Granada

A cidade de Granada situa-se ao sul da Comunidade de Andaluzia, aos pés da Serra Nevada, que abriga, além de lindos pueblos, o ponto culminante da península Ibérica, o Pico de Mulhacén, com 3482m. Além disso, existem estações de esqui, consideradas das melhores de Espanha.

Seu período de maior prosperidade ocorreu durante a dominação árabe, quando se transformou num reino independente em 1023, sob a dinastia dos Ziríes. Em 1492, os Reis Católicos conquistaram a cidade, colocando um ponto final aos quase 8 séculos de domínio muçulmano no país. Conta-se que seu último rei, Boabdil, ao partir para o exílio depois da reconquista crista, olhou por última vez à sua amada cidade e chorou. Sua mãe o reprovou incontinente, pronunciando uma célebre frase:

“Choras como uma mulher o que não soubeste defender como um homem.”

Além da Alhambra e do Generalife, o bairro de Albaicín também foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1984.

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Situado numa colina em frente à Alhambra, da Praça de San Nicolás se contempla uma das mais belas vistas do palácio. O Albaicín é considerado o bairro árabe mais bem preservado de todo o país, conservando a beleza de sua arquitetura, num itinerário composto por ruas irregulares repletas de casas brancas, formando um labirinto de ruelas e praças de um encanto inegável.

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No bairro, é possível assistir a shows de flamenco, outras de suas atrações.

DSC00510A Catedral de Granada foi construída logo após a conquista dos Reis Católicos. Iniciada em 1505, sob as ordens da rainha Isabel “la Católica”, foi erguida sobre a antiga mesquita maior da cidade. Inicialmente, foi concebida como um templo gótico inspirado na catedral de Toledo. Porém, quando assumiram as obras os arquitetos Enrique Egas em 1523 e seu substituto Diego de Siloé em 1529, se modificou o planejamento original, transformando-se numa das primeiras catedrais renascentistas de Espanha.

Granada21Em 1664, Alonso Cano realizou uma reforma da fachada principal, introduzindo elementos barrocos. Abaixo vemos algumas imagens da catedral e seus dois órgãos, de mediados do séc. XVIII.

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Um dos locais mais importantes do templo é a Capela Real, construída por petição dos Reis Católicos, para que acolhesse o sepulcro do rei, da rainha e de seus descendentes. Desta forma, no interior podemos ver o túmulo de Isabel de Castilla, Fernando de Aragón, e seus filhos Juana “La Loca” e Felipe “El hermoso”. A partir de 1574, os monarcas passariam a ser enterrados no Monastério do Escorial, por desejo expresso do rei Felipe II. A capela está encostada à catedral, sendo o segundo monumento em visitas da cidade, depois da Alhambra.

Granada16Infelizmente, nao se podem tirar fotos no interior…

Também construída por Diego de Siloé a partir de 1537, a mudéjar Igreja de Santa Ana situa-se nas proximidades do rio Darro, e passear por suas margens é descubrir uma cidade cheia de lugares interessantes.

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Alhambra de Granada

A Alhambra de Granada é, merecidamente, o monumento mais visitado de Espanha. Seu valor histórico, aliado às maravilhosas dependências que integram o conjunto a converteram num símbolo da arte e arquitetura hispano-muçulmana. Por isso, em 1984 foi declarado, junto com o Generalife, Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Representam o exemplo mais notável da lúdica vida palaciana que desfrutava o reino muçulmano nestas terras durante seu período de máximo esplendor, correspondente à dinastia  nazarí, a última dinastia árabe que reinou na Espanha. Foram testemunhos ao longo dos séculos da grandeza da cultura árabe, e também presenciaram a queda dos últimos territórios do império muçulmano através da conquista da cidade pelos Reis Católicos.

Na verdade, trata-se de um rico conjunto de palácios e fortaleza, residência dos reis da dinastia nazarís, e sede da corte do Reino de Granada. O recinto está cercado por muralhas, que ocupam a maior parte da colina de Assabica, situada na margem esquerda do rio Darro.

A Alhambra exibe os elementos da arquitetura islâmica mais conhecidos do país e com as ampliações realizadas pelos reis cristãos no séc. XVI e outras reformas posteriores, constituem o magnífico cenário que podemos contemplar atualmente. Uma das melhores vistas são aquelas que se obtém a partir dos mirantes situados no magnífico bairro de Albaicín.

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Etmologicamente, o termo Alhambra significa fortaleza vermelha, em referência à cor dos tijolos de taipas utilizados na construção das muralhas exteriores. Outra hipótese é que durante a construção, também se trabalhava de noite e as tochas iluminadas lhe conferiam a coloração avermelhada, vistas de longe.

A cidade de Granada possuía seu próprio sistema defensivo. Desta forma, o complexo da Alhambra funcionava de maneira independente em relação à cidade. No princípio, era um dos inúmeros castelos dos emires de Córdoba no séc. IX.

A maior parte do conjunto foi levantado entre 1248/1354, sendo que o primeiro núcleo do palácio se deve a Aben Alhammar, que estabeleceu no local sua residência. Seu filho, Mohamed II, fortificou o complexo. Porém, foi Ismael Yusuf I, o mais ativo de seus construtores, e Mohamed V, os principais impulsores da maior parte das edificações da Alhambra, ao longo do séc. XIV. A Alcazaba constituía a zona militar e centro de defesa e vigilância do recinto. É considerada a parte mais antiga, pois sua primeira edificação data do séc. XI, quando Granada converteu-se na capital de um dos chamados Reinos de Taifas.

Granada3O recinto amuralhado está formado por um polígono irregular, adaptado às condições do terreno, de 2.200m de perímetro. Está composto por 36 torres e 5 portas de acesso, uma das quais vemos abaixo.

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O conjunto está estruturado em duas partes bem definidas. A inexpugnável Alcazaba e no centro a chamada casa real, formados pelo Palácio de Comares e o Palácio dos Leões, ambos erguidos no séc. XIV, como sede administrativa e real.

Veremos agora algumas de suas principais dependências. O Palácio de Comares está formado pela torre do mesmo nome, a mais alta de todo o conjunto, com 45m de altura, e o Pátio dos Arrayanes, cuja imagem vemos abaixo.

DSC00480Ocupando o espaço da torre, o denominado Salão de Comares, ou dos Embaixadores, representa a estância mais ampla do palácio.

DSC00478Construído pelo sultão Yusuf I e seu filho Mohamed V, nele se celebravam as audiências privadas do sultão. Originalmente, seu solo era de mármore, atualmente é de barro. Cada centímetro de suas paredes estão revestidos com elementos decorativos alusivos ao sultão, ao Corao e a Alá. Escritos em árabe clássico, existem mais de 10 mil inscrições na Alhambra, a maior parte delas podemos admirar neste salão.

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Em sua época, era uma das salas mais suntuosas do mundo islâmico. Seu teto, de formato cúbico, está repleto de estrelas que representam os 7 céus da cultura islâmica, e revela a clara intenção de legitimar o soberano como o representante de Deus na terra. No centro do espaço situava-se o trono do sultão, razão pela qual é conhecida também como Salão do Trono.

O Pátio dos Leões é uma das imagens mais conhecidas de toda a Alhambra. Quando estive lá, a fonte composta pelos animais que dão nome ao local estava sendo restaurada e não pude vê-la. Atualmente, o trabalho está concluído, e se pode admirar em toda sua plenitude. Representam uma alegoria ao poder do sultão e foi esculpida a partir de 1377 e finalizada 13 anos depois. Abaixo, uma imagem da bela estrutura que constitui o palácio.

DSC00482A Sala dos Abencerrajes era a alcova do sultão, composta por muros totalmente decorados.

DSC00481Porém, um dos locais de maior riqueza decorativa é o mirante de Daraxa.

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O denominado Portal fazia parte da residência do sultão Yusuf III.

DSC00466Em 1492, com a conquista de Granada pelos Reis Católicos, o último reduto árabe da península, a Alhambra se transforma num Palácio Cristão. Em 1527, o rei Carlos V constrói um palácio renascentista, que apresenta um grande contraste com as demais construções islâmicas.

Granada4Granada5A seguir, algumas imagens que ilustram a beleza da Alhambra.

DSC00473DSC00477Granada13Granada9Localizado na parte norte do complexo, o Generalife é uma vila ajardinada utilizada pelos reis muçulmanos como local de retiro e descanso. Foi construído durante os séc. XII e XIV.

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A Alhambra tem estado presente na cultura popular de várias formas. Muitos livros utilizaram seu ambiente como fonte de inspiração para sua narrativa. Um dos mais conhecidos foi escrito por Washington Irvine, intitulado Contos da Alhambra. O mesmo sucedeu na música. Manuel Fala, por ex., em sua obra Noite nos Jardins de Espanha, inspirou-se no Generalife. Em 2006, a cantora Lorena Mckennitt deu um concerto no palácio de Carlos V, que podemos ouvir no DVD  Nights from the Alhambra.

O acesso ao conjunto está limitado por uma determinada quantidade de visitas diárias. Por isso, se recomenda comprar os bilhetes de entrada via Internet com bastante antecedência

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