Ourense – Galícia

Nos três dias que permanecemos no Monastério de San Esteban aproveitamos para conhecer outros lugares interessantes da Galícia, como a cidade de Ourense (nome oficial no idioma galhego. Em espanhol, Orense). Uma das capitais provinciais da comunidade, Ourense é o terceiro município mais populoso de toda a Galícia (pouco mais de cem mil habitantes), somente superada por Vigo e La Coruña. É considerada, no entanto, como a maior cidade do interior da comunidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua origem é romana e existem dúvidas a respeito do significado de seu nome. Uma teoria diz que foi batizada como “Auriense“, ou cidade do ouro, devido a abundância deste metal. Outra teoria postula que provém de “Aquae Urente” por suas conhecidas fontes termais, denominadas Burgas. A cidade é atravessada pelo Rio Miño, fato que condicionou de forma fundamental sua história.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a época romana, se construiu uma ponte sobre o rio, que formava parte da calçada romana que unia Bracara Augusta (atual cidade de Braga, em Portugal) com Asturica Augusta (atual Astorga, situada na Província de León). Esta ponte ainda se conserva atualmente, apesar das intervenções realizadas em séculos posteriores. É conhecida como Ponte Romana, Ponte Velha ou Ponte Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída no século I dC, esta ponte contribuiu de forma decisiva para o crescimento urbano de Ourense. Classificada como uma Ponte em Arco, possui 210 m de comprimento e foi declarada Monumento Histórico-Artístico em 1961. No século XII, o arco principal cedeu e a estrutura teve que ser reformada várias vezes. Desde 1999, é uma ponte exclusiva para pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos símbolos da cidade, sua importância é tal que aparece inclusive no escudo de Ourense.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 2001, se inaugurou a Ponte do Milênio, com 275 m de comprimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAProjetada pelo arquiteto Álvaro Varela e o engenheiro Juan M. Calvo, tornou-se numa referência da Ourense Contemporânea. Feita com uma combinação de aço e concreto, possui uma singular forma elíptica e uma curiosa passarela peatonal que se eleva a 22 metros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos acontecimentos históricos mais importantes para Ourense foi a chegada da ferrovia, provocando um caráter eminentemente comercial e administrativo para a cidade. Abaixo, vemos a ponte ferroviária, situada detrás de uma ponte metálica para veículos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém destas pontes, existem também passarelas para pedestres que cruzam o Rio Miño

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém de conhecer o entorno do Rio Miño, fizemos um interessante passeio pelo Centro Histórico de Ourense, que vale a pena ser conhecido. Como local de referência social e comercial, destacamos a Plaza Mayor, zona vital da parte histórica da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFormada por belas casas nobres dos séculos XVIII e XIX, está presidida pelo Edifício do Ayuntamiento (prefeitura), aqui denominada Casa do Conselho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra particularidade da Plaza Mayor de Ourense é que possui o solo levemente inclinado, algo raro neste tipo de espaço urbano. Ao lado da prefeitura situa-se o antigo  Palácio Episcopal, atual sede do Museu Arqueológico Provincial. Este importante edifício de Ourense foi construído a partir do século XII, sendo declarado Monumento Histórico-Artístico em 1931.

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San Martín del Castañar – Parte 2

Encerro esta série de matérias sobre os pueblos serranos da Província de Salamanca com um breve “passeio” pelo povoado de San Martín del Castañar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEu penso que os pueblos espanhóis constituem a alma mais autêntica do país, sendo que as transformações ao longo dos séculos não modificaram num grau elevado o ambiente urbano, seus costumes e tradições, o cotidiano da população etc. Durante muito tempo os habitantes de San Martín del Castañar se abasteceram de água através de fontes estratégicamente localizadas, algumas das quais ainda podemos admirar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO povoado conserva também a tradição de realizar touradas, como no idioma espanhol são conhecidas as Corridas de Touros. A Praça de Touros da localidade, onde se realizam os festejos taurinos, é realmente pitoresca…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASeus habitantes souberam conciliar as atividades econômicas tradicionais com o entorno natural, num estilo de vida sustentável que se remonta à séculos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA O pueblo, além do patrimônio histórico que vocês viram no post anterior, conserva ainda 4 ermitas, e uma singela ponte medieval

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Sierra de Francia é um local maravilhoso para desfrutar da natureza e para contemplar inúmeros pueblos interessantes, como La Alberca, Mogarraz e San Martín del Castañar

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA arquitetura popular tradicional destes povoados foi o motivo principal da declaração de conjuntos históricos que ostentam, uma excelente maneira de conservá-los para as próximas gerações.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria com uma simples e bela frase de Georges Dumézil (1898/1906), famoso historiador francês, cuja mensagem é especialmente verdadeira para estes povoados serranos:

“Os povoados sem lendas se morrem de frio.”

Ponte Romana de Córdoba

A Ponte que atravessa o Rio Guadalquivir é o monumento mais famoso de Córdoba, referente à sua etapa romana, e constitui uma de suas imagens mais divulgadas, com a Mesquita-Catedral de fundo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construída em época de Augusto, no século I aC, um período de grande atividade construtiva em toda a Hispania. Também  conhecida como a “Ponte Velha“, durante 20 séculos foi a única ponte existente na cidade, e provavelmente substituiu uma construção anterior feita de madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA estrutura fazia parte da denominada Via Augusta, considerada a calçada romana mais comprida de toda a Hispania, com cerca de 1500 km. Seu trajeto ligava os Pirineus com Cádiz, bordeando o Mar Mediterâneo. Os romanos foram os primeiros em construir pontes de pedra, e algumas delas se conservam dois milênios depois, o que comprova o alto nível técnico da Engenharia Romana. Composta por 16 arcos, a Ponte Romana de Córdoba foi reconstruída várias vezes ao longo da história, mas sua cimentação e traçado permanecem sendo originais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntre suas reformas mais importantes, a primeira ocorreu no período califal e depois foi novamente reformada quando a cidade foi reconquistada no século XIII. No princípio do século XX, sofreu outra intervenção. Sua última restauração foi realizada entre 2006 e 2008. Estas reformas tiveram um caráter mais estético que estrutural. Em um de seus extremos situa-se a Torre de Calahorra, construída no século XIV pelo Rei Alfonso XI sobre uma antiga fortaleza árabe (foto acima e abaixo), para a proteção da ponte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior da torre está sediado o Museu das Três Culturas, um interessante espaço cultural sobre a história da cidade. Além do mais, é possível subir à sua parte superior, que proporciona uma das mais belas vistas da ponte e de toda a cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo outro lado, vemos a Porta da Ponte, edificada durante o reinado de Felipe II em 1572, que encarregou o arquiteto Hernán Ruiz III para substituir uma anterior construção, que integrava o recinto de muralhas da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVII, uma epidemia assolou a cidade. Segundo os cordobeses, foi graças à intervenção milagrosa do Arcanjo São Rafael que a peste acabou. Em sinal de agradecimento, no ano de 1651 se colocou uma imagem do santo no meio da ponte e as velas que vemos atualmente comprovam a devoção dos habitantes de Córdoba ao seu santo padroeiro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 2004, a ponte foi fechada para a circulação de veículos, e passou a ser utilizada somente para pedestres e pelos milhares de turistas que visitam a cidade cada dia. A Ponte Romana foi cenário de várias produções cinematográficas, como o filme “Carmen“, de 2004, e também para a quinta temporada da popular série “Jogo de Tronos“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA importância política da Corduba Romana decaiu a partir da segunda metade do século IV, quando Hispalis (atual Sevilha) se converteu na capital da Província Bética. Dita província deixou de estar sob o controle de Roma depois da invasão dos Povos Bárbaros no ano de 409 dC, dando início à etapa visigoda. A cidade romana foi praticamente destruída, mas desta época se conservam apenas vestígios arqueológicas no Museu Arqueológico de Córdoba.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante o período visigodo, se construiu a Basílica de San Vicente, o principal templo religioso da cidade, que posteriormente daria lugar à Mesquita de Córdóba de época árabe, que ainda hoje assombra aos visitantes. Com a invasão árabe da Península Ibérica em 711 dC, Córdoba se transformou na capital de Al Andaluz, um período de grande esplendor, que veremos nas próximas matérias.

Arenas de San Pedro – Província de Ávila

Um dos melhores aspectos de viver em Madrid é sua localização estratégica, no centro da Península Ibérica. Ao ser a capital da Espanha, está bem comunicada com o resto do país, e muitos passeios podem ser realizados ao redor da cidade num raio de cerca de 150 km, num bate volta que permite conhecer diversos lugares interessantes do ponto de vista histórico. Neste mês, peguei um ônibus na Estação de Méndez Álvaro e fui conhecer a bela cidade de Arenas de San Pedro, um município situado ao sul da Província de Ávila (Comunidade de Castilla y León).

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom cerca de 6.500 habitantes, boa parte do município está situado dentro do Parque Regional da Serra de Gredos, uma reserva natural excelente para a prática do ecoturismo. No inverno, as temperaturas na serra frequentemente alcançam temperaturas negativas com muitas nevadas, algo que nao costuma ocorrer no povoado, ao estar situado no meio de um vale, o Vale de Tiétar, que recebe o nome do rio que atravessa a comarca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Rio Tiétar nasce no alto da Serra de Gredos, que vemos ao fundo na foto acima, integrando a Bacia Hidrográfica do Rio Tajo. Uma bela ponte construída no período gótico constitui um dos cartões postais da vila.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta ponte medieval, além de permitir cruzar o rio, foi utilizada com funções econômicas, já que os viajantes e as carruagens que por ela cruzavam tinham que pagar um imposto sobre a comercialização do gado.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá composta por três arcos, o central de maior envergadura que os laterais…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAArenas de San Pedro é um município de origem medieval, e recebeu o título de vila em 1393, durante o reinado de Enrique III. O nome Arenas é uma referência aos areias que se formam nas margens do rio, e San Pedro uma homenagem a San Pedro Alcántara, padroeiro da cidade que nela viveu no século XVI. Um dos monumentos mais famosos da cidade é seu imponente castelo, que veremos num post especial.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo de sua história, o povoado foi saqueado e incendiado diversas vezes, como na Guerra da Independência do início do século XIX, quando foi ocupada pelas tropas do Imperador Napoleão Bonaparte. Por este motivo, em seu escudo aparece o castelo sendo incendiado (algo que de fato nunca chegou a ocorrer) e o lema “Sempre incendiada e sempre fiel“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o Edifício da Prefeitura (Ayuntamiento),  onde foi colocada uma placa em homenagem aos defensores da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO principal monumento religioso de Arenas de San Pedro é a Igreja Paroquial de N.Sra da Assunção, construída no estilo gótico no final do século XIV e início do XV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA esbelta torre foi construída posteriormente (século XVI), no estilo renascentista.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm uma de suas portas se realizava, na Idade Média, o conselho da cidade, como indica a placa colocada num dos muros da igreja.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAntes de visitar o Castelo de Arenas, dei um pulo na Praça de Touros da localidade, construída em 1961.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAContinuaremos nossa visita por Arenas de San Pedro no próximo post…

Ponte de Toledo – Madrid

De todas as pontes que cruzam o Rio Manzanares, e que atualmente se encontram dentro dos limites do Parque Madrid Rio, a Ponte de Toledo é a mais bela, sem dúvida nenhuma.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAo longo dos séculos, várias pontes receberam esta denominação, mas foram destruídas pelas enchentes do rio. Em 1718, durante o reinado de Felipe IV, o Marquês de Vadillo, corregidor da vila, encarregou ao grande arquiteto barroco Pedro de Ribera a construção de uma nova ponte, finalizada em 1732, que felizmente se conserva atualmente.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEstá formada por 9 arcos e  foi construída de forma sólida e bem estruturada, para resistir à força das águas. O objetivo primordial de sua construção foi enlaçar a vila de Madrid com o antigo caminho à Toledo e Andaluzia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA outra função da Ponte de Toledo era que houvesse uma entrada digna à capital do reino desde o município de Carabanchel, hoje em dia integrado à cidade como um de seus distritos, uma zona em que foram edificados vários palácios aristocráticos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAQuando foi finalizada, a Ponte de Toledo sofreu várias críticas dos intelectuais e escritores da época, que comentavam que se tratava de “muita ponte para pouco rio…”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA ponte foi decorada com duas estruturas que acolhem as imagens do santo padroeiro de Madrid, San Isidro, e de sua esposa, Santa María de la Cabeza, que vemos acima e abaixo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASan Isidro aparece realizando seu milagre mais conhecido, o chamado “Milagre do Poço“. Conta a tradição que seu filho caiu num poço profundo e o santo, através de suas orações e fé, conseguiu fazer com que a água do poço subisse, podendo desta forma resgatá-lo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABem em frente foi colocada a imagem de Santa María de la Cabeza

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Toledo une duas rotatórias (em espanhol chamadas de Glorietas), a Glorieta de Pirâmides com a Glorieta do Marquês de Vadillo. Na Glorieta de Pirâmides vemos dois obeliscos, construídos em 1831.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADuas belas fontes construídas por Pedro de Ribera embelezam este lado da ponte….

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo outro lado, na Glorieta do Marquês de Vadillo, vemos duas torres também decoradas, uma espécie de porta de entrada a ponte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos o detalhe decorativo da parte superior das torres….

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante décadas, a Ponte de Toledo serviu de estacionamento para os jogos disputados no Estádio Vicente Calderón, que abaixo vemos ao fundo de um dos arcos que constituem a ponte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 1956 foi declarada Monumento Histórico-Artístico e em 1966 passou a ser utilizada somente para pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERACom esta matéria, finalizo a série sobre o Parque Madrid Rio…até o próximo post !!!!

Parque Madrid Rio: Pontes

Dentro do patrimônio histórico integrado ao Parque Madrid Rio, as pontes formam um capítulo à parte. Em sua passagem por Madrid, o Rio Manzanares é atravessado por 33 pontes e passarelas, das quais 12 são consideradas pontes históricas, sendo que algumas das mais famosas fazem parte do parque. Neste post, veremos as principais pontes de Madrid. A ponte de origem mais antiga é a Ponte de Segóvia, construída durante o reinado de Felipe II (segunda metade do século XVI). No entanto, a ponte que vemos atualmente é uma reconstrução, pois a original foi destruída durante a Guerra Civil Espanhola.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Segóvia é utilizada tanto pelos veículos, quanto pelos pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe início do século XIX, a Ponte do Rei, como o próprio nome indica, era de uso exclusivo do monarca, unindo o Palácio Real com a Casa de Campo, local adquirido pela monarquia para seu retiro e também para a caça. Construída pelo arquiteto Isidro González Velázquez, atualmente é utilizada somente para pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA denominada Ponte dos Franceses é a única ponte ferroviária da cidade. Foi construída  a partir de 1860 por engenheiros franceses, o que explica seu nome. O trem que a atravessava pertencia à Companhia de Ferrocarriles del Norte, ligando Madrid com a norte da Espanha, e possuía capital francês. Composta por 5 arcos, destaca o tijolo vermelho, material com que foi construída.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAJá a Ponte Reina Victoria foi inaugurada em 1909, com alguns elementos modernistas. Seu nome homenageou a rainha Victoria Eugenia, casada em 1906 com o Rei Alfonso XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe 1955 é a Ponte das Bolas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAVárias pontes foram construídas em época recente, caso da Ponte do Principado de Andorra, que contou com a participação, no dia de sua abertura, do chefe de governo  deste país encravado nos Pirineus, cordilheira montanhosa situada entre a Espanha e a França. Possui um curioso formato em “Y” e um chamativo cor verde.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Ponte de Arganzuela é uma belíssima estrutura de arquitetura contemporânea, e proporciona um toque de modernidade ao parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi projetada pelo arquiteto francês Dominique Perrault e inaugurada em 2011. Esta ponte metálica consta de dois grandes tubos de 278 metros, unidos por uma plataforma central.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe uso exclusivo para pedestres, sua construção teve outra finalidade, a estética do parque.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos a Ponte do Matadouro, uma das últimas em ser construída. O teto interior foi decorado com pastilhas, muito interessante…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa minha opinião, a mais bela ponte de todas é a Ponte de Toledo, que merece um post especial…

Lugo Romana

A cidade de Lugo foi fundada há cerca de 2 mil anos atrás, quando o atual território espanhol era uma província do grande Império Romano, denominada Hispania. Sua história se inicia como um acampamento romano, provavelmente no local onde originalmente havia um castro, isto é, um povoado fortificado de origem celta. Este acampamento militar foi construído dentro do contexto das chamadas Guerras Cântabras, travadas no noroeste da península contra os povos que a habitavam, durante o governo do Imperador Augusto, com a finalidade de anexionar estas terras ao imenso império da antiguidade. Em 25 aC, em nome do imperador, Paulo Fabio Máximo funda Lucus Augusti, embrião da atual Lugo. Na Praça Maior da cidade vemos uma escultura dedicada a ambos fundadores.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA palavra “Lucus” significa “bosque sagrado”, cuja origem está relacionada ao idioma celta e relacionada à divindade Lug. A partir do ano 50 dC, inicia-se a expansão da cidade, que se converte num importante núcleo urbano, representativo da cultura e do modo de vida romano, como comprovam os restos arqueológicos conservados. Lucus Augusti formava parte de uma rede de cidades integradas por uma Vía Romana, incluindo a atual Astorga (a romana Asturica) e a cidade portuguesa de Braga (Bracara).

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo século III dC, Lucus Augusti foi a capital do denominado Convento Lucense, uma das três áreas administrativas que compunham uma das províncias de Hispania, chamada Gallaecia. Num passeio pela cidade podemos vislumbrar seu passado romano através dos restos arqueológicos que foram preservados, além de sua impressionante muralha, que veremos no próximo post. Abaixo, vemos um Miliário, que marcavam as distâncias entre as principais cidades da Hispania, colocados nas estradas que integravam o território, as conhecidas Calçadas Romanas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA Alguns dos restos encontrados foram protegidos com uma estrutura de vidro que dificultam as boas fotos, como as que vemos abaixo, de uma casa romana.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOu então uma estrutura funerária pertencente aos séculos I/II dC, situada na velha prisão de Lugo

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo entanto, outros achados arqueológicos podem ser admirados com total claridade, como os restos de outra casa romana (Domus), decorada com mosaicos

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAComo toda cidade romana de importância, Lucus Augusti possuía suas Termas, cujos restos estão situados dentro de um hotel balneário, com acesso livre ao público.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAs Termas Romanas de Lugo foram declaradas Monumento Histórico-Artístico em 1931. A parte melhor conservada corresponde ao vestiário, composto por urnas utilizadas como armários para guardar a roupa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo local foram expostos pequenos altares de época romana denominados Aras. Estavam dedicados às divindades do panteão romano, onde se realizavam votos de ação de graças ou pedidos concretos, por meio de uma inscrição em latim. As Aras existentes nas Termas Romanas de Lugo foram dedicadas às Ninfas, divindades relacionadas a natureza, principalmente a agua.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANa parte baixa da cidade, vemos a ponte romana que cruza o Rio Miño, e que servia de elo de comunicação entre Lucus Augusti e Bracara (Braga).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta ponte sofreu numerosas intervenções, e de sua época romana se conservam somente os alicerces. A calçada romana que unia ambas cidades faz atualmente parte do Caminho de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm “soldado romano” protege a ponte contra os possíveis invasores…

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