Bilbao- Segunda Parte

Continuando nosso passeio por Bilbao, a Catedral dedicada a Santiago se ergue em pleno centro histórico. A cidade foi uma das primeiras em adota-lo como padroeiro.
O templo é a sede da diocese da cidade e foi levantada no final do séc. XIV, sendo incluída, portanto, no estilo gótico final.
O interior possui 3 naves, cuja parte superior está marcada pela presença do elemento construtivo denominado trifório, característico das Igrejas de Peregrinação.
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Na próxima foto, o órgao da Catedral.

Órgao da Catedral

O teto está coberto por bóvedas de crucería, típicas do gótico.
No exterior, tanto a fachada quanto a torre foram reformadas no séc. XIX, no estilo neogótico.
Fachada da Catedral

Durante a Semana Santa, Bilbao recebe muitos visitantes, atraídos pela vasta oferta cultural e pelas numerosas procissões que saem às ruas, misturando música e devoção popular.

Semana Santa em Bilbao

Semana Santa em Bilbao

Uma das imagens mais veneradas pelos bilbaínos é a de N.Sra. de Bergoña, em cuja Basílica está depositada aquela que é considerada a padroeira de Vizcaya. A construção é do séc. XVI.
Basílica de N. Sra. de Bergoña

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Situada na parte mais alta de Bilbao, uma das melhores maneiras de chegar à Basílica é subindo pela calçada de Mallona, em uma agradável caminhada, que também ajuda a aprimorar a forma física.

Calçada de Mallona

No post anterior, comentamos sobre a via fluvial conhecida como Ria de Bilbao. Abaixo, vemos mais uma foto da Ria e, no lado direito, observamos um das obras fundamentais do processo de reurbanização da cidade, o Edifício Isozaki, localizado em uma de suas margens.
Edifício Isozakí

A Igreja de San Nicolas pertence à época barroca (1756).

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Nos finais de semana, uma boa pedida é acudir à Plaza Nueva e curtir uma ambiente repleto de música, colecionistas variados, atesanato, etc.
Construída em 1849 no estilo neoclássico, em sua parte central sedia a Academia do Idioma Vasco.

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Para os interessados em aprender o Euskera, como é conhecido o Idioma Vasco, preparem-se para a dificuldade do objetivo proposto. De qualque maneira, podemos ajudá-los inicialmente utilizando a velha e boa estratégia da Pedra de Roseta. Num dos monumentos da cidade, existe uma inscriçao no idioma vasco seguido de sua traduçao ao espanhol. Para facilitar ainda mais sua vida, transcrevo depois da foto sua traduçao em português.

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” O aumento do imposto sobre o sal provocou uma revolta que finalizou com a execuçao dos líderes neste local. “

De estilo gótico e levantada em 1433, a Igreja de San Antón é uma das mais antigas e em seu interior a luminosidade proporcionada por suas janelas é digna de exaltação.
A Torre campanário é barroca do séc. XVIII.
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Nos despedimos de Bilbao pela estação ferroviária de Abando, que comunica com as demais cidades espanholas, com a certeza de ter conhecido uma cidade que não cansa de surpreender-nos.

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Bilbao – Primeira Parte

Bilbao, em espanhol, e Bilbo, no idioma euskera, é a capital da Província de Vizcaya, uma das que compõem a Comunidade do País Vasco. Situada no extremo norte da península, é a sua cidade mais populosa, com aprox. 360 mil habitantes que, somados aos municípios circundantes, atinge os 900 mil.
Desde sua origem, foi um enclave comercial de particular importância graças à sua  atividade portuária, baseada principalmente na exportação de la procedente de Castilla e do minério de ferro extraído das minas da comunidade.
No séc. XIX e princípios do XX sofreu um desenvolvimento acelerado, transformando-se no epicentro da segunda região mais industrializada do país, superada apenas por Barcelona.
Atualmente, Bilbao é uma pujante cidade de serviços, que passa por um processo de revitalização estética, liderado por seu símbolo maior, o Museu Guggenheim, que abordamos num post exclusivo.
O principal curso fluvial da cidade e também principal artéria hidrográfica da província constituem os rios Nervión e Ibaizábal, que se unem formando a denominada Ria de Bilbao.

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Foi uma das primeiras vilas a serem fundadas no séc. XIV,  período que originou também 70% dos municípios de Vizcaya.
A cidade é o principal centro turístico da Comunidade Vasca, e muitos são seus monumentos e pontos de interesse.
Uma das melhores formas de chegar á cidade é pelo transporte ferroviário, e a estação da Concórdia, que faz a conexao com outras cidades do norte da Espanha, apresenta uma bela arquitetura de princípios do séc. XX.

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Durante o grande salto econômco realizado no séc. XIX, um de seus principais acontecimentos foi a criação, em 1857, do Banco de Bilbao. Em 1901, por sua vez, fundou-se o Banco Vizcaya, que se uniram em 1988  formando a corporação BBV.
Em 1999, a entidade incorporou o grupo bancário Argentaria, cuja fusão criou o atual BBVA. Abaixo, vemos sua sede no centro da cidade.
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A indústria siderúrgica e naval, base de seu  desenvolvimento, possibilitou a inauguraçao de um interessante espaço cultural, o Museu Marítimo.

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As áreas verdes da cidade são conhecidas nacionalmente por acolher inúmeros eventos.
O Parque de D. Casilda Iturizar é um dos preferidos dos bilbaínos.
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A cêntrica Praça de Moyúa apresenta em seu entorno uma série de edifícios históricos, como o Palácio Chávarri, sede da delegação da Comunidade.
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Abaixo, vemos uma imagem da florida praça.

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Algumas das estações de metro de Bilbao foram projetadas pelo eminente arquiteto Norman Foster, cujo apelido de “Fosteritos” rende homenagem a ele. Seu inconfundível formato semicircular, com uma cúpula transparente feita de vidro e aço, é uma das referências da moderna Bilbao.

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A prefeitura está sediada num belo edifício inaugurado em 1892, de estilo eclético.
Na fachada, duas estátuas representam a lei e a justiça e tradicionalmente se diz que o quinto degrau da escada é uma referência à altitude oficial da cidade, de 8m acima do nível do mar.
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O Teatro Arriaga é um dos principais espaços culturais da cidade. Inaugurado em 1890, seu nome presta uma homenagem ao compositor Juan Crisóstomo Arriaga, nascido em Bilbao..
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O popular Mercado da Ribeira, situado ao lado do rio, é o maior mercado coberto de todo o continente europeu, com 10.mil metros quadrados. Construído em 1929, em estilo Art Decô.

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Considerado como uma marca de identidade e um dos principais símbolos da cidade, O Athletic Clube de Bilbao é uma das equipes históricas do campeonato espanhol.
Ao lado do Real Madrid e do Barcelona, são os únicos três clubes que jamais foram rebaixados à segunda divisão.
O Estádio de San Mamés, também conhecido como a “Catedral”, foi inaugurado em 1913. O clube mantém a tradição, desde sua fundação, de apresentar equipes formada apenas por jogadores nascidos no País Vasco, ou de regiões culturalmente relacionadas a ele, com excelentes resultados, já que conquistou 8 ligas espanholas e foi vencedor da copa do Rei em 24 ocasioes, superado nesta competição apenas pelo Barcelona.

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Sua bandeira é onipresente, estando em todos os locais da cidade.

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Pontes de Bilbao

A cidade de Bilbao, capital da província de Vizcaya, na comunidade do País Vasco foi, desde a sua fundação no séc. XIV, um enclave comercial de particular importância graças a sua atividade portuária, baseada principalmente na exportação de la de outras regiões e de minérios. Ao longo dos séc. XIX e XX, desenvolveu-se tanto a ponto de converter-se no segundo pólo industrial de Espanha, sendo superada somente por Barcelona. Na atualidade, é uma cidade de grandes atrativos e que se encontra em um processo de revitalização estética, social e econômica, cujo reconhecimento  foi obtido com a entrega, em 2010, de um premio concedido pela cidade de Cingapura, considerado o Nobel do urbanismo.

O rio Nervión teve um papel primordial no seu desenvolvimento e, antes de desembocar no mar Cantábrico, atravessa a cidade, constituindo um fator essencial a construção de inúmeras pontes que interligassem ambas margens.
Correspondem a vários estilos e épocas. Vejamos algumas delas:
A ponte de San Antón foi, durante séculos, a única existente. Também chamada de ponte velha, é um símbolo da cidade.

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A ponte del Arenal é a terceira construída no mesmo local, substituindo as anteriores de pedra e ferro, e foi inaugurada em 1940.

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Inaugurada em 1886, a ponte da Merced foi reconstruída em 1938, depois de ser alvo de ataque durante a guerra civil

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De época contemporânea, a ponte Zubizuri, cujo nome em euskera (idioma vasco) significa ponte branca, recebe a assinatura de Santiago Calatrava. Inaugurada em 1997, é uma construçao formada por arcos e sustentado por cabos de ferro. É uma referência da nova e moderna Bilbao. Porém, recebeu críticas devido à superfície de cristal que constitui a passarela de pedestres, altamente derrapante, o que não deixa de ser um problema numa cidade de clima chuvoso.

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A ponte Euskalduna, obra de Javier Manterola, também foi inaugurada em 1997.

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Levantada em 1936 e reconstruída em 1939, a ponte Deusto recebeu o nome de Generalíssimo, em referência a Franco. Em 1979, voltou a ter seu nome original. Se trata de uma ponte levadiça, semelhante às que existem em Chicago.

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Nossa última estrutura, é a ponte conhecida como La Salve. Seu nome provém da praça homônima, situada na margem direita do rio, cuja localizaçao marcava o ponto em que os marinheiros rezavam uma oraçao quando avistavam a Basílica de Bergoña, considerada a padroeira de Vizcaya. Localizada junto ao Guggenheim, é de princípio dos anos 70, obra de Juan Batanero. Os pilares que a sustentam formam um característico arco vermelho, obra do francês Daniel Buren.

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Antes de finalizar, vale a pena mencionar a famosa e incrível ponte Vizcaya, situada próxima à cidade, na vila de Portugalete. Ela mereceu um post especial…

O Guggenheim de Bilbao

O Museu Guggenheim de Bilbao é, seguramente, um referente da arquitetura contemporânea. Seu projeto fez parte de um considerável esforço de reurbanização da cidade e é um dos mais visitados de Espanha.

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Projetado pelo arquiteto canadense Frank O. Gehry, foi inaugurado em 1997. Duas equipes de trabalho, uma em Los Angeles e a outra em Bilbao, realizaram conjuntamente o projeto, que só se tornou realidade graças à utilização de um software especial nos cálculos estruturais.

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Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio, curvo em vários pontos da estrutura. Este metal, de característica fina e maleável, se adapta perfeitamente ao aspecto do edifício, onde cada peça possui uma forma única e exclusiva ao lugar que ocupa. Algumas destas superfícies lembram a escama de um peixe, uma exemplar mostra do caráter orgânico da arquitetura de Gehry. Aliás, dependendo do ponto de vista, as formas da construção variam: desde a margem do rio, se assemelha a um barco, homenageando a cidade portuária, e, de cima, mais se parece a uma flor.

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O interior está dividido em 3 andares, com exposições contemporâneas de caráter permanente e temporárias.

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Tambem no exterior, destacam duas obras que embelezam ainda mais o cenário circundante ao museu. Um enorme cachorro coberto de flores, chamado de Puppy, de Jeff Knoons, e uma aranha impressionante, da escultora  Louise Borgoise, denominada Mamá.

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Por ser tão inovador, uma crítica que freqüentemente recebe, além do alto custo que representou sua elaboração, é justamente que a estrutura do museu é mais atraente que as próprias obras expostas.
Porém, as vozes contrárias se calaram diante do êxito internacional do museu, e dos enormes benefícios proporcionados por ele à cidade de Bilbao.

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O Guggenheim foi eleito por uma pesquisa popular realizada em todo país como um dos 12 tesouros de visita imprescindível do país Ibero.

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