Segóbriga – Província de Cuenca

Durante séculos, o atual território espanhol fazia parte do poderoso Império Romano, formando uma de suas inúmeras províncias, denominada Hispania. Muitas das mais conhecidas cidades espanholas foram fundadas neste período, como Barcelona (Antiga Barcino), Zaragoza (Caesar Augusta), Toledo (Toletum), Sevilha (Hispalis), etc, etc. Abaixo, vemos um mapa que nos mostra a grande extensão alcançada pelo império cuja capital seria conhecida posteriormente como a “Cidade Eterna”, Roma

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, podemos conhecer em muitas regiões da Espanha parques arqueológicos que nos permitem compreender como se desenvolvia a vida cotidiana numa cidade romana da Hispania. Um destes lugares, de grande interesse turístico, é Segóbriga, situado na Província de Cuenca (Comunidade de Castilla-La Mancha). Declarado por sua importância arqueológica Monumento Nacional em 1931, Segóbriga constitui um dos principais parques arqueológicos do país relacionado a esta etapa histórica. Abaixo, vemos uma foto aérea do conjunto…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA No entanto, séculos antes de sua fundação romana, o local já era habitado por tribos celtíberas, como demonstram os achados de cerâmica encontrados na zona, que pertencem ao século V aC. Inclusive seu nome deriva de dois termos de origem celtíbero, Sego e Briga, cujo significado é “Cidade Vitoriosa“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASegóbriga integrava uma das principais províncias da Hispânia Romana, denominada  Citerior Tarraconensis, cuja capital e principal cidade era Tarraco, atual Tarragona (situada na Comunidade da Catalunha).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs primeiras notícias desta cidade foram dadas pelos geógrafo grego Estrabón, embora  pouco precisas. No século I, se menciona o ataque realizado por Viriato (de origem lusitano, foi um dos principais líderes contra a dominação romana) sobre a cidade , por sua aliança com Roma. Segóbriga está situada no alto de um cerro denominado “Cabeza de Griego“, e seus restos arqueológicos encontram-se bem conservados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de realizar a visita aos principais pontos da cidade, convêm conhecer o Centro de Interpretação do lugar, onde podemos apreciar melhor sua importância e seu contexto histórico. Muitas peças arqueológicas encontradas estão nele expostas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos um  exemplo destas peças de grande valor histórico, como o retrato de um senador romano, achado no Fórum da cidade (pertencente ao século I dC).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO desenvolvimento desta cidade romana ocorreu graças à exploração de uma variedade translúcida de gesso denominada “Lapis Specularis“, muito apreciada na época para a fabricação de vidros, especialmente para janelas, e extraída nas minas existentes próximas à Segóbriga.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da vitória romana contra as tribos celtíberas no século II aC, progressivamente a cidade se transforma ao modo de uma urbe romana, tributária a Roma, e adquirindo o status jurídico de Municipium durante a época de Augusto, em torno ao ano 12 aC, sendo governada por indivíduos de cidadania romana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos principais nomes associados a Segóbriga foi Caio Júlio Silvano, um funcionário imperial que chegou à cidade para organizar e controlar a exploração do “Lapis Specularis“. Um dos pontos visitados durante o passeio são os restos de sua casa, e o mosaico branco en negro decorado com elementos geométricos que se exibe no Centro de Interpretação, que embelezava uma de suas dependências.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de chegar ao cerro onde se situa os principais restos arqueológicos, conhecemos uma necrópolis ou cemitério romano, datado do período mais tardio da ocupação romana. Situado fora das muralhas que rodeavam a cidade, os romanos já sabiam da importância de enterrar os mortos fora do núcleo urbano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Também situado fora do recinto de muralhas, o aqueduto abastecia de água a cidade, formando um traçado de 5 km. A água corria por um tubo feito de chumbo e estava protegida por muros de concreto, além de coberta por telhas para que se mantivesse sempre fresca. Os restos da estrutura apenas nos permite imaginar sua real envergadura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAproximadamente no ano 80 dC, foram finalizados os principais monumentos da cidade, que veremos no próximo e último post sobre a cidade romana de Segóbriga.

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