Ampliação do Museu do Prado: Madrid

O Museu do Prado (post publicado em 17/5/2012) foi alvo de diversas obras de reformas ao longo de sua história. A mais importante delas finalizou em 2007, segundo um elogiado projeto do renomado arquiteto Rafael Moneo (1937). O plano levou em consideração os edifícios colidantes ao museu, como a Igreja de San Jerónimo La Real (matéria publicada em 7/7/2013). Dois edifícios emblemáticos de Madrid, um no plano artístico, e outro no religioso, foram integrados ao novo desenho de ampliação realizado.

DSC09098O edifício sede do Museu do Prado, um dos referentes da arquitetura neoclássica da Espanha, foi projetado pelo arquiteto Juan de Villanueva a partir de 1785, durante o reinado de Carlos III, com a função de acolher o Gabinete de História Natural. A Guerra da Independência contra os franceses no início do século XIX fez com que o edifício fosse duramente castigado em sua estrutura. Com o término da guerra, o edifício foi restaurado no reinado de Fernando VII e reinaugurado em 1819 como um Museu de Pinturas. Para tanto, contou com o esforço e dedicação da segunda esposa do rei, Maria Isabel de Bragança.

DSC03524DSC01970Já a Igreja de San Jerónimo La Real é uma das poucas construções de origem gótica existentes em Madrid. Formava parte do antigo Monastério de San Jerónimo, fundado pelo Rei Enrique IV no século XV. Originalmente, estava situado às margens do Rio Manzanares, mas as péssimas condições higiênicas do local fez com que os Reis Católicos ordenassem a construção de um novo edifício, situado em sua localização atual. Em 1502 se edificou a nova igreja no período final do gótico, que contava também com um quarto real situado junto ao presbitério, utilizado pelos reis durante sua estadia em Madrid. Dessa forma, os Reis Católicos podiam assistir a missa desde seu próprio aposento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA igreja, desde suas origens, sempre esteve ligada à monarquia, pois em seu interior se celebram casamentos reais e os juramentos dos Príncipes de Asturias. As várias reformas realizadas ao longo de sua secular história eliminaram a maior parte de sua fábrica gótica. Também danificada durante a Guerra da Independência, seu aspecto atual se deve às reformas realizadas pelo arquiteto Enrique María Repullés em 1883.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO monastério, que já não existe mais, chegou a ter dois claustros de épocas distintas. O primeiro, de estilo renascentista, foi destruído e substituido por um barroco, construído entre 1672 e 1681. Devido às guerras e sua própria antiguidade, o claustro permaneceu abandonado no século XX, e abaixo podemos observar seu estado numa foto do século passado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos aspectos mais importantes da proposta de ampliação do Museu do Prado realizada por Rafael Moneo consistiu na recuperação do claustro e sua restauração. O claustro foi desmontado e recolocado dentro de um novo edifício, o chamado Cubo de Moneo.

DSC09095Feito de tijolo vermelho, o Cubo de Moneo acolhe hoje em dia o antigo claustro restaurado, e no novo espaço podemos contemplar uma série de esculturas históricas dos monarcas espanhóis, que será o tema do próximo post.

DSC09089O trabalho de Rafael Moneo incluiu também um novo vestíbulo situado na parte traseira do edifício histórico de Juan de Villanueva, que serve de entrada ao museu, denominado Puerta de los Jerónimos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO vestíbulo compreende vários espaços complementares ao museu, como cafeteria, loja, o acesso ao claustro e também salas onde se organizam exposições temporais de grande qualidade artística. Na parte superior do vestíbulo, Moneo projetou um belo jardim de formato geométrico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro destaque do Cubo de Moneo, a belíssima porta de acesso foi realizada pela artista Cristina Iglesias (1956). Realizada em bronze, possui 6m de altura e 22 toneladas de peso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com uma foto do Cubo de Moneo e, ao lado, a Igreja de San Jerónimo

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