A Catedral de Valencia: Parte 2

Um dos elementos mais famosos da Catedral de Valencia é sua espetacular torre campanário, considerada também um dos monumentos mais representativos da cidade. A torre é conhecida com o nome de Micalet (idioma valenciano) ou então Miguelete, pois sua campana principal está dedicada a São Miguel, o anjo protetor da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe formato octogonal e com 51m de altura, a torre é uma verdadeira obra prima do Gótico Valenciano. Foi construída a partir de 1381 por Andreu Juliá e em 1414 seu último corpo foi decorado por Pere Balaguer, um arquiteto valenciano muito ativo na cidade no século XV. A torre está constituída por 4 partes, sendo que as três primeiras não possuem adornos. A campana dedicada a San Miguel é uma das maiores da Espanha, com um peso de 8 toneladas. Além dela, existem outros 11 sinos, que são tocados manualmente. O mais antigo de todos chama-se Catalina, e data de 1350.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, a torre serviu como albergue de refugiados, torre vigía e lugar para anunciar eventos públicos. A entrada e saída de barcos do Porto de Valencia, por exemplo, era anunciada do alto da torre. Inicialmente, a torre estava separada da igreja, mas as reformas realizadas no século XV permitiram que finalmente se unisse ao conjunto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVIII, a catedral foi renovada, dotando-a de um aspecto neoclássico, afetando tanto sua estrutura, quanto os elementos ornamentais. Um exemplo é a parte conhecida como Girola, que rodeia o altar maior, e as capelas que integram seu espaço.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Girola é a parte mais antiga da catedral, pois por ela iniciou-se sua construção. Originalmente, as 8 capelas existentes na Girola eram góticas, mas foram reformadas no estilo neoclássico em 1771. Situada na parte traseira do Altar Maior (Trasaltar), a Capela da Ressurreição é uma das mais importantes. Sua construção foi ordenada pelo Cardeal Rodrigo de Borja, futuro Papa Alejandro VI e realizada por Gregorio de Biguerny.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto acima, vemos as pinturas situadas na parte superior da capela. A capela permanece fechada por um portão, mas pude realizar uma foto do relevo da ressurreição, realizado no estilo renascentista em 1510.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEmbaixo do relevo foi colocado uma das principais relíquias da catedral, o braço incorrupto de San Vicente Mártir, Diácono de Zaragoza, e que morreu martirizado em Valencia no ano 304 dc. Abaixo, vemos uma imagem da denominada Virgen del Coro, pertencente ao século XV, fase final do gótico. Esta Virgem é invocada pelas mulheres gestantes na véspera do parto, e existe uma tradição para que caminhem pela catedral 9 vezes, recordando os 9 meses que a Virgem Maria esperou para o nascimento de Jesus Cristo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Capela do Santo Cálice é considerada a mais famosa, estando situada na antiga Sala Capitular. A capela conserva seu traçado original gótico e sua cobertura, ambos do século XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASua fama se deve a que acolhe uma das relíquias mais veneradas do cristianismo, o Santo Cálice. Sua história se remonta ao século I, e supostamente teria sido o cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia. Estaríamos, portanto, diante do famoso Santo Graal. Segundo a tradição aragonesa, Sao Pedro levou o cálice a Roma. Devido às perseguições realizadas contra os cristãos, o Papa Sixto II entregou a relíquia a San Lorenzo, seu diácono, que ordenou que o levassem à Huesca, cidade situada na Comunidade de Aragón, Espanha. Nesta cidade, permaneceu até o ano 712, quando foi levado ao Monastério de San Juan de la Peña, situado na Província de Huesca, para que ficasse protegido dos invasores árabes. Depois, chegou a Zaragoza e foi doado  ao rei aragonês Martín I, em 1399. O Santo Cálice esteve sob o poder dos monarcas aragoneses até que em 1437 o Rei Alfonso El Magnánimo o levou à Valencia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1972, a Catedral de Valencia foi novamente reformada, e os elementos clássicos foram removidos (com exceção da girola e a maior parte das capelas nela situadas), devolvendo-lhe sua primitiva forma gótica. Finalizamos a matéria com o Altar Maior, presidido por um retábulo renascentista que permanece guardado dentro de um armário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERARealizado entre 1492 e 1507, o retábulo está composto por 6 pinturas duplas, ou seja, estão pintados em ambos lados, totalizando 12 pinturas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outras imagens da Catedral de Valencia….

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Uma resposta em “A Catedral de Valencia: Parte 2

  1. Excelente reportagem sobre a Catedral. Parabéns pelas fotos.

    Paulo Bastos

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