O Castelo de Frías

Na parte mais elevada da cidade de Frías eleva-se seu imponente Castelo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEste tipo de fortaleza é conhecida pelo curioso nome de Castelo Roquero, por estar encravado na rocha, sendo que o Castelo de Frías é considerado um dos mais espetaculares de seu gênero em toda a Espanha.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA primeira menção ao Castelo de Frías remonta ao ano 867, mas seu aspecto atual data de finais do século XII e princípio do XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOriginalmente este castelo teve uma clara função defensiva e de grande valor estratégico na luta contra os muçulmanos. Em 1446 foi cedido a Pedro Fernández de Velasco, que tornou-se o senhor da vila, apesar das revoltas populares contra ele.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo vemos o Pátio de Armas, de formato quadrado e totalmente cercado por uma muralha…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA Torre de Homenagem, a parte principal da fortaleza, encontra-se separada do conjunto defensivo, pois foi construída sobre uma rocha proeminente, constituindo um panorama de grande beleza e singularidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERADe formato poligonal, ao longo de sua história a torre desabou três vezes, sendo que a última vez ocorreu em 1830, quando faleceram 30 pessoas. Do alto da torre as vistas de Frías sao realmente magníficas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO conjunto defensivo se complementava com uma ponte que cruza o Rio Ebro, construída no estilo românico.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEsta ponte constituía uma passagem obrigatória da via comercial que unia Castilla com a costa cantábrica. No século XIV se construiu uma torre para controlar o trânsito de mercadorias e a cobrança de impostos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANa foto acima vemos a cidade de Frías desde a ponte, com a silueta do castelo ao fundo. A ponte medieval de Frías possui 143 m de comprimento e está composta por 9 arcos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAtualmente esta ponte é utilizada somente por pedestres, já que uma mais moderna foi construída ao seu lado para os veículos…

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Tobera – Província de Burgos

Um dos principais destinos de nossa viagem pelo norte da Província de Burgos, zona conhecida como Las Merindades, foi o belíssimo povoado de Frías, considerado um dos mais bonitos da Espanha. Antes, porém, de visitá-la, fizemos uma parada numa localidade chamada Tobera, situada a pouca distância de Frías. A paisagem que se vislumbra é de um intenso bucolismo…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das principais atrações deste local isolado é a Ermita de Santa María de la Hoz, erguida junto a uma grande formação rochosa que lhe confere um aspecto de grande efeito visual. Não se sabe muito a respeito de sua história, apenas que foi construída no século XIII, provavelmente sobre uma anterior construção.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA ermita se insere dentro do estilo românico de transição ao gótico, e nela antigamente se hospedavam os peregrinos que se dirigiam à Santiago de Compostela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm frente vemos uma pequena ponte medieval, construída sobre uma anterior de época romana…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntre a ponte e a Ermita de Santa María se construiu outro pequeno templo, a Ermita do Cristo dos Remédios, de formato quadrado e pertencente ao século XVII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANossos únicos companheiros neste belo local eram as cabras e bodes, que nos olhavam com indiferença…

OLYMPUS DIGITAL CAMERATobera é também conhecida pelo Rio Molinar, que despenca suas águas em belas cascatas no meio do povoado…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUma pequena trilha que inicia ao lado das ermitas nos permite aproximar às cachoeiras e contemplar seus espetáculo.

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Último Passeio por Santiago de Compostela

Finalmente, depois de mais de 40 posts e dois meses de publicações, finalizo minha recente viagem pela Galícia (que terá um complemento especial sobre o Apóstolo Santiago). Neste último post sobre Santiago de Compostela, veremos alguns lugares e atrações da cidade que não foram incluídos nas matérias anteriores. A capital galega possui inúmeras casas nobres de importância histórica, como o Palácio de Fonseca, que pertenceu a Alonso III de Fonseca, um dos principais impulsores da prestigiosa e histórica Universidade de Santiago de Compostela. O palácio foi construído na primeira metade do século XVI e foi projetada pelo famoso arquiteto Rodrigo Gil de Hontañón. Em sua fachada, vemos o escudo da família dos Fonseca.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAUm belo exemplo da Arquitetura Civil do período barroco é o Palácio de Fondevila, construído em 1760. Situa-se na chamada Calle de las Casas Reales, assim denominada pelos palácios que ainda conserva.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASeu nome é uma referência a D.Pedro Varela Fondevila, que foi o proprietário do imóvel e prefeito da cidade. Também destaca o escudo situado na fachada da construção.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAo seu lado, um outro palácio, datado de 1500, conserva um portal composto por um Arco Conopial, algo raro na arquitetura civil…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, vemos outra casa nobre, cuja história ignoro….

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUma das ruas mais representativas do Centro Histórico, declarado Patrimônio da Humanidade, é a Rua del Villar, com abundantes casas dos séculos XVI, XVII e XVIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADe todas as fontes da cidade a mais famosa é, sem dúvida, a Fonte dos Cavalos, situada na Plaza de las Platerías, em frente à famosa fachada românica da Catedral Compostelana. Nesta praça situava-se o grêmio que representava os artesãos que trabalham com a prata, em cujas lojas ainda podemos comprar objetos feitos de metal.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANela os visitantes jogam uma moeda com o desejo de retornar à cidade. A fonte foi construída em 1825. Atrás da fonte, vemos a Casa do Cabildo, um edifício pertencente à segunda metade do século XVIII, também barroco. No lado esquerdo, o antigo Edifício do Banco de Espanha, que atualmente é uma das sedes do Museu das Peregrinações, que possui uma interessante coleção de objetos artísticos e arqueológicos encontrados na Catedral, enaltecendo a importância das rotas de peregrinações ao redor do mundo, especialmente o Caminho de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAbaixo, um detalhe da Fonte dos Cavalos

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Museu das Peregrinações possui uma outra sede, situada numa casa gótica do século XIV.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPor sua vez, o denominado Museu Casa de la Troya recria o ambiente de uma pensão de estudantes do final do século XIX, no qual se inspirou o escritor Alejandro Pérez Lugín (1870/1926) para escrever sua célebre novela “La Casa de la Troya“, em 1915. Este autor espanhol frequentou a Universidade de Santiago de Compostela e muitas de suas obras retratam temas e ambientes galegos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo aspecto gastronômico, a Comunidade da Galícia destaca-se principalmente por seus pescados, como o Pulpo à Gallega, polvo feito ao modo tradicional da região. Outro prato de referência é o Caldo Gallego, uma deliciosa sopa feita com legumes, batatas, muito parecido ao Caldo Verde português. No Caminho de Santiago, os peregrinos reforçam a dieta com esta sopa, principalmente nos frios dias do inverno.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAinda tive tempo de conhecer a Ponte sobre o Rio Sar, que cruza a parte baixa da cidade, construída provavelmente no século XIII.

OLYMPUS DIGITAL CAMERABem próximo, vemos juntos dois símbolos da comunidade, o cruzeiro e o hórreo, presentes na grande maioria das cidades e pueblos da Galícia.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAproveito uma vez mais para agradecer aos meus queridos amigos Marcelo e Cristina, que me convidaram novamente para participar desta viagem por terras da Galícia. Amantes incondicionais desta região espanhola, ambos possuem uma autêntica alma de peregrinos, e caminhar pelas cidades e povoados da comunidade junto a eles foi um verdadeiro prazer, repleto de momentos que somente as inesquecíveis viagens podem produzir…

Portomarín – Galícia

Depois de conhecer a cidade de Ourense e o Monastério de San Esteban, minha viagem pela Galícia junto com meus amigos Marcelo e Cristina prosseguiu sentido a uma pequena cidade (pueblo) do interior da comunidade chamada Portomarín, localizada na Província de Lugo. Portomarín é um dos muitos municípios da Galícia que deve sua existência ao Caminho de Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPortomarín converteu-se numa importante parada do caminho desde  que em 1120 se construiu uma ponte sobre o Rio Miño e um hospital junto a ele. De fato, o povoado pertenceu à Ordem de San Juan e existiram vários hospitais e um leprosário. Hoje em dia os hospitais foram substituídos pelos albergues de peregrino, abundantes no local, e que oferecem hospedagem e descanso aos inúmeros peregrinos que realizam o itinerário do chamado Caminho Francês, o mais transitado e famoso de todos aqueles que levam à Santiago de Compostela.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEste povoado, declarado Conjunto Histórico-Artístico em 1946, ficou submerso com a construção do Embalse de Belesar. Felizmente, seus principais monumentos foram desmontados e levantados novamente em sua atual localização. Quando as águas da represa atingem um nível baixo, é possível observar parte das construções inundadas, algo que não pude ver, pois havia muita água…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos monumentos conservados e que preside a entrada da vila é um dos arcos da antiga ponte…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs peregrinos que chegam ao povoado devem realizar um último esforço, subindo a escada do arco que conduz ao centro de Portomarín.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAO centro do pueblo está formado por uma bela praça na qual se ergue a impressionante Igreja de San Nicolás, que veremos no próximo post, e a Casa do Conselho, como se conhece o edifício sede da Prefeitura nesta região.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm pouco mais afastado encontramos a singela mas bonita Igreja de San Pedro, que também se salvou de ser engolida pelas águas da represa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruído no estilo românico, o templo preserva sua porta original, apesar de ter sofrido reformas no século XVII em sua fachada. Abaixo, vemos detalhes da porta e de sua decoração escultórica.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAEm nossa visita à Portomarín vimos muitos peregrinos que chegavam ao povoado, caminhando ou de bicicleta, sozinhos ou em grupo, para descansar de uma das últimas etapas do Caminho Francês, que em poucos dias os levará a seu destino final, a Catedral de Santiago de Compostela, onde se encontra sepultado o Apóstolo Santiago.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAApesar de suas construções serem recentes, salvo as relacionadas com o patrimônio histórico conservado, caminhar pelas poucas ruas do pueblo é uma experiência deveras agradável…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAVários restaurantes e lojas de souvenir oferecem aos peregrinos e ocasionais visitantes uma boa refeição e o comércio de produtos relacionados ao senderismo e lembranças do povoado.

Ourense – Galícia

Nos três dias que permanecemos no Monastério de San Esteban aproveitamos para conhecer outros lugares interessantes da Galícia, como a cidade de Ourense (nome oficial no idioma galhego. Em espanhol, Orense). Uma das capitais provinciais da comunidade, Ourense é o terceiro município mais populoso de toda a Galícia (pouco mais de cem mil habitantes), somente superada por Vigo e La Coruña. É considerada, no entanto, como a maior cidade do interior da comunidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASua origem é romana e existem dúvidas a respeito do significado de seu nome. Uma teoria diz que foi batizada como “Auriense“, ou cidade do ouro, devido a abundância deste metal. Outra teoria postula que provém de “Aquae Urente” por suas conhecidas fontes termais, denominadas Burgas. A cidade é atravessada pelo Rio Miño, fato que condicionou de forma fundamental sua história.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante a época romana, se construiu uma ponte sobre o rio, que formava parte da calçada romana que unia Bracara Augusta (atual cidade de Braga, em Portugal) com Asturica Augusta (atual Astorga, situada na Província de León). Esta ponte ainda se conserva atualmente, apesar das intervenções realizadas em séculos posteriores. É conhecida como Ponte Romana, Ponte Velha ou Ponte Maior.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAConstruída no século I dC, esta ponte contribuiu de forma decisiva para o crescimento urbano de Ourense. Classificada como uma Ponte em Arco, possui 210 m de comprimento e foi declarada Monumento Histórico-Artístico em 1961. No século XII, o arco principal cedeu e a estrutura teve que ser reformada várias vezes. Desde 1999, é uma ponte exclusiva para pedestres.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos símbolos da cidade, sua importância é tal que aparece inclusive no escudo de Ourense.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 2001, se inaugurou a Ponte do Milênio, com 275 m de comprimento.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAProjetada pelo arquiteto Álvaro Varela e o engenheiro Juan M. Calvo, tornou-se numa referência da Ourense Contemporânea. Feita com uma combinação de aço e concreto, possui uma singular forma elíptica e uma curiosa passarela peatonal que se eleva a 22 metros.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUm dos acontecimentos históricos mais importantes para Ourense foi a chegada da ferrovia, provocando um caráter eminentemente comercial e administrativo para a cidade. Abaixo, vemos a ponte ferroviária, situada detrás de uma ponte metálica para veículos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém destas pontes, existem também passarelas para pedestres que cruzam o Rio Miño

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAAlém de conhecer o entorno do Rio Miño, fizemos um interessante passeio pelo Centro Histórico de Ourense, que vale a pena ser conhecido. Como local de referência social e comercial, destacamos a Plaza Mayor, zona vital da parte histórica da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFormada por belas casas nobres dos séculos XVIII e XIX, está presidida pelo Edifício do Ayuntamiento (prefeitura), aqui denominada Casa do Conselho.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOutra particularidade da Plaza Mayor de Ourense é que possui o solo levemente inclinado, algo raro neste tipo de espaço urbano. Ao lado da prefeitura situa-se o antigo  Palácio Episcopal, atual sede do Museu Arqueológico Provincial. Este importante edifício de Ourense foi construído a partir do século XII, sendo declarado Monumento Histórico-Artístico em 1931.

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San Martín del Castañar – Parte 2

Encerro esta série de matérias sobre os pueblos serranos da Província de Salamanca com um breve “passeio” pelo povoado de San Martín del Castañar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEu penso que os pueblos espanhóis constituem a alma mais autêntica do país, sendo que as transformações ao longo dos séculos não modificaram num grau elevado o ambiente urbano, seus costumes e tradições, o cotidiano da população etc. Durante muito tempo os habitantes de San Martín del Castañar se abasteceram de água através de fontes estratégicamente localizadas, algumas das quais ainda podemos admirar.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO povoado conserva também a tradição de realizar touradas, como no idioma espanhol são conhecidas as Corridas de Touros. A Praça de Touros da localidade, onde se realizam os festejos taurinos, é realmente pitoresca…

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERASeus habitantes souberam conciliar as atividades econômicas tradicionais com o entorno natural, num estilo de vida sustentável que se remonta à séculos…

OLYMPUS DIGITAL CAMERA O pueblo, além do patrimônio histórico que vocês viram no post anterior, conserva ainda 4 ermitas, e uma singela ponte medieval

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA Sierra de Francia é um local maravilhoso para desfrutar da natureza e para contemplar inúmeros pueblos interessantes, como La Alberca, Mogarraz e San Martín del Castañar

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAA arquitetura popular tradicional destes povoados foi o motivo principal da declaração de conjuntos históricos que ostentam, uma excelente maneira de conservá-los para as próximas gerações.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAFinalizo a matéria com uma simples e bela frase de Georges Dumézil (1898/1906), famoso historiador francês, cuja mensagem é especialmente verdadeira para estes povoados serranos:

“Os povoados sem lendas se morrem de frio.”

Ponte Romana de Córdoba

A Ponte que atravessa o Rio Guadalquivir é o monumento mais famoso de Córdoba, referente à sua etapa romana, e constitui uma de suas imagens mais divulgadas, com a Mesquita-Catedral de fundo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi construída em época de Augusto, no século I aC, um período de grande atividade construtiva em toda a Hispania. Também  conhecida como a “Ponte Velha“, durante 20 séculos foi a única ponte existente na cidade, e provavelmente substituiu uma construção anterior feita de madeira.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA estrutura fazia parte da denominada Via Augusta, considerada a calçada romana mais comprida de toda a Hispania, com cerca de 1500 km. Seu trajeto ligava os Pirineus com Cádiz, bordeando o Mar Mediterâneo. Os romanos foram os primeiros em construir pontes de pedra, e algumas delas se conservam dois milênios depois, o que comprova o alto nível técnico da Engenharia Romana. Composta por 16 arcos, a Ponte Romana de Córdoba foi reconstruída várias vezes ao longo da história, mas sua cimentação e traçado permanecem sendo originais.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEntre suas reformas mais importantes, a primeira ocorreu no período califal e depois foi novamente reformada quando a cidade foi reconquistada no século XIII. No princípio do século XX, sofreu outra intervenção. Sua última restauração foi realizada entre 2006 e 2008. Estas reformas tiveram um caráter mais estético que estrutural. Em um de seus extremos situa-se a Torre de Calahorra, construída no século XIV pelo Rei Alfonso XI sobre uma antiga fortaleza árabe (foto acima e abaixo), para a proteção da ponte.

OLYMPUS DIGITAL CAMERANo interior da torre está sediado o Museu das Três Culturas, um interessante espaço cultural sobre a história da cidade. Além do mais, é possível subir à sua parte superior, que proporciona uma das mais belas vistas da ponte e de toda a cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADo outro lado, vemos a Porta da Ponte, edificada durante o reinado de Felipe II em 1572, que encarregou o arquiteto Hernán Ruiz III para substituir uma anterior construção, que integrava o recinto de muralhas da cidade.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERAOLYMPUS DIGITAL CAMERANo século XVII, uma epidemia assolou a cidade. Segundo os cordobeses, foi graças à intervenção milagrosa do Arcanjo São Rafael que a peste acabou. Em sinal de agradecimento, no ano de 1651 se colocou uma imagem do santo no meio da ponte e as velas que vemos atualmente comprovam a devoção dos habitantes de Córdoba ao seu santo padroeiro.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm 2004, a ponte foi fechada para a circulação de veículos, e passou a ser utilizada somente para pedestres e pelos milhares de turistas que visitam a cidade cada dia. A Ponte Romana foi cenário de várias produções cinematográficas, como o filme “Carmen“, de 2004, e também para a quinta temporada da popular série “Jogo de Tronos“.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA importância política da Corduba Romana decaiu a partir da segunda metade do século IV, quando Hispalis (atual Sevilha) se converteu na capital da Província Bética. Dita província deixou de estar sob o controle de Roma depois da invasão dos Povos Bárbaros no ano de 409 dC, dando início à etapa visigoda. A cidade romana foi praticamente destruída, mas desta época se conservam apenas vestígios arqueológicas no Museu Arqueológico de Córdoba.

OLYMPUS DIGITAL CAMERADurante o período visigodo, se construiu a Basílica de San Vicente, o principal templo religioso da cidade, que posteriormente daria lugar à Mesquita de Córdóba de época árabe, que ainda hoje assombra aos visitantes. Com a invasão árabe da Península Ibérica em 711 dC, Córdoba se transformou na capital de Al Andaluz, um período de grande esplendor, que veremos nas próximas matérias.