Monastério de San Esteban – Última Parte

Neste último post sobre o Monastério de San Esteban de Ribas de Sil veremos outras dependências que integram o conjunto monacal. O monastério possui três claustros, como o denominado Claustro Pequeno, construído no último terço do século XVI e projetado por Diego de Isla. Sua característica principal é a austeridade decorativa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs monastérios beneditinos se articulavam em torno a um claustro, que formava um eixo através do qual se distribuía suas diversas dependências. O chamado Claustro Grande também foi projetado pelo arquiteto de Vizcaya Diego de Isla, sendo construído entre 1577 e 1599.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá composto por 3 níveis de altura, e antigamente albergava a hospedaria e as dependências do Colégio de Artes e Filosofia que começou a funcionar no século XVI. É conhecido também como Claustro de los Caballeros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das jóias do monastério é o outro claustro que possui, um dos poucos existentes em toda a Galícia construído no estilo românico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConsiderado o mais belo e complexo de todos, foi edificado no século XIII. É conhecido como o Claustro dos Bispos, assim chamado para exaltar a memória dos 9 bispos que se retiraram ao monastério e cuja fama de santidade atraiu a peregrinos de vários lugares do país. Grande parte do poder econômico e territorial do monastério se deve a estes bispos. Foram enterrados no claustro, mas no século XV foram levados ao altar maior da igreja conventual. Os anéis dos bispos foram guardados numa arca e venerados como reliquias. O claustro possui dois níveis. Originalmente, possuía apenas um andar, formado por colunas duplas e rematadas por capitéis decorados com motivos vegetais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVI foi ampliado com a construção do nível superior, dentro do estilo gótico. Robustos contrafortes rematados com pináculos, situados no pátio, compensam o peso da construção.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma das gárgulas existentes no claustro que foram colocadas durante esta reforma.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara poder aceder ao nível superior se construiu uma bela escada, considerada uma das partes mais belas do monastério. Feita de granito, se remata com uma bôveda de crucería.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADurante sua existência como instituição religiosa, os monges do monastério cultivavam uma horta de 3.5 hectares. Além do cultivo de frutas, haviam moinhos, lugares de caça, colméias, olivares e uvas para a elaboração do vinho. A antiga bodega foi transformado num spa que integra as dependências do Parador Nacional. Além do mais, existiam lugares para pescar e um rebanho de gado, que eram arrendados para os habitantes locais. Outro espaço de grande interesse é a cozinha monacal que se conserva.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo século XVII, possui três pias que ainda podemos admirar…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cozinha complementava seus serviços com outros dois espaços, cujas ruínas podemos ver no bosque situado junto ao monastério, um local para a fabricação de pão e um matadouro. Abaixo, vemos os restos do forno para a elaboração do pão, isolado do resto do conjunto monacal para evitar incêndios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAÀ noite eu, o Marcelo e a Cristina nos encontrávamos no restaurante do monastério para provar suas delícias gastronômicas, e programar os passeios do dia seguinte. Um deles nos levou à cidade de Ourense, tema da próxima série de posts…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA