto os semi-baluartes que compõem a fortificação, receberam nomes religiosos. A Muralha Abaluartada nasce junto à Alcazaba, no chamado Semi-Baluarte de San Antônio. Abaixo, vemos a Porta de Mérida, que permite o acesso a esta zona do recinto fortificado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALogo depois do início de sua construção no final do século XVII, a cidade sofreu um assédio das tropas inglesas e portuguesas durante a Guerra da Sucessão Espanhola. Em 1705, as tropas de ambos países, partidários do Arquiduque Carlos I de Áustria, atacaram a cidade, que foi defendida pelas tropas espanholas e francesas, leais ao pretendente francês Felipe de Anjou, que ao final da guerra, seria proclamado rei com o nome de Felipe V. Durante a Guerra da Independência travada contra o exército de Napoleão, a Espanha recebeu a ajuda dos ingleses, enquanto a França recebeu o auxílio do exército português.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABadajoz foi assediada em três ocasiões. No primeiro assédio, foi conquistada pelos franceses e no último, em 1812, as tropas inglesas e espanholas retomam a cidade. No Baluarte de Santiago, o General Menacho, comandante do exército espanhol, foi morto defendendo a cidade. Um monumento foi erguido para celebrar sua memória.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo Baluarte de San Roque vemos a Porta do Pilar, cuja construção finalizou em 1692.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAcima, vemos a fachada interna da Porta do Pilar. Sua fachada externa foi decorada com os escudos da Casa dos Áustria e do Conde de Montijo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior do Baluarte de San Roque encontramos o Palácio de Congressos, que foi construído sobre a antiga Praça de Touros da cidade. Atualmente, é utilizado como local de atividades culturais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABadajoz também sofreu graves consequências durante a Guerra Civil Espanhola, quando foi ocupada em 1936 e padeceu uma brutal repressão por parte do exército nacionalista. Na antiga Praça de Touros, mais de 4 mil integrantes da causa republicana foram fuzilados. O Baluarte da Trindade teve um grande protagonismo durante o conflito. Abaixo, vemos a Porta de Trindade, edificada em 1680.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo vocês puderam observar, Badajoz participou de forma ativa nas principais disputas da história da Espanha, e seu caráter militar e de fronteira a transformou numa Praça Forte a ser defendida a todo custo, com consequências diretas em sua paisagem urbana.

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