Manuscritos Medievais do Castelo de Ponferrada – Parte 2

“Cada folha de um manuscrito ilustrado equivale a visita de uma ampla galeria de Arte Medieval”. Esta frase revela a importância destes documentos, que serviram de inspiraçao a artistas dos campos da pintura, arquitetura e escultura dos períodos românico, gótico e renascentista. Como vimos no post anterior, na Exposiçao Tempum Libri, sediada no Castelo de Ponferrada, podemos admirar as obras que mais influenciaram a cultura medieval. Uma delas é o famoso Códice Calixtino, um dos mais importantes da Idade Média. Trata-se de um conjunto de textos de diversos autores, parte deles atribuído ao monge francês Aymerie Picaud. Os 225 pergaminhos que compoem o códice estao compostos por 5 livros e 2 apêndices. O quinto livro constitui uma espécie de guia turístico para os peregrinos que realizavam o Caminho de Santiago. Além do mais, o códice contêm hinos, sermoes, milagres e relatos da vida do Apóstolo Santiago. O exemplar que se encontra na Catedral de Santiago de Compostela é o mais antigo e completo da obra conhecida como Liber Sancti Iacobi, das cerca de 200 cópias existentes na Europa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe finais do séc. XV é o Breviário de Isabel La Católica, cujo original se encontra na British Library. A obra foi um presente oferecido à rainha por seu embaixador, Francisco de Rojas, para comemorar o casamento duplo de seus filhos, os infantes Juan e Juana, assim como os êxitos de seu reinado, como o Descobrimento da América e a Conquista do Reino de Granada, ambos ocorridos em 1492. O breviário saiu de Espanha durante a Guerra de Independência, depois do assalto das tropas francesas ao Monastério do Escorial, onde se guardava. Levado à França, em 1851 foi parar nas maos de um banqueiro, que o vendeu ao British Museum por 3 mil libras. O Breviário reflte a história artística e política da época.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConsiderada a obra principal do Cristianismo Celta, o famoso Livro de Kells foi realizado por monges irlandeses no ano 800 dC, na Abadia de Kells. Um dos manuscritos iluminados mais suntuosos realizados na Idade Média, muitos o celebram como o mais importante vestígio da Arte Religiosa Medieval. Escrito em latim, contêm os 4 evangelhos do Novo Testamento, e o original se encontra na Biblioteca do Trinity College, de Dublin.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá o Leccionario Farnese é um livro litúrgico reealizado no séc. XVI para o Cardeal Alejandro Farnesio. Obra excepcional, destaca por suas dimensoes e extraordinária riqueza decorativa. Durante séculos, foi utilizado na Capela Sixtina durante solenes cerimônias nela realizadas. Reflete a exuberância da pintura renascentista, constituindo uma das obras principais de Julio Clovio, célebre artista ilustrador italiano do séc. XVI. O original está na Biblioteca Pública de Nova York.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEscrito em latim no séc. XII por uma autor anônimo, o Bestiário de Sao Petersburgo relata um conjunto de fábulas populares, alguma provenientes da antiga tradiçao celta da regiao de York, razao pela qual o livro também é conhecido como Bestiário de York. Testemunho do apogeu das técnicas de iluminaçao inglesa do período românico, o manuscrito original encontra-se na Biblioteca Russa, situada em Sao Petersburgo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém dos manuscritos religiosos, na exposiçao podemos ver alguns de caráter científico, como o conhecido Canon de Avicena (médico, filósofo e cientista de origem persa). Avicena escreveu cerca de 300 obras sobre temática diversa. Seus discípulos o denominavam Príncipe dos Sábios, e atualmente é considerado um dos médicos mais importantes de todos os tempos. O Canon de Avicena foi trazido à Espanha durante as cruzadas, influenciando a prática e o ensino da medicina durante séculos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra obra fundamental é o Livro do Saber de Astronomia do rei Alfonso X “El Sábio”. O manuscrito, escrito em 1277, contêm 16 tratados de astronomia e os instrumentos de observaçao. Escrito em pergaminho com letras góticas, existem apenas 9 cópias em todo o mundo, sendo que o original encontra-se na Biblioteca da Universidade Complutense de Madrid.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPedro de Teixeira foi um importante cartógrafo português (Lisboa-1595/Madrid-1662), que viveu muitos anos de sua vida na capital espanhola. Conhecido pelos mapas da cidade que realizou com infinidade de detalhes em 1656, o rei Felipe IV lhe encarregou a execuçao de um atlas em 1634, que tornou-se famoso na época, pela minuciosidade com que retratou a costa da Península Ibérica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas obras de caráter literário chamam a atençao na exposiçao, como esta ediçao de Don  Quijote de La Mancha, a universal obra de Cervantes, ilustrada por Salvador Dalí.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA invençao da imprensa no séc. XV representou o fim da Arte dos Manuscritos, apesar de que até os finais do séc. XVI se continuou a escrever sobre pergaminhos.

Manuscritos Medievais do Castelo de Ponferrada

O Castelo Templário de Ponferrada guarda atualmente uma coleçao incomparável de documentos e manuscritos medievais. Em todo o mundo, somente na cidade é possível encontrar tamanha quantidade de livros religiosos, científicos e humanistas, ilustrados pelos melhores artistas de livros iluminados da Idade Média e do Renascimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos documentos existentes de excepcional valor histórico é o Processo contra os Templários, escrito 700 anos depois do acontecimento pelo Vaticano, a começo do séc. XXI. O livro é um dos 799 exemplares emitidos sobre a absolviçao histórica da Ordem Templária. Baseia-se no Pergaminho de Chinon, e contêm as atas do julgamento inquisitorial promovido contra a ordem. O pergaminho, que se havia perdido, foi encontrado em 2001 por Barbara Frale, uma investigadora italiana que revisava uma das milhares de estantes de livros da Biblioteca e Arquivo Secreto do Vaticano.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs denominados Manuscritos Iluminados ou Ilustrados sao aqueles em que o texto é complementado com uma rica decoraçao. A maior parte dos manuscritos sobreviventes foram escritos na Idade Média, possuem uma temática religiosa, e foram criados à maneira de códices. Elaborados inicialmente em papiro, logo começaram a ser utilizados o pergaminho, material feito a partir da pele de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha. O chamdo Livro do Cavalheiro Zifar é um deles. Trata-se do primeiro relato de aventuras de ficçao escrito em prosa no idioma espanhol, e foi redatado entre 1300 e 1341. Apresenta as características de uma típica novela de cavalheria, e seu autor foi provavelmente Fernand Martínez, um clérigo de Toledo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, podemos visitar no Castelo de Ponferrada a Exposiçao Templum Libri, que reúne mais de 300 obras de um valor incalculável. As obras foram doadas à prefeitura da cidade por um colecionador, que enconntrou no espaço do castelo um lugar perfeito para que se tornem conhecidos e estudados. Evidentemente, nao nao as ediçoes originais, que se encontram em museus de todo o mundo, e sim ediçoes facsímiles, igualmente valiosas. Um facsímil é uma cópia exata do original e sao elaborados depois de um acordo com o proprietário do original, e a partir dele sao realizados um número limitado de cópias, entre cem e mil, dependendo do livro, sem a possibilidade de que sejam novamente copiados num prazo determinado de anos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo início da Idade Média, os manuscritos eram elaborados no scriptorium dos monastérios, mas no séc. XIV já existia uma significativa indústria que se encarregava de sua produçao. A maior aportaçao espanhola  aos manuscritos medievais europeus sao os conhecidos Beatos.  O célebre Beato de Liébana, cujo monastério encontra-se no norte de Espanha (Cantábria), realizou comentários sobre o Apocalipse no séc.VIII, o último livro do Novo Testamento escrito por Sao Joao, que influenciou de modo significativo a cultura medieval. A obra foi copiada durante os duzentos anos seguintes em vários outros monastérios, e cada exemplar possui uma decoraçao única, sendo que os próprios comentários variam de um para outro. Na exposiçao Templum Libri podemos conhecer 17 deles, como o Códice de San Miguel de Escalada, escrito em 960 dC.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Códice do Monastério de Santo Domingo de Silos, redatado e iluminado no séc. XI.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, o Códice do Monastério de Santa Maria La Real de las Huelgas, situado na Província de Burgos, escrito em 1220 dC.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOutros Manuscritos Iluminados comuns na Idade Média sao os denominados Livro das Horas. Cada exemplar é único, já que foram feitos exclusivamente para uma pessoa determinada, pertencente à nobreza ou casa real. Contêm oraçoes, salmos, assim como abundantes ilustraçoes referentes à devoçao crista. O livro continha um texto para cada hora litúrgica do dia, daí a explicaçao de seu nome. Foram compostos para as pessoas que desejavam incorporar elementos da vida monástica em seu cotidiano. Realizados nos séc. XV e XVI, constituem uma importante referência dos hábitos de vida do período, assim como uma excepcional fonte de iconografia crista. Um dos mais ricos jamais elaborados, o Livro de Horas de Bedford foi escrito em 1423, durante o período gótico. O original encontra-se na British Library de Londres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos códices mais importantes encontrados na Biblioteca Nacional de Espanha (Madrid) é o Livro de Horas de Carlos V (realizado em 1520 dC). Do total de 336 páginas que possui, 320 estao iluminadas com pinturas de alto valor artístico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADestinado ao público feminino, o Livro de Horas de Lorenzo de Médici (séc. XV) foi provavelmente um presente para o casamento de suas filhas. O livro é um refinado conjunto de textos iluminados  atribuído a Francesco Rosselli, um dos maiores expoentes da escola florentina de iluminaçao. A obra foi extraordinariamente encadernada com veludo. O original encontra-se na Biblioteca Medicea Laurenziana, de Florença.

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Castelo Templário de Ponferrada

Situado numa colina à beira do rio, o Castelo Templário de Ponferrada se destaca imponente na paisagem da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo local ode se localiza atualmente, antigamente havia um castro (povoado fortificado) de origem celta. Depois, tanto os romanos, quanto os visigodos, se assentaram no local. Em 1178, o monarca Fernando II de León concedeu a posse da vila à Ordem Templária. Nesta regiao, eram cometidos  muitos atos de vandalismo contra os peregrinos, e por isso, os cavalheiros templários foram encarregados de proteger o local. Seu escudo embeleza os jardins da fortificaçao, lembrando a origem dos antigos proprietários.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA construçao iniciou-se em 1187, sendo concluída em 1282. Depois da dissoluçao da Ordem Templária em 1312, o castelo passou a ser propriedade de vários nobres, incluindo Pedro Fernández de Castro (mordomo maior de Alfonso XI), Pedro Álvarez Orozco (Conde de Lemos) e também dos Reis Católicos, a partir do séc. XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir de 1850, a fortaleza entrou num perído decadente, e a prefeitura de Ponferrada vendeu seus muros e utilizou suas pedras para a construçao de obras públicas. Inclusive permitiu a construçao de um campo de futebol no interior, que também serviu de pasto para o gado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntramos no castelo através de uma rampa que atravessa o fosso que circunda em parte a fortificaçao. Todo seu perímetro possui um muro duplo, que permite o acesso às suas 3 torres, chamadas Cabrera, Malpica e Malvecino.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1924, o Castelo Templário de Ponferrada foi catalogado como Monumento Nacional, evitando desta forma seu total aniquilamento. A construçao possui uma forma de polígono irregular. Abaixo, vemos o recinto de muralhas que protegem o castelo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO aspecto que vemos hoje em dia se deve às reformas e ampliaçoes realizadas entre os séculos XIV e XVI, como a edificaçao do denominado Castelo Velho, cujas imagens vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO interior do castelo guarda uma impressionante coleçao de documentos e cópias exatas de manuscritos medievais, que conformam uma coleçao única, tema que será abordado na próxima publicaçao. Nao percam…

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Ponferrada – Província de León

Situada a cerca de 1h em ônibus de Astorga, a cidade de Ponferrada é outra das localidades da Província de León que integram o Caminho de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACapital da Comarca de El Bierzo, Ponferrada conta com aproximadamente 70 mil habitantes, sendo a segunda cidade mais populosa da província (superada apenas pela capital provincial, León). Os primeiros documentos referentes sao do séc. XI, e no seu final o bispo Osmundo de Astorga ordena a construçao de uma ponte (1082) para os peregrinos que se dirigiam à Santiago de Compostela, devido à dificuldade para se atravessar o rio que corta a cidade. A estrutura foi reforçada com ferro, daí a explicaçao de seu nome.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAliás, Ponferrada está banhada por dois rios, o Sil e o Boeza, este um afluente do primeiro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALogo no início, a vila passou a ser propriedade da Ordem dos Cavalheiros Templários, que se ocuparam da defesa do lugar construindo uma grande fortaleza. Em 1180, o rei Fernando II concede à vila seu primeiro foro. Ao estar situada em pleno caminho, pôde desenvolver-se rapidamente. Com o final dos templários em 1312, a vila foi adquirida pelos Reis Católicos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPonferrada somente recebeu o título de cidade em 1908, durante o reinado de Alfonso XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos produtos mais famosos da cidade é o Vinho da Denominaçao de Origem Del Bierzo, de grande qualidade, sendo exportado a muitos países, como Alemanha e Estados Unidos. A padroeira da cidade é a Virgem de la Encina, que recebeu este nome da árvore onde foi encontrada (uma espécie vegetal conhecida como Encina, muito comum no país). A imagem foi trazida desde a Terra Santa por Santo Toribio, bispo de Astorga, e foi escondida para preservá-la da invasao árabe. Tempos depois, foi encontrada pelos templários.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA imagem da Virgem de la Encina encontra-se no interior da Basílica a ela dedicada. Iniciada em 1572 no estilo renascentista, o templo possui uma esbelta torre. Sua construçao concluiu-se somente no séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Torre do Relógio, construída no séc. XVI sobre os arcos da antiga muralha medieval.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo atravessar o arco da torre, chegamos à Praça Maior de Ponferrada, cujo edifício principal é o do Ayuntamiento (prefeitura), uma construçao barroca de 1692.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPonferrada é uma cidade com encanto, com belos edifícios e muito bem cuidada. Vale a pena reparar nos pequenos detalhes de sua arquitetura, e passear relaxadamente por suas ruas  descobrindo sua beleza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu monumento mais conhecido é o imponente Castelo Templário, que conheceremos no próximo post.

Museu do Chocolate – Astorga

O chocolate é um dos produtos mais tradicionais da cidade de Astorga. Para conhecer a evoluçao de sua história, sua elaboraçao utilizando métodos artesanais e outras curiosidades, nada melhor que visitar o museu dedicado a este delicioso alimento. O clima propício da cidade favoreceu a implantaçao de sua produçao, e atualmente podemos ver, num passeio pela cidade, inúmeras fábricas e lojas de chocolate. O Museu do Chocolate foi fundado em 1994 por iniciativa particular, e conta com um patrimônio único no país, relacionado à fase de industrializaçao do produto ao longo do séc. XIX e XX.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO chocolate é originário das culturas maia e asteca e  a colonizaçao espanhola do continente americano permitiu sua difusao pelo mundo. Inicialmente, era tomado amargo no México, e com a chegada dos espanhóis foi adicionado o açúcar. Se passou a tomá-lo quente e rapidamente transformou-se num artigo de luxo na época colonial. O primeiro contato dos colonizadores espanhóis com o cacau ocorreu durante a quarta viagem de Cristóvao Colombo, em 1502. A primeira mençao em língua castelhana do produto se deu somente em 1632, no livro “História Verdadeira da Nova Espanha”, escrito por Bernal Díaz del Castillo. Nele, o autor descreve o encontro entre Hernán Cortez e o imperador asteca Monteczuma. O conquistador espanhol introduz, entao, o cacau na Espanha em 1528, junto com as máquinas necessárias para a elaboraçao do chocolate. Os monastérios foram o primeiro local onde foi produzido.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA tradiçao na elaboraçao do chocolate em Astorga é secular. No Museu do Chocolate, podemos ver o maquinário tradicional de sua elaboraçao, como os utensílios usados para misturar a pasta de cacau com açúcar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos uma máquina limpadora de cacau, utilizada entre 1910 e 1930.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos uma máquina refinadora.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm moinho de cacau.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma pesadora e dosadora (máquina à direita da foto).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO museu oferece um panorama histórico da indústria do chocolate na cidade desde o séc. XVI até os dias atuais. A sede do museu foi antigamente um armazém comercial de seu fundador, José Luis López Garcia, que depois de várias reformas, o adaptou como um espaço expositivo de uma coleçao única, como dissemos acima.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO museu parece realmente uma casinha de chocolate, e seu ambiente é deveras acolhedor. Além das máquinas, podemos contemplar materiais publicitários de diversas fábricas históricas da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAntigamente, para promover a compra de chocolates, se colecionavam figurinhas temáticas, que vinham junto com o produto. Abaixo, vemos algumas destas coleçoes, como a de vestidos tradicionais e artistas de cinema.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA visita ao Museu do Chocolate de Astorga termina numa sala de degustaçao, onde podemos provar vários tipos de chocolate produzidos na cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom o post de hoje, encerramos a série sobre a interessantíssima cidade de Astorga. A partir do próximo, viajaremos uns 60 km a oeste para conhecer outra localidade da Província de León que integra o Caminho de Santiago, a cidade de Ponferrada.

Museu dos Caminhos – Astorga

Além de seu interesse arquitetônico, o Palácio Episcopal de Astorga é a sede do Museu dos Caminhos, onde poderemos admirar uma importante coleçao de obras de várias épocas e estilos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO palácio foi reorganizado como museu a partir de 1962 pelo bispo Mérida Pérez para acolher peças religiosas provenientes de igrejas abandonadas da Diocese de Astorga, com o objetivo de melhor conservá-las.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA exposiçao ocupa a totalidade dos 4 andares do palácio, estando formada por esculturas e quadros, tendo o Caminho de Santiago como referência.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto escultórico exposto é de grande qualidade e importância histórica-artística. O Apóstolo Santiago é representado em sua rica iconografia, em peças feitas de madeira policromada. Como Peregrino, vemos a peça abaixo, de finais do séc. XII e princípio do XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA escultura abaixo pertence ao séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASantiago é representado também montando um cavalo, como nesta escultura do séc. XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANuma de suas representaçoes mais comuns, o apóstolo aparece derrotando aos muçulmanos, pois existem várias lendas que narram sua milagrosa apariçao no meio de batalhas entre cristaos e árabes, favorecendo a vitória dos primeiros. Neste aspecto, é conhecido como Santiago Matamouros, como vemos na escultura a seguir, do séc. XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPodemos admirar peças representativas de outros apóstolos, como Sao Pedro (esquerda) e Sao Paulo (direita), de finais do séc. XII e princípio do XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO museu conta com uma bela coleçao de Virgens Românicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACristo Crucificado é o tema de outras peças de relevância, como as que vemos abaixo. A primeira foi realizada no séc. XIII e a segunda, no XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA coleçao exibe uma belo conjunto de quadros contemporâneos sobre o Caminho de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a pintura intitulada “Peregrino a su paso por Astorga”, do artista Mariano de Souza.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom este post, concluímos a série sobre o Palácio Episcopal de Astorga. No entanto, a cidade guarda ainda algumas surpresas, como o curioso Museu do Chocolate, que veremos na proxima publicaçao…

Palácio Episcopal de Gaudi – Parte 2

O Palácio Episcopal de Astorga, projetado por Antoni Gaudí, pode e deve ser visitado, já que seu interior é tao surpreendente quanto o aspecto exterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERALogo na entrada, vemos esculpido numa das portas o símbolo episcopal, talhado em madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA estrutura do edifício está sustentada por pilares com capitéis decorados e bôvedas de crucería sobre os chamados arcos ojivais, ambos elementos característicos da arquitetura gótica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACada detalhe da construçao chama nossa atençao por sua beleza, como as coberturas existentes nas várias salas que compoem o palácio.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAs inúmeras janelas permitem uma excepcional iluminaçao do interior, com um grande leque decorativo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO Palácio Episcopal possui, inclusive, uma grandiosa capela, cujas paredes foram adornadas com pinturas murais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA seguir, vemos os grandes arcos que sustentam o edifício.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo subsolo, encontramos uma imensa cripta, destinada a acolher sepulcros antigos e peças pertencentes a várias épocas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, o Palácio Episcopal é a sede do Museu dos Caminhos, um espaço cultural referente no Caminho de Santiago, que será o tema do nosso próximo e último post sobre esta magnífica construçao.