Sant Martí de Empúries

O Museu de Empúries, cujas peças mais valiosas vimos nas matérias anteriores, foi edificado sobre a Igreja de Santa Maria de Gràcia, pertencente a um antigo convento do século XVII. Entre 1914 e 1916, o arquiteto Puig i Cadafalch construiu o edifício, que foi totalmente restaurado em 1992.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante o período romano, Empúries tornou-se sede episcopal. No final do século III, os habitantes da cidade passaram a viver na cidade de Sant Martí de Empúries e no século seguinte a cidade romana foi definitivamente abandonada. Existe um caminho que deve ser percorrido à pé, que une o recinto arqueológico de Empúries com o atual povoado de Sant Martí, cercado por belas praias.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO núcleo urbano de Empúries ficou reduzido ao primeiro local de assentamento dos gregos que chegaram à zona, denominado Palaiápolis, que originou a atual cidade de Sant Martí de Empúries. Até a chegada dos árabes no ano 715, a cidade foi a sede do Bispado de Empúries, centro religioso e administrativo de um amplo território. No ano de 785, a cidade foi reconquistada pela Monarquia dos Francos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois que os condes da Catalunha se tornaram independentes da monarquia franca, Sant Martí de Empúries passou a ser a capital do condado medieval até o século XI, mas perdeu sua sede episcopal, que passou a ser a cidade de Girona.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa cidade se encontrava o castelo condal e se transformou na praça forte do condado, sofrendo inúmeros assédios e destruiçoes , como o sucedido durante a Guerra Civil na Catalunha, no século XV. No século XVI, os habitantes de Sant Martí de Empúries se estabeleceram no Porto de Escada. Abaixo, vemos a Igreja de Sant Pere, construída  a partir de 1507 sobre restos de construçoes anteriores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente, Sant Martí de Empúries é um encantador pueblo medieval. Caminhar tranquilamente por suas ruas de pedra é um complemento perfeito à visita ao recinto arqueológico de Empúries.

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Empúries – Cidade Romana

Os romanos chegaram em Empúries no século II aC, dentro do contexto da Segunda Guerra Púnica contra Cartago. Se instalaram inicialmente num acampamento militar e, no século I aC, construíram uma nova cidade junto à Emporion Grega. O objetivo de Cneo Cornelio Escipión ao desembarcar no porto era cortar o abastecimento de tropas do general cartaginês Aníbal, que se dirigia à Roma, pela retaguarda.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs cidades grega e romana conviveram até a mudança de era, quando foi unificada sob o nome de Municipium Emporiae. Estava cercada por uma muralha construída no século I dC, com umas dimensões de 700m de comprimento por 300m de largura. Se conserva a porta principal de seu lado sul.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAJunto a esta porta, se esculpiu um falo, símbolo de proteção e prosperidade para a cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO recinto arqueológico conserva boa parte dos principais elementos que constituíam a cidade romana, embora em muitos casos seja necessário um exercício de imaginação para saber como eram originalmente. Sua rua principal denominava-se Cardo Máximus, de orientação norte-sul. Dispunha de uma calçada composta por pórticos que comunicava com as diversas tabernas (estabelecimentos comerciais).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlgumas casas aristocráticas podem ser visualizadas, chamadas Domus. Eram verdadeiros palácios urbanos, formado por um corpo central articulado por um Átrium, um pátio descoberto que comunicava com as distintas dependências da residência.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs partes nobres da casa possuíam uma decoração pictórica nas paredes  e o solo estava pavimentado com mosaicos de motivos geométricos em banco e negro. Abaixo, vemos alguns exemplos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm uma cidade romana, as termas constituíam um local não só para os banhos e para a prática de exercícios, mas também um ponto de encontro social, onde se discutiam assuntos gerais e se realizavam negócios.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO centro da cidade estava formado pelo Fórum, acolhendo os principais edifícios administrativos, religiosos e judiciários. A maior parte de seus elementos arquitetônicos foram expoliados, lamentavelmente. A praça maior do Fórum estava delimitada por um pórtico com 30 colunas jônicas, que foi reconstruído a partir de reproduções dos elementos originais recuperados nas escavações.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO lado norte do Fórum estava formado por um Criptopórtico, que fechava a praça delimitando a zona religiosa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO anfiteatro, local onde os gladiadores se enfrentavam entre si, além de combates contra animais selvagens, foi edificado no século I dC. Estava situado fora das muralhas, e possuía um formato ovalado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu de Empúries exibe diversas peças arqueológicas de grande interesse histórico, como uma cabeça feminina encontrada na Domus I, denominada “Dama Flávia“, devido ao tipo de penteado que ficou em moda na época dos imperadores da dinastia Flávia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERATambém encontrado na Domus I, esta cabeça feita de mármore provavelmente representa a Lívia, esposa do imperador Augusto (século I dC).

OLYMPUS DIGITAL CAMERADescoberto em 1849, vemos este magnífico mosaico com temas mitológicos…

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Empúries – Província de Girona

Para os interessados no passado remoto da Península Ibérica, um dos passeios obrigatórios que se pode realizar pela Comarca de Alt Empordà (Província de Girona, Comunidade da Catalunha) é a visita ao recinto arqueológico de Empúries.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO local é considerado um dos parques arqueológicos de maior importância em toda a península, pois é o único que conserva restos de uma colônia grega (Emporion, fundada no século VI aC) e de uma cidade romana (Emporiae, fundada no século I aC), dentro de um espaço de grande beleza natural. Abaixo, vemos a entrada ao recinto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAnualmente, milhares de pessoas visitam seus restos e o Museu de Arqueologia de Catalunha-Empúries, situado dentro de seus limites, contendo as peças mais significativas encontradas nas escavações realizadas. Seu descobrimento está relacionado ao movimento cultural ocorrido no século XIX, sendo que um de seus principais objetivos era recuperar as origens da cultura catalã . Em 1908, a Junta de Museus de Barcelona iniciou as escavações oficiais de Empúries, sob a direção do famoso arquiteto Josep Puig i Cadafalch.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO local já havia sido habitada por comunidades indígenas, os Iberos, desde a fase final da Idade de Bronze (século IX ao VIII aC). A partir do século VII aC, estes povos mantiveram contatos comerciais com outras culturas mediterrâneas, como os gregos, fenícios e etruscos. Várias necrópoles encontradas (locais de enterramento) colaboraram para a compreensão desta etapa primitiva do assentamento. Dentro do museu, se exibem várias peças deste período, como uma ânfora ibérica usada para o transporte de matérias primas (séculos VI a I aC).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAObjetos de cerâmica relacionados ao ritual do vinho…

OLYMPUS DIGITAL CAMERARecipientes para perfumes realizados em pasta de vidro ( séculos V a IV aC).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEmpúries foi a porta de entrada das culturas clássicas na Península Ibérica. Por seu porto natural chegaram no século VI aC os gregos, e mais tarde o exército romano comandado por Cneo Cornelio Escipión, durante o desenlace da Segunda Guerra Púnica, fato que marcou o início da romanização do território (218 aC). É considerada a única cidade grega documentada arqueológicamente na península. Seu nome grego, Emporium, significa mercado, e desta denominação derivou o atual nome da comarca, Empordà. O centro da cidade grega chamava-se Ágora, local onde se desenvolviam as atividades políticas, sociais e comerciais, edificada no século II aC. Abaixo, vemos algumas das cisternas existentes em sua parte comercial, que abasteciam as famílias que não possuíam água em suas casas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte alta da cidade grega localiza-se a zona de templos religiosos, como o dedicado a Ísis e Serápis, divindades importadas da cultura oriental. A seguir, vemos o templo de Asclépio, deus da medicina.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMagnífica é a estátua grega do século II aC encontrada em 1909, que se exibe no museu, desta divindade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cidade grega ainda esconde grande parte de seus tesouros, pois apenas uma pequena parte do conjunto foi escavada. Estava protegida por um conjunto de muralhas, como vemos a seguir.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAmbas cidades, a grega e a romana, encontram-se completas, pois a diferença de outras cidades antigas, em Empúries não existiram construções superpostas, possibilitando a compreensão da estrutura urbana das duas culturas. Por este motivo, é também denominada a Pompeia Catalã . No próximo post, veremos a antiga cidade romana´…

 

Monastério de Sant Pere de Rodes – Parte 2

A igreja do Monastério de Sant Pere de Rodes é uma das construções mais importantes do Românico na Catalunha, em sua fase inicial. Existe uma polêmica em relação a sua data construtiva, devido a escassa documentação existente. No entanto, a maioria dos estudiosos a situam no século XI. A planta de sua nave central possui uma grande originalidade arquitetônica, destacando sua bôveda formada por arcos semicirculares (Bôveda de Cañon).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO teto se sustenta por poderosas colunas e pilastras, estando ornamentada por capitéis cujos modelos foram copiados diretamente da arte romana, no estilo corintio. A presença de capitéis esculpidos é bastante rara nos monumentos românicos do século XI, na Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA cabeçeira está composta por 3 ábsides semicirculares. Para salvar o desnível do terreno onde se levantou o monastério, se construiu uma cripta, relacionada ao culto das relíquias na Idade Média. Um pouco depois da igreja, se construiu o átrio, também denominado galilea, cuja função principal  era servir como um panteão nobre.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu elemento mais relevante era a portada, esculpida em mármore no século XII. Infelizmente, foi expoliada no princípio do século XIX, e atualmente a maioria de suas peças se encontram espalhadas pelos museus do mundo. Porém, podemos admirar uma cópia do relevo que representa a Aparição de Cristo Ressuscitado, que decorava a porta, realizada pelo chamado Mestre de Cabestany no século XII. O original se encontra no Museu Frederic Marès de Barcelona, matéria de um post publicado em 22/2/2013, cuja visita recomendo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo redor do ábside central, contornando o altar maior, foi construído um Deambulatório, que proporciona belas vistas do interior da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO monastério conta com dois claustros. O claustro primitivo, do século XI, foi descoberto em escavações realizadas no começo da década de 90 do século passado. No século XII, a prosperidade do conjunto monacal fez com que fosse necessário um claustro maior. O antigo foi soterrado e o “novo” se ergueu em sua parte superior. Abaixo, vemos o primeiro claustro e, em seguida, o superior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEnquanto o claustro inferior permaneceu praticamente intocado, o superior foi reconstruído, e atualmente pouco conserva do original. As restaurações realizadas na década de 90 produziram modificações no claustro, mas podemos visualizar de maneira simultânea a ambos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o claustro superior e a torre campanário, pertencente ao século XII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo centro de cultura que foi na época medieval, uma das grandes obras produzidas no Monastério se encontra atualmente na Biblioteca Nacional da França, a chamada Bíblia de Rodes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm pouco antes de se chegar ao monastério, se localizam as ruínas do antigo povoado de Santa Creus de Rodes, que provavelmente estava amurralhado, graças às portas fortificadas que vemos hoje em dia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar do estado ruinoso, podemos imaginar as casas do local…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFelizmente, a igreja se conserva, sendo que já era conhecida no ano de 974. No final do século XI, se menciona o templo como uma possessão do monastério. Seu estilo é o pré-românico, com algumas partes posteriores. No século XVI, o povoado foi abandonado. Finalizamos a matéria com uma foto do exterior da igreja, e outra de seu interior.

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Monastério de Sant Pere de Rodes

Antigo monastério beneditino, o Monastério de Sant Pere de Rodes (San Pedro de Rodes, em espanhol) está situado numa montanha a 520m sobre o nível do mar, e desde El Port de la Selva podemos contemplar sua esbelta construção. O local possui vistas espetaculares do Parque Natural do Cabo de Creus.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO monastério é considerado um dos principais monumentos da primeira fase do estilo Românico na Catalunha, e um dos edifícios mais destacados do século XI em todo o continente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASuas origens se perdem no tempo, existindo evidências arqueológicas de uma construção do século VI, cuja função se desconhece. As primeiras referências do monastério datam do século IX e o início do seu esplendor, no século seguinte, quando se transforma num  monastério importante, ao ampliar seus limites territoriais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA partir de então, Sant Pere de Rodes passa a receber privilégios de papas e dos reis francos, tornando-se uma abadia no ano de 944. Entre os séculos X e XI se construiu a igreja que atualmente contemplamos (que veremos no próximo post) e se converte num importante centro de peregrinação. Abaixo, vemos a entrada ao monastério.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABem em frente à entrada principal se construiu um hospital nos séculos XI e XII, para poder oferecer hospedagem aos peregrinos, que recebiam indulgências ao realizar a peregrinação ao monastério.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA consolidação de seu poder situa-se entre os séculos XII e XIII. No século XIV se encontram os primeiros indícios de sua decadência, devido às guerras e epidemias que assolaram a região.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs problemas se agravaram nos séculos seguintes com os frequentes ataques de piratas e bandoleiros, e com o relaxamento da vida religiosa do próprio monastério. Nos séculos XVII e XVIII, o monastério se recupera graças ao crescimento econômico propiciado pela expansão do cultivo da uva em toda a Catalunha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar disso, no final do século XVIII o monastério foi alvo do ataque das tropas francesas e em 1798 os monges decidem abandonar o monastério. A Desamortização de Mendizábal em 1836 provocou a extinção definitiva da comunidade beneditina de Sant Pere de Rodes. Abaixo, vemos fotos do exterior e interior de sua bela torre campanário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo ser declarado Monumento Histórico-Artístico em 1930, se iniciaram as primeiras obras de sua restauração. Em boa parte, o monastério que vemos hoje em dia é um resultado das construções realizadas entre os séculos XI e XIII e também da degradação e expoliação produzidas após o abandono do monastério no final do século XVIII, além das restaurações realizadas a partir de 1930.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa próxima matéria, conheceremos um pouco de seu interior, com destaque para sua igreja, uma obra relevante da arquitetura românica.

El Port de la Selva – Comunidade da Catalunha

No verão deste ano estive uma vez mais na Costa Brava, uma belíssima região repleta de convidativas praias e maravilhosas paisagens da Província de Gerona (Girona, em catalão), uma das quatro províncias que compõem a Comunidade da Catalunha. Recebemos um convite de uma amiga para passar uns dias no povoado de El Port de la Selva, situado a escassos quilômetros da fronteira francesa. A estadia no lugar foi realmente inesquecível.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste povoado de tradição pesqueira localiza-se na Comarca de Alt Empurdà, nos limites do Parque Natural Cap de Creus (Cabo de Creus, em espanhol).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADevido às belas praias que possui, algumas das quais consideradas as melhores de toda a Catalunha, o turismo se incrementou de forma significativa, tornando-se uma de suas principais atividades econômicas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEl Port de la Selva conserva uma interessante arquitetura de um típico povoado de pescadores, com destaque para a Igreja de Santa María de las Nieves.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAs primeiras referências históricas do local datam  de 974, como terras cedidas ao Monastério de San Pere de Rodes, situado em suas proximidades (que em breve veremos no blog). No entanto, foi somente a partir do século XVIII quando se menciona a existência de um núcleo populacional independente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs inícios do boom turístico datam dos anos 20 do século passado, quando um grupo de intelectuais descobriram o povoado. Durante os primeiros anos, a afluência de estrangeiros foi tão grande, que quase no se escutava o catalão pelas ruas da cidade (atualmente,a quantidade de turistas ingleses, franceses e alemães continua sendo importante).

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua singular geografia, entre o mar e a montanha, propicia a prática dos mais variados deportes ao ar livre, em pleno contato com a natureza. A baía do porto reúne excelentes condições para praticar esqui aquático, windsurf, canoagem, etc.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAPasseios de barco permitem conhecer alguns dos recantos mais ocultos do Cabo de Creus. Outros esportes que podem ser praticados são a bicicleta de montanha e o parapente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO por do sol é magnífico, apresentando-se sempre de forma distinta nos dias em que lá estive.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA20160724_194514Além do mais, em suas proximidades podemos conhecer encantadores pueblos medievais, parques arqueológicos dos mais relevantes do país e o Monastério de San Pere de Rodes, situado numa das montanhas que cercam o povoado, e que será a matéria de nosso próximo post.

obs: a Costa Brava já foi matéria de diversos posts, publicados entre 29/8 e 6/9/2013.

Românico em Girona – Segunda Parte

Finalizamos os posts sobre Girona com a segunda parte dos monumentos do estilo românico que podemos contemplar numa visita à cidade. De fato, Girona conserva uma das poucas construções de caráter civil do período românico que se conservam em toda a Espanha. São os denominados Banhos Árabes.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar do nome, trata-se de uma edificação realizada no período cristão, incorporando elementos do estilo predominante na época, o românico. Construído em 1194, foi inspirada nos banhos romanos e árabes, tão em moda naqueles tempos. Apreciamos, dentro de sua estrutura geral, elementos que integram a arquitetura islâmica, como a porta de acesso aos banhos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto dispunha de 3 salas com águas a distintas temperaturas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma delas está formada pelos típicos Arcos de Meio Ponto, característicos do Românico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA mais impressionante,  situada logo no hall de entrada, é a sala de águas frias (frigidarium). No seu centro, eleva-se uma estrutura octogonal, composta por belas colunas e aberta em sua parte superior à luz exterior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte exterior, que dá acesso à cúpula, podemos ver o que foi o forno, necessário para esquentar a água que abastecia uma das salas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAComo podemos observar, o homem medieval também cuidava do seu corpo….

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa Praça de San Feliu (San Félix, em castelhano), uma pequena escultura atrai a uma grande quantidade de turistas, graças à lenda a ela associada. A obra é uma escultura românica do séc. XI, que representa uma leoa. Na realidade, a que vemos na praça é uma cópia, pois a original encontra-se guardada no museu da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA tradição diz que quem beija a bunda da leoa, retorna à Girona. No entanto, o hábito foi proibido pela prefeitura da cidade, por razões higiênicas. Por isso, a escultura foi colocada  num local mais alto, dificultando a “manobra”. No entanto, muitos são os que não resistem, e fazem de tudo para beijar as nádegas da felina, na esperança de um dia voltar a esta mágica e surpreendente cidade.