Pueblos de Aragón – Parte 3

O pueblo de Yebra de Basa, localizado ao norte da Província de Huesca, Comunidade de Aragón, é o cenário da romaria mais importante da região. Realizada anualmente no dia 25 de Junho, presta homenagem à Santa Orosia e seu trajeto constitui uma perfeita combinação de natureza e religião.

A tradição conta que Orosia foi uma princesa nascida na Bohemia no séc. IX, que veio para Espanha para casar-se com um rei local. Porém, foi surpreendida pelas tropas árabes, e fascinados por sua beleza, foi obrigada ao matrimônio com o filho do Emir Muza. Por não querer comprometer-se com ele e não abandonar sua fé crista, foi perseguida, logo mutilada e decapitada. Séculos depois, um pastor das redondezas descobriu seu corpo e, desde então, sua cabeça está guardada em Yebra de Basa, e seu corpo em Jaca, lugares onde atualmente Santa Orosia é padroeira. Em seguida, iniciou-se a veneração da jovem princesa.

O caminho inicia-se logo depois de sair do pueblo, cuja Igreja Paroquial de San Lorenzo, do séc. XVI e de estilo gótico aragonês, representa sua estampa mais conhecida.

Com aproximadamente 6 km de percurso e um desnível de 670m, o caminho apresenta um nível de dificuldade baixo, facilitado pela beleza da paisagem e pelas 8 ermitas que existem ao longo da jornada. Do total, quatro delas estão incrustadas na rocha, como a de San Blás e de Santa Bárbara, ambas do séc. XVII.

As grutas também formam parte dos atrativos da trilha.

No meio da trilha, encontramos uma linda cachoeira, cuja queda esconde a Ermita de San Cornélio.

O local é propício para a prática de esportes radicais.

Depois de cerca de 2h30min aproximadamente, avistamos num campo aberto a Ermita dedicada a Santa Orosia, do séc. XVII e situada a 1550m de altitude. Seu âmbito de influência está relacionado às catástrofes naturais, como secas prolongadas, pestes, pragas, etc, além da liberação de demônios e maus espíritos, cuja crença nestes inóspitos paisagens do norte de Aragón ainda persiste.

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Paisagens de Aragón – Parte 2

A Comunidade de Aragón localiza-se no nordeste da Espanha, e faz fronteira ao norte com a França, com a qual divide o maciço dos Pirineus, seu marco divisório natural.

É a quarta comunidade em extensão territorial, com um pouco menos de 50mil quilômetros quadrados (9,43% da superfície total). Por outro lado, é uma das regiões com a menor densidade populacional do país, sendo que metade de sua população total encontra-se na capital, Zaragoza.

Além dos Pirineus, possui outra cadeia montanhosa, o denominado Sistema Ibérico, e conta com o ponto culminante de ambas cordilheiras. O Pico do Aneto (3404m), localizado no Parque Natural Posets-Maladeta (município de Benasque, Província de Huesca) é o mais alto de toda a cordilheira pirenaica, e o Moncayo, mítica montanha que, com 2313m, é a maior elevação do Sistema Ibérico (matéria publicada em 21/6/2012).

Aragón conta com várias reservas naturais e um Parque Nacional, o de Ordesa-Monte Perdido, situado em pleno Pirineus, e declarado Patrimônio da Humanidade (matéria publicada em 19/6/2012). Abaixo, vemos várias fotos que não haviam sido publicadas deste incrível espaço natural.

O clima, no geral, é classificado como mediterâneo continental, embora a irregular geografia do território propicie a existência de microclimas ao longo de toda a comunidade. Suas principais carcterísticas são o inverno rigoroso, principalmente nas zonas mais elevadas, e altas temperaturas no verão. As precipitações são irregulares, e a aridez uma constante da paisagem de sua zona central (Província de Zaragoza).

Um exemplo é a Comarca dos Monegros, que possui um clima semidesérico e que sofre com constantes secas.

No entanto, possui um ecossistema único na Europa, próprio das estepes orientais. Sua riqueza biológica se comprova pelas mais de 5400 espécies que acolhe, com um alto grau de endemismo. Situado na Depressão do Vale do Ebro, a escassos quilômetros de Zaragoza, sua paisagem é inóspita e pouco povoada. Formações rochosas fortemente erosionadas caracterizam a região.

A maior parte dos rios aragoneses são afluentes do Ebro, o curso fluvial de maior volume de água de todo o país. Os afluentes de sua margem esquerda são de origem pirenaica, e entre eles,destacam os rios Aragón, o Gállego e o Cinca, cuja imagem vemos a seguir.

Os espaços naturais protegidos são administrados pela Rede Natural de Aragón, entidade criada em 2004 para proteger as zonas de alto valor ecológico, paisagístico e cultural.

O Parque Natural da Serra e dos Canyons de Guara (Prov. Huesca) é a maior reserva aragonesa protegida, com cerca de 33mil hectares. Sua natureza de caráter carstico faz com que sejam abundantes as dolinas, grutas e canyons, sendo um local apropriado para a prática de esporte radicais. O parque possui uma grande extensão de trilhas sinalizadas, de diferentes graus de dificuldade.

A Reserva Natural dos Galachos de Julisbol situa-se nos limites da cidade de Zaragoza. A palavra galacho é de origem aragonesa e significa um meandro de rio abandonado, no caso mencionado, pelo rio Ebro. Foi formado depois da grande inundação verificada em 1961, sendo o mais recente e provavelmente o último, pois o rio atualmente está controlado por represas. Árvores e outras plantas colonizaram suas margens, segundo sua resistência a enchentes e necessidades de água, tais como Álamos, Olmos, Fresnos,etc.

A Energia Eólica é uma constante na paisagem de Aragón. O país foi pineiro na utilização desta fonte renovável, convertendo-se no país líder em investigação e desenvolvimento da tecnologia. Recentemente, tornou-se a fonte de eletricidade mais utilizada, respondendo por aprox. 21% da potência elétrica instalada, e ultrapassando as demias fontes tradicionais, como a nuclear (19%), hidroelétricas (17%) e termoelétricas (13%).

Conhecer a comunidade é uma excelente proposta turística, rica em paisagens e patrimônio cultural.

Pueblos de Aragón – Parte 2

A Comunidade de Aragón possui, além de uma privilegiada natureza, pueblos espetaculares espalhados por todo seu território. Nest post veremos alguns deles.

Localizada na Província de Huesca, ao norte da comunidade, a vila de Aínsa é a capital da comarca de Sobrarbe. Situada na confluência dos rios Ara e Cinca, está formada por um traçado urbano claramente medieval. A beleza de seus edifícios de pedra lhe conferiram o título de Conjunto Histórico Artístico em 1965.

O castelo do séc. XI formava parte da linha defensiva dos territórios cristãos e converteu-se no embrião da futura vila, que em época medieval esteve amurralhada, sendo então a capital do Condado de Sobrarbe. Inicialmente pertenceu ao Reino de Nájera-Pamplona (antes da unificação do Reino de Navarra) e posteriormente foi incorporado ao Reino de Aragón.

A Igreja Parroquial de Santa Maria foi construída no séc. XI, no estilo românico, e finalizada no século seguinte.

Consagrada em 1181, desde o alto da torre contemplamos uma bela vista do rio Cinca.

O templo destaca por sua sobriedade decorativa. A Praça Maior, cartão postal de Aínsa, é uma das mais belas e antigas praças medievais de toda a Espanha. Foi construída na época de maior esplendor do pueblo, entre os séc. XII/XIII.

O pueblo de Alquézar é um município da comarca de Somontano de Barbastro, também localizado na Província de Huesca. Situado na margem direita do rio Vero, parte de seu território está ocupado pelo Parque Natural de la Sierra y los Cañoñes de Guara.

Seu nome se deve ao antigo castelo cpnstruído para sua defesa  no séc. XI, quando a cidade estava ocupada pelos árabes e se converteu no principal ponto defensivo da comarca frente aos reinos cristaos de Sobrarbe.

Seu monumento mais sobresalente é a Colegiata de Santa Maria La Mayor. Com orígens de fortaleza, foi erguida no séc. XI. Em 1067 é conquistada por Sancho Ramírez e passa a ser uma fortificaçao crista.

Com o tempo, vai perdendo sua funçao militar e estratégica e transforma-se numa instituiçao religiosa. Em 1099 Sancho Ramírez dota a cidade de uma comunidade de religiosos da Ordem dos Agostinos e constrói uma colegiata no estilo românico, da qual se conserva o claustro e seus capitéis historiados.

Depois, a construçao original foi substituída por outra no séc. XVI, no estilo gótico tardio. Nos séculos seguintes os muros do claustro foram decorados com pinturas retratando cenas do Novo Testamento.

Abaixo, uma foto do órgao da igreja.

Monumento Nacional desde 1961, o pueblo de Albarracín, situado na Província de Teruel, é considerado um dos mais belos de toda Espanha. Na época muçulmana, a família do bereber Al-Banu-Razín fez destas terras um Reino de Taifa e desta família se originou o nome atual (os filhos de Razín).

Seu encanto está sobretudo no traçado de suas ruas, adaptado à difícil topografia do terreno, com escadas, ruelas e um conjunto de casas com murros irregulares de cor avermelhado.

Existe atualmente uma proposta na Unesco para que seja declarada Patrimônio da Humanidade.

No dia 22/6/2012, foi publicada o primeiro post da série Pueblos de Aragón. Confira…

Paisagens de Aragón

A Comunidade de Aragón, apesar de nao ser dos destinos preferenciais quanto ao turismo em Espanha, reserva inúmeras surpresas relativas ao extenso patrimônio Artístico-Cultural que possui, como também referente às suas paisagens. Se ao norte reina soberano os Pirineus, nas demais regiões a natureza é igualmente generosa. Visitaremos, pois, algumas delas, já que são muitas, e em uma só publicação sería impossível retratar toda sua riqueza.

O Parque Natural do Monastério de Piedra localiza-se na Província de Zaragoza, a cerca de 1h30min da capital.

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Oculto entre as abruptas serras do denominado Sistema Ibérico, situa-se no município de Nuévalos. O parque oferece caminhadas, cuja protagonista indiscutível é a água, que moldou cascatas e grutas de inegável encanto.

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A cachoeira mais impressionante é a Cola de Caballo, cuja queda de 50m pode ser apreciada dentro de uma gruta.

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Dentro de seus limites, observam-se ecossistemas de grande valor biológico, onde a fauna e a flora são abundantes, em um espaço relativamente reduzido.

O Lago do espelho é um dos locais onde a natureza mais transborda magia e esplendor.

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Não bastasse seu fabuloso entorno natural, no parque encontra-se um monastério Cistercense construído entre os séc. XII/XIII e que também pode e deve ser visitado. A região passou a ser mais conhecida pelos brasileiros depois da publicação do livro “Na margem do Rio Piedra, eu sentei e chorei”, de Paulo Coelho.

Um dos lugares mais misteriosos de toda a comunidade é o Monte Moncayo, devido às histórias e lendas de tempos passados, que lhe conferiram o status de mágico, quando na Idade média bruxas reuniam-se para seus rituais nas imediações da montanha. Situado entre as províncias de Zaragoza e Sória, esta já em território de Castilla-León, o Moncayo é o pico mais alto do denominado Sistema Ibérico, cordilheira que separa a meseta central do Vale do Rio Ebro, com 2.314m de altitude

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Sua ascensão não apresenta grandes dificuldades, com exceção do inverno, quando o acúmulo de neve pode representar dificuldade e perigo para os montanhistas.

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Desde 1978, sua área foi protegida sob a designação de Parque Natural De La Dehesa del Moncayo.

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A paisagem aragonesa está repleta de represas, aqui chamadas de embalses, cujas construções para o plantio e a agricultura tornaram-se fundamentais, num ambiente árido e seco como o de boa parte da comunidade. Um dos exemplos é o embalse de Maideuera, cujas imagens abaixo refletem sua singular beleza.

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Outra das reservas dignas de visitação é o Parque Cultural del Rio Martín. Uma das trilhas mais populares é a chamada rota de Peñarroyas, próxima ao município de Montalbán, situado a nordeste da Província de Teruel.

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Ao longo do rio, abundam as formações areníticas e em seus barrancos encontramos mais de 40 grutas, muitas delas com pinturas rupestres.

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Finalizamos o post numa das trilhas da denominada Selva de Oza, situada ao norte da comunidade, numa porção em que os Pirineus não ganham tanta altura como em sua parte central.

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De qualquer modo, a paisagem é maravilhosa, embelecida com cachoeiras e rios. Originária do degelo, um mergulho em suas águas requer muita, mais muita coragem…

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Pueblos dos Pirineus

Além de suas maravilhosas paisagens, nos Pirineus se concentram uma enorme quantidade de pueblos de inegável encanto, dignos de visitar. Alguns deles situam-se no denominado Vale de Tena, um dos mais belos de toda a cordilheira e estrategicamente localizado na parte central dos Pirineus Aragoneses.

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A vila de Panticosa pode ser uma excelente opção de base para conhecer a região. É famosa pelo seu balneário de águas termais, conhecido desde a época dos romanos. O município engloba também o povoado de Pueyo de Jaca, que vemos na foto abaixo.

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Ao redor da cidade, os adeptos do senderismo e das trilhas de alta montanha disfrutarao de uma ampla variedade de excurçoes espalhadas pela zona, rodeadas de picos de mais de 3000m.

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Bem próximo à Panticosa, encontramos o pueblo de Piedrafita de Jaca, com um belo conjunto de arquitetura tradicional e ponto de partida para conhecer um dos lagos de origem glaciar (denominados aqui de Ibon) de mais fácil acesso de toda a região – o Ibon de Piedrafita.

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Às margens da represa de mesmo nome, o povoado de Lanuza ficou desabitado após sua construção. Lentamente está reconstruindo-se e em julho sedia um acontecimento cultural que movimenta o Vale de Tena – o Festival Pirineus Sur – que conta com uma grande quantidade de concertos musicais.

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Considerada a capital do vale, Sallent de Gallego também situa-se ás margens da represa de Lanuza, e possui uma bela ponte medieval do séc. XVI.

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Próximo à cidade e a poucos quilômetros da fronteira com a França, a estação de esqui de Formigal é uma referência para os amantes dos esportes invernais. Com aprox. 140km de pistas, é uma das mais importantes e visitadas de toda a Espanha.

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No aspecto cultural, um dos maiores atrativos do Vale de Tena  está representado por um grupo de igrejas únicas no país. Conhecidas como Igrejas do Serrablo, foram construídas entre os séc. X e XI e formam um dos conjuntos Pré-Românicos conservados da península. Pertencem à denominada Arquitetura Mozárabe, nome pelo qual se conhecem aos cristãos que viviam em Espanha durante a dominação mussulmana. Os templos possuem uma encantadora simplicidade estrutural, ao ter apenas uma nave com abside semicircular, adossada a uma torre campanário. Em sua parte superior, aparecem vãos formados pelos chamados Arcos de Ferradura, típicos da arquitetura islâmica. Das 17 igrejas existentes, veremos algumas delas.

A Igreja de San Martin localiza-se no pueblo de Olivan, e levantou-se aprox. em 1060.

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Em Orós de Bajo, a isolada Igreja de Santa Eulália.

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A igreja do povoado de Satue está dedicada a San Andrés.

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A mais importante de todas, devido à sua riqueza arquitetônica é a Igreja de San Pedro, em Lárrede, cuja torre vemos abaixo.

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Um pouco afastado do Vale de Tena, a histórica comarca do Sobrarbe nos reserva lugares inesquecíveis, como o lindo pueblo de Aínsa, cuja Praça Maior é uma das mais antigas de toda Espanha.

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A paisagem está salpicada de pueblos desabitados, como este da foto abaixo.

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Finalizando, a vila de Tela, situada no Vale de Pineta.

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Pirineus e P.N. Ordesa-Monte Perdido

A Cordilheira Pirenaica formam a fronteira natural entre Espanha e França. Estendem-se por aprox. 415km, desde o mar Cantábrico, no Golfo de Vizcaya (País Vasco) até o Cabo de Creus, no mar Mediterâneo (Catalunha). Os Pirineus subdividem-se em Ocidentais ou Atlânticos, Centrais (onde encontram-se as montanhas mais altas) e Orientais. O ponto culminante da cordilheira é o Monte Aneto, com 3404m de altitude e existem cerca de 200 montanhas acima dos 3000m. Sua aparência maciça e conservada deve-se à abundância de granito, particularmente resistente à erosão.  Em sua parte ocidental as montanhas estão formadas por uma camada de calcário. Segundo a lenda, a origem da palavra procede da mitológica filha de Atlas, Pirene, a qual Hércules levou consigo em uma de suas viagens. Quando faleceu, o herói acumulou pedras para selar sua tumba, originando a cadeia montanhosa.

A flora pirenaica conta com aprox. 4500 espécies, das quais 160 são endêmicas, e sua representante mais conhecida é a denominada flor de neve ou Edelweiss, encontrada nos Pirineus Aragoneses. Entre as quase 200 espécies de animais que sobrevivem na região, destacamos a presença do Urso Pardo, cuja populaçao lentamente se recupera após séculos de perseguição. Não obstante, estima-se que apenas de 20/25 exemplares buscam refúgio em seu território. Em melhores condições, estão o Cervo, a marmota e o onipresente Javali. Em relação às aves, a grande predadora é a Águia Real, embora o Quebrantahuessos seja o símbolo inegável da região, já que foi exterminado em todo o continente, encontrando nos Pirineus seu último hábitat.

Um dos Espaços naturais protegidos mais importantes de toda a cordilheira é o Parque Nacional de Ordesa-Monte Perdido, localizado em território aragonês, ao norte da Província de Huesca. Criado em 1918, é o segundo parque mais antigo do país, e conta com uma extensão de 15.608 hectares. Em 1977, a zona foi declarada Reserva da Biosfera e 20 anos depois foi incluída na lista de Patrimônio da Humanidade concedida pela Unesco. Dentro de seus limites, destaca o imponente maciço das Três Sórores, cuja montanha denominada Monte Perdido é considerada a mais alta formação calcária de toda Europa, com 3350m. O parque está formado por vales glaciares, situados entre imensos paredões rochosos. O mais visitado é o Vale de Ordesa, que pode ser atingido desde trilhas que começam  desde a bela cidade de Torla.

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O chamado Circo de Soaso oferece as mais belas vistas do Monte Perdido e o Rio Arazas o acompanha, formando cachoeiras maravilhosas.

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Uma das mais conhecidas é a Cola del Caballo, situada aos pés do Monte Perdido.

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Igualmente impressionante, o Vale do Rio Bellós forma o Cânion de Anisclo, que pode ser percorrido a pé em grande parte de sua extensão.

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Já o Vale de Escuaín, por onde passa o Rio Yaga, oferece caminhadas ao borde do penhasco, com excelentes panorâmicas das montanhas circundantes.

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Dominado pelo Rio Cinca, o Vale de Pineta é um destino muito popular, e no inverno é uma delícia caminhar sobre suas montanhas nevadas.

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Em minha opiniao, a melhor época para visitar o parque é no outono, quando a paisagem se trona multicolorida…

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O Dólmen de Pineta é testemunho da presença humana na regiao há milenios.

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Cabe ressaltar que, no lado francês, os Pirineus também estão protegidos por reservas, como o Parque Nacional dos Pirineus, que no denominado Circo de Gavarnie encontramos a cascata mais alta de Europa, com mais de 400m de queda vertical. É imprescindível sua visita no verao, já que no inverno (época de minha visita), não se aprecia a cachoeira, já que tudo está congelado. Burro…

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Românico em Aragón

O Românico Aragonês esteve vinculado às idéias e
influências recebidas pelo caminho de Santiago, sobretudo
francesas e da lombardia, já que a comunidade de Aragón
é o primeiro passo em território espanhol, dos peregrinos
vindos do sul da França. Entrando por Samport, se dirigiam
à cidade de Jaca, onde se pode contemplar sua magnífica catedral.
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Dedicada à São Pedro, o templo está considerado um dos mais
antigos e característicos de todo românico peninsular.
Sua construção iniciou-se quase ao mesmo tempo que
a catedral de Santiago de Compostela, a finais do séc.XI, sendo
finalizada no séc.XII. Como sede episcopal e, durante 20 anos
capital do Reino de Aragón, foi através da iniciativa do rei
Sanho Ramírez que se colocou sua primeira pedra.
A planta da catedral é do tipo basilical e com 3 naves, sendo a central
mais alta e larga que as laterais, disposição típica do românico.
Durante o Renascimento, em 1572, são colocadas novas
capelas e em 1598, a boveda da nave central.
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O sublime órgão foi construído em 1705.

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Na portada exterior, destaca o Crismón românico, que representa o
anagrama de Cristo e que consiste na junção das letras gregas X e P,
as duas primeiras letras do nome de Cristo no idioma grego.( Xpiotós ).
Pode também ser complementado com as letras alfa e ômega, represen-
tando neste caso a Cristo sendo o princípio e o fim de todas as coisas.
Na portada da catedral, porém, o leão da direita aplasta a um urso, significando Cristo como vencedor do pecado e da morte, e da esquerda, um homem penitente que se inclina diante dele, mostrando sua misericórdia divina.

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Outro monumento fundamental do Românico Aragonês é a Igreja de São Pedro de Huesca. O edifício que vemos atualmente data do séc.XII, considerado Monumento Nacional desde 1885, representando um dos conjuntos mais destacados da Comunidade de Aragón. Estudos arqueológicos revelaram sua origem romana.
A fachada exterior, igualmente que a catedral jaques, representa a um crismón sustentado por anjos.
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Alberga no claustro os sepulcros dos reis aragoneses Alfonso I, o batalhador, e do seu irmão e sucessor Ramiro II, o monje, estando considerado como panteão real.
No interior, destaca o retablo maior, de madeira policromada e realizado no séc.XVII.

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Se conservam restos de pinturas murais, os únicos que sobreviveram da antiga decoração pictórica que adornava a igreja.
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A nave central está coberta pelas típicas bôvedas de cânon.
Existe constância do órgão sendo reformado desde o séc.XVI.
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O portal de acesso ao coro é uma obra barroca, e no alto as estátuas de São Vicente, no centro, e dos santos Justo e Pastor ao seu lado.
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O famoso claustro está formado por colunas duplas e elaborados capitéis que representam a fatos históricos da vida de Cristo, bem como cenas de caráter alegórico.

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A metade dos 38 capitéis existentes permanecem em seu estado original, e a outra são reproduções feitas no séc.XIX.
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