Centro Gaudí – Reus (Parte 2)

“A Beleza é o resplendor da verdade, e o resplendor seduz a todo mundo. Por isso a arte é universal.” Esta frase de Antoni Gaudí sobre o valor estético da arte traduz de forma inequívoca a importância de suas próprias obras. No Centro Gaudí de Reus podemos contemplar muitas de suas principais contribuições à história da arquitetura através de maquetes muito bem realizadas, que reproduzem alguns de seus edifícios mais conhecidos, todos eles situados em Barcelona. A seguir vemos uma maquete que reproduz a Casa Batlló, localizada no Paseo de Gracia da capital catalana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa mesma rua em Barcelona situa-se outra de suas obras mais conhecidas, a Casa Milà. Para sua construção, Gaudí elaborou uma maquete feita de gesso a escala 1/10, cortada em pedaços. O arquiteto mostrava a maquete aos trabalhadores que esculpiam a pedra, ordenando que aumentassem de tamanho cada bloco de pedra 10 vezes. Com a pedra colocada em seu devido lugar, eram esculpidas “in situ”, processo dirigido pelo próprio Gaudí. Na época da construção, os habitantes da cidade ao verem os trabalhadores pendurados na fachada, apelidaram o edifício como “La Pedrera“. Nele domina a forte ondulação da fachada, sendo o mar seu elemento natural inspirador.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a maquete que reproduz um dos pináculos das chaminés que decoram a parte superior da Casa Milà, concebido como um monumento simbólico à Virgem do Rosário, padroeira do proprietário do edifício, Roser Segimon Milà. Na segunda foto, vemos a localização do pináculo no próprio edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro local de visita obrigatória em Barcelona é o Park Güell, onde Gaudí projetou colunas inclinadas com a finalidade de diminuir a resistência das forças horizontais, coma menor quantidade de material possível.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, a maquete que reproduz o Park Güell

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Sagrada Família constitui um monumento à originalidade e beleza criado pela fértil imaginação de Gaudí. Se espera que sua complexa construção finalize em 2026, ano em que se celebrará o centenário do falecimento do grande arquiteto. Abaixo, vemos a maquete do templo no Centro Gaudí de Reus

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí trabalhou mais de 40 anos na construção da Sagrada Família, de 1883 a 1926. Abaixo, vemos a maquete do pináculo de um campanário, o último projetado pelo arquiteto antes de seu trágico falecimento, ao ser atropelado por um bonde.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto a seguir, vemos o esquema geométrico da coluna da nave da Sagrada Família, onde podemos constatar a presença de vários elementos geométricos, que começa num círculo, depois o dodecaedro, o quadrado e, a partir deste, a volta ao círculo que percorre o caminho inverso.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFrequentemente Gaudí usava modelos para as representaçoes escultóricas, normalmente vizinhos do bairro onde estava sendo realizada a obra, ou mesmo seus mais fiéis colaboradores, que se adaptavam às características físicas que buscava o arquiteto. Um destes modelos representou a Virgem Maria e a Pôncio Pilatos. Os modelos eram devidamente fotografados pelo desenhista Ricard Opisso, que também foi representado na decoração escultórica do templo, como um anjo. Os modelos eram fotografados rodeados de espelhos, para que se pudesse observar todos os ângulos e pontos de vista. Depois se procedia à realização de um molde de gesso em tamanho natural e posteriormente colocado em seu devido lugar na obra, onde era esculpido em pedra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí representava elementos como flores, plantas e árvores do próprio entorno natural do lugar onde se realizavam as obras. Pequenos animais, como a lagartixa, por exemplo, transformavam-se em esculturas feitas de pedra. Abaixo, vemos uma maquete que reproduz uma espiga.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo vemos a reprodução da mesa e da cadeira projetadas por Gaudí durante a construção da Sagrada Família, com materiais procedentes da própria obra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMuitos arquitetos atuais de renome expressaram sua admiração pela obra do genial arquiteto catalão, com frases que foram colocadas nas salas do Centro Gaudí. Norman Foster, por exemplo, disse: “Gaudí foi capaz de estabelecer uma linguagem espacial e lírica, baseada na estrutura. Seus métodos, um século depois, continuam sendo revolucionários.” Finalizo a matéria comentando que no andar térreo do Centro Gaudí funciona a Oficina de Turismo de Reus