Belas Igrejas de Guadalajara

Além da catedral e dos conventos, Guadalajara possui um variado conjunto de belas igrejas, espalhadas pelo seu centro histórico. No post de hoje e no próximo, conheceremos algumas delas. A Igreja dos Remédios, por exemplo, formava parte do antigo convento de N.Sra dos Remédios e foi edificada a partir de 1573.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe estilo renascentista, ressalta o átrio composto por 3 arcos. Atualmente, o edifício acolhe uma das dependências da Universidade de Alcalá de Henares.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém construída no séc. XVI (1561), a Igreja de San Gines fazia parte de um convento desaparecido, o de Santo Domingo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte superior da fachada, vemos o escudo da Ordem Dominicana. No interior do templo, se encontram os sepulcros dos fundadores do convento, Don Hurtado de Mendoza e de sua esposa, D.Juana de Valencia, além de outro influente personagem da vida social da cidade, Don Iñigo López de Mendoza. Abaixo, vemos outra imagem da fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa sequência, vemos uma foto do interior da Igreja de San Gines, formado por apenas uma nave.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAGuadalajara possui algumas construçoes relacionadas  no estilo mudéjar, cujo maior exemplo é a própria catedral. A Igreja de Santiago surpreende todos aqueles que visitam seu interior, formado por uma combinaçao deste estilo com o gótico, denominado, portanto, de gótico-mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO teto da igreja está composto por uma magistral estrutura de madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Igreja de Santiago integrava o Monastério de Santa Clara, igualmente desaparecido. A fachada é austera, ocultando seu maravilhoso interior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos mais importantes restos arqueológicos de Guadalajara podem ser vistos no único elemento sobrevivente da antiga Igreja de San Gil, o ábside.

DSC07937É curioso notar mais este exemplo de Arte Mudéjar, situado no meio de construçoes modernas…

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Conventos de Guadalajara

Um dos elementos mais característicos da paisagem urbana de Guadalajara sao os conventos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo post de hoje, conheceremos dois deles. O Convento de San José data de 1625, e está habitado por monjas de clausura.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construído pelo Frade Alberto de la Madre de Dios, e sua fachada caracteriza -se pela sobriedade decorativa, própria da Ordem das Carmelitas Descalças, a qual pertence.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAQuando cheguei para visitar o convento, encontrava-se fechado, mas uma simpática e atenciosa freira me possibilitou o acesso à igreja, repleta de elementos barrocos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Retábulo Maior do Convento de San José.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá o Convento da Piedade está formado pela igreja e pelo Palácio de Antonio de Mendoza a ele adossado, além de um belo jardim.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio foi construído aproximadamente em 1510. Anos depois, Brenda de Mendoza estabeleceu uma comunidade de franciscanos, sob a advocaçao de N.Sra da Piedade. A igreja foi levantada a partir de 1525, segundo o projeto do renomado arquiteto Alonso de Covarrubias.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA portada é um exemplo do chamado Estilo Plateresco, cuja característica principal é a abundante decoraçao. Abaixo, vemos o detalhe do tímpano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAInfelizmente, a igreja estava fechada e nao pude conhecer seu interior. No entanto, o palácio estava aberto e pude apreciar uma das melhores mostras da arquitetura renascentista do período inicial realizadas em Espanha. A fachada foi concebida como um Arco Triunfal, com motivos ornamentais de caráter militar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do palácio está formado por um maravilhoso pátio renascentista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO pátio está composto por dois níveis de galerias, suportadas por imponentes colunas. Abaixo, vemos a magistral escada de acesso ao nível superior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADevido à sua antiguidade, o palácio foi restaurado pelo arquiteto Ricardo Velázquez Bosco entre 1902 e 1906, com um grande critério arquitetônico, algo que infelizmente nao sucede sempre…

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A Concatedral de Guadalajara

No plano religioso, Guadalajara conta com vários conventos e igrejas, que em breve veremos no blog. Seu principal templo é a Concatedral de Santa Maria, uma das mais peculiares do território espanhol. O termo concatedral designa um templo com nível de catedral, mas que divide a diocese local com outra catedral. Abaixo, vemos um plano geral da Concatedral de Guadalajara.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo acontece em muitos casos no país (Toledo, Zaragoza, etc) a igreja foi construída sobre a antiga mesquita da cidade. Originária do séc. XIII, foi edificada no estilo mudéjar, como podemos observar em sua sóbria torre.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua característica principal é a combinaçao de estilos artísticos, devido às reformas e ampliaçoes realizadas durante os séculos posteriores à sua construçao. O pórtico, por exemplo, rodeia todo o átrio e foi incorporado ao templo apenas no séc. XVI, dentro da estética renascentista.

DSC07862Um dos principais aspectos que chamam a atençao da Concatedral de Guadalajara sao as 3 portadas formadas por Arcos de Ferradura, que lhe conferem uma personalidade própria e um aspecto exótico. Cada uma delas comunica com as 3 naves do interior do templo.

DSC07857DSC07859Atualmente, o interior encontra-se bastante modificado em relaçao ao aspecto original que possuía no séc. XIV, quando foi finalizada sua construçao. Ainda assim, nos revela belas perspectivas, com um belo conjunto dde retábulos barrocos.

DSC07950DSC07959A seguir vemos um dos retábulos que decoram as naves laterais da igreja, com uma interessante estátua do papa Joao Paulo II.

DSC07955O Retábulo Maior foi realizado em 1624 pelo frade Francisco Mir no estilo barroco.

DSC07951Na sequência, vemos uma imagem da parte superior do Retábulo Maior.

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Palácios de Guadalajara

Além do famoso Palácio dos Duques do Infantado, em Guadalajara existem muitos outros dignos de visitar-se. Muitos adquiriram atualmente funçoes completamente diferentes às originalmente destinadas como residência de nobres, mas conservaram parte de sua estrutura primitiva. O Palácio de Dávalos é um deles.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste antigo palácio construído no séc. XVI sedia hoje em dia a Biblioteca Pública. O interior foi transformado e adaptado, mas conserva alguns elementos originais, como o teto de uma de suas salas, decorado com um belo artesanato de madeira do estilo mudéjar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos no detalhe, a beleza do trabalho e o requinte com que foi talhado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do palácio estava formado por um grande pátio, ao redor do qual situavam-se as dependências do mesmo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADito pátio está composto por duas galerias superpostas, com colunas e capitéis de pedra.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Biblioteca é completíssima, com grande quantidade e variedade de livros disponiveis para consulta, além de uma bela coleçao de música e uma pinacoteca. O local convida à investigaçao e ao estudo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO teto do pátio foi coberta por uma estrutura que permite a iluminaçao natural da sala.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFiquei impressionado com o criterioso processo de adaptaçao do palácio à sua funçao educacional, e se nao vivesse a 60 km do local, me matricularia na Biblioteca Pública de Guadalajara. Outro interessante lugar na cidade é o Palácio de la Cotilla, cuja simples fachada de tijolo oculta um interior surpreendente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATal como no Palácio de Dávalos, um pátio,  neste caso de menores proporçoes, liga as diversas salas do palácio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio recebeu esta denominaçao do nome de uma antiga proprietária, mas também é conhecido como Palácio dos Marqueses de Villamejor. O palácio foi construído no séc. XVII e reformado no séc. XIX, quando o Marquês de Villamejor tornou-se proprietário do imóvel. Entre as reformas realizadas, destaca o incrível Salao Chinês, decorado com papel de arroz e pintado à mao, com cenas representativas da China Medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAExemplo da Dinastia Qing, este tipo de decoraçao é rara na Espanha, o que lhe confere um valor excepcional. Este toque oriental dado pelo Marques de Villamejor seguia a moda imperante na Europa, quando o denominado Orientalismo ganhou prestígio na cultura e sociedade do continente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Palácio de la Cotilla é a sede de uma escola municipal de artes, e vale muito a pena conhecê-la.

Guadalajara – Parte 2

Na segunda metade do séc. XIV se estabelece em Guadalajara a influente e poderosa Família dos Mendoza, cujo destino marcou a paisagem e história da cidade. Seus membros constituuem a denominada Casa do Infantado, título nobiliário concedido pelos Reis Católicos em 1475 ao primeiro duque da casa, Diego Hurtado de Mendoza. Entre as muitas opçoes de interesse existentes na cidade, o Palácio dos Duques de Infantado é, talvez, a mais conhecida. Por sua importância,  lhe dedicamos uma matéria, realizada no dia 2/9/2012. O edifício, um dos exemplos mais relevantes da última fase do gótico civil europeu, foi construído entre 1480 e 1497 pelo arquiteto Juan Guas para a família.

DSC07863O exterior destaca-se pela profusa decoraçao da fachada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio foi reformado no séc. XVI e bombardeado durante a Guerra Civil Espanhola. Por este motivo, foi restaurado entre 1960 e 1974. No interior, podemos admirar o famoso Pátio dos Leoes, assim denominado pelas muitas representaçoes do felino em seus relevos, bem como os escudos heráldicos da família dos Mendoza.

DSC07870DSC07867Entre outros membros de importância, citamos a Iñigo López de Mendoza (1398/1458) e Pedro González de Mendoza (1428/14959, Cardeal de Toledo e conselheiro dos Reis Católicos. Na parte lateral do palácio, podemos percorrer um formoso jardim, com uma perspectiva diferente da construçao.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio dos Duques de Infantado sedia atualmente o Museu Provincial de Guadalajara, repleto de obras de arte. O acervo está constituído por peças que abarcam diferentes períodos históricos, começando pelos povos celtíberos que habitaram a regiao.

DSC07899Os mosaicos romanos também estao representados, bem como peças do período da dominaçao árabe, decisiva para a fundaçao da cidade.

DSC07898Dos séc. XIV/XV, o destaque fica por conta de uma peça com inscriçoes hebraicas, procedente de uma Sinagoga Medieval situada em Molina de Aragón.

DSC07896Como podemos constatar, na Idade Média, da mesma forma que ocorreu em outras cidades espanholas, em Guadalajara conviveram comunidades cristas, árabes e judias, que deixaram sua marca na arquitetura mudéjar, que em breve veremos no blog. Outra das atraçoes do Museu Provincial sao os sepulcros ricamente talhados, pertencentes a famílias nobres. Abaixo, vemos um deles, pertencente, evidentemente, a um membro dos mendoza, D. Aldonza de Mendoza.

DSC07888Figuras de tradiçao popular podem ser conhecidas, como o Botarga. Normalmente associado como um símbolo do mal, sao representados dançando de maneira agressiva. Segundo a tradiçao, costumam acompanhar as procissoes dos santos, realizando travessuras e distraindo os fiéis durante a missa.

DSC07903Entre os muitos quadros de temática religiosa que estao expostos, alguns sao de alta qualidade artística. Abaixo, vemos um Ecce Homo, realizado no séc. XV e de autoria desconhecida.

DSC07879A seguir, vemos o Êxtase de Sao Francisco, uma obra da escola toledana, realizada provavelmente por um discípulo de El Greco (XVI/XVII).

DSC07910Do séc. XVI, podemos apreciar este quadro representando a Sao Jerônimo no estudio. Pertence à escola italiana, e foi pintado por Romulo Cincinato. O santo está representado em suas variadas facetas, enquanto escreve a denominada Bíblia Vulgata. A cena está representada num escritório, repleto de detalhes alusivos a sua vida como eremita (caveira, crucifixo), intelectual (livros, cartas) e cardeal (chapéu). Aparece também o leao, um dos símbolos a ele atribuído.

DSC07908A Bíblia Vulgata foi escrita por Sao Jerônimo em 382 dC, e traduzida ao latim a partir da antecessora Bíblia grega. Utilizada pela Igreja Católica durante séculos, no Concílio de Trento (séc. XVI) foi declarada a versao oficial pela ortodoxia católica, e ainda hoje é utilizada para diversas traduçoes.

Guadalajara – Castilla-LaMancha

Guadalajara é uma das capitais de província que conformam a Comunidade de Castilla-LaMancha. Em recente visita à cidade pude constatar o quanto  ela oferece em termos de atraçoes turísticas. Situada no centro do país  e apenas a 60 km de Madrid, é um local perfeito para uma excurçao de um dia. Localizada no Vale do Rio Henares, Guadalajara conta com aproximadamente 85 mil habitantes, sendo a terceira maior cidade da comunidade, somente superada por Albacete e Talavera de la Reina. Logo chegando à estaçao rodoviária, um painel nos adverte suas inúmeras possibilidades turísticas.

DSC08001As primeiras referências históricas  datam do século VIII, como uma cidade amuralhada denominada Madinat Al-Faray, situada às margens do Wad Al- Hayara, atual Rio Henares, e que originou o nome da cidade. Tratava-se, portanto, de uma localidade árabe defensiva pertencente ao Califato de Córdoba. Desta época, podemos conhecer as ruínas do antigo Alcázar Real. Seus restos mais antigos sao do séc. IX, e foi utilizado pelo califa Abd Al Rahman III como base militar para diversas batalhas contra os reinos cristaos do norte do país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADestruído durante a Guerra Civil, o Alcázar encontra-se atualmente fechado, pois nele estao sendo realizadas escavaçoes arqueológicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1085, Guadalajara foi incorporada ao Reino de Castilla, graças ao processo expansionista do rei Alfonso VI e a conquista da cidade de Toledo. O primeiro foro concedido à cidade foi estabelecido por Alfonso VII em 1133. A partir de entao, recebeu inúmeros privilégios reais, recebendo o título de cidade por Enrique IV em 1460. No século anterior, foi construída a muralha que cercava a cidade, e desta construçao medieval conservam-se algumas das portas de acesso e torres que integravam o sistema defensivo. Possuía 5 portas, cada qual com sua torre, que a protegia. As pontes também estavam protegidas, como vemos no Torreón e Ponte de Alamín.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe planta quadrada, atualmente na torre podemos ver uma exposiçao permanente sobre a época medieval de Guadalajara.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra das torres existentes é a de Alvar Fáñez, de planta pentagonal e levantada no começo do séc. XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA maior parte da muralha foi destruída  devido às reformas e ampliaçoes urbanas efetuadas no séc. XIX. A seguir vemos a Porta de Bejanque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA fisionomia urbana do centro histórico de Guadalajara é típica de uma cidade de origem árabe, com ruas estreitas e pequenas praças. Um aspecto fundamental em sua evoluçao histórica foi a consolidaçao da Casa do Infantado, tranformando Guadalajara numa cidade senhorial, com uma grande quantidade de casas brazonadas, capelas e conventos. De fato, um dos seus monumentos mais conhecidos é o Palácio do Infantado, maravilhosa construçao do séc. XV que sedia o Museu Provincial, que veremos no próximo post.

Museu de Miniaturas do Professor Max – Parte 2

O Museu de Miniaturas do Professor Max tornou-se realidade graças ao esforço de sua família, que reuniu a coleçao para que pudesse ser exposta no antigo Convento de San José. Sua própria irma, Maria Roda, relizou uma peça sobre as paisagens de sua querida cidade natal, Brihuega, além de pinturas de bailarinas e natureza morta.

DSC08177Existem inúmeras outras peças de inegável talento artístico, como esta reproduçao de uma oficina mecânica.

DSC08153Com apenas uma ficha de dominó, um recluso de uma prisao espanhola realizou um jogo de xadrez, feito de marfim, no séc. XVIII.

DSC08158Abaixo, vemos uma casa construída com detalhes que impressionam.

DSC08146Existe uma parte da coleçao dedicada às miniaturas de cachorros, com uma reproduçao da cena central do famoso quadro de Velázquez, “As Meninas”, em que o fiel amigo do homem também aparece.

DSC08174Abaixo, uma série de casas e peças chinesas feitas de barro cozido e porcelana.

DSC08170Na imagem a seguir, vemos uma miniatura da máscara mortuária do toureiro espanhol Manolete, uma cópia realizada a partir da original, uma das poucas existentes no mundo.

DSC08180O Castelo de Heidelberg, na Alemanha, também pode ser visto, em miniatura, claro…

DSC08168Uma outra série está dedicada às bandeiras de países do mundo, pintadas sobre a cabeça de um alfinete, que impossibilitam sua reproduçao em fotografias. O claustro do antigo convento está sendo ampliado para permitir a exposiçao da outra parte da coleçao de miniaturas do Professor Max, atualmente guardadas em caixas de madeira.

DSC08129A coleçao recebeu inúmeros prêmios internacionais. Além de Brihuega, existem outras sedes, como em Málaga e Alicante. Na saída da exposiçao, podemos adquirir peças em miniatura…

DSC08188Com esta matéria sobre o Museu de Miniaturas do Professor Max, concluimos a série de posts sobre a surpreendente Vila de Brihuega que, como vocês puderam apreciar, vale muito mais que uma só visita.