San Vicente de la Barquera: Parte 2

Uma das grandes atraçoes de San Vicente de la Barquera é seu centro histórico, declarado Conjunto Histórico-Artístico. Está presidido pelo castelo, um dos poucos existentes na Comunidade da Cantábria.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe forma alongada, foi construído a partir do século XIII e possui duas torres, uma quadrada e outra pentagonal. O castelo é visitável, mas quando estive na cidade ele se encontrava fechado. Atualmente, é utilizado como museu e local de exposições.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO castelo formava parte do sistema defensivo da cidade, que incluía também uma muralha. Abaixo, vemos uma das portas de acesso ao centro histórico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO traçado da muralha passa ao redor da Igreja de Santa María de los Ángeles

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste belo templo é considerado um dos melhores exemplos da arquitetura gótica na Cantábria. Sua construção iniciou-se em 1210, mas somente foi finalizada no século XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XV a igreja foi ampliada, momento em que se construiu a torre. Abaixo, vemos a porta de entrada ao templo, de características românicas, apesar do predomínio do gótico em sua estrutura geral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da igreja é muito bonito, principalmente por sua bela arquitetura gótica, estando formada por 3 naves e grossos pilares que sustentam o edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs retábulos que decoram a igreja pertencem ao estilo barroco, como o que preside o templo, com a imagem da Virgem de los Ángeles, de final do século XIV, que vemos no centro da foto acima. Em uma das naves laterais vemos um retábulo com a imagem de Santiago Peregrino em sua parte superior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Capela de Santo Antônio foi colocado o sepulcro do fundador, o inquisidor Antonio del Corro, falecido em 1564. Feito de mármore, foi realizado por Juan Bautista Vázquez, “El Viejo”, no estilo renascentista. No lado esquerdo, vemos o sepulcro de seus pais, feito de alabastro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, uma imagem do centro histórico de San Vicente la Barquera, situado numa escarpa rochosa que domina o povoado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém de seus monumentos históricos, na parte histórica da cidade podemos admirar as excepcionais vistas de sua privilegiada natureza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizamos a matéria com a Casa Consistorial ou edifício sede da prefeitura, constituída em 1822..

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San Vicente de la Barquera

Depois de passar todo o dia conhecendo Comillas, no dia seguinte peguei o mesmo ônibus para visitar outro povoado de interesse histórico, San Vicente de la Barquera, situado a apenas 3 km de Comillas. A primeira coisa que me impressionou deste pueblo de 4.500 habitantes foi sua espetacular localização e as belas paisagens que o rodeiam.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERACerca de 80 % do município pertence ao Parque Natural de Oyambre, de grande valor ecológico. O turismo representa a principal fonte de renda do povoado, graças às praias existentes ao redor e também para curtir sua esbelta natureza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASan Vicente de la Barquera, como as demais localidades que visitei nesta viagem à Cantábria, é uma vila costeira que integra o Caminho do Norte, também denominado Caminho da Costa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Ao longo dos séculos, muitos dos peregrinos que chegavam à vila se instalavam no albergue a eles dedicado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAinda hoje podemos ver os restos de um hospital de peregrinos, construído entre os séculos XV e XVI (Hospital de la Concepción).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara que os peregrinos pudessem cruzar a zona alagada da cidade, se construiu a chamada Ponte de la Maza no século XV, sobre uma anterior feita de madeira. Com cerca de 500m, tornou-se uma das pontes mais largas de sua época. Atualmente, existem poucos  de veículos que a atravessam, pois serve de acesso apenas a algumas praias e pequenas localidades próximas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes da construção da ponte, os barcos transportavam os peregrinos, daí a denominação Barquera no nome da cidade. Ao longo de sua histórica, presenciou fatos marcantes, como receber o Imperador Carlos I quando pisou por primeira vez a Espanha. O período auge de San Vicente de la Barquera ocorreu a partir do século XIII, devido à importância de sua atividade pesqueira e o comércio marítimo. Formou parte também da denominada 4 Vilas do Mar, junto com Castro Urdiales, Laredo e Santander.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo próximo post, veremos o centro histórico da vila, declarado Conjunto Histórico-Artístico.

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El Capricho de Gaudí: Parte 2

Nesta matéria que encerra os posts sobre Comillas, veremos o interior da Vila de Quijano,ou se vocês preferirem, El Capricho de Gaudí. Seu proprietário, Máximo Díaz de Quijano, pouco pôde aproveitar de sua excepcional residência, pois faleceu com apenas 47 anos. A casa foi concluída em 1885, poucos meses antes de seu falecimento. Abaixo, vemos uma das poucas imagens existentes deste rico advogado, home culto, solteiro e amante da música (retrato realizado em data desconhecida).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA casa foi projetada por Gaudí em função de seus conhecimentos de geometria espacial, destinado a facilitar os processos construtivos e inspirada nas formas da natureza. A residência foi concebida para que a finalidade de cada estância estivesse de acordo com o movimento do sol. Abaixo, vemos o vestíbulo da casa…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí dividiu os espaços da casa em setores públicos e privados, tendo como eixo central um invernadeiro (uma pequena estufa), para que Díaz de Quijano pudesse desenvolver uma de suas paixões, a botânica. De fato, o proprietário tinha a intenção de cultivar plantas exóticas no local. Feito de madeira e cristal, tinha também a finalidade de regulador térmico para as demais dependências da casa, ao irradiar nas horas noturnas todo o calor acumulado durante o dia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da morte do proprietário, o invernadeiro foi demolido pela outra família que adquiriu o imóvel para que se construísse outro quarto, já que no projeto de Gaudí constava de apenas um, pois Díaz de Quijano era solteiro. Em 1992, o invernadeiro foi reconstruído pelo arquiteto Luís de Castillo. Abaixo, vemos o detalhe de uma chaminé, situada na sala comedor.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJunto ao comedor, Gaudí construiu um espaço com a função de fumador, de clara influência árabe.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí colocou as estâncias mais íntimas da casa sobre a fachada principal. Um corredor comunica as diversas dependências da casa…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO dormitório conforma a maior dependência da casa e foi situado na ala oposta à entrada, garantindo maior privacidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO arquiteto concedeu uma grande importância à decoração dos tetos dos diversos espaços da construção.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o salão principal…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutro aspecto importante da ornamentação proposta por Gaudí constituem os vitrais, como os que foram colocados no banheiro, cujos motivos representam a música e a jardinagem, as duas principais áreas de interesse de Díaz de Quijano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí projetou também alguns móveis para a casa, como estes que vemos a seguir, situados na parte superior da residência…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste espaço foi construído com uma curiosa estrutura de madeira, e também cumpre a finalidade de regulador térmico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma foto do terraço superior…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO terreno da Vila Quijano possui cerca de 2500 metros quadrados, suficiente para que Antoni Gaudí pudesse materializar toda sua criatividade e originalidade únicas. O famoso arquiteto foi homenageado pela prefeitura de Comillas, que concedeu seu nome a uma importante rua da cidade.

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El Capricho de Gaudí

O principal motivo de minha visita a Comillas foi conhecer uma das poucas obras realizadas pelo arquiteto Antoni Gaudí fora da Catalunha, a Vila Quijano, mais conhecida como “El Capricho“. Um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, foi projetado pelo grande arquiteto quando ainda era jovem, entre 1883 e 1885.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO arquiteto Joan Martorell e o empresário Eusebi Guell introduziram Gaudí nos círculos sociais de Comillas e Gaudí foi contratado por Máximo Díaz de Quijano para que realizasse o projeto de sua residência, depois que regressou rico de Cuba, nos jardins que rodeiam o Palácio de Sobrellano, que vimos recentemente no blog.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí tinha apenas 31 anos quando projetou El Capricho, e foi um dos primeiros edifícios em que experimentou formas geométricas diferentes. Em sua fase inicial, o arquiteto se viu influenciado pela arquitetura de cunho histórico em voga no final do século XIX, principalmente através de um de seus principais mestres, Joan Martorell, que também deixou seu legado em Comillas. Em suas primeiras obras, Gaudí incorporou vários estilos, como o neogótico, o neomudéjar, além da arte oriental. Desta primeira fase, destacam dois edifícios criados quase que simultaneamente, a Casa Vicens de Barcelona e El Capricho de Comillas, que possuem certa semelhança, como a decoração exterior e a distribuição do espaço interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO arquiteto e o proprietário nunca chegaram a se conhecer pessoalmente, pois Gaudí projetou a Vila Quijano em Barcelona, deixando a direçao das obras ao seu colega Cristóbal Cascante. Díaz de Quijano era apaixonado pela música e pela jardinagem, e estes dois aspectos de sua vida foram incorporados por Gaudí na decoração da residência. De fato, Díaz de Quijano chegou a compor Zarzuelas com letras do escritor realista José María de Pereda. Um dos aspectos que mais chamam a atenção no exterior da casa é a profusão de detalhes de temática vegetal e musical, como os azulejos decorados com girassóis.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs azulejos de formato quadrado foram inspirados na técnica tradicional da arquitetura hispano-árabe. A variedade estilística empregada por Gaudí na construção originou uma obra eclética. Outro material utilizado foi o ferro forjado, utilizado para os balcões e outras estruturas da casa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas das estruturas feitas de ferro adquiriram a forma da Clave de Sol, outra referência ao gosto pessoal do proprietário. No El Capricho, Gaudí executou plenamente seu ideal de casa residencial, exposto no Manuscrito de Reus em 1878, um dos poucos textos conhecidos do grande arquiteto. A originalidade do desenho e a colorida decoração da casa é uma das causas por que a Vila de Quijano ficou conhecida como El Capricho, uma analogia ao gênero musical.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm elemento inconfundível da parte exterior da casa é a torre, que cumpre a função de mirante, sendo inspirada nos minaretes muçulmanos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA torre se assenta sobre as 4 colunas do pórtico que permite a entrada à residência. Estão orientadas aos quatro pontos cardeais, e foram decoradas com capitéis de inspiração romântica, com pássaros e folhas de palmito.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAToda a construção está cercada por um belo jardim, no qual Gaudí também deixou mostras de sua genialidade. Abaixo, vemos uma panorâmica da casa desde o jardim.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGaudí gostava de recriar ambientes rústicos, feitos com materiais naturais, além de estruturas artificiais. Um exemplo é a gruta que vemos no jardim, que propicia uma atmosfera romântica ao local.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o objetivo de comunicar o pátio traseiro da casa com o caminho que rodeia o jardim, Gaudí desenvolveu uma escada-ponte, realizada com tijolo e cerâmica branca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm Comillas, a tendência em demonstrar a riqueza dos indianos, ou seja, daqueles espanhóis que fizeram fortuna na América e regressaram às suas cidades de origem, como Quijano Díaz, ficou ainda mais patente depois das visitas realizadas pelo Rei Alfonso XII à cidade. Por todo o norte da Espanha podemos ver muitos dos denominados Palácios Indianos, que se relacionam com um tipo de arquitetura composta por elementos exóticos em seu aspecto ornamental. Gaudí era, portanto, o arquiteto perfeito para materializar esta exuberância decorativa num palácio indiano. Finalizamos esta primeira parte sobre El Capricho com uma foto do panteão dos Marqueses de Comillas, tirada do jardim da Vila Quijano. No próximo post, veremos o interior da casa…

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Comillas Modernista

Além de seu belíssimo centro histórico, a vila de Comillas possui um impressionante patrimônio arquitetônico relacionado ao Estilo Modernista. O edifício mais famoso é El Capricho, projetado pelo arquiteto Antoni Gaudí, que veremos no próximo post. Muitas outras construções do estilo podem ser vistas num passeio pela cidade. Um exemplo é a Fonte dos 3 Canos, realizada em pedra pelo igualmente famoso arquiteto modernista Lluís Domènech i Montaner, em 1889. Situada no centro, foi dedicada a Joaquín del Piélago, ilustre personalidade da cidade que financiou a instalação da rede de água de Comillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERALluís Domènech i Montaner também foi o responsável da porta que permite o acesso à Universidade Pontifícia, outro edifício pertencente ao estilo. Conhecida como “Porta das Virtudes“, combina perfeitamente o tijolo, a cerâmica e a pedra como materiais construtivos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO edifício da Universidade Pontifícia foi projetado pelo arquiteto Joan Martorell, autor do Palácio de Sobrellano, que vimos no último post.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJoan Martorell, dentro do contexto historicista da arquitetura no final do século XIX, realizou um edifício com influências tanto do gótico, quanto do estilo mudéjar. A construção foi iniciada em 1883 e seis anos depois foi decorada no estilo modernista por Lluís Domènech i Montaner.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO filho mais ilustre da cidade, o primeiro Marquês de Comillas, Antonio López y López, financiou a obra. Com sua morte, foi o filho, Cláudio López Breu, quem assumiu o compromisso de continuar com sua execução. Criada em 1890, a Universidade Pontifícia de Comillas inicialmente era um seminário para a formaçao de sacerdotes. Em 1904, o Papa Pio X concedeu ao seminário o direito de conferir graus acadêmicos de Filosofia, Teologia e Direito Canônico, convertendo-se em Universidade Pontifícia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADela saíram importantes figuras eclesiásticas, principalmente arcebispos, contribuindo de maneira fundamental para o título que ostenta a cidade, a “Vila dos Arcebispos“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA instituição constitui uma universidade católica e particular, dirigida pelos jesuítas e atualmente com sua sede principal em Madrid. Dos jardins da universidade pude tirar algumas boas fotos com o mar de fundo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Primeiro Marquês de Comillas foi o principal responsável pela transformação urbana da cidade no final do século XIX, depois que seu amigo pessoal o rei Alfonso XII visitou a vila em duas ocasiões, em 1881 e 1882. Com apenas 14 anos emigrou a Cuba. Em terras americanas, ganhou uma fortuna e, ao regressar a Espanha, fundou um banco, uma fábrica de tabacos e uma companhia de navegação, negócios que o converteu num dos empresários mais ricos do país na época. Foi então que o monarca lhe concedeu o título de Marquês de Comillas. Apesar de viver em Barcelona, patrocinou a construção de vários edifícios emblemáticos em sua vila de origem. Comillas se transforma num local de moda para a aristocracia espanhola. Antoni Gaudí foi outros dos arquitetos de renome que contribuíram para a transformação urbana da cidade. Dele é a denominada Porta do Moro, que permite o acesso a um palacete da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída em 1900, a porta possui formas redondeadas e as esquinas com linhas onduladas. Está composta por três aberturas: a maior para carruagens, a de tamanho médio para pessoas e, em sua parte superior direita, vemos uma abertura circular que permite a passagem dos pássaros. Por este motivo, a porta é conhecida como a “Porta dos Pássaros“. Abaixo, vemos algumas fotos deste belo palácio.

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Palácio de Sobrellano – Comillas

A prolongada estância do Rei Alfonso XII em Comillas, unida ao impulso construtivo do Marquês de Comillas, propiciaram uma verdadeira reforma urbana que transformou a paisagem urbana da vila, através da construção de uma série de edifícios que modificaram a fisionomia da cidade. Os melhores arquitetos da Catalunha na época foram contratados, realizando obras que mais tarde originaria o Movimento Modernista. O próprio Marquês de Comillas ordenou a construção de um grande palácio residencial, chamado Palácio de Sobrellano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO arquiteto encarregado do projeto foi Joan Martorell, que acabou projetando outros edifícios emblemáticos de Comillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio de Sobrellano foi construído no estilo neogótico com alguns elementos modernistas entre 1882 e 1888. Antonio López y López, o primeiro Marquês de Comillas, não pôde ver finalizada a obra, pois faleceu em 1883.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste palácio é considerado a primeira obra modernista realizada em Comillas. Possui uma planta retangular e totalmente simétrico. Abaixo, vemos alguns elementos estruturais e decorativos que foram utilizados em sua arquitetura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio de Sobrellano foi o primeiro edifício da Espanha a receber luz elétrica em todo o país e apareceu em vários filmes. O palácio é visitável, mas a falta de tempo me impediu de vê-lo por dentro. Joan Martorell projetou também uma capela com a finalidade de servir como panteão para os primeiros Marqueses de Comillas, e foi situada nos jardins que cercam o palácio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA capela segue o mesmo padrão neogótico do palácio, e pode ser considerada em seu conjunto como uma catedral em miniatura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a entrada ao palácio e à capela….

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa frente do palácio foi colocado um monumento comemorativo às visitas realizadas pelo Rei Alfonso XII a Comillas.

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Comillas – Cantábria

Depois de conhecer a fundo Santander, aproveitei minha estadia na cidade para conhecer outras localidades da Comunidade da Cantábria que integram o Caminho do Norte. Um dos lugares escolhidos foi a vila de Comillas, local onde passei um dia estupendo. O motivo principal de minha escolha foi que em Comillas o genial arquiteto Antoni Gaudí realizou uma de suas poucas obras fora da Catalunha. No entanto, quando cheguei à cidade logo percebi que Comillas tinha muito mais a oferecer…

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom pouco mais de 2 mil habitantes, Comillas foi ao longo da história um povoado de pescadores. Os documentos mais antigos existentes que se referem à vila datam do século XI, embora foram queimados num incêndio. De fato, Comillas foi a capital das vilas marinheiras da costa cantábrica em relação à pesca de baleia, desde o século XVI até o XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir do final do século XIX, Comillas se transformou num local de veraneio para a aristocracia espanhola, principalmente depois das visitas realizadas pelo rei Alfonso XII, amigo pessoal do filho mais ilustre da cidade, Antonio López y López, que recebeu o título de Marquês de Comillas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPara receber o monarca em 1881, a cidade se esforçou para se converter num lugar digno. Uma das principais medidas tomadas foi a instalação de uma rede de iluminação pública, fato que transformou a cidade na primeira em receber luz elétrica de toda a Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da segunda visita do rei Alfonso XII em 1882, Comillas passou a atrair uma grande quantidade de burgueses enriquecidos, desencadeando um processo construtivo realmente espetacular, que transformou sua paisagem urbana. Vários arquitetos famosos da Catalunha foram contratados para realizarem projetos de edifícios que  anunciariam poucos anos depois a eclosão do Estilo Modernista. Pouco a pouco irei publicando matérias sobre os principais monumentos construídos nesta fase. Mas um passeio pela cidade revela outra de suas facetas, o centro histórico declarado Conjunto Histórico-Artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de San Cristóbal, por exemplo, a principal da localidade, foi edificada a partir de 1640 e consagrada em 1831.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe estilo barroco, em seu exterior destaca a torre de 30m de altura, reconstruída depois que a anterior foi dinamitada durante a Guerra Civil Espanhola (1936/1939).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior da igreja também foi afetado pela guerra, pois os retábulos que a decoravam foram queimados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar disso, vale a pena entrar na igreja e admirar as bôvedas de tradição gótica, considerada uma das melhores existentes na Cantábria, além de seu belo órgão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Praça da Constituição é a principal do centro antigo de Comillas

OLYMPUS DIGITAL CAMERANela podemos ver uma das duas portas da igreja, com uma imagem do santo titular, San Cristóbal (São Cristóvão, em português).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA praça está presidida por outro edifício histórico, o Antigo Ayuntamiento (prefeitura), construído em 1775 também no estilo barroco.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa fachada destacam os três arcos de meio ponto, que suportam a parte superior do edifício, decorado com os escudos de armas de 5 arcebispos nascidos na vila. Por este motivo, Comillas é conhecida como a “Vila dos Arcebispos“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém do mais, no centro histórico podemos admirar várias casas senhoriais, a maioria com o escudo do proprietário…

OLYMPUS DIGITAL CAMERANos próximos posts veremos as principais construções da cidade, relacionadas com o estilo modernista, não percam….